top of page

Sintomas da apneia do sono: como saber se você tem

há 4 minutos
4 min de leitura

Muita gente convive com a apneia do sono por anos sem saber. O motivo é simples: os sinais mais claros acontecem enquanto a pessoa dorme, e quem percebe primeiro costuma ser quem divide o quarto. Durante o dia, o que sobra é um cansaço que parece não ter explicação. Veja quais são os sintomas mais comuns e como o diagnóstico é feito.


O que acontece no corpo durante a apneia


Na apneia obstrutiva do sono, a passagem do ar pela garganta se fecha parcial ou totalmente várias vezes ao longo da noite. Os músculos relaxam, a língua e os tecidos moles da faringe (a parte da garganta atrás da boca e do nariz) colapsam e o ar deixa de passar por alguns segundos. O cérebro percebe a queda de oxigênio e provoca um microdespertar para a respiração voltar. Esse ciclo pode se repetir dezenas de vezes por hora, quase sempre sem que a pessoa se lembre.


O resultado é um sono fragmentado, sem descanso profundo.



Sintomas que aparecem durante a noite


Os sinais noturnos costumam ser notados pelo parceiro ou por familiares. Os mais frequentes são:


  • Ronco alto e frequente, que muitas vezes incomoda quem está em outro cômodo.

  • Pausas na respiração, seguidas de um ronco mais forte, um engasgo ou um som de sufocamento.

  • Despertares repentinos com sensação de falta de ar.

  • Sono agitado, com muita movimentação na cama e suor noturno.

  • Vontade de urinar várias vezes durante a madrugada.

  • Boca seca ao acordar, por respirar pela boca a noite inteira.



Sintomas que aparecem durante o dia


Quem dorme sozinho pode não ter ninguém para relatar o ronco ou as pausas. Por isso, vale prestar atenção ao que acontece depois que o despertador toca:


  • Acordar cansado, mesmo depois de sete ou oito horas na cama.

  • Sonolência excessiva: cochilar vendo televisão, em reuniões ou, o que é mais perigoso, ao volante.

  • Dor de cabeça pela manhã, que melhora ao longo do dia.

  • Dificuldade de concentração, esquecimentos e queda de rendimento no trabalho ou nos estudos.

  • Irritabilidade, alterações de humor e diminuição da libido.



Em crianças, o quadro pode ser diferente. Em vez de sonolência, é comum aparecer agitação, dificuldade de atenção na escola, ronco com a boca aberta e xixi na cama depois de já ter deixado as fraldas. Amígdalas e adenoides aumentadas (a adenoide é um tecido que fica no fundo do nariz) estão entre as causas mais comuns nessa idade.


Ronco comum ou apneia: como diferenciar


Nem todo ronco é apneia. O ronco simples acontece pela vibração dos tecidos da garganta, sem interromper a respiração e sem prejudicar o descanso. O que levanta a suspeita de apneia é a combinação do ronco com pausas respiratórias observadas por alguém e com cansaço durante o dia.


Alguns fatores aumentam a chance do problema: excesso de peso, circunferência do pescoço aumentada, desvio de septo, rinite que deixa o nariz entupido, amígdalas grandes, queixo mais recuado, consumo de álcool à noite e idade acima dos 40 anos. Em Brasília, o período de seca costuma piorar a congestão nasal de quem já tem rinite, e o nariz entupido faz a pessoa respirar pela boca e roncar mais. Isso não causa apneia sozinho, mas pode agravar um quadro que já existe.


Como saber se você tem: o diagnóstico


Questionários e aplicativos de celular que gravam o ronco podem ajudar a levantar a suspeita, mas não confirmam a doença. A confirmação vem da polissonografia, o exame do sono. Ele registra a respiração, a oxigenação do sangue, os batimentos do coração, a posição do corpo e as fases do sono ao longo de uma noite.


Além do exame, o otorrinolaringologista avalia o nariz, a garganta e a boca para entender onde está o estreitamento. A videonasofibroscopia (exame com uma câmera fina que passa pelo nariz) ajuda a ver por dentro as estruturas que podem estar dificultando a passagem do ar. A causa muda de pessoa para pessoa, e o tratamento depende dela.


Por que não vale a pena ignorar os sinais


A apneia sem acompanhamento está associada a pressão alta, arritmias, maior risco cardiovascular, piora do controle do diabetes e mais acidentes de trânsito por sonolência. A boa notícia é que existe tratamento e que, com o diagnóstico certo, a qualidade do sono costuma melhorar bastante.


Cuidados práticos enquanto você investiga


  • Peça a quem dorme com você para observar se há pausas na respiração ou engasgos.

  • Evite bebida alcoólica nas horas antes de dormir, porque o álcool relaxa ainda mais a musculatura da garganta.

  • Mantenha horários regulares de sono e evite telas perto da hora de deitar.

  • Experimente dormir de lado em vez de barriga para cima.

  • Não dirija se estiver com sono, principalmente em viagens longas.

  • Não use remédios para dormir por conta própria: alguns podem piorar as pausas respiratórias.



Quando procurar o otorrinolaringologista


Procure avaliação se você ronca alto com frequência, se alguém já percebeu que você para de respirar dormindo, se acorda cansado mesmo dormindo o suficiente ou se sente sono a ponto de cochilar em situações do dia a dia. Em crianças, ronco frequente, respiração pela boca e alterações de comportamento também merecem consulta. O otorrinolaringologista investiga as causas no nariz e na garganta, solicita os exames adequados e indica o caminho de tratamento para cada caso. No OtorrinoDF, você encontra especialistas em sono e vias aéreas em quatro unidades em Brasília.

Comentários


logo-14anos.png
Agende 24 horas por dia pelo WhatsApp

Nossos Médicos

​

Os profissionais da clínica OtorrinoDF buscam atualizações constantes em suas especialidades visando oferecer um atendimento personalizado e humanizado.

Responsável Técnico

Dr. Stênio Ponte

CRM: 17362 - DF

Sobre a Otorrino DF

​

Consultas médicas, exames e cirurgias para pacientes com necessidades relacionadas ao ouvido, nariz e garganta. Será um prazer receber você aqui em nossa clínica! 

Asa Sul, Asa Norte e Taguatinga

  • Instagram
  • Youtube
  • LinkedIn
  • Facebook

Clínica OtorrinoDF. Copyright ©2026. Todos os direitos Reservados.

bottom of page