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Dor de garganta: o que fazer antes de tomar remédio

  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

Poucos incômodos são tão frequentes quanto acordar com a garganta ardendo, raspando ou doendo para engolir. É uma das queixas que mais levam pessoas à farmácia, e a pergunta que quase todo mundo faz é a mesma: o que tomar? A resposta honesta é que depende, porque a dor de garganta tem várias causas e nem todas se resolvem do mesmo jeito. Em Brasília, onde o ar seco da estiagem resseca as mucosas por meses seguidos, esse incômodo aparece com ainda mais facilidade. Antes de correr para o balcão, vale entender o que está acontecendo.


Por que a garganta dói


Na maior parte das vezes, a dor de garganta é causada por vírus, os mesmos de resfriados e gripes. Nesses casos, ela costuma vir acompanhada de coriza, espirros, tosse e, às vezes, um pouco de febre, e tende a melhorar sozinha em poucos dias. Já as infecções por bactéria, como algumas amigdalites (inflamação das amígdalas), costumam provocar dor mais intensa, febre alta, placas de pus e ínguas no pescoço. Existem ainda causas que não são infecção nenhuma: o ar seco, a poeira, a fumaça, o refluxo e o uso excessivo da voz também irritam a garganta.


O que tomar? Por que a pergunta engana


A grande armadilha da automedicação é tratar tudo como se fosse a mesma coisa. Antibiótico, por exemplo, só faz efeito contra bactéria, e tomá-lo por conta própria em uma dor de origem viral não ajuda e ainda contribui para que as bactérias fiquem resistentes. Existem, sim, medicamentos que aliviam a dor e a febre, e opções para acalmar a irritação local, mas quem define o que se aplica ao seu caso, e em que dose, é o profissional que avalia você. Aqui não vamos indicar nome nem quantidade de remédio, e sim ajudar você a decidir quando o quadro pede avaliação. Se o produto que você pesquisou promete resolver, desconfie: garganta inflamada não tem fórmula única.


O clima seco de Brasília pesa na conta


Durante a longa estiagem do Distrito Federal, a umidade do ar despenca e a garganta é uma das primeiras a sentir. A mucosa resseca, perde parte da proteção natural e fica mais vulnerável a irritação e a infecções. Muita gente descreve exatamente aquela sensação de garganta arranhando ao acordar, típica de quem dormiu respirando ar seco a noite inteira. Nesses meses, hidratar-se bem e umidificar o ambiente deixa de ser detalhe e vira parte importante do cuidado com a garganta.


Sinais de que não é só um resfriado


Boa parte das dores de garganta é passageira, mas alguns sinais indicam que o quadro merece atenção mais de perto. Febre alta que não cede, dor forte de um lado só, dificuldade para engolir a própria saliva, placas de pus, ínguas grandes e doloridas no pescoço ou uma dor que já dura mais de uma semana são motivos para procurar avaliação em vez de insistir em soluções caseiras.


Cuidados que ajudam em casa


Enquanto a dor é leve e recente, algumas medidas simples aliviam o desconforto e ajudam a mucosa a se recuperar:


  • Beba bastante líquido ao longo do dia, incluindo água em temperatura ambiente e chás mornos, para manter a garganta hidratada.

  • Prefira alimentos macios e mornos e evite os muito quentes, muito gelados ou muito condimentados, que irritam ainda mais.

  • Umidifique o ambiente, sobretudo à noite, usando umidificador ou uma bacia com água no quarto durante a estiagem.

  • Evite fumaça de cigarro, poeira e ar-condicionado apontado direto para você.

  • Descanse a voz e o corpo, porque falar muito e dormir pouco atrapalham a recuperação.

  • Evite recorrer a antibiótico por conta própria e não repita receita antiga: o que serviu antes pode não servir agora.



Quando procurar o otorrinolaringologista


Procure um otorrinolaringologista quando a dor for intensa desde o início, quando não melhorar em alguns dias, quando voltar com frequência ou quando vier com febre alta, pus, dificuldade para respirar ou engolir. Também vale a avaliação para quem tem amigdalites de repetição, pois nesses casos o médico investiga a causa e discute com você as melhores condutas, que vão do tratamento clínico, em algumas situações, à amigdalectomia (retirada das amígdalas). No OtorrinoDF, em Brasília, você encontra estrutura e especialistas para examinar a garganta com cuidado e orientar o tratamento certo para o seu caso, sem achismo e sem automedicação.

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