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- Desvio de septo: como saber se você tem
Um lado do nariz que vive mais entupido que o outro, ronco à noite, boca seca ao acordar e a sensação de que o ar nunca entra direito. Muita gente convive com esses incômodos por anos sem saber que eles podem ter uma explicação física: o desvio de septo. A dúvida "como saber se tenho desvio de septo" é uma das mais buscadas sobre o nariz, e a resposta passa por dois caminhos: reconhecer os sinais no dia a dia e confirmar com um exame feito pelo otorrinolaringologista. O que é o septo nasal O septo é a parede que divide o nariz em duas cavidades, uma de cada lado. Ele é formado por cartilagem na parte da frente e por osso na parte de trás. O desvio acontece quando essa parede fica torta, deixando um dos lados mais estreito e dificultando a passagem do ar. Vale saber que quase ninguém tem o septo perfeitamente reto. Pequenas tortuosidades são muito comuns e, na maioria das vezes, não causam sintoma nenhum. O desvio passa a importar quando atrapalha a respiração, o sono ou a qualidade de vida. Por que o septo desvia Algumas pessoas já nascem com o septo desviado ou desenvolvem a alteração durante o crescimento. Outras passam a ter o problema depois de uma pancada no nariz, seja em uma queda na infância, em esportes de contato ou em acidentes. Muitas vezes o trauma foi tão leve que a pessoa nem lembra dele. Sinais de que pode ser desvio de septo Nenhum sintoma sozinho fecha o diagnóstico, mas alguns sinais costumam aparecer juntos: Obstrução nasal que fica sempre do mesmo lado, ou que é bem pior de um lado. Respiração pela boca, principalmente durante o sono. Ronco frequente e sono pouco reparador. Boca e garganta secas ao acordar. Sinusites que se repetem com frequência. Sangramentos nasais recorrentes, quase sempre do mesmo lado. Cansaço fácil em atividade física por não conseguir respirar bem pelo nariz. Um teste caseiro ajuda a perceber a diferença entre os lados: tampe uma narina com o dedo e respire pela outra, depois inverta. Se um lado passa o ar com muito mais dificuldade de forma constante, vale investigar. Esse teste, porém, não substitui a avaliação médica, porque rinite e outras alterações também dão essa sensação. Desvio de septo ou rinite? A confusão é comum Em Brasília, essa confusão é ainda mais frequente. Na estiagem, o ar fica muito seco, a poeira aumenta e as crises de rinite se multiplicam. O nariz entope, e a pessoa fica sem saber se o problema é alergia ou estrutura. A diferença costuma estar no padrão: a rinite tende a ir e vir, alternar de lado e vir com espirros, coceira e coriza. O desvio de septo dá uma obstrução mais fixa, sempre do mesmo lado. E é muito comum as duas coisas existirem juntas, uma piorando a outra. Como o otorrino confirma o diagnóstico Na consulta, o otorrinolaringologista conversa sobre os sintomas e examina o nariz por dentro. O exame mais usado é a videonasofibroscopia (exame com uma câmera fina que entra pelo nariz), que mostra o septo, os cornetos e a parte de trás do nariz com detalhes. É rápido, feito no consultório, e costuma ser bem tolerado. Em alguns casos, a tomografia dos seios da face complementa a avaliação, principalmente quando há sinusites de repetição. Quais são os caminhos de tratamento Nem todo desvio precisa ser operado. Quando os sintomas são leves ou estão mais ligados à rinite, o médico pode orientar cuidados com o nariz e tratar a inflamação. Quando o desvio realmente atrapalha a respiração e não melhora com essas medidas, a indicação pode ser a septoplastia (cirurgia que endireita o septo), feita por dentro do nariz e sem cortes aparentes. A decisão é sempre individual e tomada depois da avaliação completa. Uma ressalva importante: descongestionantes nasais vendidos sem receita aliviam por pouco tempo e, usados por conta própria por vários dias, podem causar efeito rebote e deixar o nariz ainda mais entupido. Por isso o ideal é não se automedicar e buscar avaliação. Cuidados práticos enquanto você não passa pela avaliação Mantenha o nariz hidratado com lavagem com soro fisiológico, principalmente na seca. Use umidificador ou bacia com água no quarto nos meses de baixa umidade. Beba bastante água ao longo do dia. Evite poeira, fumaça e cheiros fortes, que irritam a mucosa. Não use descongestionante nasal por conta própria. Anote em qual lado a obstrução aparece e em que situações piora, para contar na consulta. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o nariz vive entupido do mesmo lado, se você ronca e acorda cansado, se as sinusites se repetem ou se o sangramento nasal volta com frequência. Também vale consultar se houve uma pancada no nariz e a respiração mudou depois disso. No OtorrinoDF, as 4 unidades em Brasília contam com especialistas em nariz e estrutura para fazer o exame no consultório. Entender o que está atrapalhando a sua respiração é o primeiro passo para voltar a respirar e dormir melhor.
- Corrida em alta, umidade em baixa: cuidados para treinar no calor e no tempo seco
Por Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · CRM-DF 17362 · RQE 8843 Brasília vive dias de calor forte e umidade baixa, e quem corre sente no nariz, na garganta e no rendimento. O otorrinolaringologista Dr. José Stênio Ponte responde a duas dúvidas comuns de quem treina e participa de provas nessa época. Brasília enfrenta altas temperaturas e baixa umidade. Quais cuidados o corredor deve tomar? Todo corredor precisa de planejamento, e esse planejamento vai além do pace, da frequência cardíaca, do relógio e do tênis. Ele começa com sono adequado, boa alimentação, hidratação e atenção à saúde respiratória. Em Brasília, também precisamos olhar para o ambiente. Antes de sair, vale conferir a previsão de temperatura, a umidade e a qualidade do ar, principalmente quando há fumaça de queimadas. Isso ajuda a escolher o horário, o percurso e até a intensidade do treino. O nariz filtra, aquece e umidifica o ar que respiramos. No tempo muito seco, porém, as mucosas podem ficar ressecadas e irritadas, favorecendo desconforto e sangramentos nasais. Em pessoas suscetíveis, o ar seco também pode desencadear tosse, chiado e broncoespasmo. Na prática, a orientação é priorizar horários mais frescos, geralmente no início da manhã, escolher trajetos com sombra e acesso à água e ajustar o ritmo às condições do dia. A hidratação deve acompanhar as necessidades individuais, sem exageros. Em treinos prolongados e com muita transpiração, a reposição de eletrólitos pode fazer parte desse planejamento. Se as condições estiverem muito desfavoráveis, reduzir, adiar ou transferir o treino para um ambiente interno é uma decisão prudente. Estar bem preparado não torna ninguém imune aos efeitos do calor. Existe alguma orientação sobre como respirar durante uma prova com calor ou baixa umidade? A principal orientação é permitir que a respiração acompanhe a intensidade do esforço, sem forçar uma respiração exclusivamente pelo nariz. Em ritmos leves, muitas pessoas conseguem respirar predominantemente pelo nariz, aproveitando suas funções de filtração, aquecimento e umidificação. Conforme o esforço aumenta, é natural passar a respirar também pela boca para atender à maior necessidade de ventilação. Isso não representa, por si só, um erro de técnica. Não existe uma frequência cardíaca única que determine essa mudança. Ela varia conforme o condicionamento, a intensidade do exercício e as características de cada pessoa. Ao respirar pela boca, parte do condicionamento do ar feito pelo nariz é reduzida. Por isso, quem tem asma, rinite ou obstrução nasal precisa manter essas condições bem acompanhadas. Tosse persistente, chiado ou falta de ar desproporcional ao esforço merecem avaliação. Durante a prova, nenhuma técnica respiratória compensa calor excessivo ou condições ambientais inadequadas. O atleta precisa ajustar o ritmo, respeitar seu planejamento de hidratação e reconhecer os sinais de alerta. Tontura, fraqueza intensa ou náusea exigem interromper o esforço e procurar assistência; confusão mental ou desmaio são sinais de emergência. O planejamento precisa considerar tanto o desempenho quanto as condições em que o corpo vai trabalhar. Leia também Corrida, respiração e sono: o que todo corredor precisa saber, com os sinais de que o nariz ou o sono estão atrapalhando o seu rendimento. Treina no calor e sente o nariz ou a respiração pesarem? A equipe do Grupo OtorrinoDF pode avaliar a sua respiração e indicar o melhor caminho. Agende sua consulta pelo WhatsApp (61) 3542-2803, agendamentos 24 horas, de domingo a domingo. Veja os endereços e horários de cada unidade. Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · @steniopontedias · CRM-DF 17362 · CRM-SP 127847 · CRM-GO 16664 · CRM-CE 9559 · RQE 8843 Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individual.
- Corrida, respiração e sono: o que todo corredor precisa saber
Por Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · CRM-DF 17362 · RQE 8843 O que fica fora da planilha A corrida de rua tomou conta de Brasília. Parques, pistas e o Eixão viraram ponto de encontro de quem busca saúde, disciplina e qualidade de vida. Com o crescimento do esporte, vieram os relógios inteligentes, as planilhas de treino, os tênis de alta tecnologia e os suplementos. Mas dois fatores decisivos para o desempenho costumam ficar de fora dessa conta: como você respira e como você dorme. Para o otorrinolaringologista Stênio Ponte, do Grupo OtorrinoDF, os dois andam juntos. “Não adianta acompanhar o pace, a frequência cardíaca e os quilômetros se o corpo não respira bem durante o treino nem se recupera durante a noite”, afirma. O nariz também corre Durante a corrida, o corpo precisa de mais oxigênio e a respiração acelera. Quanto maior a intensidade, mais o corredor passa a respirar pela boca. O problema é que o nariz faz um trabalho que a boca não faz: ele filtra partículas, aquece e umidifica o ar antes que ele chegue aos pulmões. Quando essa barreira é pulada, o ar chega mais seco e mais sujo às vias aéreas. No tempo seco de Brasília, o efeito é ainda maior. A mucosa nasal resseca e podem surgir ardência, crostas, pequenos sangramentos, garganta seca e tosse. Quem tem rinite, sinusite ou desvio de septo costuma sentir mais. “Quando existe uma obstrução importante, o corredor respira cada vez mais pela boca e o treino fica mais desconfortável. Quem está sempre com o nariz entupido precisa investigar a causa, e não se acostumar a correr assim”, explica Stênio Ponte. Respirar pela boca é errado? Não. Nos esforços intensos, a respiração pela boca é normal e necessária. O nariz responde por cerca de metade da resistência à passagem do ar, e em ritmo leve dá conta sozinho. Quando a intensidade sobe, o corpo passa naturalmente a respirar pelo nariz e pela boca ao mesmo tempo, o que permite mover mais ar com menos esforço. Isso acontece nos tiros, nas subidas, no ritmo de prova e na arrancada final. Forçar a respiração só pelo nariz nesses momentos limita o oxigênio disponível e piora o rendimento. O sinal de alerta é outro: precisar respirar pela boca quando o esforço não justifica, como no trote leve, em repouso ou durante o sono. Nesses casos, pode haver obstrução nasal por rinite, desvio de septo ou aumento dos cornetos. No ar frio ou muito seco, a respiração bucal intensa também expõe mais as vias aéreas e pode provocar tosse ou chiado em quem tem predisposição. “Respirar pela boca no esforço intenso é fisiológico. O que merece atenção é não conseguir respirar pelo nariz quando o corpo está tranquilo”, explica Stênio Ponte. Sono: a parte invisível do treino É durante o sono que o corpo repara os músculos, regula hormônios e consolida a adaptação ao esforço. Sem descanso de qualidade, o treino de hoje não se transforma em evolução amanhã. Uma noite ruim reduz a concentração, aumenta a sensação de esforço, piora a disposição e atrasa a recuperação muscular. Em quem treina com frequência, o efeito se acumula semana após semana. “O sono faz parte do treinamento. Ele não é o intervalo entre um treino e outro, é onde o resultado do treino acontece”, resume o médico. Onde respiração e sono se encontram O mesmo nariz obstruído que atrapalha a corrida também atrapalha a noite. Quem não respira bem pelo nariz tende a dormir de boca aberta, roncar e acordar várias vezes, muitas vezes sem perceber. O resultado é um sono fragmentado, que não recupera. Em alguns casos, o ronco pode ser sinal de apneia obstrutiva do sono, quando a respiração chega a parar por alguns segundos durante a noite. Fique atento a estes sinais: Ronco frequente, percebido por quem dorme ao lado. Boca seca ou garganta irritada ao acordar. Despertares repetidos durante a noite. Cansaço mesmo depois de muitas horas na cama. Queda de rendimento nos treinos sem explicação. “Quando a pessoa ronca muito, acorda várias vezes ou levanta cansada todos os dias, isso não deve ser normalizado. Muitas vezes a causa está no nariz e tem tratamento”, afirma Stênio Ponte. Cuidados práticos para quem corre Alguns ajustes simples protegem a respiração e o descanso: Escolha o horário: no calor e no tempo seco, prefira o início da manhã ou o fim da tarde. Hidrate-se antes, durante e depois: a reposição de líquidos começa antes da largada, principalmente em treinos longos. Cuide do nariz: a lavagem nasal com soro fisiológico ajuda a manter a mucosa limpa e hidratada. Evite descongestionantes por conta própria: usar remédio só para conseguir correr mascara o problema e pode trazer efeitos indesejados (entenda por quê). Proteja o sono: horários regulares, quarto escuro e ventilado, e telas longe da cama. Respeite o corpo: em dias mais difíceis, reduza o ritmo ou a distância. A planilha não pode estar acima dos sinais do corpo. Quando interromper o treino: dor de cabeça intensa, tontura, mal-estar, falta de ar importante ou exaustão fora do habitual. Quando procurar um otorrino: nariz entupido com frequência, tosse persistente, chiado, falta de ar desproporcional ao esforço, ronco frequente ou cansaço constante ao acordar. “Ficar ofegante porque você está correndo é normal. Não conseguir respirar direito, não”, resume o médico. Correr bem é respirar bem e dormir bem O cuidado de quem corre não termina na linha de chegada. Ele continua na hidratação, na recuperação e em cada noite de sono. “A corrida ensina o atleta a observar ritmo, esforço e frequência cardíaca. A respiração e o sono precisam fazer parte dessa leitura. Correr bem é chegar ao próximo desafio em boas condições”, conclui Stênio Ponte. Corre e sente que o nariz ou o sono estão atrapalhando seu rendimento? A equipe do Grupo OtorrinoDF pode avaliar a sua respiração e indicar o melhor caminho. Agende sua consulta pelo WhatsApp (61) 3542-2803, agendamentos 24 horas, de domingo a domingo. Veja os endereços e horários de cada unidade. Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista e sócio fundador do Grupo OtorrinoDF · @steniopontedias · CRM-DF 17362 · CRM-SP 127847 · CRM-GO 16664 · CRM-CE 9559 · RQE 8843 Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individual.
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