Amigdalite: o que causa e como tratar
Dor forte para engolir, febre, garganta vermelha e, às vezes, aquelas placas esbranquiçadas no fundo da boca. A amigdalite é a inflamação das amígdalas, duas estruturas que ficam nas laterais da garganta e fazem parte do sistema de defesa do corpo. Ela é uma das causas mais comuns de ida ao médico, em crianças e em adultos. Saber o que provoca a amigdalite ajuda a entender por que o tratamento muda de um caso para outro e por que vale a pena não tomar nada por conta própria.
Para que servem as amígdalas
As amígdalas funcionam como uma espécie de sentinela na entrada do corpo. Elas entram em contato com vírus e bactérias que chegam pela boca e pelo nariz e ajudam a organizar a resposta de defesa. Justamente por estarem nessa linha de frente, inflamam com facilidade quando encontram um agente infeccioso.
O que causa a amigdalite
Na maior parte das vezes, a causa é um vírus. Os mesmos vírus do resfriado e da gripe podem atingir as amígdalas, e a amigdalite costuma vir acompanhada de coriza, tosse, rouquidão ou olhos irritados. Outro vírus conhecido é o da mononucleose (a chamada doença do beijo), que provoca amígdalas muito inchadas, cansaço intenso e ínguas no pescoço.
Uma parte menor dos casos é causada por bactérias, principalmente o estreptococo. A amigdalite bacteriana tende a começar de forma mais brusca, com febre alta, dor intensa para engolir, placas de pus e ínguas doloridas, geralmente sem tosse ou coriza. Essa diferença importa, porque só a forma bacteriana se beneficia de antibiótico, e quem decide isso é o médico depois de examinar a garganta.
A transmissão acontece por gotículas de saliva, tosse, espirro e objetos compartilhados, como copos e talheres. Ambientes fechados e cheios, como escolas e escritórios, facilitam a passagem de uma pessoa para outra.
A seca de Brasília piora a garganta?
O clima seco não causa amigdalite sozinho, mas deixa o terreno mais vulnerável. Na estiagem do Distrito Federal, com umidade do ar muito baixa, a mucosa da garganta e do nariz resseca e perde parte da sua proteção natural. A poeira e as queimadas da época irritam ainda mais as vias respiratórias. Quem respira pela boca por causa de nariz entupido sente isso com mais força, especialmente ao acordar.
Amigdalite: o que tomar?
Essa é uma das dúvidas mais buscadas, e a resposta honesta é: depende da causa, e só a avaliação mostra qual é. Na amigdalite viral, o tratamento é de suporte, para aliviar a dor e a febre enquanto o próprio corpo vence a infecção. Na bacteriana, o médico pode indicar antibiótico, com tempo de uso definido.
A automedicação com antibiótico, ou com sobras de um tratamento antigo, é arriscada. Se a causa for viral, o remédio não ajuda e ainda expõe a efeitos colaterais. Se for bacteriana, doses e tempo errados podem deixar a infecção mal tratada e favorecer bactérias resistentes. Gargarejos caseiros e pastilhas podem trazer conforto momentâneo, mas não substituem a avaliação.
Quando a cirurgia entra na conversa
Algumas pessoas têm amigdalites que se repetem várias vezes por ano, faltam muito à escola ou ao trabalho, ou desenvolvem complicações como abscesso (acúmulo de pus ao lado da amígdala). Em outros casos, amígdalas muito grandes atrapalham a respiração e causam ronco e pausas no sono. Nessas situações, o otorrinolaringologista pode avaliar a amigdalectomia (retirada das amígdalas). A indicação é individual e leva em conta a frequência das crises, a idade e o impacto na rotina.
Cuidados práticos durante e depois da crise
Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede: a hidratação ajuda a garganta e é ainda mais importante na seca de Brasília.
Prefira alimentos macios e mornos ou frios, que machucam menos ao engolir.
Descanse e evite esforço físico enquanto houver febre.
Não compartilhe copos, talheres e garrafas, e lave as mãos com frequência.
Troque a escova de dentes depois que a infecção passar.
Em casa, umidificador ou uma bacia de água no quarto ajudam nos dias de umidade muito baixa.
Antibiótico que sobrou em casa ou que foi receitado para outra pessoa não serve para a sua crise.
Quando procurar o otorrinolaringologista
Procure avaliação se a dor de garganta vier com febre alta, placas de pus ou ínguas doloridas, se durar mais de três a cinco dias sem melhora ou se as crises se repetirem ao longo do ano. Busque atendimento rápido se houver dificuldade para abrir a boca, para engolir a própria saliva ou para respirar, voz abafada ou inchaço de um lado só do pescoço. Na OtorrinoDF, os especialistas das quatro unidades em Brasília examinam a garganta, identificam a causa e orientam o tratamento adequado para cada paciente.
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