Faringite: o que é, sintomas e quando procurar o otorrino em Brasília
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A faringite é uma das queixas mais comuns nos consultórios de otorrinolaringologia, e em Brasília ela ganha um contorno especial. O ar seco do Planalto Central, sobretudo nos longos meses de estiagem, resseca a mucosa da garganta e abre caminho para irritações e infecções. Se você acorda com a garganta áspera, sente dor ao engolir ou tem a sensação de que algo arranha o fundo da boca, vale entender o que está por trás desse incômodo.
O que é a faringite
Faringite é a inflamação da faringe, o canal muscular que fica no fundo da garganta e conecta o nariz e a boca ao esôfago e à laringe. Quando essa região inflama, a mucosa fica vermelha, inchada e sensível, o que provoca a dor e o desconforto tão característicos. A faringite pode ser aguda, quando surge de repente e dura poucos dias, ou crônica, quando o incômodo se arrasta por semanas e costuma ter relação com irritações repetidas, como as provocadas pelo clima seco daqui.
Faringite viral ou bacteriana
A maioria dos casos de faringite tem origem viral, muitas vezes acompanhando resfriados e gripes. Nesses quadros, é comum aparecer também coriza, tosse e um mal-estar geral. Já a faringite bacteriana, provocada com frequência pela bactéria estreptococo, tende a causar dor mais intensa, febre alta e placas de pus na garganta, geralmente sem os sintomas de resfriado. Diferenciar as duas não é tarefa para o olhar do próprio paciente: o tipo de faringite muda a conduta, e só a avaliação médica define o caminho correto.
Sintomas que chamam atenção
Além da dor de garganta, a faringite pode vir com ardência ao engolir, garganta seca, rouquidão, gânglios inchados no pescoço e, em alguns casos, febre. Em Brasília, muita gente confunde o incômodo da faringite com o desconforto passageiro do tempo seco. A diferença está na persistência e na intensidade: quando a dor não cede, atrapalha a alimentação ou vem acompanhada de febre, já não se trata apenas do clima.
Por que não se automedicar
Diante da dor, é tentador correr à farmácia em busca de alívio rápido. O problema é que antibióticos não têm efeito sobre as faringites virais, que são a maioria, e usá-los sem indicação atrapalha o organismo e favorece a resistência bacteriana. Analgésicos e outros medicamentos também têm contraindicações e formas de uso que variam de pessoa para pessoa. Por isso, a escolha do que usar, e mesmo se é necessário usar algo, cabe ao médico depois de examinar a garganta. Este texto explica o quadro, mas não substitui a consulta e não indica remédio.
O clima seco de Brasília e a garganta
Nos meses de estiagem, a umidade do ar na capital chega a níveis muito baixos, às vezes comparáveis aos de um deserto. Esse ar ressecado retira água da mucosa da garganta e do nariz, deixando a região mais frágil e propensa à irritação e à infecção. Manter o corpo hidratado e o ambiente úmido faz diferença real na prevenção, especialmente para quem já tem tendência a faringites de repetição.
Cuidados práticos no dia a dia
Beba água ao longo do dia para manter a mucosa da garganta hidratada, mesmo sem sentir sede.
Use umidificadores ou deixe bacias com água nos ambientes durante a estiagem, sobretudo no quarto à noite.
Evite o ar-condicionado apontado diretamente para o rosto e ambientes com muita poeira.
Faça lavagem nasal com soro fisiológico para reduzir a irritação da via aérea superior.
Prefira alimentos mornos e evite bebidas muito geladas quando a garganta já estiver dolorida.
Não compartilhe copos e talheres e higienize bem as mãos em períodos de gripe e resfriado.
Fuja da fumaça de cigarro, que agrava a irritação da faringe.
Quando procurar o otorrinolaringologista
Dor de garganta leve, ligada a um resfriado, costuma melhorar em poucos dias com repouso e hidratação. Mas alguns sinais pedem avaliação: dor forte que dificulta engolir, febre alta, placas de pus na garganta, gânglios muito inchados no pescoço, rouquidão que não passa ou episódios de faringite que se repetem ao longo do ano. Nesses casos, o otorrinolaringologista examina a garganta, identifica a causa e orienta o tratamento adequado para o seu quadro. No OtorrinoDF, com quatro unidades em Brasília e mais de trinta especialistas, você encontra essa avaliação com quem cuida diariamente das doenças da garganta.
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