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- Conheça os 3 principais tratamentos de amigdalite
Dor de garganta, febre e mal-estar — esses são alguns dos sintomas da amigdalite, a infecção das amígdalas, doença comum e que afeta principalmente as crianças. Independentemente do tipo da doença, o recomendado é seguir o tratamento de amigdalite à risca, de acordo com o prescrito pelo médico. Entenda, neste post, o que caracteriza a amigdalite, os tipos, sintomas e, especialmente, os principais tratamentos para que o paciente se restabeleça o mais rapidamente possível. O que é amigdalite? Localizadas na garganta, as amígdalas são glândulas que atuam na defesa do organismo. Quando há infecção desses glândulas, ocorre a amigdalite. É conhecida popularmente como dor de garganta. Como as amígdalas são uma das primeiras estruturas de defesa do corpo que entram em contato com agentes patogênicos, podem ficar infectadas com uma frequência grande. As crianças são as que mais sofrem com essa infecção, principalmente no período escolar, quando ficam mais expostas a vírus e bactérias. Quais são os tipos de amigdalite? As amigdalites podem ser de 4 tipos: Viral Os vírus que podem desencadear essa infecção são: adenovírus, que provoca o resfriado; influenza, que provoca a gripe; citomegalovírus, que provoca herpes; epstein-barr, que provoca a mononucleose infecciosa, conhecida popularmente como doença do beijo; vírus sincicial respiratório, que provoca várias doenças respiratórias. Bacteriana Provoca febre alta e pus nas amígdalas. Causada por bactérias, geralmente a Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A). Porém pode ser causada por outros tipos de bactérias, como: Staphylococcus aureus; Chlamydia pneumoniae; Mycoplasma pneumoniae; Bordetella pertussis; Fusobacterium sp. Aguda Quando a amigdalite é aguda, a infecção pode persistir por até 3 meses. Crônica Quando a infeção nesses gânglios linfáticos se estende por mais de 3 meses ou quando a mesma fica se repetindo mês a mês é chamada de amigdalite crônica . Quais os sintomas da doença? Os sintomas mais comuns da amigdalite são: dor de garganta; dor e dificuldade para engolir; perda de apetite; febre; calafrios; mal-estar; tosse seca; amígdalas inchadas e vermelhas; dor que pode se estender aos ouvidos e pescoço; amígdalas com manchas brancas (pus). Como é o tratamento de amigdalite? Como mostramos acima, os sintomas atrapalham o dia a dia de qualquer pessoa e são bastante incômodos, principalmente, para as crianças. Dessa forma, alguns cuidados básicos podem ajudar bastante na recuperação, como: repouso: para que seu corpo direcione todas as energias para combater a infecção; ingestão de líquidos: ao evitar a garganta seca, você reduz o desconforto; dar prioridade a alimentos mais pastosos; aumentar a ingestão de alimentos que contenham vitamina C; ficar longe de poluição, como fumaça de cigarro: são agentes nocivos que podem irritar ainda mais a garganta; utilizar umidificador em ambientes muito secos para não ressecar a garganta; evitar ambientes com ar-condicionado para não ressecar as mucosas. Quando a pessoa sentir os sintomas que listamos no tópico anterior, deve procurar o otorrinolaringologista, que é o especialista nos cuidados das vias aéreas. Só ele pode prescrever o tratamento de amigdalite correto. Muitas pessoas acham que dor de garganta é tudo igual e acabam se automedicando. Contudo cada caso pede um medicamento diferente para que seja possível combater a infecção. Veja abaixo os 3 principais tratamentos para a doença: 1. Antibióticos O tratamento com antibióticos é o recomendado para a amigdalite bacteriana. Quando o médico prescreve antibióticos, eles devem ser tomados nos horários e quantidades corretas para garantir sua eficácia. Muita gente começa a tomar e, quando percebe uma melhora, deixa esse medicamento de lado. Isso é um perigo para a saúde: as bactérias permanecerão no organismo e podem desencadear a infecção novamente, além de ficar resistentes ao antibiótico. 2. Analgésicos e anti-inflamatórios O uso de analgésicos, para aliviar a dor, e anti-inflamatórios, para reduzir a inflamação, são prescritos pelo otorrinolaringologista tanto para a amigdalite bacteriana quanto para a viral. No caso da amigdalite viral, não existe um medicamento para combater o vírus — o organismo é quem vai eliminá-lo sozinho. Dessa forma, nesse tipo de inflamação, os analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a aliviar o mal-estar da doença. 3. Cirurgia Pacientes que apresentam episódios de reincidência da infecção, amigdalite crônica e com sintomas mais graves, como dificuldade até de respirar, devem fazer a cirurgia de retirada das amígdalas, chamada de amigdalectomia. O procedimento cirúrgico é realizado com anestesia geral e dura de 30 a 45 minutos. O paciente costuma receber alta no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte. Para a recuperação, é importante ficar em casa de 7 a 10 dias e ingerir alimentos líquidos e pastosos, que estejam frios ou gelados. O paciente pode sentir dor na garganta, ouvidos e pescoço no período. Por isso, o médico deve prescrever analgésicos e anti-inflamatórios. Alguns casos, antes da indicação de cirurgia , tenta-se utilizar medicações para fortalecer a imunidade por 2-3 meses. Receitas caseiras funcionam? Quando se fala em tratamento para a amigdalite, muita gente tem aquela receita da vovó que diz ser infalível. No entanto, essas medidas podem ajudar somente a reduzir o desconforto, como é o caso do bochecho com água morna e sal, que aumenta a circulação sanguínea na garganta e diminui a inflamação. Se a infecção for bacteriana, por exemplo, só será combatida com o uso de antibióticos. Por isso, é muito importante se consultar com o médico e tomar os medicamentos adequados. Se for crônica, o mais indicado é a cirurgia. Dessa maneira, nunca substitua o tratamento receitado por um especialista por métodos caseiros. Como se prevenir da infecção? A amigdalite é contagiosa, ou seja, ocorre quando há contato com as gotículas de saliva contaminadas. Por isso, é fundamental lavar sempre as mãos e não compartilhar copos, talheres, alimentos e toalhas. Para quem está doente, é necessário cobrir a boca ao tossir, espirrar e manter-se longe de bebês, idosos ou outros indivíduos com a imunidade fraca. Neste post, mostramos como é importante ficar atento quando surge a dor de garganta. Só o médico pode identificar o tipo de infecção e passar o tratamento de amigdalite adequado. Em casos mais graves ou episódios constantes de infecção, a cirurgia é recomendada para que o indivíduo tenha qualidade de vida. Quer receber mais algum esclarecimento sobre essa infecção? Entre em contato com a nossa equipe de especialistas que tiraremos todas as suas dúvidas! A Clínica Otorrino DF dispõe de especialistas capacitados para atendê-los da melhor forma, agende sua consulta!
- Viagem com crianças: o que saber antes de embarcar em um avião
Fazer uma viagem com crianças não é fácil! Elas ficam ansiosas, inquietas e, muitas vezes, cansadas. Por isso, exigem cuidados especiais e atenção redobrada. E a situação complica ainda mais quando o passeio tem que ser de avião. Nesse caso, há mais uma preocupação com os pequenos: o incômodo no ouvido, provocado pela pressão interna devido à altitude. Neste artigo, vamos apresentar formas de contornar os efeitos colaterais causados pela pressão e pela mudança de altitude. Assim, é possível tornar a viagem com crianças mais agradável. Acompanhe! A estrutura interna do aparelho auditivo A estrutura do aparelho auditivo humano é dividida em três partes: externa, média e interna. O ouvido externo é formado pelas orelhas e pelo canal auditivo externo, que são os responsáveis por amplificar os sons e levá-los até o tímpano — uma sensível membrana que separa o ouvido externo e o médio. O ouvido interno, por sua vez, é composto pelo labirinto e cóclea . Trata-se da parte responsável por proporcionar o equilíbrio (você já ouviu falar em labirintite? Ela pode ser causada por problemas no ouvido interno!). Já o ouvido médio, conhecido como orelha média, é uma cavidade presente dentro do osso temporal, delimitada pelo tímpano e ligada pela tuba auditiva à parte posterior da cavidade nasal. Ele liga-se às cavidades nasais pela trompa de Eustáquio, que regula a pressão entre o ouvido médio e o mundo externo. O adequado funcionamento da tuba auditiva é essencial para o controle do volume de ar que ocorre dentro da orelha média. O aparelho auditivo das crianças As crianças são vulneráveis ao bloqueio da tuba auditiva causado pela pressão e mudança brusca de altura. A estrutura da tuba auditiva tem a forma de um canudo e conecta os ouvidos ao nariz. Nos pequenos, ela é mais curta e estreita, além de ficar na posição horizontal. A anatomia dessa parte do corpo torna os pequenos mais suscetíveis às variações de pressão. A dor de ouvido surge quando o organismo não consegue equalizar corretamente a pressão entre a parte média do ouvido e o meio externo. As crianças costumam sofrer com isso porque têm uma sensibilidade maior, causada pela imaturidade na formação do sistema de compensação de pressão. A pressão atmosférica Em voos comerciais, as cabines estão sempre pressurizadas. Isso significa que a pressão interna é constante, por mais elevada que seja a altitude do voo. Quanto maior a altitude, menor a pressão e mais espaço os gases ocupam. No momento da aterrissagem e da decolagem, acontece uma mudança rápida de altitude, que causa uma pressão nos ouvidos e a sensação de que eles estão tampados. Assim, quando o avião sobe, a pressão do ar atmosférico diminui e o volume de ar que se forma dentro da orelha média aumenta. A coluna de ar que recai sobre nós será tanto menor quanto maior for a altitude (e tanto maior quanto menor a altitude). Nesse momento, a tuba auditiva se abrirá espontaneamente para dar saída ao excesso de ar da orelha média, ficando tudo bem — exceto se algo impedir a abertura da tuba. Se tal “excesso” de ar não sair por bloqueio da tuba, vai empurrar o tímpano para fora e causar dor. Durante o pouso, a pressão atmosférica aumenta e o volume de ar dentro da orelha média diminui, puxando o tímpano para dentro (e isso é ainda mais doloroso). Nesse momento, é necessário que entre mais ar na orelha média, para que o equilíbrio seja restabelecido. Mas, diferentemente do caso anterior, isso requer um movimento voluntário, como bocejar ou engolir, para poder abrir a tuba auditiva. Assim, tal anatomia dificulta a compensação entre a pressão de fora e de dentro do ouvido. Além disso, os bebês não conseguem equalizar a pressão intencionalmente em seus ouvidos. Crianças e bebês, preferencialmente acima de três meses de idade, podem voar de avião. Porém, eles correm o risco de sofrer desconfortos durante a viagem. A dor de ouvido é muito comum durante o voo e, caso seja negligenciada, pode tornar-se aguda. A importância do médico otorrinolaringologista O melhor é consultar um profissional otorrinolaringologista antes da viagem. Ele indicará um medicamento adequado a ser aplicado, bem como a quantidade e a frequência. Na maioria das vezes, o desconforto é transitório e acaba espontaneamente após o pouso. Entretanto, em caso de sintomatologia persistente, também é importante procurar a opinião de um médico especialista, que avaliará o caso. As alternativas para aliviar a dor Analgésicos Algumas medicações analgésicas amenizam a dor causada pela pressão nos ouvidos. Geralmente, elas apresentam-se em forma de comprimidos ou soluções. A indicação varia conforme a prescrição preventiva feita pelo otorrinolaringologista. Dessa forma, se o médico prescreveu algum medicamento para cessar o incômodo nos ouvidos, considere manter a receita com a prescrição do produto junto a você. Isso pode ser útil durante a viagem se o desconforto permanecer. Soro fisiológico O soro fisiológico ajuda a desentupir a tuba auditiva, aliviando a sensação de desconforto. A solução é introduzida por meio de aplicações tópicas dentro do nariz e proporciona uma abertura gradativa do canal auditivo. Uma dica preventiva importante é levar a carteira de vacinação da criança, pois ela pode ser solicitada. A deglutição ou sucção durante o voo Além dos remédios indicados, levar alimentos e bebidas na bagagem de mão é uma sugestão valiosa. Alguns movimentos de mastigação e deglutição podem ajudar a aliviar o incômodo nos ouvidos. O movimento de deglutição durante a viagem auxilia a manter o equilíbrio entre a pressão de dentro do ouvido e a do ambiente. Tudo isso favorece a musculatura da mastigação e deglutição, facilitando a abertura da tuba auditiva. Dessa forma, a criança deve mastigar alimentos (ou chicletes, que são mais práticos). Além disso, o movimento de sucção alivia a pressão negativa formada nos ouvidos. Assim, ela pode chupar a chupeta ou a mamadeira. Se o bebê ainda mama, oferecer o peito é outra opção que traz benefícios. Essas são algumas precauções que você precisa tomar antes do voo para proporcionar uma viagem tranquila tanto para seus filhos quanto para você. Com os devidos cuidados, a viagem com crianças pode ser uma experiência incrível. Agende uma consulta na Otorrino DF que nossos profissionais estão capacitados para maiores esclarecimentos! (61) 3542-2803.
- Estroboscopia: como o exame pode ajudar profissionais que trabalham com a voz
Qualquer alteração de voz, nem que seja leve, pode ser tornar um grande transtorno para profissionais que precisam usar a voz para realizar seu ofício. Para a população em geral, ficar rouco, por exemplo, pode não trazer tantas consequências no dia a dia, agora imagine essa situação para um ator ou professor? Por isso que, para esses profissionais, se torna tão importante a consulta preventiva com o otorrinolaringologista e, se necessário, a realização do exame de estroboscopia — uma tecnologia para avaliar em detalhes as estruturas da laringe, identificando assim distúrbios da voz e alterações anatômicas e funcionais das cordas vocais. Quer entender mais sobre esse procedimento? Acompanhe este artigo e conheça os detalhes desse exame. Descubra também como a voz é produzida, os profissionais que a utilizam como instrumento de trabalho e os principais cuidados com a saúde vocal. Como a voz é produzida? A voz é a protagonista quando o assunto é comunicação. Utilizá-la é algo tão natural no dia a dia que nem paramos para pensar como ela é produzida. Acabamos lembrando que algo não vai bem em poucas situações, como quando ficamos roucos após falar demais ou durante um forte resfriado. Mas você sabe como ocorre todo esse processo? Tudo começa com o ar que sai dos pulmões e provoca a vibração das pregas ou cordas vocais e, com a ajuda do “alto-falante” formado por faringe, boca e nariz, é emitido o som. Cuidar da voz Desse modo, é importante que todas essas estruturas estejam nas melhores condições para que a voz seja emitida normalmente. Contudo, poucas pessoas se atentam para o fato de que devem cuidar da voz para evitar qualquer tipo de alteração nas cordas vocais. Você sabia, por exemplo, que é importante manter-se hidratado, ou seja, beber muita água ao longo do dia para que sua voz não seja prejudicada? Agora, imagine quem faz uso intenso da voz no dia a dia, como professores e cantores? Para essas pessoas, o risco de ter algum problema nas pregas vocais se torna maior ainda. Quem são os profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho? Quando a gente pensa na função da voz, lembramos imediatamente da fala e dos processos de comunicação, certo? Com ela, conseguimos conversar, cantar, gritar, ou seja, é um meio de argumentar, expor nossos pensamentos e até mesmo de expressar sentimentos. No entanto, a voz pode ter um valor maior ainda para alguns profissionais, que a utilizam como um instrumento de trabalho. Quer saber quem são eles? Confira a seguir! Cantores Talvez o primeiro trabalho que venha à mente que faça uso da voz seja o do cantor. Sem ela, esse profissional simplesmente não consegue mostrar o seu trabalho. Dessa forma, já é uma prática comum de cantores cuidar da voz: prepará-la e aquecê-la para que consigam cumprir a agenda de shows e gravações sem preocupação. Atores Quem também deve se preocupar em cuidar das pregas vocais são os atores profissionais, afinal é com a voz que eles se expressam e mostram seu talento. Como se vê, o ambiente artístico está repleto de pessoas que dependem da voz para executar seu ofício e, por isso, acabam sendo mais conscientes sobre os cuidados com respiração, alimentação etc. para a boa saúde vocal. Professores Dar aula, mesmo que seja para uma turma pequena, exige muito das cordas vocais. Assim, o professor precisa ser bastante atencioso com o uso da voz para que consiga cumprir toda a sua rotina de trabalho. Seja uma turma de crianças, jovens ou adultos, o professor precisa modificar a entonação para ganhar a atenção dos alunos ou até mesmo chamar a atenção, principalmente no caso dos pequenos. Para conseguir dar uma aula, por exemplo, ele não pode usar um tom monótono porque pode deixar todo mundo com sono. São vários desafios que esse profissional tem que fazer para sua voz se sobressair a outras vozes, principalmente ao falar em lugares abertos, no caso dos professores de educação física ou, em ambientes fechados, em que é obrigado a conviver com o ar-condicionado. Não é uma batalha fácil! E, na graduação, não há nenhuma disciplina que ensine o professor a como cuidar da saúde vocal. Palestrantes Há profissionais que têm como trabalho principal fazer palestras. Desse modo, usam a voz da mesma forma que professores, muitas vezes, para plateias numerosas. Jornalistas A função do jornalismo é fazer a transmissão de fatos seja por meio escrito, radiofônico, televisivo ou digital. Assim, profissionais da televisão, rádio ou que produzem vídeos para a internet também utilizam a voz como ferramenta de seu ofício. Sem ela, não conseguiriam narrar uma notícia, fazer uma entrevista ou transmitir a informação. Youtubers A internet abriu um novo canal e muita gente, que começou a fazer vídeos por hobby, passaram a usar o Youtube de forma profissional. Dessa maneira, para produzir esse tipo de trabalho sem contratempos, os youtubers também precisam fazer o bom uso da voz. Vendedores Talvez essa classe profissional seja a que menos se preocupe com a voz. Entretanto, muitos vendedores de rua e feirantes, por exemplo, atraem a atenção de clientes anunciando em alto e bom som uma oferta. Após um dia de trabalho, fazem um esforço grande com as pregas vocais e respiração e isso pode trazer sérias consequências para a saúde e qualidade de vida. Atendentes de telemarketing Esses profissionais passam o dia ao telefone e não é para bater papo! Fazem, portanto, um uso intenso da voz e devem se preocupar em cuidar da saúde das cordas vocais. Outros Outras ocupações que fazem uso da voz são: locutores, narradores, treinadores, advogados, leiloeiros, padres e pastores. Quais são os principais cuidados que devem ser tomados com as cordas vocais? As cordas vocais ou pregas vocais são estruturas musculares localizadas na laringe e permitem que os seres humanos consigam emitir sons. Por isso, é importante que elas estejam nas melhores condições, principalmente para os profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho. Imagine um professor ter que forçar a entonação em várias aulas e, no dia seguinte, estar com a voz rouca e não conseguir trabalhar? Para evitar esses transtornos, que podem ser bastante prejudiciais ao organismo, ter o hábito de cuidar das cordas vocais e, assim, manter a saúde vocal em dia, é fundamental. Mas como fazer isso? Em primeiro lugar, é importante realizar consultas preventivas com o médico otorrinolaringologista (profissional que trata de nariz, ouvido e garganta) duas vezes ao ano para que ele conheça seu histórico de saúde, faça os exames necessários — como a estroboscopia — e, assim, passe as orientações. Cuidados com a saúde vocal No dia a dia, é possível adotar alguns cuidados. Independentemente do tipo de trabalho que faça uso da voz, existem algumas recomendações gerais, como: preocupar-se com a hidratação, tomando pelo menos dois litros de água ao longo do dia. Ter sempre uma garrafa de água à mão ajuda bastante; no trabalho, procurar se policiar para não forçar a voz por um longo período; não gritar; não falar em locais com muitos ruídos; fazer exercícios para aquecer a voz antes do trabalho; evitar falar por um longo período, principalmente ao telefone; ficar longe de álcool e cigarro. O fumo pode causar problemas gravíssimos à laringe, inclusive o câncer; incluir frutas no cardápio; evitar alimentos pesados (gordurosos e mais condimentados) ou que predisponham ao refluxo gastrointestinal, porque a doença pode prejudicar as cordas vocais; não consumir alimentos e bebidas muito quentes ou gelados; evitar alimentos derivados de leite, que podem contribuir para o aumento da secreção na garganta; evitar usar a voz em situações de alergias, resfriados, gripes ou problemas respiratórios; ao falar, tentar articular corretamente todas as palavras. Uma dica é abrir bem a boca para amplificar o som; fazer uso de microfone para locais amplos e plateia numerosa; ao se exercitar ou carregar peso, evitar fazer o uso da voz; evitar locais com poluição e poeira; procurar reduzir o tempo em ambientes com ar-condicionado; tomar cuidado com mudanças bruscas de temperatura; escolher roupas confortáveis, que não apertem o pescoço e abdômen. Isso vale também para acessórios femininos; reconhecer os sintomas de esforço das cordas vocais e reduzir o ritmo, se possível. Caso o sintoma persista, não hesite em procurar ajuda médica. Nunca tome medicamentos por conta própria; após um longo dia de trabalho utilizando a voz, priorize o repouso. Como é possível observar, são mudanças de hábito, principalmente com a alimentação e condições do ambiente, que vão preservar as cordas vocais e evitar qualquer intercorrência que impeça o uso da voz no dia a dia profissional. Quais são os problemas que mais comumente acometem tais profissionais? Os profissionais que precisam da voz para trabalhar podem sofrer do chamado “abuso de voz”, que começa com alterações funcionais, mas que, sem o tratamento adequado, pode evoluir para casos mais sérios, como alterações orgânicas e demandar uma intervenção cirúrgica. O sintoma mais comum e que já demanda atenção é a rouquidão persistente. Outros sinais que merecem ser investigados são: tosse crônica; pigarro; dor ao falar; dor ao engolir; sensação de cansaço ao falar; sensação de “bolo” na garganta; sensação de garganta seca. É preciso estar atento a esses sintomas, principalmente quando eles são persistentes e não estão associados a nenhum resfriado ou quadro alérgico, por exemplo. Isso porque pode ser indício de alguma alteração mais séria. Acompanhe a seguir alguns distúrbios e doenças nas cordas vocais que podem estar relacionados ao trabalho: Calos Os calos ou nódulos nas cordas vocais são causados por uma irritação contínua dessas estruturas. Caracteriza-se por uma lesão benigna e decorre do uso incorreto da voz. Os sintomas são perda da voz, rouquidão, irritação da garganta, tosse seca persistente, diminuição do volume da voz, entre outros. Se esses sinais persistem, é imprescindível passar por uma avaliação com o otorrinolaringologista. O diagnóstico é feito com exames, como a estroboscopia, que analisa em que fase estão essas lesões. O tratamento se faz com exercícios nas pregas vocais, que podem ser orientados por um fonoaudiólogo e descanso da voz. Se esse nódulo fica muito rígido ou é de grande proporção, a recomendação é fazer uma cirurgia. Pólipos Os pólipos são lesões com sangue nas cordas vocais e decorrentes do mau uso da voz, como esforço ao falar, sussurrar, falar muito alto, pigarrear etc. Quadros alérgicos, de refluxo gastroesofágico e tabagismo também podem causar esse tipo de lesão. A rouquidão é um dos principais sintomas, por isso se a voz rouca persistir por muitos dias, é importante procurar ajuda médica. O médico faz o exame clínico e pode solicitar biópsia para saber se o pólipo se trata ou não de um tumor. O tratamento é feito com corticoides ou cirurgia. Cistos Trata-se de uma alteração anatômica nas pregas vocais. Os cistos são tumores benignos e são como bolsas de líquido. Surgem por conta do atrito forte entre as cordas vocais durante a produção dos sons, principalmente quando se faz o uso incorreto da voz. Pode provocar rouquidão, dor no pescoço ou garganta, pigarro e cansaço ao falar. É importante procurar o médico se esses sintomas durarem por muitos dias. O tratamento pode ser feito com terapia fonoaudiológica e, no caso de cistos grandes, o indicado é fazer uma cirurgia. Paralisia Voz rouca e entrecortada e dificuldade na respiração podem ser indícios de paralisia, que pode acometer uma ou as duas cordas vocais. É um problema mais grave, pois pode afetar não só a voz, mas também a respiração e deglutição. É caracterizada pela incapacidade em fazer os movimentos dos músculos que fazem o controle das pregas vocais. A paralisia pode ser causada por lesões cerebrais ou no nervo da laringe após alguma cirurgia, como de retirada da tireoide ou operação cardíaca. O tratamento é cirúrgico. Edema de Reinke É caracterizado por um inchaço nas cordas vocais, o que deixa a voz rouca e grave. Há um acúmulo de líquido na região, fazendo com que a corda vocal tenha um aumento da espessura. Acomete profissionais que fazem uso intensivo da voz e, principalmente, fumantes. Pode ter relação também com casos de hipotireoidismo e refluxo gastroesofágico. Além da rouquidão e voz grossa, pode ter outros sintomas, como: pigarro, dificuldade para falar alto e falhas na voz. Ao apresentar esses sinais, o otorrinolaringologista deve ser procurado. Ele fará exames e o tratamento indicado é a eliminação da causa do problema, como o fumo e abusos vocais. A terapia fonoaudiológica pode ser recomendada. Em estágios mais avançados, o Edema de Reinke deve ser tratado com cirurgia. Úlceras de contato ou granulomas São lesões nas membranas que envolvem as cartilagens das cordas vocais. São como feridas e decorrem do abuso de voz, refluxo gastroesofágico, trauma na laringe após intubação prolongada e tosse crônica. Os sintomas são: voz rouca, sensação de “bolo” na garganta, dor e tosse frequente. O diagnóstico é feito pelo otorrinolaringologista e, se necessário, ele solicita uma biópsia, para se certificar de que as lesões não são malignas. O tratamento inclui descanso da voz e bom uso dela, fonoterapias e até uso de antibióticos para prevenir a infecção por bactérias enquanto as cordas vocais cicatrizam. Para os casos de refluxo, é importante tomar antiácidos, evitar alguns alimentos e procurar não comer próximo da hora de dormir. Laringite crônica Trata-se da inflamação persistente da laringe e pode ser causada pelo mau uso da voz ou agentes irritantes, como poeira, poluição, cigarro e álcool. Os indícios da doença são alterações na voz, rouquidão, dor de garganta, tosse, aumento de secreção, além de dificuldade de respiração e deglutição. O tratamento consiste em eliminar os agentes causadores da irritação, bem como evitar o abuso da voz. Nesse caso, a fonoterapia pode ser de grande ajuda. O que é o exame de estroboscopia e como ele funciona? Para investigar alterações nas pregas vocais e possíveis doenças, os profissionais da voz podem fazer o exame de estroboscopia laríngea, também conhecido como videolaringoestroboscopia ou videoestroboscopia da laringe. Por meio desse exame, o otorrinolaringologista consegue visualizar as cordas vocais, bem como seu funcionamento. Utiliza-se para isso um equipamento digital — video-estroboscópio — que faz a investigação com o uso de um endoscópio, que contém uma câmera acoplada e é introduzido pela boca. Esse aparelho emite uma luz pulsada (luz estroboscópica) a intervalos pré-estabelecidos, de acordo com a voz do paciente. Assim, permite a visualização da movimentação sequencial da onda mucosa das cordas vocais como se elas estivessem em câmera lenta. O procedimento permite avaliar a frequência de voz, a periodicidade de vibração das cordas vocais, bem como seu movimento de abertura e fechamento, que, por conta de sua velocidade, é impossível de ser visto a olho nu. Dessa maneira, o médico pode avaliar se há alguma anormalidade nessas estruturas e em suas funções. As imagens obtidas com esse exame ficam gravadas, um recurso importante para acompanhar a evolução do tratamento. Vantagens da estroboscopia Esse exame proporciona um diagnóstico mais preciso e permite observar detalhes sutis de movimento e vibração das cordas vocais, além de alterações mínimas em sua estrutura, como sulcos ou fibroses. Assim, torna-se possível o diagnóstico de diferentes anormalidades e patologias nas pregas vocais, desde lesões superficiais até tumores. Como o exame é feito A estroboscopia é feita no próprio consultório do otorrinolaringologista e não exige nenhum preparo especial. A recomendação (não obrigatória) é somente que o paciente fique em jejum por duas horas. O paciente fica sentado e o médico introduz o endoscópio rígido pela boca, posicionando-o atrás da língua. É colocado também um aparelho no contato com o pescoço( sensor de frequência ). O médico solicita que o examinado emita alguns sons e faça alguns movimentos na laringe. O procedimento é indolor, no entanto se o paciente ficar muito desconfortável ou tiver muita sensibilidade ao toque na garganta, como em casos de refluxo nauseante, o médico aplica um spray anestésico. O exame é realizado de forma rápida — dura de 2 a 3 minutos. Para quem já realizou o procedimento, é importante levar os exames anteriores para avaliação médica. Após a realização da estroboscopia não é necessário nenhum cuidado específico e o paciente pode retornar às atividades normalmente. Quando esse exame deve ser feito? Principalmente para as pessoas que utilizam a voz como instrumento de trabalho, qualquer alteração nas cordas vocais, mesmo que uma simples rouquidão, não pode ser ignorada para evitar problemas graves e contratempos no dia a dia profissional. Na consulta com o otorrinolaringologista será investigado qualquer tipo de queixa na voz e, para isso, ele faz o exame de estroboscopia. O procedimento é importante para o diagnóstico e prevenção de lesões e patologias, mas também para o acompanhamento da evolução do tratamento nas pregas vocais, como fonoterapia ou cirurgias. Qual a importância das consultas preventivas para a saúde da voz? Os profissionais que fazem uso intenso da voz precisam cuidar da saúde vocal. Para isso, é fundamental que eles realizem consultas preventivas pelo menos duas vezes ao ano com o otorrinolaringologista. A terapia com um fonoaudiólogo também é bem-vinda. Esse acompanhamento regular com esses especialistas vai prevenir que simples alterações funcionais na voz se transformem em lesões sérias nas cordas vocais. Uma leve rouquidão persistente pode ser facilmente tratada com a orientação desses profissionais e algumas mudanças de hábito. Entretanto, quando o paciente apresenta esse sintoma e não procura ajuda médica, pode gerar uma alteração orgânica que só é resolvida, em muitos casos, com intervenção cirúrgica. Se você é um profissional que precisa da voz para exercer o seu ofício, coloque na sua agenda o check-up com o otorrinolaringologista. Ele fará os exames necessários para avaliar a saúde da sua laringe e orientará quanto aos bons hábitos de saúde vocal. Escolha uma clínica de otorrinolaringologia completa, com equipamentos tecnológicos para que seja possível realizar exames importantes, como a estroboscopia, e outros atendimentos, como a terapia de voz. Você conhecia o exame de estroboscopia, que faz a investigação detalhada das estruturas e funcionamento das cordas vocais? Saiba que esse procedimento deve ser realizado sempre que houver qualquer alteração persistente da voz ou alguma outra queixa envolvendo a laringe. Por isso, esse exame é tão importante para as pessoas que fazem uso intenso da voz na rotina profissional. Ficou interessado nesse exame e gostaria de obter mais esclarecimentos sobre o procedimento? Entre em contato com a equipe de especialistas da Otorrino DF e receba todas as orientações! Agende sua avaliação (61) 3542-2803.
- Tire as suas principais dúvidas sobre o exame de polissonografia
Dormir é, provavelmente, o que você passará mais tempo fazendo, mais do que qualquer outra atividade. Se considerarmos uma rotina em que se dorme 8 horas por noite, podemos afirmar que passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo. Parece ser uma parte bem importante do nosso cotidiano, não é? O que acontece é que muita gente vive reclamando que não dorme bem, que tem insônia, ou que não se sente descansado após uma noite de sono. Mas, afinal, quantas pessoas param para investigar se há, realmente, algum problema com seu sono? Pois é aí que entra o exame de polissonografia. Continue lendo para saber mais! Qual é a importância do sono? Antes de tudo, é essencial entender qual é a real importância do sono em nossas vidas, para que o devido valor lhe seja dado. Podemos afirmar que a qualidade do sono de uma pessoa está diretamente ligada à sua qualidade de vida, em geral. Todos podemos perceber isso, ao ficarmos mal-humorados ou tristes após uma noite mal dormida, por exemplo. O sono é necessário para todas as pessoas em qualquer idade, porém, com necessidades diferentes para cada idade. Enquanto um recém-nascido dorme cerca de 80% do tempo, um idoso pode ficar bem descansado com 4 horas de sono por noite. O importante é que o sono passe por todas as suas fases. Isso porque o impacto de um sono ruim vai muito além do humor. Durante o período adormecido, o corpo realiza diversas funções que são essenciais para a manutenção e renovação do organismo, como: consolidação da memória e do aprendizado; regeneração da pele; liberação de hormônios (hormônio do crescimento, prolactina); fortalecimento do sistema imunológico; restauração de tecidos. Por isso, qualquer situação ou distúrbio que prejudique o sono atrapalha também todas essas funções, além do cansaço intenso que a pessoa sente no dia seguinte. Dormir mal leva a estresse, ansiedade e até a problemas cardiovasculares, a longo prazo. Logo, ninguém deve achar que é “normal” ter problemas para dormir (demorar para dormir ou acordar muitas vezes, por exemplo). E buscar a causa do problema é um importante passo para se obter uma noite de sono reparadora. O que é o exame de polissonografia? Agora que você entendeu a importância de ter uma boa noite de sono, entenderá também que é preciso investigar os distúrbios do sono. E é esse o objetivo do exame de polissonografia, que é uma ferramenta para o estudo mais aprofundado do sono. Realizado enquanto a pessoa dorme, ele é um exame não invasivo, durante o qual alguns parâmetros são medidos: frequência cardíaca; frequência respiratória; atividade muscular; atividade cerebral, entre outros. Resumindo — é possível avaliar e acompanhar o sono em tempo real. Todas as informações são coletadas por meio de sensores espalhados pelo corpo do paciente, que são enviadas a um computador, armazenadas e, posteriormente, analisadas por especialistas. Como ele é feito? Normalmente, o exame é realizado em uma clínica especializada em distúrbios do sono ou em um hospital, mas também pode ser feito na casa do paciente. Os locais para realização da polissonografia contam com todos os equipamentos necessários e uma sala especial confortável para o paciente dormir. Para que os parâmetros sejam medidos e acompanhados, são espalhados eletrodos pelo couro cabeludo e o corpo da pessoa, fixados com adesivos específicos. Um técnico especialista em polissonografia é o responsável por fixar esses eletrodos e acompanhar o exame. O procedimento é indolor; a única questão é que algumas pessoas não se sentem confortáveis em dormir fora de casa. Porém , já dispormos de aparelhos que realizam exames no domicílio. As avaliações feitas durante o exame são: eletromiograma — registro da atividade muscular durante o sono; eletro-oculograma — identificação das fases do sono e do início de cada uma delas (os olhos adotam velocidades diferentes de movimentação em cada fase); eletroencefalograma — registro da atividade cerebral durante o sono; eletrocardiograma — registro da atividade elétrica do coração durante o sono; sensor de movimento dos membros inferiores; sensor de ronco — registro da presença e intensidade do ronco; esforço respiratório do tórax e do abdome; oximetria — registro da taxa de oxigênio no sangue durante o sono; fluxo aéreo da boca e nariz — análise da respiração durante o sono. O exame exige preparos específicos para que os dados coletados reflitam a situação real do sono da pessoa. É indicado, por exemplo, não ingerir café, bebidas energéticas ou bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem o exame. E a cabeça deve ser lavada com xampu neutro. Além disso, a pessoa deve tomar os medicamentos que já usa e informá-los ao médico que realizará o exame. Em casos de gripe, doenças ou outra condição que atrapalhe o sono, é indicado remarcar o exame para evitar qualquer possível interferência nos resultados. As alterações que são registradas por cada tipo de sensor podem indicar distúrbios do sono específicos. Posteriormente, o médico especialista avalia os parâmetros medidos pelos eletrodos, levando em consideração as especificidades de cada fase do sono. Quais as indicações para fazer o exame? Existem diversos distúrbios do sono que podem ser investigados e avaliados por meio dos resultados da polissonografia. Normalmente, o médico solicita o exame quando a pessoa tem queixas específicas relacionadas ao sono ou apresenta outros sintomas, como sono excessivo durante o dia, distúrbios respiratórios associados (ronco, apneia). As principais indicações para a realização do exame incluem a investigação ou acompanhamento de: insônia; hipersônia (sonolência excessiva durante o dia e/ou sono prolongado durante a noite); narcolepsia (sono súbito e incontrolável, aparentemente sem motivo); hipopnéia do sono (redução do fluxo de ar durante o sono, apesar da manutenção do esforço inspiratório); apneia do sono (ruídos/roncos e interrupções que se repetem durante o sono); síndrome das pernas inquietas; distúrbios extrínsecos ao sono, isto é, que se originam de causas externas (higiene do sono inadequada, ambiente para dormir inadequado, uso de estimulantes); distúrbios circadianos do sono (mudança de fuso horário, padrão irregular do ciclo vigília-sono); distúrbios do despertar (sonambulismo, terror noturno); parassônias do sono REM (paralisia do sono, pesadelos); outras parassônias (bruxismo, enurese noturna). Enfim, deu pra perceber que são vários os fatores que podem atrapalhar o seu sono, não é mesmo? Por isso, vale a pena buscar sempre formas de melhorar a qualidade de sono, e investigar quando ele não vai bem por meio do exame de polissonografia. A Clínica Otorrino DF tem profissionais qualificados, especialistas em sono e equipamentos de última geração . Agende sua Consulta pelo (61) 3542-2803!
- Entenda o que é rinite alérgica e 6 formas de se prevenir
A gente sabe bem como é, basta mexer em algumas caixas antigas e pronto! Isso já é o suficiente para dar início a uma reação bem desagradável com direito a coceira, nariz entupido e muitos espirros, não é? Pois saiba que você não está sozinho: a rinite é uma das doenças alérgicas mais comuns. Neste artigo você vai entender tudo sobre o assunto: o que é rinite alérgica, quais são seus sintomas e formas de tratamentos. Ah, você também vai receber dicas importantes de como prevenir as terríveis crises. Vamos começar? Boa leitura! O que é a rinite alérgica Rinite alérgica nada mais é do que uma espécie de reação do nosso organismo a um elemento estranho. Ou seja, o nariz é a porta de entrada do oxigênio que, muitas vezes, vem carregado de poeira e poluição. Ao filtrar, umidificar e aquecer esse ar para que ele possa chegar até os pulmões, o sistema imunológico rapidamente detecta esses elementos. E aí ocorre uma reação exagerada na tentativa de defender-se e impedir que eles entrem no organismo. A partir desse momento inicia-se todo o processo que você já conhece — uma onda de espirros, coceira e coriza que invade o corpo. Os causadores de uma crise alérgica são chamados de alérgenos. Quem possui rinite alérgica, geralmente tem uma crise ao inalar elementos como: ácaro; fungos; pólen; pelos de animais; fumaça; cigarro; perfume; ar frio ( ar-condicionado) produtos químicos etc. É difícil saber ao certo o motivo de uma pessoa ter alergia a determinados elementos e outra não. Porém, os portadores dessa doença têm 50% de chances de ter filhos com o mesmo problema. Principais sintomas da rinite alérgica Como já dissemos, a reação é imediata. Basta entrar em contato com o alérgeno para que a crise se manifeste. Conheça agora quais são os principais sintomas da rinite alérgica: irritação no nariz, boca, olhos, garganta e pele; coriza nasal constante; obstrução nasal; espirros; olhos lacrimejantes; coceira nos olhos; coceira no nariz; rouquidão. Quando os sintomas se prolongam e a crise dura por mais tempo, é comum surgirem ainda tosse, dificuldade em sentir cheiros, gosto de alimentos e até diminuição da audição, dor de garganta e cabeça, inchaço nos olhos e fadiga. Em geral, os sintomas passam sozinhos, porém, é imprescindível ter cuidado quando o paciente tem alguma outra complicação, como a asma, por exemplo. Nesse caso, a rinite é capaz de desencadear uma crise de falta de ar e cansaço. Além disso, ela também pode resultar em uma sinusite. A rinite alérgica X sinusite Apesar de alguns sintomas serem parecidos, como a obstrução nasal, espirros e tosse, as duas doenças têm causas e tratamentos bem diferentes. Enquanto a rinite alérgica é uma inflamação resultante de uma alergia, a sinusite é conseqüência de uma infecção. No caso da sinusite, o muco que deveria sair pelo nariz acaba por congestionar as cavidades internas da face. Uma característica da doença é cor da secreção, que é amarelada ou esverdeada. Já no caso da rinite, ela é transparente. Quem sofre de sinusite também sente dores faciais, na cabeça e febre. Sintomas que não são comuns em uma crise alérgica. Os tipos de tratamentos Às vezes, pode ser difícil diferenciar uma doença da outra. Nesse caso, procurar um especialista, isto é, um otorrinolaringologista é o mais indicado. O profissional pode solicitar uma série de exames para chegar a um diagnóstico correto e preciso. A partir daí, é possível iniciar um tratamento eficaz no combate a rinite alérgica. A doença não tem cura, porém, é possível controlar e até evitar os sintomas. É claro que cada tratamento depende da gravidade do caso, mas, em geral, ele é feito com: cuidados para evitar o contato com os alérgenos, como a higiene do ambiente de trabalho e da casa; lavagem periódica das narinas com soluções nasais ou soro fisiológico com o intuito de manter os canais sempre limpos; medicamentos antialérgicos, descongestionantes e corticóides para amenizar as crises; vacinas antialérgicas para os casos mais graves ou em que o paciente não pode evitar o contato com o alérgeno. Porém, é importante lembrar que mesmo que alguns medicamentos possam ser comprados sem prescrição médica, é indispensável realizar um acompanhamento. Só dessa forma será possível controlar e evitar os sintomas com segurança. As 6 formas de se prevenir Para manter uma boa qualidade de vida é importante saber evitar as crises de rinite alérgica. Ou seja, existem alguns hábitos simples que, se colocados em prática no dia a dia, podem ajudar a evitar o desenvolvimento das crises. Veja quais são! 1. Fique longe dos alérgenos Sim, parece lógico, mas é a forma mais eficaz de evitar os sintomas da rinite alérgica. Por isso, o primeiro passo é identificá-los, depois é só tomar o máximo de cuidado para não entrar em contato com nenhum deles. 2. Mantenha a casa ventilada Ambientes muito fechados favorecem a proliferação de vírus e bactérias, assim como o ácaro e os fungos. Portanto, mantenha o ambiente sempre ventilado, arejado e permita que o sol entre pela janela. Esses cuidados devem ser diários. 3. Limpe o ambiente todos os dias Um pano úmido é a melhor maneira de remover a poeira dos móveis e objetos. Outra boa dica é evitar a vassoura, pois ela espalha ainda mais o pó pelo ar. Evitar uso de aspiradores de pó convencional. Existe no mercado aspiradores específicos para alérgicos, consulte seu médico otorrinolaringologista . 4. Cuidados com os pelos dos animais Se você tem animais de estimação é indispensável tomar cuidado. Mantenha-os sempre limpos e faça podas regularmente para evitar a queda excessiva de pelos. Cobrir os sofás e as camas com lençóis para que sejam lavados periodicamente também é uma boa tática. 5. Lave as roupas com água quente Lave as peças que estavam guardadas há muito tempo com água quente. Dessa forma, você eliminará com mais eficácia os fungos e o ácaro. O mesmo vale para tapetes e cortinas que costumam acumular muita poeira. 6. Umidifique o ambiente O clima seco possibilita que a poeira e a poluição permaneçam por mais tempo suspensos no ar, e isso agrava as crises de rinite. Por isso, é importante umidificar o ambiente. Uma toalha úmida ou uma bacia de água ao lado da cama já é o suficiente, mas, se possível, opte por umidificadores. Esses equipamentos, além de melhorar a qualidade do ar, têm filtros que removem as impurezas. Muito importante a limpeza corretas destes aparelhos, caso contrário, pode ser mais um fator desencadeante das crises devido acúmulo de fungos no recipiente de armazenar água. Lembro que falamos apenas das rinites alérgicas, existem outras diversas que não tem relação com alergias. Por fim, beba bastante água, mantenha uma alimentação variada e pratique exercícios físicos. Um corpo saudável é sinônimo de um sistema imunológico forte e resistente. Acrescenta Dr José Stenio Ponte, muitos pacientes portadores de desvio de septo nasal ao fazerem a cirurgia corretiva os sintomas da rinite melhoram muito , uma vez que melhora o fluxo ar pelo nariz e diminuem ,por conseqüência, o contato com esses alérgenos. Outra preocupação dos especialistas , é o uso excessivo de descongestionantes nasais(tópicos) , medicamentos estes que trazem muitos efeitos colaterais , desde arritmias cardíacas , dependência da droga e mesmo rinites pelo seu uso ( rinite medicamentosa) . Agora que você sabe o que é rinite alérgica, já pode começar a colocar em prática todas as nossas dicas de prevenção! E se quiser receber outras informações relacionadas ao assunto, siga as nossas redes sociais. Estamos sempre compartilhando dicas relevantes sobre saúde. Até a próxima! Agende sua avaliação da OtorrinoDF, temos profissionais competentes para melhor atendê-lo.
- Qual é a importância de detectar e tratar problemas em vias lacrimais?
Quando se fala em lágrimas, muita gente relaciona somente às emoções, como os momentos de choro de tristeza ou alegria. Porém, saiba que essa solução salina é produzida constantemente, sendo responsável pela saúde ocular e, desse modo, é preciso ficar alerta em relação a qualquer problema nas vias lacrimais. A obstrução desses canais, por exemplo, pode acometer crianças e adultos e exige tratamento para evitar complicações, como infecções. Neste post vamos explicar como é o funcionamento das vias lacrimais, os sintomas de sua obstrução e as formas de tratamento — como a dacriocistorrinostomia endoscópica — cirurgia realizada pelo otorrinolaringologista. Acompanhe! O que são vias lacrimais? As lágrimas são responsáveis pela saúde dos olhos. É uma solução formada por água, sais minerais, proteínas e gordura, que mantém a superfície ocular constantemente úmida, um processo de limpeza e lubrificação que protege contra as impurezas do ambiente externo e evita infecções. A substância é produzida pelas glândulas lacrimais, que se localizam atrás das pálpebras superiores, e, ao piscarmos, esse fluido se espalha por toda a superfície do olho. Ele então é drenado para o saco lacrimal e segue por um canal até o nariz e garganta. É por isso que, ao chorarmos, notamos que a lágrima também escorre pelo nariz e sentimos um gosto salgado na boca. Quais problemas podem afetar essas estruturas? As vias lacrimais podem ficar obstruídas impedindo o caminho da lágrima dos olhos ao nariz e garganta. A situação é mais comum em recém-nascidos e crianças de até 3 anos, mas pode também afetar adultos, principalmente após os 50 anos. Desse modo, a obstrução pode ser congênita ou adquirida. Não há consenso sobre as causas para esse quadro. Pode haver relação com alguma infecção, no entanto, muitos médicos observam que a infecção acaba sendo uma consequência desse problema. Quais os sintomas da obstrução das vias lacrimais? Confira a seguir os principais sintomas dessa obstrução: secreção ocular; lacrimejamento excessivo (epífora); visão “borrada”; olhos “grudados” ao acordar; presença de uma pequena bolsa próxima ao nariz; infecções recorrentes do saco lacrimal. Por conta desses sintomas, muita gente pode confundir o problema com conjuntivite crônica. Contudo, quando há obstrução das vias lacrimais, os olhos não ficam vermelhos ou inchados como ocorre com a infecção. Por isso, evite o uso de colírio ou qualquer outro medicamento antibiótico sem a prescrição médica. Como é o tratamento? Em bebês, é comum que a obstrução desapareça normalmente até os 8 ou 9 meses sem a necessidade de intervenção cirúrgica. Com a orientação do especialista, é possível até mesmo auxiliar nesse processo fazendo massagens suaves nos canais lacrimais da criança. Isso pode ajudar no rompimento de uma membrana que causa a obstrução. Quando não há solução espontânea, pode ser indicada a sondagem das vias lacrimais, um procedimento cirúrgico feito com uma fina haste de metal que tem o objetivo de fazer a desobstrução mecânica do canal lacrimal. Pode ser realizado com ou sem o uso de tubos de silicone — que são retirados depois de 3 meses e têm a função de manter o canal aberto no período de cicatrização. Essa intervenção é indicada para crianças de até 14 meses. No entanto, quando a sondagem não apresenta resultados nas crianças ou ainda quando a obstrução das vias lacrimais acontece em adultos, é necessária a realização de outra cirurgia — chamada de dacriocistorrinostomia. Essa intervenção cirúrgica apresenta altas taxas de sucesso e pode ser realizada de duas formas. Acompanhe: Dacriocistorrinostomia convencional Cirurgia que tem o objetivo de criar uma via para o “caminho” da lágrima entre o saco lacrimal e a cavidade nasal. É realizada externamente, com um pequeno corte na base do nariz, o que deixa uma pequena cicatriz no local da incisão. Dacriocistorrinostomia endoscópica O mesmo procedimento para a desobstrução das vias lacrimais pode ser realizado por vídeo. A dacriocistorrinostomia endoscópica é feita dentro do nariz e, dessa maneira, não há a necessidade de incisão externa. A cirurgia é realizada pelo médico otorrinolaringologista. A técnica é realizada com o uso de fibra óptica, o que permite a localização precisa do saco lacrimal e da obstrução. A incisão é interna e o médico coloca uma fina sonda de silicone no novo canal, que fica de 1 a 3 meses, para que ele permaneça aberto durante a cicatrização. Essa sonda não causa desconforto ao paciente e é retirada no consultório do otorrino ao fim do procedimento. Com a dacriocistorrinostomia endoscópica, não há necessidade de pontos e os curativos colocados na cavidade nasal são absorvidos pelo organismo. Com isso, a alta hospitalar geralmente ocorre no mesmo dia e o paciente tem uma recuperação mais rápida, com menos dor e menor sangramento, quando comparada à técnica convencional. Além disso, o nariz não fica com inchaços após o procedimento nem com cicatriz. Outra vantagem é que essa cirurgia por vídeo permite corrigir também outras alterações nasais, como desvio de septo, e as vezes sinusites repetidas por exemplo. É importante salientar que, apesar de o otorrino realizar a dacriocistorrinostomia endoscópica, o diagnóstico e a avaliação da melhor forma de tratamento para a obstrução das vias lacrimais deve ser feito pelo oftalmologista. Qual a importância da detecção precoce dessa obstrução? A obstrução das vias lacrimais deve ser tratada pois pode causar problemas mais sérios, como inflamações e infecções, já que os olhos ficam mais sensíveis sem a lubrificação adequada. Uma situação é a infecção no saco lacrimal, chamada de dacriocistite aguda. A lágrima não é drenada, o que gera a proliferação de bactérias. É uma situação que causa dor, calor local, vermelhidão e muita secreção. Em casos como esse, antes da cirurgia de desobstrução do canal lacrimal, a infecção deve ser tratada com o uso de antibióticos. Viu só como é fundamental ficar atento à saúde dos olhos e procurar o médico quando se nota o lacrimejamento excessivo ou mesmo infecções recorrentes. São sinais indicativos da obstrução das vias lacrimais, que pode ser tratada por cirurgia endoscópica no nariz, o que garante um pós-operatório mais rápido e recuperação mais tranquila. Gostou de acompanhar este conteúdo sobre problemas de saúde, que podem acometer inclusive os bebês? A clínica Otorrino DF possui profissionais habilitados para os procedimentos, agente sua consulta pelo (61) 3542-2803!
- Doença do refluxo: tudo o que você precisa saber
Sinais como azia, rouquidão, tosse seca e até mesmo problemas dentários podem indicar doença do refluxo gastroesofágico. É uma patologia que pode se apresentar de diferentes formas, o que confunde bastante o paciente na hora de procurar ajuda médica. O quadro pode ser bastante incômodo e exige, além do tratamento adequado, mudanças no estilo de vida e alimentação. Quer entender melhor o que caracteriza a doença do refluxo, quais os sintomas e fatores de risco, bem como o tratamento e formas de prevenção? Acompanhe nosso post e tire todas as suas dúvidas! O que é doença do refluxo? A doença do refluxo gastroesofágico ocorre quando os ácidos do estômago voltam para o esôfago, ou seja, não seguem o caminho normal da digestão. O refluxo ocasional é uma situação normal para qualquer pessoa, porém se torna uma doença quando ocorre de forma crônica. Isso ocorre porque uma estrutura muscular — chamada de esfíncter funcional — que se situa entre o esôfago e estômago não funciona direito, relaxa ou fica fraca e, assim, permite a passagem dos ácidos. O quadro passa a irritar os tecidos do esôfago e até mesmo a garganta, o que causa muito incômodo no dia a dia. Quando atinge a laringe e faringe recebe o nome de refluxo faringo-laríngeo. Crianças Muitos bebês, nos primeiros meses de vida, podem apresentar refluxo. É uma condição normal porque os tecidos entre o esôfago e estômago não estão totalmente formados, o que se soma ao fato de os pequenos passarem a maior parte do tempo deitados. Com o crescimento da criança, que começa a ficar sentada, junto com a mudança da alimentação, de líquida para sólida, o refluxo tende a desaparecer. Quais os fatores de risco para esse quadro? Acompanhe abaixo alguns fatores de risco para a doença do refluxo: hérnia de hiato: condição na qual uma parte do estômago se projeta para cima do diafragma; gravidez: o bebê pode pressionar o esfíncter esofágico; obesidade: também pode haver pressão sobre o esfíncter esofágico; alimentação: refeições volumosas, com alimentos muito ácidos ou que contêm cafeína podem contribuir para o quadro; deitar-se logo após as refeições; cigarro: o fumo pode atrapalhar os reflexos musculares, bem como aumentar a produção de ácido no estômago; uso excessivo de bebidas alcoólicas: o álcool pode prejudicar a mucosa do esôfago e estômago. Quais os principais sintomas? A doença do refluxo pode se manifestar de maneiras variadas: azia; náusea; dor no peito; mau hálito; erosão dentária: desgaste do esmalte do dente causado pelos ácidos estomacais que voltam para a boca; gosto ruim na boca; dor de garganta; tosse seca persistente; rouquidão; sensação de bolo na garganta; laringite; inchaço na garganta; dificuldade para engolir; pigarro; asma, bronquite ou pneumonia, caso o refluxo seja aspirado. Qual a relação entre refluxo e otorrinolaringologia? Muitos dos sintomas que citamos acima são relativos à faringe e laringe, por isso não podem ser ignorados. Muitas vezes, as pessoas não dão atenção a uma rouquidão prolongada ou tosse seca e acabam convivendo com o problema. A volta dos ácidos da digestão para a garganta pode provocar lesões nas mucosas e ser responsável por alguns sintomas, como um problema na voz ou, até mesmo, dificuldade para engolir. Saiba que é fundamental procurar, em primeiro lugar, o otorrinolaringologista, que avaliará o paciente e fará exames como a videolaringoscopia para analisar as estruturas da faringe e laringe. Se o distúrbio na voz for uma indicação sugestiva de doença do refluxo, o profissional faz o encaminhamento para o médico gastroenterologista, que vai examinar esôfago e estômago e fechar o diagnóstico. Para isso, alguns exames podem ser recomendados, como a endoscopia digestiva alta e phmetria, método que mede o ph do trato digestivo, com atenção especial a uma bactéria que habita o estômago( H. Pylori ) . Como é o tratamento? Após o diagnóstico, a doença do refluxo pode ser tratada de 3 maneiras: Tratamento clínico O médico vai prescrever medicamentos para reduzir a acidez estomacal e melhorar a motilidade do esôfago, o que vai amenizar muitos sintomas. É importante salientar que somente o profissional de saúde, após a avaliação do paciente, poderá prescrever os remédios adequados para cada caso. A automedicação pode ser perigosa e até piorar a condição. Além dos medicamentos, o especialista vai orientar quanto as mudanças no estilo de vida, que incluem: perda de peso: muitos pacientes obesos, após o emagrecimento, deixam de sofrer com a doença; reeducação alimentar: é importante evitar alguns alimentos e bebidas que contribuem para o quadro, além de fracionar as refeições, ou seja, não consumir grandes quantidade de uma só vez; abandono do hábito de deitar-se após as refeições; prática de atividade física. Tratamento cirúrgico Caso o paciente não melhore com medicamentos e mudanças nos hábitos ou ainda se a doença do refluxo for decorrente de alguma anormalidade (como a hérnia de hiato), o recomendado é a cirurgia. O médico faz uma dobra no esôfago, como se construísse uma válvula, para que a passagem entre esse órgão e o estômago seja a mais normal possível. A cirurgia pode ser convencional, com um corte na barriga ou via laparoscopia, em que o médico faz pequenos furos e se orienta com uma microcâmera. Tratamento endoscópico Por meio da endoscopia, alguns casos de doença de refluxo podem ser tratados. É um tratamento novo, em que o médico pode inserir pequenos implantes para evitar a passagem dos ácidos estomacais para o esôfago. Como se prevenir do problema? Com pequenas mudanças de hábito, é possível prevenir a doença do refluxo. Veja algumas medidas: adotar uma dieta saudável; comer em pequenas porções; comer devagar; mastigar bem os alimentos; moderar o consumo de alimentos que podem contribuir para o refluxo, como café, chá-mate, chocolate, derivados de leite, refrigerante, sucos cítricos ou de pratos muito picantes ou gordurosos; evitar álcool e cigarro; não se deitar logo após as refeições; elevar um pouco a cabeçeira da cama na hora de dormir. A doença do refluxo gastroesofágico causa muitos incômodos no dia a dia e, caso não tratada, pode evoluir para patologias mais sérias como problemas respiratórios, úlceras e até câncer no esôfago. Por isso, fique atento aos sintomas. Se quiser entender um pouco mais sobre a relação do refluxo com os sintomas otorrinolaringológicos, entre em contato com a clínica Otorrino DF e receba todos os esclarecimentos! Marque sua consulta!
- Entenda as principais diferenças entre botox e preenchimento
Com o passar dos anos, a nossa pele para de produzir a mesma quantidade de colágeno e elastina, responsáveis por fornecer estrutura, firmeza e elasticidade para esse tecido. É assim que começam a surgir as rugas e marcas de expressão, que incomodam as pessoas e as levam à procura de tratamentos estéticos, como botox e preenchimento. Apesar de ambas as técnicas terem o mesmo fim, o rejuvenescimento facial, cada uma é mais adequada para um tipo de caso. Está precisando de mais informações sobre elas? Então, veio ao lugar certo! Neste post vamos falar mais sobre como funcionam esses tratamentos e para que servem. Confira! Diferenças entre botox e preenchimento Botox A toxina botulínica é uma neurotoxina produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum. No organismo, quando aplicada em pequenas doses, ela bloqueia a liberação de acetilcolina (neurotransmissor responsável por levar as mensagens elétricas do cérebro aos músculos) e, como resultado, o músculo não recebe a mensagem para contrair. Seu primeiro uso foi para relaxar os músculos oculares em pessoas estrábicas, corrigindo o problema. Depois, foi empregado em pessoas que sofreram paralisação do tecido muscular, como em casos de AVC. Hoje em dia, essa técnica é muito usada para a correção estética da face, proporcionando uma melhora das rugas dinâmicas — aquelas que são perceptíveis quando há expressões faciais. Com a aplicação do botox, o músculo fica relaxado e não há formação de rugas. A aplicação é feita com uma agulha fina e, normalmente, é feita na área que compreende a testa, a região entre as sobrancelhas e a parte externa dos olhos, para correção dos famosos “pés de galinha”. Além disso, a toxina também pode ser empregada para diminuir o suor nas axilas, pés e mãos, problema conhecido como hiperidrose. Existem várias marcas de toxina botulínica no mercado mundial, uma delas é o BOTOX (Allergan) e DYSPORT (Galderma), além de outras marcas como BOTULIFT® (Bergamo); PROSIGNE (Cristália); XEOMIN (Biolab). A ação dura, em média, de 4 a 6 meses, mas isso vai depender de cada organismo. Os resultados demoram alguns dias para surgir, mas é normal que o efeito completo do procedimento apareça em até 1-2 semanas. A toxina botulínica pode ser empregada pra tratar rugas já existentes, mas também para prevenir que elas apareçam. Nesse caso, a toxina atua tirando a tensão da região, evitando que as expressões marquem o rosto. O procedimento é simples e minimamente doloroso, pode ficar levemente vermelho no local aplicado, sendo mais comum em pessoas de pele clara. Para evitar possíveis complicações, é importante ficar longe da exposição direta ao sol e fazer uso de filtro solar. É recomendado não massagear ou tocar demasiadamente nas áreas de aplicação e nem praticar atividades físicas no mesmo dia, pois o efeito pode ser reduzido. A aplicação da substância deve ser iniciada, a partir dos 24 a 30 anos, com intenção de prevenir as rugas. Mas é importante salientar que devemos evitar reaplicação com intervalo inferior a 2 meses para evitar resistência. Em geral é indicado reaplicação da toxina botulínica a cada 6 meses. É importante salientar que os resultados podem ser desastrosos se a toxina botulínica for aplicada por mãos inexperientes ou por profissionais não qualificados. Assim, certifique-se que o médico escolhido tenha experiência específica nessa área. Preenchimento facial O preenchimento facial pode ser feito com ácido hialurônico, uma substância produzida naturalmente no humor vítreo dos olhos, no líquido sinovial das articulações e no tecido conjuntivo. Ela é responsável por substituir o espaço entre as células, dando volume à pele. Além disso, retém a água do seu redor, o que dá mais viço à região e a mantém hidratada. A concentração dessa substância diminui no nosso corpo com o passar dos anos, formando as rugas estáticas, ou seja, aquelas que aparecem mesmo quando o rosto está relaxado. Para esse tipo de ruga, o preenchimento é o melhor método. Sua aplicação tem o objetivo de preencher vincos e sulcos, tornando a sua profundidade menor e menos pronunciada no rosto. Sua área de aplicação compreende o bigode chinês (as linhas que ligam a parte inferior do nariz ao canto da boca), o entorno e cantos dos lábios. Outra área que pode receber o preenchimento é a maçã do rosto, que costuma perder volume com o avançar da idade, ocasionando perda de tecido de sustentação da face. O procedimento também pode ser feito no queixo, têmporas, ângulo da mandíbula e dorso das mãos — para repor o volume e deixar mais definido o contorno facial, ocasionando o tão desejado “efeito blush” . A aplicação destas áreas pode ser realizada por varias técnicas, sendo hoje mais conhecido por MD Codes. O preenchimento com ácido hialurônico pode também ser realizado para aumento e definição dos lábios além de preenchimento para suavizar as olheiras. O efeito do preenchimento tem duração, em média, de 12 a 18 meses. No entanto, esse tempo depende do organismo da pessoa e também da substância utilizada. É importante salientar que não há perda de sensibilidade, visto que a substância é aplicada superficialmente na pele. Os preenchimentos feitos com ácido hialurônico sintético são mais seguros, uma vez que a técnica é realizada com produto semelhante ao produzido pelo corpo humano. Pessoas que possuem doenças autoimunes, como o lúpus, grávidas e mulheres que estão amamentando não devem realizar o procedimento. O mesmo vale para pessoas imunossuprimidas e alérgicas aos componentes da fórmula. Após o preenchimento, é comum que surjam sintomas como dor leve, inchaço e pequenos hematomas na região, mas desaparecem em poucos dias. É recomendado usar protetor solar e evitar atividades físicas, assim como na aplicação da toxina botulínica. Segredos para um resultado satisfatório Como acontece com todos os procedimentos estéticos, erros na aplicação de botox ou do ácido hialurônico podem causar resultados ruins. Assim, para conseguir um efeito natural, é preciso bom senso do médico, além de técnica e cautela para aplicar a quantidade certa do produto. Exageros de toxina botulínica costumam causar o “efeito máscara”, em que a pessoa apresenta congelamento das expressões, mesmo conversando ou sorrindo. O objetivo, obviamente, é apenas atenuar as rugas, não deixar alguém sem mímica facial. Além disso, os erros podem deixar a pálpebra caída e causar assimetrias, especialmente nas sobrancelhas, por exemplo. Já o ácido hialurônico, quando aplicado em excesso, também pode deixar a face com uma expressão nada natural. Sendo assim, é importante escolher bem o médico, não só para realizar corretamente o procedimento, como para dar suporte e tratar quaisquer complicações, caso elas apareçam. Apesar dos dois procedimentos serem minimamente invasivos e não haver grande chance de problemas, é preciso que o profissional esteja apto a resolvê-los. A dica para acertar nessa escolha é pedir indicação de amigos e parentes que já realizaram procedimentos de sucesso e conseguiram o resultado que queriam. Entendeu mais sobre o funcionamento do botox e preenchimento facial? Quer ficar por dentro de outros artigos sobre saúde e estética? Curta a nossa página no Facebook e receba notícias e novidades em primeira mão! A OtorrinoDF tem profissionais habilitados e especializados para ajudá-los nestes procedimentos . Agende aqui sua consulta!
- Afinal, como fazer a higiene do ouvido?
Quando o assunto é cuidar do nosso corpo, todos sabemos como é importante dormir em média 8 horas por noite, praticar exercícios físicos regularmente, ir ao dentista 2 vezes ao ano e ter uma alimentação equilibrada, mas você já parou para pensar em como deve ser a higiene do ouvido? Quase todo mundo já fez isso pelo menos uma vez na vida: usou uma haste de algodão, tampa de caneta, chave, lápis ou qualquer outro utensílio fino na tentativa de coçar a orelha. Embora seja um comportamento muito comum, que promove certo alívio ou satisfação momentânea, esse ato pode ser bastante arriscado para a nossa saúde. Diariamente nossos ouvidos recebem diversos estímulos, eles são os responsáveis por captar sons externos e transmiti-los ao cérebro. Também são fundamentais na manutenção do equilíbrio e da postura do corpo humano, sendo assim, merecem um cuidado especial. Com o objetivo de ajudá-lo a entender melhor o ouvido e como cuidar adequadamente dele, trouxemos algumas dicas e informações úteis. Continue a leitura e descubra! Por que o corpo produz cera? Primeiro, é necessário desmascarar um mito. Muita gente acredita que aquela substância pegajosa e amarelada que é produzida na parte externa do canal auditivo — também conhecida como cerúmen — é uma coisa suja ou sem utilidade. Isso não é verdade! O cerúmen é produzido naturalmente pelas glândulas presentes na parte externa do ouvido. A quantidade, consistência e viscosidade variam devido a inúmeros fatores, como idade e genética. Ele desempenha vários papéis importantes: protege a pele do canal auditivo, auxilia na limpeza e na lubrificação e fornece proteção contra bactérias, fungos, insetos, poeira, água e outros detritos. Como deve ser feita a higiene do ouvido? A cera geralmente é eliminada das orelhas por conta própria. Esse processo é desencadeado pelos movimentos da nossa mandíbula ao falar, mastigar ou bocejar. Sendo assim, a maioria das pessoas não precisa limpar internamente os ouvidos. Ainda que seja um agente protetor, quando se torna muito espessa, produzida em excesso, ou não é eliminada naturalmente, tende a se acumular no canal auditivo e formar tampões. Causando sintomas desconfortáveis, por exemplo, redução ou perda de audição, dor e tontura. Para mantê-lo limpo, o recomendado é deixar a natureza seguir seu curso e simplesmente usar uma toalha, disco de algodão ou lenço umedecido envolvido no dedo para limpar delicadamente a orelha, preferencialmente após o banho. Não importa o quão cuidadoso você seja, a inserção de quaisquer instrumentos no ouvido representa uma ameaça e podem permitir que bactérias e fungos penetrem mais facilmente nessa região. Quais os problemas podem surgir com as tentativas de limpeza? Uma causa comum do acúmulo de cerúmen é o uso de objetos na tentativa de limpar o canal auditivo. Inserir esses itens está associado a vários riscos. O primeiro é que a maioria das tentativas de limpeza simplesmente empurra o conteúdo mais profundamente para dentro do canal. O que dificulta a remoção do excesso e provoca um bloqueio. Além disso, força a cera contra o tímpano e cria uma parede que atrapalha a passagem do som capaz até mesmo de impedir as vibrações do tímpano. Em algumas situações, as bactérias se acumulam por trás desse bloqueio e geram uma infecção no ouvido externo. Outro grande perigo é ocasionar trauma no tímpano, o que pode ser muito doloroso e difícil de reparar, exigindo, muitas vezes, uma intervenção cirúrgica. Uma perfuração também aumenta o risco de infecções e de outros danos adicionais. A perda auditiva costuma acompanhar esses quadros. Os sintomas de infecção incluem: sensação de ouvido tapado; dor no ouvido; febre; coceira na orelha; mau cheiro ou presença de pus; tontura ou vertigem; zumbido; diminuição da audição. Em casos menos frequentes, a pele delicada que reveste a parede do canal auditivo pode ser perfurada. Se o sangue se misturar com a cera, a substância congela e endurece, e pode ficar presa. Isso pode ser difícil de remover a seco sem provocar ferimentos e sangramento. Nessas circunstâncias, o cerúmen precisa ser amolecido e removido usando ferramentas especiais, como um irrigador de água, curetas e ou sucção. Cada ouvido tem uma forma única e algumas pessoas têm problemas em mantê-los limpos, porque acúmulos maiores de cera podem tornar algumas regiões menos acessíveis. Talvez você esteja se perguntando o que fazer se o excesso realmente estiver incomodando. Nessas horas, esqueça as opções caseiras — nada de procurar na internet saídas práticas e rápidas. O ideal é deixar que um especialista faça a remoção do excesso. Não use gotinhas de álcool, água boricada ou outros líquidos para tentar amaciar o cerúmen. Pois, se o problema não for esse, as gotas podem piorar a situação. Procure um serviço de otorrinolaringologia antes de fazer uso dessa ou de qualquer outro tipo de substância. Quem faz uso de aparelhos auditivos deve ter ainda mais cuidado com quantidades grandes de cera, porque ela pode interferir com o bom funcionamento do dispositivo e danificar seus componentes. É importante saber que o uso desses dispositivos aumenta as chances de acúmulo, portanto, todos os usuários devem ficar atentos a boa higiene dessa área. Outra recomendação é visitar regularmente o profissional que o acompanha, pois, se necessário, ele removerá com segurança o cerúmen acumulado. Como cuidar do ouvido? Existem diversas formas de manter sua saúde auditiva, conheça algumas: limpe apenas a área externa, conhecida como aurícula; não introduza nenhum objeto pontiagudo no ouvido; evite os fones intra-auriculares para escutar música; limite sua exposição a ruídos altos usando proteção auditiva; tenha atenção durantes as viagens de avião; use tampões ou toucas ao nadar para evitar a entrada de água; em caso de coceira excessiva ou dor, busque orientação médica. A manutenção dos cuidados e da higiene do ouvido deve fazer parte da nossa rotina. Verificar se há excesso de sujeira, cera excessiva, problemas de pele e outros fatores potencialmente prejudiciais deve ser um hábito frequente a fim de garantir uma audição saudável. Agende sua consulta na OtorrinoDF pelo site, ou ligue (61) 3542-2803.
- Dor no ouvido: tudo que você precisa saber
Quem já passou por isso sabe o tanto que incomoda aquele desconforto insistente capaz de distrair todos os nossos pensamentos e tirar qualquer um do sério, estamos falando da dor no ouvido. Um problema de saúde comum que afeta diariamente milhares de crianças e adultos em todo o mundo. O sintoma pode estar associado às doenças no próprio ouvido, alterações em estruturas próximas ou em outras mais distantes. Em algumas circunstâncias a dor é tão forte que leva o indivíduo a tomar medidas desesperadas e arriscadas, em vez de recorrer a uma clínica médica de otorrinolaringologia — o que agrava a situação. Ainda que intensa, essa queixa não costuma ser grave, mas, mesmo assim, requer atenção e cuidado. Afinal, o ouvido é responsável não só pela nossa audição como também pelo equilíbrio do nosso corpo. Buscando ajudá-lo a conhecer melhor o seu canal auditivo e a entender as causas e tratamentos, evitando possíveis complicações desse mal, trouxemos este post completo. Aqui você encontrará todas as informações que necessita sobre o assunto. Confira a seguir! 1. O que é dor de ouvido? A dor no ouvido, também conhecida como otalgia, geralmente surge como uma sensação de queimação, pontadas, pressão ou ainda uma dor afiada e maçante. É capaz de afetar ambos os lados de uma vez ou apenas um deles. Pode ser constante ou do tipo transitória — aquelas que surgem e desaparecem repentinamente — e acompanhada de zumbido. 2. Qual é a anatomia do ouvido? Para explicar melhor as causas desse sintoma, é preciso entender a estrutura do nosso ouvido, que é dividido em três partes: externa, média e interna. O ouvido externo inclui o pavilhão auricular — que chamamos de orelha — e o canal auditivo que tem o formato de um tubo. A orelha é quem recebe o som e o encaminha para o ducto que tem cerca de 2,5 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro. O tímpano é uma membrana rígida e sensível em formato de cone e está localizada ao fim desse canal, separando o ouvido externo do médio. Sua função é transformar os sons do ar em vibrações e transmiti-las aos pequenos ossos que estão logo adiante. No ouvido médio existe um compartimento cheio de ar. No seu interior estão três dos menores ossos do corpo, chamados martelo, bigorna e estribo. Esses ossos estão conectados uns aos outros e são responsáveis pela amplificação dos sons — o último no grupo, estribo, também faz contato com o ouvido interno. O espaço aéreo do ouvido médio se conecta à parte de trás do nariz pela Trompa de Eustáquio. Uma passagem que vai até o início da garganta e permite que o ar penetre no ouvido médio, responsável pela regulação da pressão . Já o ouvido interno tem dois componentes. Uma delas é a cóclea uma câmara em forma de caracol cheia de líquido e células ciliadas especialmente sensíveis. São essas células que transformam ondas sonoras em sinais elétricos que serão, então, passados pelos nervos até o cérebro. Lá serão recebidos e interpretados, gerando a compreensão dos diferentes sons. O outro componente é o sistema vestibular, que ajuda no equilíbrio. Constituído por uma rede de tubos, denominados canais semicirculares, além do vestíbulo. Suas células detectam movimentos em vez de som e asseguram a conservação do equilíbrio corporal. 3. Causas da dor no ouvido? Uma pessoa com otalgia sente desconforto no ouvido externo, médio ou interno. A dor pode ser causada por uma lesão, inflamação ou infecção ou outras condições. Confira agora as principais causas relacionadas a cada área. 3.1 Otite Média Toda infecção do ouvido é chamada de otite. A otite média é uma causa extremamente comum de dor de ouvido em crianças, especialmente em idade pré-escolar. Os motivos são relacionados ao tamanho e imaturidade da tuba auditiva. Ela também pode ocorrer em adultos, mas é menos frequente. A otite média é causada por um vírus ou por bactérias que levam a um acúmulo de líquido atrás do tímpano. Essa infecção pode ser resultado de uma gripe, resfriado, alergia ou infecção respiratória. Uma vez que, tais situações causam inchaço nas mucosas do nariz e da garganta, reduzindo as defesas naturais do organismo e a eliminação de bactérias pelas narinas. Se as condições forem adequadas, os germes entram no ouvido médio por meio das Trompas de Eustáquio ou causam um bloqueio na tuba auditiva, preparando o terreno para o desenvolvimento de uma infecção. Outros fatores de risco para a otite média são: ausência de aleitamento materno; uso da mamadeira, principalmente na posição deitada; frequentar creches; exposição ao fumo passivo; histórico familiar; mudanças de clima; infecções respiratórias frequentes; condições de carência econômica; Síndrome de Down. O acúmulo de líquido no ouvido durante a otite média causa dor, inchaço e vermelhidão. O que é chamado de otite média aguda e também impede que o tímpano vibre adequadamente, resultando, normalmente, em problemas auditivos temporários. O fluido que permanece no ouvido médio pode levar à otite média grave ou infecção do ouvido médio. Essa condição tende a se tornar crônica e resultar em recorrências frequentes de infecções agudas ou até mesmo em dificuldades na audição. 3.2 Otite externa A otite externa é uma infecção da pele do canal auditivo, mais comum em adultos do que em crianças. Nosso canal auditivo é um túnel estreito, quente e fechado, o que o torna um bom ambiente para que os germes cresçam, se tiverem uma chance. A maioria das infecções nessa região é causada por esse tipo de agente biológico. Algumas situações podem torná-lo mais propenso a otite externa. Veja alguns exemplos logo abaixo. 3.2.1 Substâncias que entram no ouvido Se você regularmente recebe água nesse canal, saiba que isso fornece uma condição ideal para germes se desenvolvam no local. As bactérias que causam uma infecção no ouvido externo não vivem necessariamente na água. A maioria delas já está no canal auditivo ou são adquiridas na vida cotidiana. No entanto, a água ou outros líquidos estranhos no ouvido são capazes de fornecer um terreno ideal para o seu crescimento. A umidade também costuma causar coceira, assim você pode arranhar ou cutucar a orelha e danificar a pele no canal auditivo o que causa inflamação. Assim, a pele já inflamada pode rapidamente ser infectada. Desse modo, um círculo vicioso se desenvolve, pois os sintomas causam mais coceira o que tende a piorar a situação. Caso caia shampoo, spray de cabelo ou outros produtos em seu ouvido, isso pode ter o mesmo efeito da água ou ser ainda pior, já que os produtos químicos irritam muito mais a pele sensível do canal. A otite externa é muito mais comum em praticantes de natação, devido ao contato maior com água e à entrada dela no canal auditivo, por isso, essa infecção é também chamada de otite do nadador. 3.2.2 Problemas de pele Eczema ou psoríase podem afetar o canal auditivo e tornar a pele inflamada e escamosa. Se isso acontecer, a otite externa é mais provável. 3.2.3 Uso de hastes de algodão A pele morta do canal auditivo move-se lentamente para fora, transportando fragmentos de resíduos para longe do tímpano. O uso de hastes flexíveis de algodão no ouvido vai contra esse processo e faz com que a pele morta e a cera se acumulem. O que pode irritar o delicado revestimento do canal auditivo e causar inflamação. 3.2.4 Cera de ouvido excessiva Isso pode levar ao aprisionamento de água e detritos no canal auditivo e bactérias costumam prosperar nestas condições, assim a infecção ocorre facilmente. 3.2.5 Infecções do ouvido médio Em algumas vezes, a otite média produz secreções persistentes, que ficam presas no canal auditivo e causam a otite externa. 3.3 Otite interna A otite interna, mais conhecida como labirintite, refere-se à inflamação do ouvido interno como resultado de uma infecção. O ouvido interno consiste em muitas estruturas responsáveis por manter o equilíbrio e apoiar a audição, de modo que uma infecção nessa parte da orelha consegue perturbar ambas as funções. Existem diferentes causas de otite interna. Veja algumas logo mais. 3.3.1 Traumatismo na cabeça Um trauma ou lesão direto na cabeça pode resultar em otite interna. Isso ocorre porque esse tipo de trauma é capaz de provocar uma inflamação no ouvido interno ou perfurar o tímpano. 3.3.2 Infecções virais e bacterianas Uma variedade de vírus e infecções bacterianas pode levar à otite interna — como gripe, caxumba, sarampo, herpes-zoster e outras infecções respiratórias. Dependendo do vírus que causou a otite interna, o resultado é uma perda auditiva permanente, especialmente se o tratamento não for realizado imediata e corretamente. Infecções do ouvido interno com uma causa bacteriana geralmente resultam de patógenos no corpo ou no cérebro. As toxinas desses organismos atingem o ouvido interno, causando infecção. De forma geral, qualquer patógeno capaz de atingir o ouvido interno pode gerar uma infecção. Todavia, é muito raro que a bactéria penetre no ouvido interno porque, em geral, causam a infecção no ouvido externo ou no ouvido médio, e os sintomas levam a pessoa a procurar ajuda médica. 3.3.3 Condições autoimunes Nessas situações, o sistema imunológico ataca-se injustamente, causando inflamação. As doenças autoimunes são crônicas e muitas não são bem compreendidas. Mesmo alergias são consideradas uma condição autoimune, então quando o corpo encontra um alérgeno, causa uma reação, que pode levar à inflamação do ouvido interno. 3.3.4 Medicamentos e substâncias Substâncias que viajam pela da corrente sanguínea podem finalmente chegar ao ouvido interno. Medicamentos, álcool, drogas e outras toxinas são causas que contribuem para a otite interna. Algumas toxinas também são capazes de causar perda auditiva irreversível. 3.4 Barotrauma Embora as aeronaves atuais sejam pressurizadas a fim de que as alterações na pressão do ar sejam minimizadas, muitos passageiros ainda sofrem com o barotrauma. Trata-se de uma lesão que provoca a perda parcial da audição, dor no ouvido e sensação de empastamento nos ouvidos que geralmente somem depois que o equilíbrio da pressão é restabelecido. Essa manifestação costuma ocorrer quando um avião está decolando e, às vezes, persiste após a aterrissagem. Os sintomas variam de intensidade, desde incômodos leves até extremamente dolorosos, mas, quase sempre, desaparecem em 20 a 30 minutos após o pouso. A causa do barotrauma é bem compreendida. O tímpano retrai-se devido a rápidas mudanças de pressão quando o avião passa de uma grande altitude para a baixa pressão atmosférica em direção ao solo, onde a pressão do ar é muito maior. O tubo de Eustáquio normalmente drena secreções do ouvido médio e ar até a garganta. Porém, quando existe um diferencial de pressão, como em um plano descendente, o ar de baixa pressão e tende a ficar preso no meio do ouvido. Esse tubo compensa essas mudanças, permitindo que um pouco mais de ar seja bombeado para dentro ou para fora do ouvido médio. Entretanto, isso é, algumas vezes, difícil de acontecer devido às diferenças na pressão no ouvido e no avião — o que cria um vácuo que puxa o tímpano para dentro. No processo, o tímpano é esticado — o que é doloroso — e é incapaz de vibrar naturalmente prejudicando, assim, a audição. O barotrauma é normal em crianças porque suas trompas de Eustáquio são mais estreitas do que as do adulto, o que faz com que sejam bloqueadas mais facilmente. Por isso, ao fazer uma viagem com criança é preciso ainda mais atenção. O barotrauma também pode ser causado por mergulho, câmaras hiperbáricas de oxigênio e explosões próximas ao ouvido. Além disso, algumas pessoas podem sofrer um caso menor de barotrauma ao andar de elevador em um prédio alto ou visitar regiões com elevada altitude. 3.5 Outras causas Razões menos frequentes de queixas de dores no ouvido incluem: disfunção temporomandibular; objetos estranhos no ouvido; tímpano perfurado; bruxismo; nascimento do dente do siso; sinusite; neuralgia do trigêmeo ou dor crônica do nervo facial; artrite que afeta a mandíbula. 4. Quais são os sintomas da dor de ouvido? Além da dor, os sintomas mais frequentes dependem da causa ou origem do problema. Veja os relacionados a cada parte do ouvido: 4.1 Ouvido médio dor profunda, devido à pressão do fluido no tímpano; drenagem de líquido da orelha; dificuldade de audição no ouvido afetado; pressão no ouvido; leve tontura; possível febre. 4.2 Ouvido externo sensação de audição abafada; dor ao puxar ou empurrar a orelha; coceira no ouvido; vermelhidão e inchaço da orelha; produção de água ou pus; febre. 4.3 Ouvido interno vertigem, sensação que tudo está girando; perda do equilíbrio; perda auditiva; náuseas e vômitos; diminuição da audição; zumbido no ouvido. 4.4 Sintomas associados a outras causas de dor de ouvido Quando a dor ocorre devido a uma doença ou lesão de uma estrutura próxima ao canal auditivo, os sintomas específicos estarão relacionados a essa área. Por exemplo, a inflamação da articulação temporomandibular pode levar à dor de ouvido, mas, na maioria das vezes, também está associada a desconforto ao abrir a boca ou mastigar. Problemas dentários ou na gengiva também são capazes de causar dor de ouvido, mas apenas como um sintoma. 5. Como identificar dor de ouvido? Uma dor de ouvido é ainda mais problemática em crianças e bebês, e reconhecer problemas nessa região delas pode ser difícil. Assim, muitos pais ficam desesperados, pois percebem a criança doente, mas não sabem onde está localizada a dor. Por isso, é importante ficar atento a alguns sinais: bebês que parecem desanimados ou irritados; crianças que ficam puxando ou esfregando a orelha; temperatura alta, acima de 38 graus; má alimentação em bebês ou perda de apetite em crianças; problemas de sono e inquietação durante a noite; tosse e nariz escorrendo; não escutar tão bem quanto o normal; problemas de equilíbrio. 6. Quais os tipos de tratamento? Os sintomas de dores no ouvido — quando não relacionados a problemas mais sérios — geralmente melhoram nos primeiros dois dias. A maioria das infecções desaparecem sozinhas dentro de uma a duas semanas e sem qualquer tratamento específico. Um médico é capaz de diagnosticar uma infecção no ouvido ou outra condição com base nas queixas que você descreve e por meio de um ou mais exames. Ele provavelmente usará um instrumento iluminado chamado otoscópio a fim de observar as orelhas, a garganta e a passagem nasal. E também ouvirá o paciente respirar com a ajuda de um estetoscópio. O profissional pode realizar outros testes diagnósticos se houver alguma dúvida durante a investigação, se a condição não tiver respondido a tratamentos anteriores ou se houver outros problemas que pareçam graves. Algumas infecções de ouvido se resolvem sem tratamento com antibióticos, apenas com a inclusão de analgésicos ou anti-inflamatórios de uso tópico ou via oral. O melhor para cada pessoa depende de muitos fatores, incluindo a idade e a gravidade dos sintomas. Todavia, algumas evidências sugerem que a terapia com antibióticos pode ser benéfico em certas situações — tudo depende da avaliação médica individual. Caso esse tipo de tratamento seja receitado, certifique-se de — mesmo depois dos sintomas terem melhorado — usar todo o antibiótico conforme indicado até o fim. Não fazer isso pode resultar em infecções recorrentes e resistência das bactérias aos medicamentos antibióticos. Converse com seu médico caso haja dúvidas sobre o uso de medicações, possíveis efeitos colaterais ou qualquer preocupação sobre o assunto. 6.1 Gerenciando a dor O médico o aconselhará sobre tratamentos para diminuir a dor de uma infecção no ouvido. Algumas opções são as seguintes: usar uma compressa quente: colocar um pano quente e úmido ou uma compressa sobre o ouvido afetado pode diminuir a dor. Preste atenção para que a água não entre no canal auditivo. Além disso, é importante não queimar a pele; tomar medicação para aliviar a dor: use os medicamentos, conforme indicado na receita ou bula. Tenha cuidado ao administrar aspirina a crianças ou adolescentes, porque ela tem sido associada à síndrome de Reye. Em caso de dúvidas sobre a composição, converse com o seu médico. 6.2 Monitoramento Crianças com infecções frequentes, insistentes ou com líquido persistente no ouvido, provavelmente precisarão ser monitoradas de perto. Converse com seu otorrino sobre a necessidade de agendar consultas de acompanhamento. Ele poderá recomendar testes regulares de audição ou outros procedimentos. 7. Quando devo procurar um médico? Na maioria dos casos, as dores de ouvido são autolimitadas e não requerem atenção médica urgente. No entanto, a pessoa deve consultar imediatamente um médico se: existirem outros sintomas, como febre alta, erupções na pele, vômitos, confusão mental ou sonolência; o bebê tiver menos de 3 meses de idade ou menos de 6 meses e a temperatura corporal é acima de 38° C; a criança tem menos de 2 anos e apresenta dor ou secreção em ambas orelhas; a dor não melhorou após 4 dias, isso vale para qualquer faixa etária; o ouvido apresenta secreção, vermelhidão ou inchaço; há algo preso no ouvido; a dor é intensa e não passa mesmo com o uso de analgésicos ou é associada a alguma perda auditiva; ocorre vertigem, especialmente se também houver perda auditiva; a pessoa tem outras doenças capazes de afetar sua capacidade de combater uma infecção. O tratamento adequado para a infecção do sistema auditivo deve eliminar qualquer complicação. Se você tiver uma dor no ouvido associada a uma infecção e ficar muito tempo sem tratamento, corre o risco de perder permanentemente a audição ou que a infecção se espalhe para outras partes da sua cabeça. Por se tratar de um sintoma, a melhor maneira de prevenir a dor de ouvido é evitar as doenças que a causam. Essa prevenção deve ser feita por meio de medidas simples tais como: adotar hábitos higiênicos para evitar a contaminação, evitar a fumaça do cigarro; secar cuidadosamente as orelhas depois de nadar ou tomar banho; não usar objetos para limpar o ouvido; minimizar a exposição de bebês e crianças a outras pessoas com resfriados ou infecções do trato respiratório; não compartilhar talheres, copos ou outros objetos de uso pessoal; evitar a mamadeira na posição supina (deitada); eliminar o uso de chupeta após os 6 meses de idade; manter as vacinas atualizadas, incluindo a da gripe. Como você deve ter notado, a dor no ouvido tem diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um otorrinolaringologista — que é o especialista em garganta, nariz e ouvido — pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração dos cuidados. Viu só como é importante cuidar dos seus ouvidos? Sua audição e equilíbrio agradecem! Se você gostou do texto, não deixe de assinar a nossa newsletter e fique por dentro de mais conteúdos voltados a sua saúde e bem-estar! Agende sua consulta na otorrinoDF para sua avaliação.
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