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Tratamento da faringite: viral ou bacteriana, o que muda

há 10 horas
3 min de leitura

A garganta arranha, dói para engolir e parece que cada gole de água passa por uma lixa. Esse quadro costuma ser faringite, a inflamação da faringe (a parte do fundo da garganta, logo atrás da boca). É uma das queixas mais comuns no consultório do otorrinolaringologista e, na maior parte das vezes, melhora em poucos dias. Mesmo assim, entender a causa muda tudo no tratamento da faringite, porque o que ajuda numa faringite viral é diferente do que ajuda numa bacteriana.


O que é a faringite


A faringe é o canal que liga o nariz e a boca ao esôfago e à laringe. Quando ela inflama, aparecem dor ao engolir, sensação de garganta seca ou arranhando, vermelhidão no fundo da boca e, às vezes, febre, mal-estar e ínguas no pescoço (gânglios inchados). A faringite pode vir sozinha ou junto de um resfriado, com coriza, tosse e espirros.



Faringite viral ou bacteriana: por que a diferença importa


A maioria das faringites é causada por vírus, os mesmos do resfriado e da gripe. Nesses casos o próprio organismo dá conta da infecção, e o tratamento serve para aliviar os sintomas enquanto o corpo se recupera. Sinais que lembram causa viral: coriza, tosse, rouquidão, olhos vermelhos e início junto de um resfriado.


Uma parte menor é causada por bactérias, principalmente o estreptococo. Aí costuma haver febre mais alta, dor forte para engolir, placas brancas ou pus nas amígdalas, ínguas doloridas no pescoço e, geralmente, ausência de tosse e coriza. Só que esses sinais se misturam, e olhar a garganta no espelho não basta para separar um tipo do outro. Por isso a avaliação médica, às vezes com um teste rápido, é o que define o caminho.


Como é o tratamento da faringite


Na faringite viral, o foco é o conforto: repouso, boa hidratação, alimentação leve e medidas para aliviar a dor e a febre, conforme a orientação do médico. Antibiótico não age contra vírus. Usado sem necessidade, ele não acelera a melhora, pode causar efeitos colaterais e contribui para a resistência bacteriana, que deixa esses remédios menos eficazes quando a pessoa realmente precisa deles.


Na faringite bacteriana, o antibiótico tem papel importante, e quem decide qual, por quanto tempo e se ele é mesmo necessário é o médico que examinou você. Seguir o tratamento até o fim, do jeito que foi orientado, ajuda a evitar complicações e o retorno da infecção.


Por que não se automedicar


Muita gente procura na internet o que tomar para faringite e acaba usando a sobra de um remédio antigo ou a indicação de alguém da família. O problema é que, sem saber se a causa é vírus ou bactéria, a chance de errar é grande. Além disso, alguns analgésicos e anti-inflamatórios não são indicados para quem tem gastrite, problemas de rim, pressão alta, gravidez ou alergias. Pastilhas e sprays podem aliviar por alguns minutos, mas não tratam a causa e podem mascarar um quadro que precisava de avaliação.


Brasília, tempo seco e garganta irritada


Na estiagem do Distrito Federal, a umidade do ar cai muito e a poeira aumenta. A mucosa da garganta resseca, fica mais sensível e se defende pior dos vírus. Ambientes com ar-condicionado, comuns em escritórios da cidade, pioram esse ressecamento. Quem respira pela boca por causa de nariz entupido ou rinite sente ainda mais. Cuidar da hidratação e do nariz nessa época é uma forma simples de proteger a garganta.


Cuidados práticos para aliviar e prevenir


  • Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede, principalmente no período seco.

  • Prefira alimentos macios e em temperatura amena, que machucam menos ao engolir.

  • Descanse a voz e o corpo nos dias de sintomas mais fortes.

  • Use umidificador no quarto ou uma bacia com água e toalha úmida nos meses de seca.

  • Faça a higiene nasal com soro fisiológico para facilitar a respiração pelo nariz.

  • Evite cigarro, ambientes com fumaça e bebidas alcoólicas, que irritam a mucosa.

  • Lave as mãos com frequência e não compartilhe copos e talheres enquanto estiver doente.



Quando procurar o otorrinolaringologista


Vale procurar avaliação se a dor de garganta durar mais de três a cinco dias sem melhora, se houver febre alta, placas brancas nas amígdalas ou ínguas doloridas no pescoço. Procure atendimento com mais rapidez se houver dificuldade para engolir a própria saliva, dificuldade para respirar, dor muito forte de um lado só, dificuldade para abrir a boca ou voz abafada. Faringites que voltam várias vezes ao ano também merecem investigação, porque podem ter relação com rinite, refluxo ou amígdalas que inflamam com frequência.


No OtorrinoDF, os especialistas das quatro unidades em Brasília avaliam a garganta, o nariz e os ouvidos na mesma consulta e atendem por mais de 60 convênios. Se a garganta está incomodando, agende uma avaliação e converse com um otorrinolaringologista sobre o seu caso.

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