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- Desvio de septo: como saber se você tem
Um lado do nariz que vive mais entupido que o outro, ronco à noite, boca seca ao acordar e a sensação de que o ar nunca entra direito. Muita gente convive com esses incômodos por anos sem saber que eles podem ter uma explicação física: o desvio de septo. A dúvida "como saber se tenho desvio de septo" é uma das mais buscadas sobre o nariz, e a resposta passa por dois caminhos: reconhecer os sinais no dia a dia e confirmar com um exame feito pelo otorrinolaringologista. O que é o septo nasal O septo é a parede que divide o nariz em duas cavidades, uma de cada lado. Ele é formado por cartilagem na parte da frente e por osso na parte de trás. O desvio acontece quando essa parede fica torta, deixando um dos lados mais estreito e dificultando a passagem do ar. Vale saber que quase ninguém tem o septo perfeitamente reto. Pequenas tortuosidades são muito comuns e, na maioria das vezes, não causam sintoma nenhum. O desvio passa a importar quando atrapalha a respiração, o sono ou a qualidade de vida. Por que o septo desvia Algumas pessoas já nascem com o septo desviado ou desenvolvem a alteração durante o crescimento. Outras passam a ter o problema depois de uma pancada no nariz, seja em uma queda na infância, em esportes de contato ou em acidentes. Muitas vezes o trauma foi tão leve que a pessoa nem lembra dele. Sinais de que pode ser desvio de septo Nenhum sintoma sozinho fecha o diagnóstico, mas alguns sinais costumam aparecer juntos: Obstrução nasal que fica sempre do mesmo lado, ou que é bem pior de um lado. Respiração pela boca, principalmente durante o sono. Ronco frequente e sono pouco reparador. Boca e garganta secas ao acordar. Sinusites que se repetem com frequência. Sangramentos nasais recorrentes, quase sempre do mesmo lado. Cansaço fácil em atividade física por não conseguir respirar bem pelo nariz. Um teste caseiro ajuda a perceber a diferença entre os lados: tampe uma narina com o dedo e respire pela outra, depois inverta. Se um lado passa o ar com muito mais dificuldade de forma constante, vale investigar. Esse teste, porém, não substitui a avaliação médica, porque rinite e outras alterações também dão essa sensação. Desvio de septo ou rinite? A confusão é comum Em Brasília, essa confusão é ainda mais frequente. Na estiagem, o ar fica muito seco, a poeira aumenta e as crises de rinite se multiplicam. O nariz entope, e a pessoa fica sem saber se o problema é alergia ou estrutura. A diferença costuma estar no padrão: a rinite tende a ir e vir, alternar de lado e vir com espirros, coceira e coriza. O desvio de septo dá uma obstrução mais fixa, sempre do mesmo lado. E é muito comum as duas coisas existirem juntas, uma piorando a outra. Como o otorrino confirma o diagnóstico Na consulta, o otorrinolaringologista conversa sobre os sintomas e examina o nariz por dentro. O exame mais usado é a videonasofibroscopia (exame com uma câmera fina que entra pelo nariz), que mostra o septo, os cornetos e a parte de trás do nariz com detalhes. É rápido, feito no consultório, e costuma ser bem tolerado. Em alguns casos, a tomografia dos seios da face complementa a avaliação, principalmente quando há sinusites de repetição. Quais são os caminhos de tratamento Nem todo desvio precisa ser operado. Quando os sintomas são leves ou estão mais ligados à rinite, o médico pode orientar cuidados com o nariz e tratar a inflamação. Quando o desvio realmente atrapalha a respiração e não melhora com essas medidas, a indicação pode ser a septoplastia (cirurgia que endireita o septo), feita por dentro do nariz e sem cortes aparentes. A decisão é sempre individual e tomada depois da avaliação completa. Uma ressalva importante: descongestionantes nasais vendidos sem receita aliviam por pouco tempo e, usados por conta própria por vários dias, podem causar efeito rebote e deixar o nariz ainda mais entupido. Por isso o ideal é não se automedicar e buscar avaliação. Cuidados práticos enquanto você não passa pela avaliação Mantenha o nariz hidratado com lavagem com soro fisiológico, principalmente na seca. Use umidificador ou bacia com água no quarto nos meses de baixa umidade. Beba bastante água ao longo do dia. Evite poeira, fumaça e cheiros fortes, que irritam a mucosa. Não use descongestionante nasal por conta própria. Anote em qual lado a obstrução aparece e em que situações piora, para contar na consulta. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o nariz vive entupido do mesmo lado, se você ronca e acorda cansado, se as sinusites se repetem ou se o sangramento nasal volta com frequência. Também vale consultar se houve uma pancada no nariz e a respiração mudou depois disso. No OtorrinoDF, as 4 unidades em Brasília contam com especialistas em nariz e estrutura para fazer o exame no consultório. Entender o que está atrapalhando a sua respiração é o primeiro passo para voltar a respirar e dormir melhor.
- Corrida em alta, umidade em baixa: cuidados para treinar no calor e no tempo seco
Por Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · CRM-DF 17362 · RQE 8843 Brasília vive dias de calor forte e umidade baixa, e quem corre sente no nariz, na garganta e no rendimento. O otorrinolaringologista Dr. José Stênio Ponte responde a duas dúvidas comuns de quem treina e participa de provas nessa época. Brasília enfrenta altas temperaturas e baixa umidade. Quais cuidados o corredor deve tomar? Todo corredor precisa de planejamento, e esse planejamento vai além do pace, da frequência cardíaca, do relógio e do tênis. Ele começa com sono adequado, boa alimentação, hidratação e atenção à saúde respiratória. Em Brasília, também precisamos olhar para o ambiente. Antes de sair, vale conferir a previsão de temperatura, a umidade e a qualidade do ar, principalmente quando há fumaça de queimadas. Isso ajuda a escolher o horário, o percurso e até a intensidade do treino. O nariz filtra, aquece e umidifica o ar que respiramos. No tempo muito seco, porém, as mucosas podem ficar ressecadas e irritadas, favorecendo desconforto e sangramentos nasais. Em pessoas suscetíveis, o ar seco também pode desencadear tosse, chiado e broncoespasmo. Na prática, a orientação é priorizar horários mais frescos, geralmente no início da manhã, escolher trajetos com sombra e acesso à água e ajustar o ritmo às condições do dia. A hidratação deve acompanhar as necessidades individuais, sem exageros. Em treinos prolongados e com muita transpiração, a reposição de eletrólitos pode fazer parte desse planejamento. Se as condições estiverem muito desfavoráveis, reduzir, adiar ou transferir o treino para um ambiente interno é uma decisão prudente. Estar bem preparado não torna ninguém imune aos efeitos do calor. Existe alguma orientação sobre como respirar durante uma prova com calor ou baixa umidade? A principal orientação é permitir que a respiração acompanhe a intensidade do esforço, sem forçar uma respiração exclusivamente pelo nariz. Em ritmos leves, muitas pessoas conseguem respirar predominantemente pelo nariz, aproveitando suas funções de filtração, aquecimento e umidificação. Conforme o esforço aumenta, é natural passar a respirar também pela boca para atender à maior necessidade de ventilação. Isso não representa, por si só, um erro de técnica. Não existe uma frequência cardíaca única que determine essa mudança. Ela varia conforme o condicionamento, a intensidade do exercício e as características de cada pessoa. Ao respirar pela boca, parte do condicionamento do ar feito pelo nariz é reduzida. Por isso, quem tem asma, rinite ou obstrução nasal precisa manter essas condições bem acompanhadas. Tosse persistente, chiado ou falta de ar desproporcional ao esforço merecem avaliação. Durante a prova, nenhuma técnica respiratória compensa calor excessivo ou condições ambientais inadequadas. O atleta precisa ajustar o ritmo, respeitar seu planejamento de hidratação e reconhecer os sinais de alerta. Tontura, fraqueza intensa ou náusea exigem interromper o esforço e procurar assistência; confusão mental ou desmaio são sinais de emergência. O planejamento precisa considerar tanto o desempenho quanto as condições em que o corpo vai trabalhar. Leia também Corrida, respiração e sono: o que todo corredor precisa saber, com os sinais de que o nariz ou o sono estão atrapalhando o seu rendimento. Treina no calor e sente o nariz ou a respiração pesarem? A equipe do Grupo OtorrinoDF pode avaliar a sua respiração e indicar o melhor caminho. Agende sua consulta pelo WhatsApp (61) 3542-2803, agendamentos 24 horas, de domingo a domingo. Veja os endereços e horários de cada unidade. Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · @steniopontedias · CRM-DF 17362 · CRM-SP 127847 · CRM-GO 16664 · CRM-CE 9559 · RQE 8843 Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individual.
- Corrida, respiração e sono: o que todo corredor precisa saber
Por Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · CRM-DF 17362 · RQE 8843 O que fica fora da planilha A corrida de rua tomou conta de Brasília. Parques, pistas e o Eixão viraram ponto de encontro de quem busca saúde, disciplina e qualidade de vida. Com o crescimento do esporte, vieram os relógios inteligentes, as planilhas de treino, os tênis de alta tecnologia e os suplementos. Mas dois fatores decisivos para o desempenho costumam ficar de fora dessa conta: como você respira e como você dorme. Para o otorrinolaringologista Stênio Ponte, do Grupo OtorrinoDF, os dois andam juntos. “Não adianta acompanhar o pace, a frequência cardíaca e os quilômetros se o corpo não respira bem durante o treino nem se recupera durante a noite”, afirma. O nariz também corre Durante a corrida, o corpo precisa de mais oxigênio e a respiração acelera. Quanto maior a intensidade, mais o corredor passa a respirar pela boca. O problema é que o nariz faz um trabalho que a boca não faz: ele filtra partículas, aquece e umidifica o ar antes que ele chegue aos pulmões. Quando essa barreira é pulada, o ar chega mais seco e mais sujo às vias aéreas. No tempo seco de Brasília, o efeito é ainda maior. A mucosa nasal resseca e podem surgir ardência, crostas, pequenos sangramentos, garganta seca e tosse. Quem tem rinite, sinusite ou desvio de septo costuma sentir mais. “Quando existe uma obstrução importante, o corredor respira cada vez mais pela boca e o treino fica mais desconfortável. Quem está sempre com o nariz entupido precisa investigar a causa, e não se acostumar a correr assim”, explica Stênio Ponte. Respirar pela boca é errado? Não. Nos esforços intensos, a respiração pela boca é normal e necessária. O nariz responde por cerca de metade da resistência à passagem do ar, e em ritmo leve dá conta sozinho. Quando a intensidade sobe, o corpo passa naturalmente a respirar pelo nariz e pela boca ao mesmo tempo, o que permite mover mais ar com menos esforço. Isso acontece nos tiros, nas subidas, no ritmo de prova e na arrancada final. Forçar a respiração só pelo nariz nesses momentos limita o oxigênio disponível e piora o rendimento. O sinal de alerta é outro: precisar respirar pela boca quando o esforço não justifica, como no trote leve, em repouso ou durante o sono. Nesses casos, pode haver obstrução nasal por rinite, desvio de septo ou aumento dos cornetos. No ar frio ou muito seco, a respiração bucal intensa também expõe mais as vias aéreas e pode provocar tosse ou chiado em quem tem predisposição. “Respirar pela boca no esforço intenso é fisiológico. O que merece atenção é não conseguir respirar pelo nariz quando o corpo está tranquilo”, explica Stênio Ponte. Sono: a parte invisível do treino É durante o sono que o corpo repara os músculos, regula hormônios e consolida a adaptação ao esforço. Sem descanso de qualidade, o treino de hoje não se transforma em evolução amanhã. Uma noite ruim reduz a concentração, aumenta a sensação de esforço, piora a disposição e atrasa a recuperação muscular. Em quem treina com frequência, o efeito se acumula semana após semana. “O sono faz parte do treinamento. Ele não é o intervalo entre um treino e outro, é onde o resultado do treino acontece”, resume o médico. Onde respiração e sono se encontram O mesmo nariz obstruído que atrapalha a corrida também atrapalha a noite. Quem não respira bem pelo nariz tende a dormir de boca aberta, roncar e acordar várias vezes, muitas vezes sem perceber. O resultado é um sono fragmentado, que não recupera. Em alguns casos, o ronco pode ser sinal de apneia obstrutiva do sono, quando a respiração chega a parar por alguns segundos durante a noite. Fique atento a estes sinais: Ronco frequente, percebido por quem dorme ao lado. Boca seca ou garganta irritada ao acordar. Despertares repetidos durante a noite. Cansaço mesmo depois de muitas horas na cama. Queda de rendimento nos treinos sem explicação. “Quando a pessoa ronca muito, acorda várias vezes ou levanta cansada todos os dias, isso não deve ser normalizado. Muitas vezes a causa está no nariz e tem tratamento”, afirma Stênio Ponte. Cuidados práticos para quem corre Alguns ajustes simples protegem a respiração e o descanso: Escolha o horário: no calor e no tempo seco, prefira o início da manhã ou o fim da tarde. Hidrate-se antes, durante e depois: a reposição de líquidos começa antes da largada, principalmente em treinos longos. Cuide do nariz: a lavagem nasal com soro fisiológico ajuda a manter a mucosa limpa e hidratada. Evite descongestionantes por conta própria: usar remédio só para conseguir correr mascara o problema e pode trazer efeitos indesejados (entenda por quê). Proteja o sono: horários regulares, quarto escuro e ventilado, e telas longe da cama. Respeite o corpo: em dias mais difíceis, reduza o ritmo ou a distância. A planilha não pode estar acima dos sinais do corpo. Quando interromper o treino: dor de cabeça intensa, tontura, mal-estar, falta de ar importante ou exaustão fora do habitual. Quando procurar um otorrino: nariz entupido com frequência, tosse persistente, chiado, falta de ar desproporcional ao esforço, ronco frequente ou cansaço constante ao acordar. “Ficar ofegante porque você está correndo é normal. Não conseguir respirar direito, não”, resume o médico. Correr bem é respirar bem e dormir bem O cuidado de quem corre não termina na linha de chegada. Ele continua na hidratação, na recuperação e em cada noite de sono. “A corrida ensina o atleta a observar ritmo, esforço e frequência cardíaca. A respiração e o sono precisam fazer parte dessa leitura. Correr bem é chegar ao próximo desafio em boas condições”, conclui Stênio Ponte. Corre e sente que o nariz ou o sono estão atrapalhando seu rendimento? A equipe do Grupo OtorrinoDF pode avaliar a sua respiração e indicar o melhor caminho. Agende sua consulta pelo WhatsApp (61) 3542-2803, agendamentos 24 horas, de domingo a domingo. Veja os endereços e horários de cada unidade. Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · @steniopontedias · CRM-DF 17362 · CRM-SP 127847 · CRM-GO 16664 · CRM-CE 9559 · RQE 8843 Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individual.
- Incômodo na garganta: o que pode ser essa sensação
Nem todo problema na garganta vem com dor forte ou febre. Muita gente procura o consultório por algo mais difícil de descrever: um pigarro que não vai embora, uma sensação de aperto, de arranhado ou de que existe um bolo parado ali, mesmo sem nada para engolir. Esse incômodo na garganta costuma ter causas simples e tratáveis, mas, quando persiste, merece atenção. Entender de onde ele vem ajuda a cuidar melhor e a saber a hora certa de buscar avaliação. Como esse incômodo costuma aparecer Cada pessoa descreve de um jeito. Alguns sentem a garganta seca e arranhando, principalmente ao acordar. Outros têm vontade constante de limpar a garganta, como se houvesse catarro preso. Há quem relate uma sensação de corpo estranho, como um caroço ou um fio de cabelo, que melhora ao comer e volta entre as refeições. Essa última sensação tem nome: globus faríngeo (percepção de bolo na garganta sem obstrução real). Ela é comum e, na maioria das vezes, não indica nada grave, mas precisa ser bem investigada. Causas mais comuns O incômodo raramente tem uma única origem. Entre as causas que o otorrinolaringologista mais encontra estão: Gotejamento pós nasal: secreção do nariz e dos seios da face que escorre pela parte de trás da garganta, comum em quem tem rinite ou sinusite. Refluxo laringofaríngeo: subida de conteúdo do estômago até a garganta, muitas vezes sem a azia clássica. Ressecamento das mucosas, por ar seco, pouca água ou respiração pela boca durante o sono. Uso intenso da voz, como acontece com professores, vendedores e quem fala muito ao telefone. Tensão muscular na região do pescoço, que pode aumentar em períodos de ansiedade e estresse. Irritação por cigarro, fumaça e poluentes. Infecções virais recentes, que deixam a garganta sensível por alguns dias depois de melhorar. O tempo seco de Brasília pesa na garganta Entre maio e outubro, a umidade do ar no Distrito Federal costuma ficar muito baixa, e a poeira e a fumaça das queimadas aumentam. Nessa época, as mucosas do nariz e da garganta perdem hidratação, a secreção fica mais espessa e a garganta passa a arranhar com mais facilidade. Quem já tem rinite sente ainda mais, porque o nariz congestionado leva a respirar pela boca, o que resseca a garganta durante a noite. Por isso é comum que o incômodo piore justamente na estiagem e melhore quando as chuvas voltam. Por que não vale se automedicar Diante de um incômodo que não passa, é tentador recorrer a pastilhas, sprays ou remédios indicados por conhecidos. O problema é que cada causa pede um caminho diferente: o que alivia um quadro de rinite não resolve um refluxo, e antibiótico não tem efeito sobre irritação por ar seco. Além de não tratar a origem, a automedicação pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico. O tratamento adequado é definido depois da avaliação, de acordo com o que for encontrado. Como é a avaliação no otorrino Na consulta, o médico pergunta há quanto tempo o incômodo existe, em que momentos piora, como estão a voz, a deglutição (o ato de engolir) e o nariz, e quais hábitos fazem parte da rotina. Em seguida examina a boca, a garganta e o pescoço. Muitas vezes é feita a videolaringoscopia, exame rápido em que uma pequena câmera mostra a laringe e as pregas vocais em detalhes. Com essas informações é possível identificar a causa e montar um plano de cuidado individual. Cuidados práticos no dia a dia Alguns hábitos simples ajudam a aliviar o incômodo e a proteger a garganta, principalmente na seca: Beba água ao longo do dia, sem esperar a sede aparecer. Use umidificador ou uma bacia com água no quarto nos dias mais secos. Faça lavagem nasal com soro fisiológico, conforme orientação médica, para manter o nariz limpo e hidratado. Evite pigarrear com força: prefira engolir saliva ou tomar um gole de água. Faça a última refeição pelo menos duas horas antes de deitar e modere café, álcool e alimentos gordurosos à noite. Dê pausas para a voz se você fala muito no trabalho. Afaste-se de cigarro e fumaça, inclusive a de terceiros. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale agendar uma avaliação se o incômodo durar mais de duas ou três semanas, voltar com frequência ou atrapalhar o sono, a alimentação ou o trabalho. Procure atendimento com mais rapidez se houver dor ou dificuldade para engolir, rouquidão persistente, falta de ar, sangue na saliva, perda de peso sem explicação, febre alta ou um caroço palpável no pescoço. Esses sinais precisam ser investigados sem demora. Na OtorrinoDF, nossas equipes nas unidades de Brasília estão preparadas para identificar a causa do incômodo e indicar o cuidado adequado para cada paciente.
- Amigdalite: o que causa e como tratar
Dor forte para engolir, febre, garganta vermelha e, às vezes, aquelas placas esbranquiçadas no fundo da boca. A amigdalite é a inflamação das amígdalas, duas estruturas que ficam nas laterais da garganta e fazem parte do sistema de defesa do corpo. Ela é uma das causas mais comuns de ida ao médico, em crianças e em adultos. Saber o que provoca a amigdalite ajuda a entender por que o tratamento muda de um caso para outro e por que vale a pena não tomar nada por conta própria. Para que servem as amígdalas As amígdalas funcionam como uma espécie de sentinela na entrada do corpo. Elas entram em contato com vírus e bactérias que chegam pela boca e pelo nariz e ajudam a organizar a resposta de defesa. Justamente por estarem nessa linha de frente, inflamam com facilidade quando encontram um agente infeccioso. O que causa a amigdalite Na maior parte das vezes, a causa é um vírus. Os mesmos vírus do resfriado e da gripe podem atingir as amígdalas, e a amigdalite costuma vir acompanhada de coriza, tosse, rouquidão ou olhos irritados. Outro vírus conhecido é o da mononucleose (a chamada doença do beijo), que provoca amígdalas muito inchadas, cansaço intenso e ínguas no pescoço. Uma parte menor dos casos é causada por bactérias, principalmente o estreptococo. A amigdalite bacteriana tende a começar de forma mais brusca, com febre alta, dor intensa para engolir, placas de pus e ínguas doloridas, geralmente sem tosse ou coriza. Essa diferença importa, porque só a forma bacteriana se beneficia de antibiótico, e quem decide isso é o médico depois de examinar a garganta. A transmissão acontece por gotículas de saliva, tosse, espirro e objetos compartilhados, como copos e talheres. Ambientes fechados e cheios, como escolas e escritórios, facilitam a passagem de uma pessoa para outra. A seca de Brasília piora a garganta? O clima seco não causa amigdalite sozinho, mas deixa o terreno mais vulnerável. Na estiagem do Distrito Federal, com umidade do ar muito baixa, a mucosa da garganta e do nariz resseca e perde parte da sua proteção natural. A poeira e as queimadas da época irritam ainda mais as vias respiratórias. Quem respira pela boca por causa de nariz entupido sente isso com mais força, especialmente ao acordar. Amigdalite: o que tomar? Essa é uma das dúvidas mais buscadas, e a resposta honesta é: depende da causa, e só a avaliação mostra qual é. Na amigdalite viral, o tratamento é de suporte, para aliviar a dor e a febre enquanto o próprio corpo vence a infecção. Na bacteriana, o médico pode indicar antibiótico, com tempo de uso definido. A automedicação com antibiótico, ou com sobras de um tratamento antigo, é arriscada. Se a causa for viral, o remédio não ajuda e ainda expõe a efeitos colaterais. Se for bacteriana, doses e tempo errados podem deixar a infecção mal tratada e favorecer bactérias resistentes. Gargarejos caseiros e pastilhas podem trazer conforto momentâneo, mas não substituem a avaliação. Quando a cirurgia entra na conversa Algumas pessoas têm amigdalites que se repetem várias vezes por ano, faltam muito à escola ou ao trabalho, ou desenvolvem complicações como abscesso (acúmulo de pus ao lado da amígdala). Em outros casos, amígdalas muito grandes atrapalham a respiração e causam ronco e pausas no sono. Nessas situações, o otorrinolaringologista pode avaliar a amigdalectomia (retirada das amígdalas). A indicação é individual e leva em conta a frequência das crises, a idade e o impacto na rotina. Cuidados práticos durante e depois da crise Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede: a hidratação ajuda a garganta e é ainda mais importante na seca de Brasília. Prefira alimentos macios e mornos ou frios, que machucam menos ao engolir. Descanse e evite esforço físico enquanto houver febre. Não compartilhe copos, talheres e garrafas, e lave as mãos com frequência. Troque a escova de dentes depois que a infecção passar. Em casa, umidificador ou uma bacia de água no quarto ajudam nos dias de umidade muito baixa. Antibiótico que sobrou em casa ou que foi receitado para outra pessoa não serve para a sua crise. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se a dor de garganta vier com febre alta, placas de pus ou ínguas doloridas, se durar mais de três a cinco dias sem melhora ou se as crises se repetirem ao longo do ano. Busque atendimento rápido se houver dificuldade para abrir a boca, para engolir a própria saliva ou para respirar, voz abafada ou inchaço de um lado só do pescoço. Na OtorrinoDF, os especialistas das quatro unidades em Brasília examinam a garganta, identificam a causa e orientam o tratamento adequado para cada paciente.
- Sangramento no nariz na seca de Brasília: causas e primeiros cuidados
Você assoa o nariz pela manhã e o lenço sai manchado de vermelho. Ou, de repente, no meio do dia, começa a escorrer sangue de uma das narinas. A cena assusta, mas na maior parte das vezes o sangramento nasal, que os médicos chamam de epistaxe, tem uma causa simples e passa com cuidados básicos. Em Brasília, ele fica bem mais comum nos meses de seca. Entender o que provoca o sangramento ajuda a agir com calma e a saber quando vale investigar. Por que o nariz sangra com tanta facilidade A parte da frente do septo, a parede que divide as duas narinas, tem uma rede de vasos sanguíneos muito finos e próximos da superfície. Essa região fica exposta ao ar que respiramos o tempo todo. Quando a mucosa (a camada úmida que reveste o nariz por dentro) resseca, ela racha com facilidade, e qualquer esforço pequeno, como assoar com força ou espirrar, rompe um desses vasinhos. O papel do clima seco de Brasília Entre maio e outubro, a umidade do ar no Distrito Federal costuma cair para níveis muito baixos, e em alguns dias fica perto do que se vê em regiões desérticas. Some a isso a altitude, a poeira e as queimadas do período, e o resultado é uma mucosa nasal ressecada, com casquinhas que coçam e incomodam. A tentação de mexer nelas é grande, e é justamente aí que muitos sangramentos começam. O ar-condicionado em ambientes fechados piora o quadro. Outras causas frequentes Além do ar seco, alguns fatores aparecem com frequência no consultório: Hábito de cutucar o nariz, comum principalmente em crianças. Rinite alérgica e resfriados, que deixam a mucosa inflamada e mais sensível. Assoar o nariz com muita força ou várias vezes seguidas. Pancadas e traumas no rosto. Uso de sprays nasais sem orientação, que podem irritar a mucosa. Desvio de septo, que muda o fluxo de ar e resseca mais um dos lados. Em adultos, alguns sangramentos estão ligados a pressão alta, alterações da coagulação ou ao uso de medicamentos que afinam o sangue. Mais raramente, há pólipos ou lesões dentro do nariz. Por isso o sangramento que se repete merece avaliação. O que fazer na hora do sangramento A maioria dos sangramentos para em poucos minutos com uma medida simples. Sente-se e incline a cabeça levemente para a frente, nunca para trás. Com o polegar e o indicador, aperte a parte mole do nariz, logo abaixo do osso, e mantenha a pressão de forma contínua por cerca de dez minutos, respirando pela boca. Evite soltar a cada instante para conferir se parou. Uma compressa fria sobre o nariz pode ajudar. Inclinar a cabeça para trás é um erro comum: o sangue escorre para a garganta, pode ser engolido e causar náusea, além de esconder o tamanho real do sangramento. Também não é indicado colocar algodão ou papel no fundo da narina, nem usar qualquer produto por conta própria. Depois que o sangramento parar, evite assoar o nariz e fazer esforço físico pelo resto do dia. Cuidados práticos para prevenir na estiagem Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede. Use umidificador no quarto à noite ou deixe uma bacia com água ou uma toalha úmida no ambiente. Faça lavagem nasal com soro fisiológico para manter a mucosa hidratada. Evite ficar muitas horas em ambientes com ar-condicionado e, quando não der, faça pausas. Não cutuque o nariz nem arranque as casquinhas. Mantenha as unhas das crianças curtas. Assoe o nariz com delicadeza, uma narina de cada vez. Nos dias de fumaça e poeira, prefira atividades ao ar livre no início da manhã ou à noite. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure atendimento de urgência se o sangramento não parar depois de 20 minutos de pressão, se for muito volumoso, se vier depois de uma pancada forte na cabeça ou no rosto, ou se a pessoa ficar pálida, tonta ou com falta de ar. Marque uma consulta com o otorrino quando os sangramentos se repetem, quando aparecem sempre do mesmo lado, quando vêm junto com nariz entupido de um lado só, ou quando quem sangra usa remédios que afinam o sangue. Na consulta, o especialista examina o nariz por dentro e, se preciso, faz uma endoscopia nasal (exame com uma câmera fina que mostra o interior do nariz) para localizar o vaso que sangra e definir o melhor tratamento. Na OtorrinoDF, as quatro unidades em Brasília atendem mais de 60 convênios. Se o nariz anda sangrando com frequência nesta seca, agende sua avaliação.
- Infecção no ouvido: sintomas em adultos e crianças
Dor que lateja, sensação de ouvido cheio, febre, uma criança que não para de levar a mão à orelha. A infecção no ouvido é um dos motivos mais comuns de procura pelo otorrinolaringologista, em crianças e adultos. Reconhecer os sintomas ajuda a buscar avaliação na hora certa e a evitar tanto o susto desnecessário quanto a demora que complica o quadro. Neste texto, explicamos o que acontece dentro do ouvido inflamado, como os sinais aparecem em cada idade e o que fazer enquanto espera a consulta. O que é a inflamação no ouvido O ouvido tem três partes: o externo (a orelha e o canal até o tímpano), o médio (uma pequena câmara de ar atrás do tímpano) e o interno (onde ficam a cóclea, responsável pela audição, e o labirinto, ligado ao equilíbrio). Quando falamos em infecção no ouvido, quase sempre estamos falando da otite média, a inflamação dessa câmara atrás do tímpano. Ela costuma aparecer depois de um resfriado, de uma gripe ou de uma crise de rinite. O nariz congestionado prejudica o funcionamento da tuba auditiva (o canal que liga o fundo do nariz ao ouvido médio e equilibra a pressão). Com a tuba bloqueada, a secreção fica presa atrás do tímpano, e vírus ou bactérias encontram ali um bom lugar para se multiplicar. Já a otite externa, que atinge o canal do ouvido e é comum depois de piscina, tem causas e cuidados diferentes. Sintomas de infecção no ouvido em adultos No adulto, os sinais mais frequentes são: Dor de ouvido, que pode ser contínua ou em pontadas e costuma piorar ao deitar. Sensação de ouvido tampado ou de pressão. Diminuição da audição no lado afetado, como se o som chegasse abafado. Febre, mais comum nos quadros causados por bactérias. Zumbido ou estalos dentro do ouvido. Saída de secreção pelo canal, que pode indicar que o tímpano se rompeu com a pressão. Quando há secreção, muitas pessoas notam que a dor alivia de repente. Isso acontece porque a pressão diminuiu, mas não significa que a infecção passou. É um sinal para procurar o médico. Sintomas em bebês e crianças As crianças têm a tuba auditiva mais curta e mais horizontal, por isso as otites são bem mais comuns na infância. Como os pequenos nem sempre conseguem dizer o que sentem, vale observar: Choro mais intenso ao deitar ou ao mamar, já que sugar e engolir mexem com a pressão do ouvido. Mão levada à orelha com frequência ou puxões na orelha. Irritação, sono agitado e perda de apetite. Febre, às vezes sem outro sintoma claro. Criança que parece não ouvir quando é chamada ou que aumenta o volume da televisão. Por que a seca de Brasília influencia Entre maio e outubro, o Distrito Federal enfrenta umidade do ar muito baixa e bastante poeira. O nariz resseca, a mucosa fica irritada e as crises de rinite se multiplicam. Esse nariz inflamado é justamente o que atrapalha a tuba auditiva e abre caminho para a otite. Com a chegada das chuvas, em outubro e novembro, aumentam também os resfriados, e muitos quadros de infecção no ouvido aparecem logo em seguida. Cuidar bem do nariz nessa transição é uma forma de proteger o ouvido. Como é feito o diagnóstico e o tratamento O diagnóstico é feito no consultório, com a otoscopia (exame em que o médico olha o tímpano com um aparelho com luz). Em alguns casos, ele pede uma audiometria (exame que mede a audição) ou uma imitanciometria (exame que avalia a pressão e o movimento do tímpano). Nem toda otite é causada por bactéria, e muitas melhoram sozinhas em poucos dias, com controle da dor e acompanhamento. Quem decide se há necessidade de medicamento, qual e por quanto tempo, é o médico, depois de examinar o ouvido. Usar sobras de remédio de casa ou gotas por conta própria pode mascarar a infecção, causar resistência bacteriana e até lesar o ouvido quando o tímpano está perfurado. Nos casos de otites que voltam muitas vezes, o otorrino avalia outras causas, como adenoide aumentada, e discute as opções de tratamento. Cuidados práticos enquanto você aguarda a avaliação Não pingue óleo, azeite, álcool ou qualquer gota sem orientação médica. Não coloque hastes flexíveis, algodão ou objetos dentro do ouvido. Evite molhar o ouvido no banho e na piscina se houver secreção. Mantenha o nariz limpo e hidratado com soro fisiológico, conforme orientação médica, principalmente na seca. Para bebês, prefira oferecer a mamadeira com a cabeça mais elevada, nunca deitados. Mantenha a vacinação das crianças em dia, que ajuda a prevenir algumas infecções respiratórias. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se a dor de ouvido durar mais de dois dias, se houver febre, secreção, perda de audição ou se os sintomas voltarem com frequência. Busque atendimento com urgência se aparecer inchaço ou vermelhidão atrás da orelha, dor de cabeça forte, tontura intensa, rigidez no pescoço ou fraqueza de um lado do rosto. Em bebês com menos de seis meses, qualquer suspeita de otite com febre merece consulta no mesmo dia. Na OtorrinoDF, as quatro unidades em Brasília contam com especialistas para examinar o ouvido de adultos e crianças e orientar cada caso.
- Ouvido tampado: por que acontece e como aliviar com segurança
A sensação de ouvido tampado é bem conhecida: parece que há algo bloqueando o som, a própria voz fica abafada e às vezes surge um leve zumbido ou pressão. Ela pode aparecer depois de um voo, de um mergulho, durante uma gripe ou sem motivo aparente. Na maioria das vezes passa sozinha ou com cuidados simples, mas a pergunta "o que fazer para desentupir o ouvido" depende muito da causa. Tentar resolver do jeito errado pode piorar o problema. Por que o ouvido fica tampado As causas mais comuns se dividem em dois grupos. No primeiro, há algo obstruindo o canal do ouvido, a parte que vai da orelha até o tímpano. É o caso do acúmulo de cera (cerume), da água que fica presa depois do banho ou da piscina e da otite externa (inflamação da pele do canal). No segundo grupo, o problema está atrás do tímpano, no ouvido médio. Ali quem manda é a tuba auditiva, um canal fino que liga o fundo do nariz ao ouvido e serve para equilibrar a pressão. Quando ela não abre direito, por causa de gripe, rinite, sinusite ou mudança brusca de altitude, a pressão fica desigual e o ouvido parece entupido. Em alguns casos, acumula líquido atrás do tímpano, o que é comum em crianças. Brasília, seca e altitude Quem mora em Brasília convive com dois fatores que favorecem o ouvido tampado. O primeiro é a estiagem: com a umidade do ar muito baixa por meses, o nariz resseca, a rinite piora e a tuba auditiva funciona pior. O segundo é a altitude de cerca de 1.100 metros. Viagens de carro para cidades mais baixas, como Goiânia ou o litoral, e os voos frequentes de quem trabalha na capital provocam variações de pressão que deixam o ouvido tampado por algumas horas. Manter o nariz hidratado e tratar a rinite ajuda a proteger os ouvidos. O que pode ajudar em casa Quando o ouvido tampa depois de um voo ou de uma viagem de serra, engolir, bocejar ou mascar chiclete ajuda a abrir a tuba auditiva. Também existe uma manobra simples: fechar a boca, tapar o nariz com os dedos e soprar com delicadeza, sem força, como quem quer encher as bochechas. Se houver dor, ela deve ser interrompida. Se a água ficou presa depois do banho, inclinar a cabeça para o lado afetado e secar só a parte de fora da orelha com a ponta da toalha costuma resolver. Quando o ouvido tampa durante um resfriado, a lavagem nasal com soro fisiológico, feita com orientação, ajuda a desobstruir o nariz e, indiretamente, o ouvido. E os remédios de farmácia? Existem gotas para amolecer cera, descongestionantes e outros produtos vendidos sem receita, e é natural pensar neles. O problema é que cada um serve para uma causa diferente, e o mesmo produto que ajuda num caso pode atrapalhar em outro. Gotas no ouvido, por exemplo, não devem ser usadas quando o tímpano está perfurado, e só o exame mostra isso. Já os descongestionantes nasais usados por muitos dias podem causar efeito rebote e piorar a obstrução. Por isso o caminho mais seguro é não se automedicar e deixar que o especialista identifique a causa e indique o tratamento adequado. O que não fazer O cotonete é o principal vilão: em vez de retirar a cera, ele empurra para dentro e forma uma rolha que tampa ainda mais o ouvido, além de poder machucar o canal e o tímpano. Grampos, chaves e pontas de toalha torcidas também não devem entrar no ouvido. Velas de ouvido não têm eficácia comprovada e já causaram queimaduras. A lavagem do ouvido, quando necessária, deve ser feita no consultório, depois do exame. Cuidados práticos para evitar o ouvido tampado Não use cotonete dentro do ouvido: limpe só a parte de fora da orelha. Depois do banho ou da piscina, seque bem a orelha por fora e incline a cabeça para escorrer a água. Na seca, beba bastante água e mantenha o nariz hidratado, conforme orientação médica. Em voos, mastigue, engula ou boceje na decolagem e principalmente no pouso. Se estiver gripado ou com o nariz muito entupido, converse com o médico antes de viajar de avião ou mergulhar. Trate a rinite com acompanhamento, e não só nas crises. Não coloque gotas, óleos ou produtos caseiros no ouvido sem avaliação. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o ouvido continuar tampado por mais de alguns dias, se houver dor, febre, secreção, sangramento, tontura ou zumbido persistente. Atenção especial para a perda de audição que aparece de repente, em um ouvido só e sem explicação: ela pode ser uma surdez súbita, situação em que o atendimento rápido faz diferença no tratamento. Em crianças, vale observar se a criança aumenta o volume da TV, não responde quando chamada ou puxa a orelha com frequência. No consultório, o otorrinolaringologista examina o ouvido com o otoscópio e, quando necessário, pede exames como a audiometria e a imitanciometria (que avalia o tímpano e a pressão no ouvido médio). Se for cera, a remoção costuma ser feita na própria consulta. No OtorrinoDF, nossos especialistas atendem nas unidades de Brasília e ajudam a descobrir a causa do ouvido tampado e o cuidado certo para cada caso.
- Olho lacrimejando: quando a causa está no nariz
Olho que lacrimeja sem motivo aparente, lágrima escorrendo pelo rosto no meio de uma reunião, lenço sempre à mão. Quando isso acontece, a primeira ideia costuma ser procurar o oftalmologista, e muitas vezes é o caminho certo. Mas existe uma parte da história que pouca gente conhece: a lágrima é drenada para dentro do nariz. Por isso, em vários casos, o olho lacrimejando tem origem nas vias nasais, e o otorrinolaringologista tem papel importante na investigação. O caminho da lágrima: do olho até o nariz O olho produz lágrima o tempo todo, para manter a superfície úmida e protegida. Depois de cumprir essa função, ela escoa por pequenos orifícios no canto interno das pálpebras, passa por um canal chamado ducto lacrimonasal e desemboca dentro do nariz. É por isso que o nariz escorre quando a gente chora. Se esse caminho fica estreito ou bloqueado, a lágrima não tem para onde ir e transborda pelo rosto. O nome técnico desse sintoma é epífora (lacrimejamento excessivo). Olho lacrimejando: o que pode ser As causas se dividem em dois grandes grupos: o olho produz lágrima demais ou a drenagem não dá conta. Entre as situações mais comuns estão: Rinite alérgica, que inflama o nariz e os olhos ao mesmo tempo e costuma vir com espirros, coceira e coriza. Sinusite, quando o inchaço das vias nasais dificulta a saída da lágrima. Obstrução do ducto lacrimonasal, que pode surgir com a idade, depois de inflamações repetidas ou após traumas no rosto. Desvio de septo ou outras alterações na anatomia do nariz que estreitam a região onde a lágrima desemboca. Olho seco, que parece contraditório, mas faz o olho produzir lágrima em excesso como reação à irritação. Conjuntivite, irritação por vento, fumaça ou uso prolongado de telas, situações que pedem avaliação do oftalmologista. Nos bebês, o lacrimejamento constante em um olho só também pode indicar que o canal lacrimal ainda não se abriu por completo. Nesses casos, o pediatra e o oftalmologista orientam o acompanhamento. O clima seco de Brasília pesa na balança Na estiagem, a umidade do ar em Brasília pode ficar abaixo de 20%, e a poeira e a fumaça das queimadas ficam suspensas no ar por semanas. Esse cenário irrita os olhos e o nariz ao mesmo tempo. Quem tem rinite alérgica costuma sentir piora clara nessa época, com nariz entupido, espirros e olhos que ardem e lacrimejam. O ar seco também favorece o olho seco, que, como vimos, pode paradoxalmente fazer o olho lacrimejar mais. Quando a causa está no nariz Alguns sinais sugerem que vale incluir o otorrinolaringologista na investigação: lacrimejamento acompanhado de nariz entupido, coriza ou espirros frequentes, sensação de pressão no rosto, histórico de sinusite, ou lacrimejamento que piora em crises alérgicas. Também chama atenção o lacrimejamento que acontece em um lado só e não melhora com o tempo, sobretudo se houver inchaço ou vermelhidão no canto interno do olho, perto do nariz. Como é feita a avaliação Na consulta, o otorrinolaringologista conversa sobre os sintomas e examina o nariz por dentro. Muitas vezes é feita a videonasofibroscopia (exame com uma câmera fina que mostra o interior do nariz), capaz de identificar inflamação, pólipos, desvio de septo ou estreitamentos na área onde o canal lacrimal termina. Quando necessário, entram exames de imagem, como a tomografia dos seios da face. Em muitos casos, o trabalho é feito junto com o oftalmologista, cada um avaliando a sua parte do caminho da lágrima. O tratamento depende do que for encontrado. Controlar uma rinite ou uma sinusite pode bastar para o lacrimejamento diminuir. Quando há obstrução permanente do canal, existe uma cirurgia chamada dacriocistorrinostomia (criação de um novo caminho para a lágrima chegar ao nariz), que hoje pode ser feita por via endoscópica, por dentro do nariz, sem corte no rosto. A indicação é sempre individual, depois da avaliação. Cuidados práticos no dia a dia Não use colírios ou sprays nasais por conta própria: alguns irritam ainda mais e podem mascarar a causa. Na estiagem, beba água ao longo do dia e use umidificador ou bacia com água no quarto. Faça lavagem nasal com soro fisiológico, conforme orientação médica, para retirar poeira e alérgenos. Evite coçar os olhos e lave as mãos antes de tocar o rosto. Faça pausas no uso de telas e use óculos de sol em dias de vento e poeira. Mantenha a casa limpa com pano úmido, que levanta menos poeira do que a vassoura. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o olho lacrimejar por mais de algumas semanas, se o sintoma vier junto com nariz entupido, coriza ou dor no rosto, ou se você já trata rinite ou sinusite e o lacrimejamento continua. Busque atendimento com mais rapidez se surgir inchaço, dor ou vermelhidão no canto interno do olho, secreção amarelada ou alteração na visão. Nesses casos, a avaliação do oftalmologista também é importante. No OtorrinoDF, a equipe de otorrinolaringologistas atende em quatro unidades em Brasília e investiga as causas nasais do lacrimejamento, da consulta à videonasofibroscopia. Agende sua avaliação e descubra se o seu nariz está por trás desse incômodo.
- Fone de ouvido e saúde auditiva: como ouvir sem colocar a audição em risco
Por Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · CRM-DF 17362 · RQE 8843 O fone virou parte da rotina Música no caminho do trabalho, reuniões on-line, podcast na academia, série antes de dormir. Para muita gente, o fone de ouvido passa mais horas no ouvido do que fora dele. Esse foi o tema da minha entrevista à Rádio Metrópoles 104.1 e também da matéria Audição saudável, publicada pelo Correio Braziliense, em que respondi às perguntas do quadro "Palavra do especialista". É também uma das dúvidas mais frequentes no consultório: usar fone faz mal? A resposta curta é que o fone, por si só, não é o vilão. O que pesa é como ele é usado: o volume, o tempo de exposição e os cuidados com o equipamento. Por que o som alto lesa a audição Dentro da orelha interna fica a cóclea, onde milhares de células ciliadas transformam a vibração do som em sinais nervosos que o cérebro interpreta. Sons intensos e prolongados sobrecarregam essas células e podem lesioná-las. O problema é que esse dano costuma ser silencioso e cumulativo: não dói e vai se somando ao longo de meses e anos. Como as células ciliadas não se regeneram, a perda auditiva induzida por ruído tende a ser permanente. Zumbido ou sensação de ouvido abafado depois de usar o fone são sinais de que o limite foi ultrapassado. Volume e tempo: os dois fatores que mais importam Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco depende da intensidade do som, do tempo e da frequência de exposição. Como referência, a OMS considera que adultos podem se expor a sons de até 80 decibéis por até 40 horas por semana; para crianças, o limite cai para 75 decibéis. Quanto mais alto o volume, menor o tempo seguro. O alerta é global: a OMS estima que mais de 1 bilhão de jovens entre 12 e 35 anos estão em risco de perda auditiva por hábitos de escuta inseguros, principalmente pelo uso de fones. Regra prática 60/60: volume abaixo de 60% do máximo e pausa a cada 60 minutos. Outro teste simples: se alguém ao seu lado consegue ouvir o som do seu fone, ou se você não escuta uma pessoa falando com você a um braço de distância, o volume está alto demais. Vale também ativar os recursos de saúde auditiva do celular, que mostram o nível de exposição sonora e permitem limitar o volume máximo. Ambientes barulhentos: a armadilha do volume No ônibus, no metrô ou na academia, a tendência natural é aumentar o volume para "vencer" o barulho ao redor. Fones com boa vedação ou com cancelamento de ruído reduzem essa necessidade e permitem ouvir bem com volume mais baixo. Um cuidado: na rua e no trânsito, isolar demais o som ambiente diminui a percepção de buzinas e alertas. Nesses momentos, segurança em primeiro lugar. Fone intra-auricular, cera e infecções O fone intra-auricular, aquele que entra no canal, ocupa o conduto auditivo por várias horas e pode atrapalhar o mecanismo natural de eliminação do cerume. Além disso, ao colocar o fone repetidamente, a pessoa pode empurrar a cera para regiões mais profundas do canal. Com o tempo, isso pode formar uma rolha de cerume, com sensação de ouvido tampado, abafamento, desconforto e redução temporária da audição. Em relação às infecções, o fone isoladamente não é necessariamente o causador de uma otite. Mas o uso prolongado, o excesso de umidade, a falta de higiene do equipamento e o compartilhamento de fones criam condições favoráveis à irritação da pele do canal e à proliferação de microrganismos, como na otite externa e na micose de ouvido. Limpe o fone e as ponteiras com frequência, seguindo a orientação do fabricante. Não compartilhe fones. Depois do banho ou da piscina, seque a parte externa da orelha antes de colocar o fone. Troque ponteiras de silicone ou espuma gastas. Nunca use hastes flexíveis ou outros objetos para "limpar" o canal: eles empurram a cera e podem ferir a pele ou o tímpano. Qual tipo de fone escolher? Intra-auricular: prático e discreto. Fica em contato direto com o canal auditivo, então exige higiene redobrada e pausas. Que cobre a orelha: não ocupa o canal, o que reduz problemas com cera e umidade. Com boa vedação, ajuda a manter o volume mais baixo. Com cancelamento de ruído: reduz o barulho externo e diminui a vontade de aumentar o volume em ambientes ruidosos. Na prática, o melhor fone é aquele usado com volume moderado, por tempo controlado e bem higienizado. Crianças e adolescentes merecem atenção especial A audição das crianças é mais sensível, e por isso a OMS recomenda um limite menor de exposição. Prefira fones infantis com limitador de volume, ative os controles de volume do celular ou do tablet e combine pausas. Fique atento a sinais como pedir para repetir com frequência, aumentar muito o volume da TV ou queda no rendimento escolar. Sinais de alerta: quando procurar o otorrino Zumbido persistente ou que aparece depois de usar o fone. Ouvido tampado ou abafado que não melhora. Dificuldade para entender conversas, principalmente em ambientes com barulho. Dor, coceira intensa, secreção ou mau cheiro no ouvido. Tontura associada a sintomas no ouvido. Perda de audição súbita: procure atendimento o quanto antes, porque o tempo até o tratamento faz diferença. No consultório, o otorrinolaringologista examina o canal e o tímpano e, quando indicado, solicita a audiometria, exame que mede a audição. Para quem usa fone muitas horas por dia, uma avaliação periódica ajuda a identificar alterações precocemente. 8 hábitos para uma escuta segura Mantenha o volume abaixo de 60% do máximo. Faça pausas a cada hora de uso. Em lugares barulhentos, prefira fones com boa vedação ou cancelamento de ruído. Use os recursos de controle de volume do celular. Limpe o fone e as ponteiras com frequência. Não compartilhe fones. Nunca introduza hastes ou objetos no canal auditivo. Procure o otorrino diante de zumbido, ouvido tampado ou dor. Em resumo Proteger a audição não significa abrir mão do fone. Significa usar com consciência: volume moderado, tempo controlado, equipamento limpo e atenção aos sinais que o corpo dá. A audição perdida por excesso de ruído não volta, mas pode ser preservada com hábitos simples. Ficou com dúvidas? Agende sua avaliação no Grupo OtorrinoDF. WhatsApp (61) 3542-2803, agendamentos 24 horas, de domingo a domingo. Veja os endereços e horários de cada unidade. Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · @steniopontedias · CRM-DF 17362 · CRM-SP 127847 · CRM-GO 16664 · CRM-CE 9559 · RQE 8843 Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individual. Referências: Organização Mundial da Saúde (OMS) e União Internacional de Telecomunicações (UIT). Safe listening devices and systems: a WHO-ITU standard (H.870), 2019, atualizado em 2022. Dillard LK et al. Prevalence and global estimates of unsafe listening practices in adolescents and young adults. BMJ Global Health, 2022.
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