Resultados de busca
Buscar neste site
346 resultados encontrados com uma busca vazia
- Blefaroplastia: um guia com tudo sobre a cirurgia
Os procedimentos estéticos são um dos principais gastos nos dias atuais. A cada dia que se passa mais e mais pessoas buscam realizar cirurgias para corrigir alguns defeitos, ficando mais bonitas e mais jovens. Um dos problemas mais recorrentes com a idade é o envelhecimento da pele. Vamos perdendo a elasticidade e, por conta disso, aparecem rugas e linhas de expressão, principalmente no rosto. Em alguns casos, a pele fica em excesso nas pálpebras do olho, deixando o rosto com um aspecto mais envelhecido, podendo, inclusive, prejudicar a visão. Para solucionar esse problema muitas pessoas estão recorrendo a blefaroplastia. Essa cirurgia é responsável por remover a pele flácida e enrugada nas pálpebras, melhorando a aparência das pessoas. Após o procedimento, elas aparentam mais jovens e menos cansadas. É importante lembrar que o rosto é a região mais exposta do corpo. Além disso, o olhar é o que chama a atenção de muita gente. Os olhos são os primeiros que demonstram o peso da idade, então é preciso ter certos cuidados. Ficou interessado pelo assunto? Então, você está no lugar certo. Preparamos um guia com tudo sobre a cirurgia de blefaroplastia. Não deixe de acompanhar! 1. Saiba o que é blefaroplastia A palavra blefaroplastia vem do grego, onde blepharodon significa pálpebras e plastos, modelar. Portanto, podemos afirmar que a blefaroplastia é uma cirurgia plástica responsável por remover a pele flácida e enrugada, que se localiza na região das pálpebras. O procedimento também é capaz de remover as “bolsas” que ficam abaixo da região os olhos, que passam a impressão de que a pessoa está com olheiras. Assim, a aparência fica rejuvenescida e mais bonita. Além de combater as olheiras e se preocupar com a beleza ao redor dos olhos, a blefaroplastia também é utilizada na estética das pálpebras. Podemos dizer que o procedimento suaviza o contorno dos olhos, por meio da retirada ou reposicionamento de tecidos (pele, músculos e gordura). O objetivo por trás dessas mudanças é buscar uma melhora global dos olhos. Assim, será possível devolver a jovialidade e a harmonia entre as estruturas do rosto, deixando-o mais bonito. Tipos de blefaroplastia Existem dois tipos de blefaroplastia, a inferior e a superior. Na maioria dos casos, a cirurgia engloba ambas as partes, mas o paciente poderá escolher apenas alguns desses tipos. Superior A blefaroplastia superior é aquela realizada na parte superior do olho, ou seja, nas pálpebras. Essa cirurgia será responsável por remover a pele em excesso no olho, que deixa a aparência mais envelhecida. Esse procedimento pode ser realizado por estética ou por problemas de saúde, que é quando o excesso de pele começa a prejudicar a visão. Inferior A blefaroplastia inferior é a cirurgia realizada na parte de baixo do olho. Seu objetivo é remover as bolsas que se parecem com permanentemente com olheiras. Com o “desaparecimento” dessas bolsas, a pele ficará mais lisa, esticada e bonita. 2. Veja para quem a cirurgia é indicada Pessoas mais velhas, que já estão com pele em excesso na região dos olhos devem recorrer ao procedimento. É preciso lembrar que o envelhecimento de nossa epiderme prejudicará o colágeno, permitindo o surgimento de rugas e marcas de expressão. Essa situação ocorre normalmente por conta do envelhecimento natural da idade. Contudo, não há nada que impeça o aparecimento desses problemas em pessoas jovens. Um olhar mais pesado, com pálpebras caídas pode ser fruto de uma herança genética, acometendo homens e mulheres (em alguns casos, antes dos 30 anos). A partir de então, há sinais visíveis que começam a incomodar. É preciso lembrar que os jovens são um pouco mais negligentes quanto o assunto é exposição solar, o que propicia o envelhecimento na região. Quando posso realizar uma blefaroplastia? Se você é jovem, certamente ficou um pouco preocupado, não é mesmo? Contudo, pode ficar tranquilo. Pessoas a partir de 18 anos já podem realizar o procedimento. Entretanto, é preciso estar bem informado sobre os resultados reais da cirurgia. Além disso, a saúde deve estar em excelentes condições, com exames cardiológicos normais e outros aspectos comuns em um jovem. Então, é fundamental realizar um diagnóstico minucioso nesses pacientes. Essa é a única maneira de identificar a real necessidade da cirurgia. O diagnóstico deve permitir uma análise das características da pele, a “quantidade” de exposição ao sol e as influências genéticas. É importante destacar que a mudança das pálpebras em pacientes jovens pode gerar uma discrepância maior, pois a pele do rosto ainda é rígida, sem flacidez (o que não harmoniza com uma pálpebra caída e flácida). Assim sendo, podemos afirmar que a blefaroplastia pode ser indicadas a todas as pessoas adultas que apresentem queixas de alguma sobra de pele ou excesso de gordura aparente na região dos olhos. Como qualquer procedimento, a blefaroplastia também apresenta algumas contraindicações. Nesse caso, doenças específicas podem limitar a realização da cirurgia, como hipertensão ou diabetes descompensadas. 3. Conheça os benefícios desse procedimento Como já destacado, a blefaroplastia é indicada para homens e mulheres que apresentem queixas em relação à flacidez da pele ou o aparecimento de bolsas de gordura em excesso na região ao redor dos olhos. É importante mencionar os principais problemas que a blefaroplastia é capaz de resolver. Veja: excesso de pele nas pálpebras superiores; pálpebras superiores caídas; pálpebras superiores muito altas; pálpebras inferiores caídas; pálpebras inferiores muito altas. Os principais benefícios da realização desse procedimento são: remoção da flacidez responsável por criar dobras na pálpebra superior; remoção do excesso de gordura que surge com o inchaço nas pálpebras superiores; remoção do excesso de pele e de rugas finas na pálpebra inferior; remoção de bolsas abaixo dos olhos; correção da queda nas pálpebras inferiores. Além disso, não podemos deixar de mencionar que a blefaroplastia proporciona uma aparência rejuvenescida, permitindo um olhar mais descansado e em harmonia com todo o corpo. Esse procedimento também pode ser utilizado para indicações funcionais. Em alguns casos, a queda das pálpebras superiores pode interferir na visão, aumentando o cansaço visual e podendo ocasionar dores de cabeça.Imprescindível avaliação do oftalmologista. É válido afirmar que muitas pessoas recorrem ao procedimento de blefaroplastia com o objetivo de alterar a posição da sobrancelha, levantando a testa. Contudo, essa cirurgia não muda a posição da sobrancelha. Se esse é o seu caso, o certo é realizar um lifting na testa (browlift), em vez da blefaroplastia. 4. Entenda como é feita essa cirurgia das pálpebras O excesso de pele é comum na região dos olhos com o passar do tempo. A pele fica mais “frouxa”, se acumulando nesses lugares. É preciso destacar que existem duas situações em que se deve realizar a cirurgia: ptose ou pseudoptose palpebral. A ptose ocorre quando a pálpebra cai por razões musculares, enquanto a pseudoptose palpebral faz com que a queda aconteça devido ao excesso de pele. Existem alguns cuidados que precisamos ter antes de realizar o procedimento. É preciso estar em jejum de, no mínimo, 8 horas antes do início da cirurgia. Além disso, o médico deverá exigir alguns exames pré-operatórios, como hemograma e coagulograma. Será preciso suspender medicações anticoagulantes, como a aspirina. Se fumante, deve-se evitar o cigarro por, pelo menos, um mês antes da data e um mês após a intervenção. Isso por que as substâncias presentes no cigarro prejudicam a microcirculação, impactando negativamente no processo de cicatrização. É preciso dizer que a cirurgia é geralmente indolor. Contudo, se o paciente sofrer algumas dores será possível controlá-la com o uso de analgésicos comuns. O procedimento tem duração média entre 40 e 90 minutos. Porém, se o paciente for realizar mais de um tipo de cirurgia plástica, o tempo para finalização dos procedimentos aumentará. Como é a anestesia? A anestesia é um ponto que sempre gera dúvidas, independentemente do tipo de procedimento cirúrgico que será realizado. No caso da blefaroplastia, ela é local, com a utilização de sedativos em ocasiões especiais, como a execução simultânea de outros processos. Podemos dizer que a cirurgia é simples, tanto para a blefaroplastia inferior, quando para a superior. O procedimento consiste na realização de um corte nas pálpebras para retirar as bolsas de gordura. Após isso, o corte é devidamente suturado. Os pontos podem ser absorvíveis, sem a necessidade de retirá-los, fazendo-os cair sozinho. A realização de suturas com pontos convencionais também é possível, exigindo a retirada desses alguns dias depois. Posso realizar a blefaroplastia mais de uma vez? Muitas pessoas que já realizaram o procedimento acabaram tendo o problema novamente, por conta da ação do tempo e do excesso de pele. A flacidez pode voltar, então será necessário passar pela cirurgia mais uma vez. Alguns profissionais recomendam que seus pacientes usem cosméticos capazes de melhorar o colágeno e evitar a flacidez. Outro ponto que os cirurgiões sugerem é evitar uma exposição excessiva ao sol e, quando fazê-la, usar protetor solar. Qual o preço? O valor da cirurgia pode variar conforme a necessidade de cada indivíduo e de cada olho, além da escolha do cirurgião. Geralmente, o valor está entre R$ 5.000,00 a R$ 8.000,00. Esse procedimento pode ser realizado gratuitamente pelo SUS, uma vez que as pálpebras comecem a afetar a visão do paciente. Contudo, a fila de espera é grande, podendo levar anos para chegar a sua vez. Obviamente, a cirurgia gratuita somente é disponibilizada para pessoas que conseguem comprovar a falta de condição de realizar o procedimento com seus próprios recursos, ou seja, pagando para isso ou utilizando um plano de saúde. E a simetria dos olhos? Um dos principais medos de quem se submete à blefaroplastia é perder a simetria dos olhos, como se um se tornasse maior que o outro. Uma avaliação adequada no pré-operatório é fundamental para definir o que fazer e como fazer durante o procedimento. Todavia, é preciso explicar ao paciente que a cirurgia não tem como objetivo corrigir as assimetrias já existentes, mas sim minimizá-las. Afinal, não somos perfeitamente simétricos de um lado e do outro. O procedimento deixa cicatrizes? A cirurgia de blefaroplastia pode deixar uma pequena cicatriz, que geralmente fica escondida nas voltas das pálpebras, se tornando imperceptíveis. Nos primeiros três meses, essa cicatriz ainda será perceptível, mas nada muito espantoso. Uma leve maquiagem pode ser utilizada para tampá-la. É importante destacar que nos primeiros três dias as pálpebras ficarão bem inchadas, devendo ser considerado uma situação normal e não um efeito negativo da cirurgia. Existem algumas precauções que podem ser tomadas, evitando resultados indesejados. Podemos, por exemplo, posicionar as cicatrizes nas pregas naturais, ao redor dos olhos, para que elas não fiquem aparentes. Além disso, não é recomendado retirar tecidos em excesso ou realizar a fixação do canto externo (cantopexia lateral) em pacientes que apresentam moderada flacidez de pálpebra inferior. Assim, será possível evitar alterações de posicionamento, após a completa cicatrização. 5. Compreenda os principais riscos Os riscos da blefaroplastia são os mesmos dos principais procedimentos cirúrgicos. Contudo, existem algumas complicações que merecem certo destaque. Entre elas, podemos destacar o aparecimento de hematomas, inchaço por tempo maior que o esperado, olhos secos por um bom tempo, cicatrizes hipertróficas e visão embaçada nos primeiros dias. Todos esses problemas podem ser evitados se a cirurgia realmente for necessária e o profissional escolhido para fazê-la seja devidamente qualificado. Além disso, o local escolhido para a realização do procedimento também deve apresentar as condições mínimas para tal. Existem algumas características que podem gerar alguns problemas, como: retirar pele demais na pálpebra superior, deixando o olho sem oclusão perfeita, podendo gerar ressecamento na córnea, ceratite e outros problemas; retirar pele demais na pálpebra inferior, modificando o formato do olho, podendo deixar a esclera aparente (o tarso não fica natural); retirar bolsa demais, o que pode deixar o olho encovado, fundo e com aspecto envelhecido. É válido destacar que o paciente pode ficar com o rosto inchado, manchas roxas e com pequenos hematomas, após a cirurgia. Essas características geralmente desaparecem após oito a quinze dias da cirurgia. Também pode haver visão turva e certa sensibilidade à luz nos primeiros dois dias. Uma forma de acelerar a recuperação e permitir que a pessoa volte às suas atividades diárias mais rapidamente pode-se contar com sessões de fisioterapia dermato funcional, combatendo o inchaço e removendo os hematomas. Além disso, existem outros tratamentos que podem ser utilizados, como a drenagem linfática manual, massagem, exercícios de alongamento para os músculos da face e o uso de radiofrequência, se houver fibrose. Esses exercícios devem ser realizados de frente para o espelho, para que a pessoa possa ver sua evolução. Além disso, eles podem ser realizados em casa, duas ou três vezes por dia. Alguns exercícios mais comuns são abrir e fechar os olhos com força, mas sem formar rugas e abrir e fechar um olho de cada vez. Não podemos deixar de mencionar a importância de se contar com um médico que seja habilitado pata tal procedimento . Assim, é possível evitar que o profissional possa retirar bolsa de gordura ou pele em excesso, mas deixar um olho muito fundo, por exemplo. A cirurgia ainda pode apresentar algumas complicações, como: sangramento; assimetria; infecção; dificuldade para fechar os olhos completamente; má recuperação; aparecimento de cicatrizes; visão turva; inchaço nos cantos das pálpebras; olheiras profundas (que se parecem com as olheiras de pessoas desnutridas). 6. Saiba como é a recuperação da blefaroplastia A recuperação da blefaroplastia, quando realizada isoladamente, leva de sete a dez dias. Após esse período, o paciente pode voltar à sua rotina. Os pontos poderão ser retirados, se não forem absorvíveis, a partir do quinto dia após a cirurgia. O edema pode demorar de quinze a vinte dias para desaparecer. Os primeiros resultados positivos se tornam notáveis no primeiro mês após a cirurgia, mas o resultado definitivo somente será visto de seis meses a um ano. É importante destacar que a simplicidade da recuperação se dá pelo fato da pele da pálpebra ser bem fina e o local do corte ser bem discreto. Então, ele fica escondido atrás dos olhos quando eles estão abertos. O aparecimento de queloides é um tanto quanto raro, mas possível. O cirurgião pode receitar o uso de antibióticos no pós-operatório, além de analgésicos, em casos de dor. O uso de colírios também pode ser recomendado, aumentando a lubrificação nos olhos. Curativos são raros, pois a higienização deve ser realizada normalmente, com uso de água e sabonete. Pode-se, também, contar com a ajuda de compressas geladas, feito com água e gaze, recomendadas para aliviar o inchaço. A recuperação é simples, mas o paciente deverá ficar de repouso por uma semana, até a retirada dos pontos, quando necessário. É importante prestar atenção nas primeiras semanas, pois durante o sono será preciso dormir de barriga para cima. Depois desse prazo, já será possível deitar de lado. Usuários de lentes de contato devem evitá-las até 10 dias após o procedimento. Além disso, óculos escuros devem ser utilizados por, pelo menos, um mês (uma vez que os raios solares prejudicam a cicatrização e podem ocasionar manchas na região). É possível ter reações adversas? As reações adversas são raras, mas podem acontecer. Os pacientes podem sentir mais dores, verem a pele inchar e, ainda, ficar com algumas manchas. Entretanto, esses efeitos vão diminuindo, até desaparecerem. A região da cirurgia poderá ficar mais sensível, fazendo com que a visão fique embaçada, efeitos que podem ser temporários ou permanentes. Outra reação é o fato dos pontos poderem escapar, ficando aparentes e causando um efeito estético indesejado, além de apresentar irritações no local. Obviamente, quando aparecer qualquer sintoma anormal, será necessário voltar ao cirurgião que realizou o procedimento. Existem algumas instruções a serem seguidas no pós-operatório, como: repouso; uso de compressas frias; uso de colírio lubrificante; uso de analgésicos simples. É recomendado, também, fazer bastante compressa nas pálpebras utilizando soro fisiológico ou água mineral gelada, evitando edemas e hematomas. No início, será necessário evitar sol, que será liberado dentro de quatro semanas. Quais são as recomendações importantes? Alguns cuidados devem ser mantidos até 15 dias após a cirurgia, mas o paciente deve voltar ao médico para fazer uma consulta de revisão e retirar os pontos. Veja as recomendações mais importantes: uso de compressas frias sobre os olhos, reduzindo o inchaço; dormir de barriga para cima, com travesseiro sobre o pescoço e o tronco, buscando manter a cabeça mais elevada que o corpo; utilizar óculos de sol quando sair de casa para se proteger da luz solar; não utilizar maquiagem na região dos olhos; sempre utilizar protetor solar para que as cicatrizes não fiquem escuras. Como destacamos ao longo deste conteúdo, a blefaroplastia é uma cirurgia simples, mas alguns cuidados precisam ser tomados. É fundamental escolher um médico de qualidade, que possua experiência nesse tipo de procedimento. Além disso, é indispensável atentar para o local onde será feito a cirurgia, que deve fornecer toda a estrutura necessária para a realização do procedimento, garantido que a cirurgia e o pós-operatório sejam realizados com sucesso. Uma dica interessante é priorizar as estações do outono e do inverno para a realização desse procedimento. Essas estações são indicadas pelo fato dos edemas cederem com maior facilidade no frio. Além disso, a menor incidência dos raios solares também é um fator positivo, uma vez que a exposição ao sol deve ser evitada. Contudo, não se esqueça de sair de casa com seus óculos escuros, ficando sempre preparado para quando o sol sair. A blefaroplastia é um procedimento que está cada vez mais sendo utilizado. As pessoas estão buscando maior qualidade de vida, além de houver um crescimento na preocupação com a estética. Assim, podemos afirmar que as pessoas estão utilizando esse procedimento para ficarem mais bonitas, se sentindo valorizadas e felizes com o próprio corpo. Dessa forma, caso realmente seja necessário, a blefaroplastia valerá a pena, concorda? E aí, gostou das informações que destacamos sobre a blefaroplastia? Ficou interessado pelo assunto? Agende sua consulta na OtorrinoDF para sua avaliação. 3542-2803.
- Saiba como prevenir doenças do inverno
Com a chegada do inverno, o metabolismo do corpo humano acelera para tentar compensar a temperatura externa, fazendo com que a imunidade da pessoa diminua, deixando o organismo mais vulnerável a doenças. De acordo com o otorrinolaringologista Stênio Ponte Dias, a temperatura mais fria faz com que as doenças respiratórias sejam mais frequentes. “Nesta época de frio, as pneumonias, gripes, bronquite, asma e rinite – que são doenças de via aérea respiratória – costumam aumentar. Lembrando que em algumas cidades do país, além da temperatura mais baixa, a umidade relativa do ar é outro fator agravante para estes sintomas de vias aéreas. Além disso tudo, problemas cardíacos e problemas de humor, que realmente alteram nesta época também por motivos adversos.” É importante ressaltar também que se você tiver sintomas como coriza, febre, tosse seca e dor muscular por mais de 48 horas, é preciso buscar um médico. Segundo o otorrinolaringologista Stênio Ponte Dias, é preciso tomar algumas medidas para não adoecer com facilidade. “A gente sabe quando vai mudar a temperatura, a gente sabe quando vai mudar a umidade relativa, então, trabalhar em cima da prevenção. Tomar de 2 a 3 litros de água; dormir bem, 8 horas por dia; usar agasalhos; evitar ambientes fechados, como cinema, aglomerados, shopping, porque isto tudo faz com que a pessoa tenha mais contato pessoa a pessoa; e o uso de vitamina C ajuda a ter uma imunidade mais favorecida.” Outra parte do nosso corpo que merece um cuidado a mais no inverno é a nossa pele. Esta época do ano faz com que a pessoa tome banhos mais prolongados, com água mais quente, o que, segundo especialistas, não faz bem para pele. De acordo com o dermatologista Orlando Morais, além disso, se a pessoa usar com frequência esponjas para aumentar a limpeza da pele, pode diminuir o manto lipídico, que é uma espécie de barreira protetora da pele. “Além de reduzir mais este manto lipídico, ele também tem o atrito com a pele. Este atrito com a pele, muitas vezes, faz com que, na verdade, a gente tenha coceira. Então, a gente tem o paciente que acabou de tomar banho, já sai do banho com muita coceira na pele e ele vai e coça a pele. Quando ele coça a pele, acaba, na verdade, agravando mais ainda, porque ele está desestruturando mais a pele. Fazer exercícios também proporciona vitalidade ao corpo e reforça o metabolismo para o combate a doenças. Além disso, quando o tempo está seco, muita gente utiliza o umidificador de ar. Só que não são todos os lares que se preocupam com a manutenção deste equipamento. Com isto, há um acúmulo de poeira, o que pode causar mais doenças. Por isto, é indicado colocar a tradicional bacia com água ou uma toalha molhada no ambiente. Outra dica é lavar as mãos com frequência, para evitar os vírus que vêm do contato com pessoas ou locais infectados. Lembrando que ambientes limpos e arejados não oferecem meio para manutenção e proliferação de vírus. Então, o ideal é tirar sempre a poeira que pode estar em móveis, aparelhos eletrônicos, brinquedos e no próprio chão.
- Cuidados com o ouvido dos bebês durante o voo
Viajar com crianças pequenas, principalmente, os recém-nascidos sempre gera uma dúvida para os pais: devo viajar de avião com o bebê? De acordo com o Dr. José Stênio Ponte, otorrinolaringologista da clínica Otorrino DF, tanto crianças quanto os bebês podem voar, mas afirma que desconfortos podem aparecer devido à mudança de altitude e a pressão durante a viagem. “A dor de ouvido durante o voo ocorre, muitas vezes, pelo retardo da compensação da pressão de dentro do ouvido e de dentro do avião. Com isso, surge a dor no ouvido que na maioria das vezes é aguda”, explica o médico. Assim, a criança pode ficar inquieta e chorar. Segundo o especialista, é importante ressaltar que em bebês e crianças esses sintomas são mais frequentes pela imaturidade do sistema de compensação e pela própria anatomia das estruturas envolvidas na regulação desta pressão. “Uma saída para minimizar o incômodo é tentar fazer alguma coisa que movimente a mandíbula da criança como por exemplo: faça-a engolir, dê água ou uma chupeta. Isso ajuda a equilibrar a pressão do ouvido”, diz o otorrinolaringologista. Mesmo com a permissão da viagem, médicos aconselham evitar voos com o bebê antes de completar três meses de idade, a não ser que tenha necessidade.
- O que é o Teste da Linguinha?
O nome mais adequado à “língua presa” é anquiloglossia (anquilo= aderido; glosso= língua). Consiste na maior aderência da língua ao assoalho da boca por meio de uma fina membrana, o frênulo, e com isso ocorre limitação dos movimentos da língua. Como consequência, a criança pode ter dificuldades na amamentação, com maior chance de desmame precoce. Pode desenvolver também dificuldades na articulação de palavras, na mastigação e na deglutição. Em junho de 2014, foi aprovada a Lei 13.002/2014, que torna obrigatório o “teste da linguinha” nas maternidades do país. Trata-se de um exame simples e indolor, em que o profissional avalia os movimentos da língua e a sucção do bebê. A cirurgia para “descolar a língua” é chamada frenotomia lingual. Para bebês de até 1 ano, pode ser realizada em consultório, sob anestesia local. Logo após o procedimento, o bebê já pode mamar no peito da mãe. Já em crianças maiores, como há maior chance de sangramento e de necessidade de pontos, e, em alguns casos, necessidade de sedação, é recomendável a realização em centro cirúrgico. O aconselhável é que a cirurgia seja realizada o quanto antes, pois, quanto mais cedo, menos efeitos negativos para tratar. O otorrinolaringologista é um especialista habilitado para ao diagnóstico e a realização da cirurgia. Procure o seu!
- Dor de ouvido - E agora?
A dor de ouvido, denominada otalgia, é uma queixa comum nos consultórios de Otorrinolaringologia. Entre as causas mais frequentes estão otite externa aguda (processo infeccioso da região mais externa da orelha, geralmente tendo como causa o uso de cotonetes e de objetos para coçar a orelha e banhos de piscina), e a otite média aguda (processo infeccioso da região média da orelha, que muitas vezes é causado por um processo inflamatório no nariz). Em aproximadamente 50% dos casos, entretanto, a causa da dor não se encontra na própria orelha, mas em outras estruturas, caracterizando assim a dor referida. Entre as causas da dor referida, estão a disfunção da articulação temporomandibular (articulação que se localiza na frente da orelha e que nos faz abrir e fechar a boca), a faringite aguda, a neuralgia do trigêmeo (dor no nervo que controla a sensibilidade da face) e tumores de orelha, boca, nariz e faringe. Mas por que a dor de outros lugares se manifesta na orelha? Porque a forma como o cérebro entende a dor proveniente da orelha é bastante complexa: são vários os nervos que levam a informação de dor da orelha (seis, no total!) e estruturas próximas à orelha compartilham esses mesmos nervos. E como se descobre a causa da minha dor? Através de dados sobre a história da sua dor: localização, presença de algum sintoma associado, o que faz piorar, quando e como apareceu… Além disso, o médico irá examinar a orelha e, se necessário, pedir exames complementares ou avaliação de outra especialidade. Se é seu caso, procure seu otorrinolaringologista para investigação! Por: Dra Márcia Dias Voltolini
- Qual é a relação da poluição atmosférica com as doenças respiratórias?
Relação íntima, uma vez que nosso sistema respiratório serve como filtro e passagem do ar que respiramos. A poluição muitas vezes ultrapassa nossa capacidade de filtro e leva a doenças respiratórias diversas, seja atingindo diretamente as vias aéreas por ação de produtos tóxicos, ou indiretamente, por fragilização da mucosa e instalação de doenças oportunistas. Então, para que possamos filtrar esses poluentes da maneira mais eficaz possível, é preciso estar com o sistema respiratório (que envolve nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e pulmões) em funcionamento perfeito. Que tipo de doença a exposição à poluição atmosférica pode causar? Doenças respiratórias de caráter inflamatório ou infeccioso em geral, como rinites, sinusites, faringites, traqueítes ou até mesmo pneumonia, a qual surge quando a imunidade se encontra baixa e o contato com a bactéria leva à instalação da doença nos pulmões. Doenças respiratórias são a terceira causa de morte no Brasil. Como os problemas podem ser tão graves a ponto de levar a óbito? Doenças respiratórias podem levar a óbito principalmente em pacientes imunodeprimidos e tabagistas crônicos, estes em especial se forem portadores de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica/ enfisema). Não nos esqueçamos das pneumonias, tuberculose e doenças ocupacionais como causa de doenças respiratórias comuns, mas potencialmente graves, em nosso meio. Qualquer pessoa está predisposta a ter doenças respiratórias? Basta estar vivo, ou melhor, respirando! Algumas pessoas estão mais suscetíveis, tanto por exposição a agentes tóxicos (tabagismo, ambiente de trabalho, etc) como pelo fator imunidade. Em algumas regiões, como a nossa Brasília, o fator clima pesa muito. A estação seca muitas vezes deixa nossos mecanismos de defesa vulneráveis, com ressecamento de mucosas, presença maior de partículas em suspensão no ar e até sangramentos, tornando os processos alérgicos mais frequentes e predispondo a infecções das vias aéreas, como os resfriados. Que recomendações uma pessoa pode seguir para amenizar os efeitos da poluição? Proteção quando em ambientes visualmente poluídos, consultas regulares ao seu médico assistente e, acima de tudo, cobramos dos órgãos responsáveis um ambiente limpo, livre de poluição. Quem já tem alguma doença respiratória deve seguir quais procedimentos? Deve seguir algum tratamento? Consultas regulares ao médico especialista, com acompanhamento rigoroso e tratamento específico para sua doença, já que ela poderá predispor a outras doenças oportunistas presentes em nosso meio.
.png)






