top of page

Zumbido no ouvido: por que ele aparece e o que ajuda a conviver melhor

há 6 horas
4 min de leitura

O barulho começa quando a casa silencia. Um apito fino, um chiado de televisão fora do ar, às vezes uma pulsação que acompanha o coração. Quem convive com zumbido sabe que a pergunta que mais incomoda não é apenas de onde vem esse som, e sim se existe alguma forma de fazer ele parar. A resposta honesta é que o zumbido quase nunca é uma doença isolada: ele é um sinal, e entender o que está por trás dele é o que abre caminho para o alívio.


O que é o zumbido, afinal


Zumbido, ou acúfeno, é a percepção de um som que não tem fonte no ambiente. Ele existe de verdade para quem escuta, só não existe do lado de fora. O que acontece, na maior parte das vezes, é que a via auditiva deixa de receber parte da informação sonora que costumava receber, e o cérebro reage aumentando a própria sensibilidade, como um rádio mal sintonizado que sobe o volume e passa a chiar. Por isso o zumbido costuma andar junto de alguma alteração na audição, mesmo quando a pessoa ainda não percebeu que está ouvindo menos.



As causas mais comuns


A lista é longa e raramente há um culpado único. Perda auditiva ligada à idade, exposição repetida a som alto, rolha de cera bloqueando o conduto, infecções e inflamações do ouvido, alterações da orelha média, problemas na articulação da mandíbula, questões da coluna cervical, pressão alta, alterações da tireoide, anemia, diabetes e alguns medicamentos que afetam o ouvido interno estão entre os fatores que aparecem com frequência na investigação. Há ainda o zumbido pulsátil, aquele que bate no ritmo do pulso, que merece avaliação específica porque costuma ter relação com o fluxo de sangue perto do ouvido.


O que a seca de Brasília tem a ver com isso


Brasília passa vários meses do ano com umidade baixa, e isso mexe com o ouvido de maneira indireta. Nariz ressecado e congestionado, rinite em crise e sinusite alteram a ventilação da tuba auditiva, o canal que equilibra a pressão entre o nariz e a orelha média. Ouvido mal ventilado dá aquela sensação de tampado, e ouvido tampado torna o zumbido muito mais audível, porque os sons externos que normalmente o disfarçam ficam abafados. O ar seco também endurece a cera e favorece as rolhas. Nada disso cria o zumbido do nada, mas explica por que tanta gente na cidade relata que ele piora justamente na estiagem.


Hábitos que aumentam o volume


Noites mal dormidas, estresse acumulado, excesso de cafeína, álcool, cigarro e o hábito de apertar os dentes durante o sono são combustível para o zumbido. O motivo é simples: o cérebro em estado de alerta dá mais atenção ao sinal, e quanto mais atenção ele recebe, mais alto parece. É um ciclo conhecido, o som incomoda, a pessoa se concentra nele, a ansiedade sobe e o volume aparente cresce junto. Quebrar esse ciclo é boa parte do trabalho.


O que realmente ajuda


Não existe um comprimido que desligue o zumbido, e desconfie de quem promete isso. O que existe, e funciona, é tratar aquilo que está por trás. Retirar uma rolha de cera, controlar a rinite, ajustar a pressão arterial, corrigir uma alteração da tireoide ou tratar o bruxismo pode reduzir muito o incômodo. Quando há perda auditiva, o aparelho auditivo costuma ser o recurso mais eficaz, porque devolve os sons que faltavam e o cérebro para de forçar o volume. Há também a terapia sonora, que usa som suave de fundo para diminuir o contraste com o silêncio, e o acompanhamento com fonoaudiólogo e, quando necessário, com psicólogo, para reduzir o peso que o sintoma ganha no dia a dia.


Cuidados práticos para o dia a dia


  • Evite o silêncio absoluto, um ventilador ligado ou um som ambiente baixo à noite reduz muito a percepção do zumbido.

  • Proteja os ouvidos em shows, obras e treinos com música alta, protetor auricular é barato e resolve.

  • Reduza café, energéticos, álcool e cigarro por algumas semanas e observe se o volume muda.

  • Durma em horários regulares, privação de sono é um dos gatilhos mais consistentes.

  • Beba água e mantenha a lavagem nasal com soro em dia durante a seca de Brasília.

  • Nunca introduza cotonete, grampo ou chave no ouvido, isso empurra a cera e pode ferir o tímpano.

  • Cuide da pressão arterial, do açúcar no sangue e da tireoide com acompanhamento regular.

  • Não recorra a gotas ou remédios indicados por conhecidos, alguns produtos pioram o quadro e outros não devem entrar em ouvido com tímpano perfurado.



Quando procurar o otorrinolaringologista


Vale marcar avaliação quando o zumbido aparece de um lado só, quando surge de forma súbita, quando vem acompanhado de queda de audição, tontura, dor ou saída de secreção pelo ouvido, quando pulsa no ritmo do coração ou quando já atrapalha o sono, a concentração e o humor. A investigação costuma incluir exame do ouvido, audiometria e, conforme o caso, exames complementares, e é ela que separa o zumbido de origem simples daquele que pede atenção maior. O OtorrinoDF tem quatro unidades em Brasília, mais de trinta especialistas e atende por mais de sessenta convênios.

Comentários


logo-14anos.png
Agende 24 horas por dia pelo WhatsApp

Nossos Médicos

Os profissionais da clínica OtorrinoDF buscam atualizações constantes em suas especialidades visando oferecer um atendimento personalizado e humanizado.

Responsável Técnico

Dr. Stênio Ponte

CRM: 17362 - DF

Sobre a Otorrino DF

Consultas médicas, exames e cirurgias para pacientes com necessidades relacionadas ao ouvido, nariz e garganta. Será um prazer receber você aqui em nossa clínica! 

Asa Sul, Asa Norte e Taguatinga

  • Instagram
  • Youtube
  • LinkedIn
  • Facebook

Clínica OtorrinoDF. Copyright ©2026. Todos os direitos Reservados.

bottom of page