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Amigdalite: o que causa e como tratar

há 16 minutos
3 min de leitura

Dor forte para engolir, febre, garganta vermelha e, às vezes, aquelas placas esbranquiçadas no fundo da boca. A amigdalite é a inflamação das amígdalas, duas estruturas que ficam nas laterais da garganta e fazem parte do sistema de defesa do corpo. Ela é uma das causas mais comuns de ida ao médico, em crianças e em adultos. Saber o que provoca a amigdalite ajuda a entender por que o tratamento muda de um caso para outro e por que vale a pena não tomar nada por conta própria.


Para que servem as amígdalas


As amígdalas funcionam como uma espécie de sentinela na entrada do corpo. Elas entram em contato com vírus e bactérias que chegam pela boca e pelo nariz e ajudam a organizar a resposta de defesa. Justamente por estarem nessa linha de frente, inflamam com facilidade quando encontram um agente infeccioso.



O que causa a amigdalite


Na maior parte das vezes, a causa é um vírus. Os mesmos vírus do resfriado e da gripe podem atingir as amígdalas, e a amigdalite costuma vir acompanhada de coriza, tosse, rouquidão ou olhos irritados. Outro vírus conhecido é o da mononucleose (a chamada doença do beijo), que provoca amígdalas muito inchadas, cansaço intenso e ínguas no pescoço.


Uma parte menor dos casos é causada por bactérias, principalmente o estreptococo. A amigdalite bacteriana tende a começar de forma mais brusca, com febre alta, dor intensa para engolir, placas de pus e ínguas doloridas, geralmente sem tosse ou coriza. Essa diferença importa, porque só a forma bacteriana se beneficia de antibiótico, e quem decide isso é o médico depois de examinar a garganta.


A transmissão acontece por gotículas de saliva, tosse, espirro e objetos compartilhados, como copos e talheres. Ambientes fechados e cheios, como escolas e escritórios, facilitam a passagem de uma pessoa para outra.


A seca de Brasília piora a garganta?


O clima seco não causa amigdalite sozinho, mas deixa o terreno mais vulnerável. Na estiagem do Distrito Federal, com umidade do ar muito baixa, a mucosa da garganta e do nariz resseca e perde parte da sua proteção natural. A poeira e as queimadas da época irritam ainda mais as vias respiratórias. Quem respira pela boca por causa de nariz entupido sente isso com mais força, especialmente ao acordar.


Amigdalite: o que tomar?


Essa é uma das dúvidas mais buscadas, e a resposta honesta é: depende da causa, e só a avaliação mostra qual é. Na amigdalite viral, o tratamento é de suporte, para aliviar a dor e a febre enquanto o próprio corpo vence a infecção. Na bacteriana, o médico pode indicar antibiótico, com tempo de uso definido.


A automedicação com antibiótico, ou com sobras de um tratamento antigo, é arriscada. Se a causa for viral, o remédio não ajuda e ainda expõe a efeitos colaterais. Se for bacteriana, doses e tempo errados podem deixar a infecção mal tratada e favorecer bactérias resistentes. Gargarejos caseiros e pastilhas podem trazer conforto momentâneo, mas não substituem a avaliação.


Quando a cirurgia entra na conversa


Algumas pessoas têm amigdalites que se repetem várias vezes por ano, faltam muito à escola ou ao trabalho, ou desenvolvem complicações como abscesso (acúmulo de pus ao lado da amígdala). Em outros casos, amígdalas muito grandes atrapalham a respiração e causam ronco e pausas no sono. Nessas situações, o otorrinolaringologista pode avaliar a amigdalectomia (retirada das amígdalas). A indicação é individual e leva em conta a frequência das crises, a idade e o impacto na rotina.


Cuidados práticos durante e depois da crise


  • Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede: a hidratação ajuda a garganta e é ainda mais importante na seca de Brasília.

  • Prefira alimentos macios e mornos ou frios, que machucam menos ao engolir.

  • Descanse e evite esforço físico enquanto houver febre.

  • Não compartilhe copos, talheres e garrafas, e lave as mãos com frequência.

  • Troque a escova de dentes depois que a infecção passar.

  • Em casa, umidificador ou uma bacia de água no quarto ajudam nos dias de umidade muito baixa.

  • Antibiótico que sobrou em casa ou que foi receitado para outra pessoa não serve para a sua crise.



Quando procurar o otorrinolaringologista


Procure avaliação se a dor de garganta vier com febre alta, placas de pus ou ínguas doloridas, se durar mais de três a cinco dias sem melhora ou se as crises se repetirem ao longo do ano. Busque atendimento rápido se houver dificuldade para abrir a boca, para engolir a própria saliva ou para respirar, voz abafada ou inchaço de um lado só do pescoço. Na OtorrinoDF, os especialistas das quatro unidades em Brasília examinam a garganta, identificam a causa e orientam o tratamento adequado para cada paciente.

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