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Médico de garganta: qual especialista procurar e quando ir à consulta

há 16 minutos
3 min de leitura

Dor ao engolir, rouquidão que não vai embora, pigarro constante, sensação de algo preso. Quando a garganta incomoda, a primeira dúvida costuma ser simples: qual é o médico que cuida da garganta? A resposta é o otorrinolaringologista, o especialista em ouvido, nariz e garganta. Neste texto, explicamos o que esse médico avalia, como é a consulta e em que situações vale a pena marcar uma avaliação, sem esperar o problema piorar.


Quem é o médico de garganta


O otorrinolaringologista, chamado no dia a dia de otorrino, é o médico que estuda e trata as doenças do ouvido, do nariz, dos seios da face, da boca, da faringe (a parte da garganta que fica atrás da boca) e da laringe (a região onde ficam as cordas vocais). Como essas estruturas estão ligadas entre si, um problema no nariz pode refletir na garganta, e uma alteração na garganta pode afetar a voz, a respiração e até o ouvido.


Dentro da especialidade, há médicos que se dedicam mais à laringologia, a área voltada à laringe, à voz e à deglutição (o ato de engolir). Por isso, em uma clínica de otorrinolaringologia, o paciente com queixa de garganta encontra quem avalie desde uma amigdalite repetida até uma rouquidão persistente.



O que o otorrino avalia na garganta


Entre as queixas mais comuns que levam o paciente ao médico de garganta estão:


  • Dor de garganta que volta com frequência ou demora a passar.

  • Amígdalas inchadas, com placas ou com caseum (as bolinhas brancas e de mau cheiro).

  • Rouquidão, voz cansada ou falhando, especialmente em quem usa a voz para trabalhar.

  • Pigarro, catarro descendo pela garganta e sensação de bolo ao engolir.

  • Dificuldade ou dor para engolir alimentos e líquidos.

  • Ronco e pausas na respiração durante o sono, que muitas vezes envolvem garganta e nariz.



Algumas dessas queixas têm origem fora da garganta, como o refluxo do estômago ou a rinite, e o otorrino ajuda a identificar essa ligação.


Como é a consulta


A consulta começa por uma conversa: há quanto tempo o sintoma existe, se piora em algum horário, se há febre, tosse, alergia, refluxo, tabagismo ou uso intenso da voz. Em seguida vem o exame físico da boca, do pescoço, do nariz e dos ouvidos.


Quando é preciso enxergar regiões que não aparecem com uma lanterna, o otorrino pode fazer a videolaringoscopia, um exame com uma pequena câmera que mostra a laringe e as cordas vocais em detalhe. É um exame rápido, feito no próprio consultório, geralmente com anestesia local em spray. Em alguns casos o médico pode pedir exames de sangue ou de imagem para completar a avaliação.


Quando a garganta pede outro especialista


O otorrino é a porta de entrada para as queixas de garganta, mas nem tudo fica só com ele. Se a investigação mostrar que o problema vem do pulmão, do estômago ou da tireoide, por exemplo, ele orienta o encaminhamento para o pneumologista, o gastroenterologista ou o endocrinologista. Também pode trabalhar junto com o fonoaudiólogo nos casos de voz e de deglutição. Esse trabalho em conjunto evita que o paciente passe de consultório em consultório sem uma linha de cuidado clara.


Garganta no clima de Brasília


Quem mora em Brasília conhece bem a garganta seca e arranhando nos meses de estiagem. Com a umidade do ar muito baixa, a poeira em suspensão e a altitude, a mucosa (a camada que reveste a garganta e o nariz) perde a hidratação e fica mais sensível a irritações e infecções. Mesmo agora, com a volta das chuvas, quem passou a seca com sintomas que não melhoraram deve procurar avaliação, porque o incômodo pode ter outra causa por trás.


Cuidados práticos com a garganta


  • Beba água ao longo do dia, sem esperar a sede chegar.

  • Nos dias secos, use umidificador ou uma bacia com água no quarto e evite ambientes muito empoeirados.

  • Evite cigarro e ambientes com fumaça, que irritam a mucosa.

  • Poupe a voz quando estiver rouco: falar baixo, sem gritar e sem sussurrar com força.

  • Evite deitar logo depois de comer, para reduzir o refluxo.

  • Não use pastilhas, sprays ou antibióticos por conta própria: eles podem mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico.



Quando procurar o otorrinolaringologista


Procure o médico de garganta se a dor, a rouquidão ou o pigarro durarem mais de duas a três semanas, se as amigdalites se repetirem várias vezes no ano, se houver dificuldade para engolir, perda de peso sem explicação, sangue na saliva ou um caroço no pescoço. Febre alta com dor intensa, dificuldade para abrir a boca ou para respirar pedem atendimento rápido.


O OtorrinoDF conta com 33 especialistas em quatro unidades em Brasília e atende mais de 60 convênios. Se a sua garganta está dando sinais, agende uma avaliação com um de nossos otorrinolaringologistas.

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Responsável Técnico

Dr. Stênio Ponte

CRM: 17362 - DF

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