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- Vectoeletronistagmografia (VENG): como é feito o exame e onde fazer em Brasília
Quem já sentiu o chão girar ao levantar da cama sabe o susto que isso dá. O que quase ninguém sabe é que existe um exame capaz de mostrar, de forma objetiva, se o problema está no ouvido interno. Ele se chama vectoeletronistagmografia, ou VENG, um nome difícil para um exame relativamente simples. Se o seu otorrinolaringologista pediu esse exame e você ficou com dúvidas, este texto explica como ele funciona. O que a VENG avalia Dentro do ouvido, além da parte que ouve, existe uma estrutura chamada labirinto, responsável por informar ao cérebro a posição da cabeça e do corpo no espaço. Quando esse sistema falha, vem a sensação de rodopio, desequilíbrio ou instabilidade ao andar. A vectoeletronistagmografia registra os movimentos involuntários dos olhos, chamados de nistagmo, que aparecem quando o sistema de equilíbrio é estimulado. Esses movimentos funcionam como um espelho: eles revelam o que está acontecendo no ouvido interno e na conexão dele com o cérebro, algo que nenhuma pergunta de consultório consegue medir sozinha. Como o exame é feito na prática O paciente fica sentado ou deitado numa maca, em uma sala com pouca luz. O profissional posiciona sensores ao redor dos olhos ou um óculos específico com câmeras, dependendo do equipamento. A partir daí, vêm algumas etapas curtas: acompanhar com os olhos um ponto luminoso que se move, olhar para diferentes direções, e passar por mudanças de posição da cabeça e do corpo, deitando de um lado e do outro. Na etapa final, costuma ser feita a prova calórica, em que ar ou água em temperaturas diferentes é aplicado no canal do ouvido, um lado de cada vez. Essa variação estimula o labirinto de propósito e permite comparar a resposta de um ouvido com a do outro. É a parte que mais gera receio, mas o desconforto é passageiro: pode dar uma tontura breve de alguns segundos, que passa ainda na sala. O exame inteiro costuma durar entre 40 e 60 minutos e não usa agulhas nem corta a pele. Como se preparar A preparação é o que mais influencia a qualidade do resultado, e vale seguir à risca as orientações que a clínica passar no agendamento. De modo geral, os cuidados são estes: Leve seus exames anteriores e a lista de tudo que você usa, incluindo fitoterápicos, para o médico avaliar o que pode ou não ser suspenso antes. Não interrompa nenhuma medicação por conta própria: a suspensão, quando necessária, é sempre orientada pelo médico que pediu o exame. Evite bebida alcoólica e café nas horas que antecedem o exame. Faça uma refeição leve algumas horas antes, para não ficar de estômago cheio nem em jejum prolongado. Não use maquiagem nos olhos no dia, porque ela atrapalha a fixação dos sensores e a leitura das câmeras. Vá acompanhado, se você costuma ter tontura intensa, e prefira não dirigir logo depois. Avise a equipe se tiver dor de ouvido, secreção, cirurgia recente ou perfuração de tímpano: isso muda a forma de fazer a prova calórica. Quem costuma precisar fazer O exame é indicado para quem tem crises de rodopio, desequilíbrio ao caminhar, sensação de flutuação, quedas sem explicação ou zumbido acompanhado de instabilidade. Também é comum em quem sente mal-estar ao mudar de posição na cama. A VENG ajuda a diferenciar causas que vêm do ouvido de causas neurológicas, cardiovasculares ou de efeito de medicação, o que evita meses tratando a hipótese errada. O resultado e o que vem depois Um ponto importante: a vectoeletronistagmografia não fecha diagnóstico sozinha. Ela entrega um mapa de como o sistema de equilíbrio está respondendo, e esse mapa precisa ser lido junto com a sua história clínica, o exame físico e, às vezes, com uma audiometria ou exames de imagem. O resultado pode apontar que um lado responde menos que o outro, que a resposta está exagerada, ou que está tudo dentro do esperado, e cada um desses cenários leva a uma conduta diferente. Em muitos casos, o caminho inclui reabilitação do equilíbrio com exercícios específicos, além do tratamento da causa de base. O detalhe de Brasília Há um fator local que costuma passar despercebido. Na estiagem do Distrito Federal, com umidade do ar na faixa de 20 por cento ou menos, muita gente bebe menos água do que precisa e desidrata sem perceber, o que derruba a pressão arterial e produz tonturas que nada têm a ver com o labirinto. Some a isso a rinite e a sinusite, agravadas pela poeira e pela fumaça das queimadas, que podem alterar a pressão dentro do ouvido. Por isso o especialista daqui investiga esse conjunto antes de atribuir tudo a uma única causa. Quando procurar o otorrinolaringologista Marque uma avaliação se a tontura se repete, dura mais do que alguns minutos, atrapalha o trabalho ou o sono, ou se vem junto com perda de audição, zumbido novo ou sensação de ouvido cheio. Procure atendimento com urgência se houver dor de cabeça forte e súbita, visão dupla, dificuldade de falar, fraqueza em um lado do corpo ou desmaio, sinais que exigem avaliação imediata. Tontura recorrente não é algo com que se deva acostumar, e na maioria das vezes tem explicação e tratamento. O OtorrinoDF realiza exames de avaliação do equilíbrio em Brasília, com 33 especialistas, quatro unidades e mais de 60 convênios atendidos. Se você saiu da consulta com um pedido de VENG na mão, agora sabe o que esperar.
- Água no ouvido que não sai: o que fazer depois da piscina
Sai da piscina, inclina a cabeça, bate de leve no lado do rosto e nada: a água continua ali dentro, abafando o som e dando aquela sensação de ouvido cheio. É uma queixa de todo fim de semana em Brasília, na temporada de clube e piscina. Na maioria das vezes a água sai sozinha em pouco tempo. O problema quase nunca é a água em si, é o que as pessoas fazem para tentar tirar. Por que a água fica presa O canal do ouvido externo não é um tubo reto: tem uma leve curva e termina na membrana timpânica, que fecha a passagem. A água que entra fica nesse trecho, presa pela tensão superficial e por uma pequena camada de cera. Como o canal é fechado no fundo, ela não tem para onde ir a não ser voltar pela mesma entrada. Daí a sensação de som abafado, de estalos e de peso de um lado só. O que geralmente resolve sozinho Na maior parte dos casos, bastam gravidade e paciência. Incline a cabeça para o lado afetado, com a orelha apontando para o chão, e puxe o pavilhão levemente para cima e para trás: isso alinha o canal e abre caminho. Mastigar, bocejar ou mexer o maxilar também ajuda. Deitar de lado sobre um travesseiro por alguns minutos resolve boa parte dos casos, sem nada entrar no ouvido. O que não se deve fazer Aqui está a parte que mais gera consulta. O cotonete é o campeão: em vez de retirar a água, ele empurra cera e sujeira para o fundo, arranha a pele delicada do canal e pode ferir o tímpano. A mesma lógica vale para grampos, chaves e tampas de caneta. Secador de cabelo apontado de perto e no quente queima a pele do canal. E pingar qualquer líquido por conta própria, incluindo receitas caseiras, é arriscado: se o tímpano estiver perfurado, aquilo chega a um lugar onde não deveria chegar. Quando vira otite externa O canal do ouvido tem uma proteção natural, feita pela cera, que mantém o ambiente levemente ácido e seco. Água parada por muito tempo, somada a arranhões de cotonete, desmonta essa barreira e abre espaço para bactérias e fungos. É assim que aparece a otite externa (inflamação do canal do ouvido), conhecida popularmente como ouvido de piscina. O sinal mais característico é a dor ao puxar a orelha ou ao apertar a saliência na frente do canal, algo que a simples água presa não provoca. Pode vir com coceira, secreção e piora rápida da audição daquele lado. Cerume: quando a água só revela o que já estava lá Tem um detalhe que explica muito caso teimoso: a cera acumulada absorve a água e incha. Quem já tinha um tampão de cerume sem perceber sai da piscina com o ouvido tapado, e a sensação não passa nem no dia seguinte. Nesse caso não adianta insistir em manobras, porque não é mais a água que está atrapalhando. A remoção do cerume é feita no consultório, com material próprio e visualização direta do canal. Cuidados práticos para quem vive na água Seque a orelha por fora depois do banho e da piscina, com a ponta da toalha, sem enfiar nada no canal. Incline a cabeça para cada lado ao sair da água e puxe a orelha para cima e para trás, com delicadeza. Deixe o cotonete para a maquiagem: dentro do ouvido, ele empurra a cera e machuca. Use protetor auricular de silicone se você nada com frequência ou já teve otite externa. Se usar secador, deixe no modo frio e a pelo menos trinta centímetros da orelha. Evite piscina com manutenção duvidosa e lagos parados, onde a carga de bactérias é maior. Nada de pingar produtos por conta própria, principalmente se houver dor, secreção ou histórico de perfuração do tímpano. Quem usa aparelho auditivo ou fone intra auricular deve secar bem o ouvido antes de recolocar o dispositivo. O clima de Brasília muda as contas Aqui a gente vive dois extremos ao longo do ano, e os dois mexem com o ouvido. Na estiagem, com a umidade lá embaixo, a pele do canal resseca e coça, e o hábito de coçar com o dedo cria pequenas feridas que ficam esperando a próxima piscina. Quando as chuvas voltam, entre setembro e outubro, o calor e o uso intenso de piscina e cachoeira aumentam os casos de ouvido de piscina. E a água de cachoeira e de lago, comum nos passeios de fim de semana no Distrito Federal, tem mais micro organismos do que a piscina tratada. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se a sensação de ouvido tampado passar de vinte e quatro a quarenta e oito horas, se aparecer dor, principalmente ao encostar na orelha, se sair secreção ou sangue, se houver febre, tontura, zumbido ou queda perceptível da audição. O mesmo vale para quem tentou tirar a água com algum objeto e sentiu dor aguda na hora, para quem tem tímpano perfurado ou já fez cirurgia no ouvido, e para crianças pequenas, que nem sempre sabem explicar o que sentem e acabam só puxando a orelha. O OtorrinoDF atende em quatro unidades em Brasília, com 33 especialistas e mais de 60 convênios, para avaliar o ouvido, remover cerume com segurança e tratar a otite externa. Na dúvida entre insistir em casa e marcar uma consulta, a escolha mais segura é sempre a segunda.
- Zumbido no ouvido: por que ele aparece e o que ajuda a conviver melhor
O barulho começa quando a casa silencia. Um apito fino, um chiado de televisão fora do ar, às vezes uma pulsação que acompanha o coração. Quem convive com zumbido sabe que a pergunta que mais incomoda não é apenas de onde vem esse som, e sim se existe alguma forma de fazer ele parar. A resposta honesta é que o zumbido quase nunca é uma doença isolada: ele é um sinal, e entender o que está por trás dele é o que abre caminho para o alívio. O que é o zumbido, afinal Zumbido, ou acúfeno, é a percepção de um som que não tem fonte no ambiente. Ele existe de verdade para quem escuta, só não existe do lado de fora. O que acontece, na maior parte das vezes, é que a via auditiva deixa de receber parte da informação sonora que costumava receber, e o cérebro reage aumentando a própria sensibilidade, como um rádio mal sintonizado que sobe o volume e passa a chiar. Por isso o zumbido costuma andar junto de alguma alteração na audição, mesmo quando a pessoa ainda não percebeu que está ouvindo menos. As causas mais comuns A lista é longa e raramente há um culpado único. Perda auditiva ligada à idade, exposição repetida a som alto, rolha de cera bloqueando o conduto, infecções e inflamações do ouvido, alterações da orelha média, problemas na articulação da mandíbula, questões da coluna cervical, pressão alta, alterações da tireoide, anemia, diabetes e alguns medicamentos que afetam o ouvido interno estão entre os fatores que aparecem com frequência na investigação. Há ainda o zumbido pulsátil, aquele que bate no ritmo do pulso, que merece avaliação específica porque costuma ter relação com o fluxo de sangue perto do ouvido. O que a seca de Brasília tem a ver com isso Brasília passa vários meses do ano com umidade baixa, e isso mexe com o ouvido de maneira indireta. Nariz ressecado e congestionado, rinite em crise e sinusite alteram a ventilação da tuba auditiva, o canal que equilibra a pressão entre o nariz e a orelha média. Ouvido mal ventilado dá aquela sensação de tampado, e ouvido tampado torna o zumbido muito mais audível, porque os sons externos que normalmente o disfarçam ficam abafados. O ar seco também endurece a cera e favorece as rolhas. Nada disso cria o zumbido do nada, mas explica por que tanta gente na cidade relata que ele piora justamente na estiagem. Hábitos que aumentam o volume Noites mal dormidas, estresse acumulado, excesso de cafeína, álcool, cigarro e o hábito de apertar os dentes durante o sono são combustível para o zumbido. O motivo é simples: o cérebro em estado de alerta dá mais atenção ao sinal, e quanto mais atenção ele recebe, mais alto parece. É um ciclo conhecido, o som incomoda, a pessoa se concentra nele, a ansiedade sobe e o volume aparente cresce junto. Quebrar esse ciclo é boa parte do trabalho. O que realmente ajuda Não existe um comprimido que desligue o zumbido, e desconfie de quem promete isso. O que existe, e funciona, é tratar aquilo que está por trás. Retirar uma rolha de cera, controlar a rinite, ajustar a pressão arterial, corrigir uma alteração da tireoide ou tratar o bruxismo pode reduzir muito o incômodo. Quando há perda auditiva, o aparelho auditivo costuma ser o recurso mais eficaz, porque devolve os sons que faltavam e o cérebro para de forçar o volume. Há também a terapia sonora, que usa som suave de fundo para diminuir o contraste com o silêncio, e o acompanhamento com fonoaudiólogo e, quando necessário, com psicólogo, para reduzir o peso que o sintoma ganha no dia a dia. Cuidados práticos para o dia a dia Evite o silêncio absoluto, um ventilador ligado ou um som ambiente baixo à noite reduz muito a percepção do zumbido. Proteja os ouvidos em shows, obras e treinos com música alta, protetor auricular é barato e resolve. Reduza café, energéticos, álcool e cigarro por algumas semanas e observe se o volume muda. Durma em horários regulares, privação de sono é um dos gatilhos mais consistentes. Beba água e mantenha a lavagem nasal com soro em dia durante a seca de Brasília. Nunca introduza cotonete, grampo ou chave no ouvido, isso empurra a cera e pode ferir o tímpano. Cuide da pressão arterial, do açúcar no sangue e da tireoide com acompanhamento regular. Não recorra a gotas ou remédios indicados por conhecidos, alguns produtos pioram o quadro e outros não devem entrar em ouvido com tímpano perfurado. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar avaliação quando o zumbido aparece de um lado só, quando surge de forma súbita, quando vem acompanhado de queda de audição, tontura, dor ou saída de secreção pelo ouvido, quando pulsa no ritmo do coração ou quando já atrapalha o sono, a concentração e o humor. A investigação costuma incluir exame do ouvido, audiometria e, conforme o caso, exames complementares, e é ela que separa o zumbido de origem simples daquele que pede atenção maior. O OtorrinoDF tem quatro unidades em Brasília, mais de trinta especialistas e atende por mais de sessenta convênios.
- Remédio para ouvido entupido: o que ajuda e o que pode piorar
Poucas sensações incomodam tanto quanto acordar com o ouvido tampado. A audição fica abafada, a própria voz soa estranha dentro da cabeça e vem logo a pergunta mais buscada sobre o assunto: qual remédio resolve? A resposta honesta é que não existe um remédio único para ouvido entupido. O entupimento não é uma doença, é um sintoma, e ele pode vir de causas bem diferentes. Cada uma pede um cuidado diferente, e algumas delas pioram justamente com o que as pessoas costumam tentar em casa. Por que o ouvido entope A causa mais lembrada é o acúmulo de cera, que pode formar uma rolha e bloquear o canal. Mas boa parte dos casos não tem nada a ver com cera. Existe um canal fino ligando o ouvido médio ao fundo do nariz, a tuba auditiva, responsável por equilibrar a pressão dos dois lados do tímpano. Quando esse canal fica inchado por um resfriado, por uma crise de rinite ou por uma sinusite, ele deixa de abrir direito e o ouvido fica tampado, mesmo com o canal externo completamente limpo. Há ainda a variação de pressão em voos e descidas de serra, a água que fica retida depois da piscina ou do banho, e o líquido que se acumula atrás do tímpano depois de uma infecção, quadro chamado otite média com efusão (secreção presa no ouvido médio). Em algumas pessoas, a sensação de ouvido tampado vem acompanhada de zumbido ou tontura, e aí o quadro merece uma avaliação mais detalhada. Por que a busca por remédio costuma frustrar Como as causas são diferentes, o que ajuda em uma situação não faz efeito na outra. Rolha de cera não se dissolve com comprimido. Tuba auditiva inchada não melhora com gota pingada no canal externo, porque o problema está do outro lado do tímpano, fora do alcance do que se pinga. E quando existe perfuração do tímpano, pingar qualquer coisa no ouvido leva o produto direto ao ouvido médio, o que pode transformar um incômodo em uma complicação. É por isso que a escolha de qualquer tratamento depende de alguém olhar o canal e o tímpano com o equipamento adequado. Esse exame leva poucos minutos e muda completamente a conduta: às vezes o que parecia cera é uma otite, e às vezes o que parecia infecção era apenas água retida. O que os métodos caseiros realmente fazem O cotonete é o campeão das consultas. Ele empurra a cera para o fundo, compacta a rolha e, não raro, machuca a pele do canal ou o próprio tímpano. Água oxigenada e azeite morno podem irritar a pele do conduto e criar um ambiente úmido que favorece infecção, principalmente em quem já tem tendência a otite externa. A vela auricular, também chamada de vela hopi, não remove cera e já provocou queimaduras e perfurações. Nenhum desses recursos é inofensivo, e nenhum deles substitui o diagnóstico. O que o clima de Brasília tem a ver com o seu ouvido Brasília passa boa parte do ano com umidade relativa do ar muito baixa, às vezes abaixo de 20% no fim da tarde, somada à poeira em suspensão e à fumaça das queimadas no entorno. Esse ambiente irrita e congestiona o nariz, e nariz congestionado é vizinho direto da tuba auditiva. Não é coincidência que a queixa de ouvido tampado aumente nos mesmos meses de estiagem em que o nariz entope mais. A altitude também conta. Quem desce a serra com frequência ou pega voos sente muito mais a variação de pressão quando o nariz já está inflamado, porque a tuba auditiva não consegue fazer o ajuste na velocidade necessária. Cuidados que ajudam enquanto você busca avaliação Cuide do nariz. Manter as vias nasais desobstruídas ajuda a tuba auditiva a voltar a abrir. Beba água e umidifique o ambiente durante a estiagem, para a mucosa do nariz não ressecar. Bocejar, mastigar e engolir com frequência estimula a abertura da tuba auditiva, e ajuda especialmente na decolagem e no pouso. Deixe o cotonete, o grampo e a chave longe do ouvido. O canal se limpa sozinho na maior parte das vezes. Seque as orelhas com a ponta da toalha depois do banho e da piscina, sem enfiar nada no canal. Não pingue nada no ouvido por conta própria, nem produto de farmácia nem receita caseira, antes de alguém examinar o seu tímpano. Se o ouvido entope sempre nas crises de rinite, leve a rinite a sério e faça acompanhamento, porque o ouvido costuma melhorar junto com o nariz. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o ouvido continuar tampado por mais de alguns dias, se a audição cair de forma perceptível, se houver dor, febre, saída de secreção ou de sangue, se aparecer zumbido ou tontura junto, ou se o problema se repetir várias vezes ao ano. Alguns sinais não esperam: perda de audição súbita, principalmente de um lado só, precisa ser avaliada rapidamente, porque o tempo até o atendimento influencia a recuperação. O mesmo vale para ouvido tampado com dor intensa ou com tontura que atrapalha ficar de pé. Na consulta, o otorrinolaringologista examina o canal e o tímpano, identifica a origem do entupimento e, quando é caso de remover cera, faz a remoção com técnica e material próprios, sem machucar. O OtorrinoDF tem quatro unidades em Brasília, mais de 33 especialistas e atende por mais de 60 convênios.
- Qual médico cuida do ouvido? Entenda quem procurar
O ouvido tapado que não desentope, o zumbido que aparece à noite, a tontura que chega sem aviso, a criança que pede para aumentar o volume da televisão. Quando algo assim começa, a primeira dúvida raramente é sobre o sintoma: é sobre a porta de entrada. Muita gente chega ao pronto atendimento, ao clínico geral ou direto à farmácia porque não sabe que existe um especialista para essa região do corpo. Existe, e ele tem nome. O médico do ouvido é o otorrinolaringologista Otorrinolaringologista é o especialista em ouvido, nariz e garganta, e é ele quem cuida de tudo que acontece dentro do ouvido: a orelha, o canal auditivo, o tímpano, os ossinhos da audição, o nervo auditivo e o labirinto, que é a parte responsável pelo equilíbrio. O nome comprido assusta, e por isso quase todo mundo o chama de otorrino. A formação é medicina, seguida de residência médica na especialidade, com registro no Conselho Federal de Medicina. Vale um detalhe que confunde bastante: a mesma estrutura que ouve é a que equilibra. Por isso a tontura e a vertigem, que muita gente leva ao neurologista ou ao cardiologista, são queixas clássicas de consultório de otorrino. O que ele trata, na prática A lista do dia a dia é mais ampla do que parece. Perda de audição em qualquer idade, acúmulo de cera, dor de ouvido, infecções do canal e do ouvido médio, sensação de ouvido tampado, zumbido, tontura e vertigem, perfuração do tímpano, secreção saindo pelo ouvido, sensibilidade exagerada a sons, problemas de audição do recém nascido e adaptação de aparelho auditivo. Também entram os casos em que o ouvido é sintoma e o problema está ao lado, como a rinite que entope a tuba auditiva, ou a articulação da mandíbula que dói e a pessoa sente como dor de ouvido. Otorrino, fonoaudiólogo e audiologista: quem faz o quê Essa confusão é frequente e atrapalha o caminho do paciente. O otorrinolaringologista é o médico: examina, investiga a causa, faz diagnóstico, trata clinicamente e opera quando há indicação. O fonoaudiólogo é outro profissional de saúde, não médico, e atua na avaliação da audição, na reabilitação auditiva, na terapia do equilíbrio e no trabalho com a voz e a fala. Audiologista, no Brasil, costuma se referir ao fonoaudiólogo com atuação na área da audição. Os dois trabalham juntos com frequência, e a ordem que funciona é simples: quem define a causa e conduz o caso é o médico, e a reabilitação acontece em parceria. Como é a consulta A consulta começa pela conversa, que costuma resolver metade do enigma: quando começou, se é de um lado ou dos dois, se veio depois de um resfriado, de um mergulho ou de um voo, se há zumbido junto. Depois vem o exame do ouvido com o otoscópio, um aparelho com luz que permite ver o canal e o tímpano. Conforme o caso, o médico solicita exames como a audiometria, que mede a audição, a imitanciometria, que avalia o funcionamento do tímpano e da tuba auditiva, e exames de equilíbrio ou de imagem. Nada disso dói, e a maior parte fica pronta no mesmo dia. O ouvido de quem mora em Brasília A cidade tem particularidades que aparecem no consultório. Na estiagem, com a umidade despencando, a rinite piora, o nariz entope e a tuba auditiva, que liga o nariz ao ouvido, perde a capacidade de equalizar a pressão. O resultado é aquela sensação de ouvido tampado que não melhora com nada e que na verdade começou no nariz. Do outro lado do ano, a temporada de piscina e clube traz as infecções do canal auditivo, mais comuns em quem tem o hábito de secar o ouvido com cotonete e acaba ferindo a pele. Some a isso o fone de ouvido em volume alto no trânsito do Eixão, que é uma causa silenciosa de perda auditiva em gente jovem. Cuidados que valem para todo mundo Não use cotonete, grampo, chave ou vela dentro do ouvido: a cera é proteção e sai sozinha, e o objeto empurra e machuca. Seque a orelha com a ponta da toalha depois do banho e da piscina, sem introduzir nada no canal. Mantenha o volume do fone em torno da metade e faça pausas a cada hora de uso. Trate o nariz, porque boa parte do ouvido tampado começa na rinite e na congestão. Não pingue nada no ouvido por conta própria, principalmente se houver suspeita de tímpano perfurado. Leve a sério o teste da orelhinha do bebê e repita a avaliação se a família notar falta de resposta a sons. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se a audição cair de repente, ainda que de um lado só, porque perda súbita é urgência e o tempo de atendimento muda o resultado. Também quando houver dor de ouvido persistente, febre com dor, secreção ou sangue saindo pelo ouvido, tontura que derruba, zumbido que atrapalha o sono ou a concentração, sensação de ouvido tampado por mais de alguns dias, e sempre que houver dúvida sobre a audição de uma criança, em especial atraso para falar ou desatenção na escola. A maioria dessas queixas tem explicação simples, e o que atrasa a solução é tentar resolver em casa. Na OtorrinoDF, a avaliação do ouvido é feita nas quatro unidades de Brasília, com 33 especialistas e atendimento por mais de 60 convênios, além do particular.
- Polissonografia em Brasília: como funciona o exame do sono e quem precisa fazer
Dormir oito horas e acordar como se não tivesse dormido nada é uma queixa comum no consultório. O parceiro relata roncos altos e pausas na respiração. Durante o dia vem o cansaço, a dor de cabeça ao acordar e a dificuldade de manter a atenção. Quando esse conjunto aparece, entender o que acontece durante a noite costuma passar por um exame chamado polissonografia (estudo do sono). Em Brasília, muita gente chega até a clínica justamente com essa pergunta: onde fazer e como funciona. O que a polissonografia mede A polissonografia é um registro de várias funções do corpo ao mesmo tempo, ao longo de uma noite inteira de sono. Sensores colados na pele acompanham a atividade elétrica do cérebro, o movimento dos olhos, o tônus dos músculos, os batimentos do coração, o fluxo de ar pelo nariz e pela boca, o esforço do peito e do abdome para respirar, a posição do corpo e a quantidade de oxigênio no sangue. Com esses dados, o médico do sono consegue enxergar coisas que nenhum relato consegue descrever: quantas vezes a respiração parou ou ficou superficial, quanto tempo a pessoa passou em cada fase do sono, se o oxigênio caiu e em que momento, se existem movimentos involuntários das pernas. É um exame indolor, sem agulhas e sem radiação. Quem costuma precisar do exame Nem todo mundo que ronca precisa de polissonografia, e nem todo mundo que precisa ronca alto. O exame é solicitado quando a história clínica levanta a suspeita de um distúrbio respiratório do sono ou de outro problema que só aparece à noite. Alguns sinais que costumam motivar a avaliação: Ronco frequente, alto, que atrapalha quem dorme por perto Pausas na respiração percebidas por outra pessoa, ou despertares com sensação de sufoco Sono muito fragmentado, com várias idas ao banheiro ou despertares sem motivo claro Sonolência durante o dia, cochilos involuntários, risco de cochilar dirigindo Dor de cabeça ao acordar, boca seca, irritabilidade e falha de memória Pressão alta de difícil controle, arritmias ou alterações metabólicas sem explicação Em crianças, respiração de boca aberta, sono agitado, xixi na cama e queda no rendimento escolar Como é a noite do exame O paciente chega ao laboratório do sono no início da noite, com roupa confortável e os itens de higiene de uma viagem curta. Um profissional treinado posiciona os sensores, um a um, com adesivos e uma faixa elástica no tórax. Nada perfura a pele. Depois disso, a pessoa vai para o quarto, apaga a luz e dorme no seu próprio ritmo. A equipe acompanha os sinais de outra sala durante a noite. Pela manhã os sensores são retirados e o paciente segue para o trabalho ou para casa. O laudo não sai na hora: os dados precisam ser analisados trecho a trecho por um médico especializado em sono, e depois discutidos em consulta. É nessa conversa que o exame vira decisão de tratamento, e não antes. Polissonografia em casa ou no laboratório Existem equipamentos portáteis que registram parte desses dados na casa do paciente. São úteis em situações selecionadas, em geral quando a suspeita de distúrbio respiratório é alta e não há outras doenças associadas. O estudo completo em laboratório mede mais variáveis e permite corrigir sensores que se soltam durante a noite. Qual dos dois faz sentido é uma escolha clínica, caso a caso, e não uma questão de preferência. O ar seco de Brasília entra nessa conta Entre maio e setembro, a umidade do ar em Brasília despenca e a poeira aumenta. O nariz resseca, a mucosa inflama, o paciente passa a respirar pela boca à noite. Isso não cria uma doença do sono do nada, mas piora quem já tem obstrução nasal, desvio de septo ou alergia respiratória, e deixa o ronco mais evidente justamente nessa época. Por isso, no Distrito Federal, a avaliação do nariz caminha junto com a investigação do sono: tratar a obstrução nasal às vezes muda bastante o resultado, e em outros casos apenas melhora a adaptação ao tratamento indicado. Cuidados práticos antes e depois Alguns hábitos simples ajudam o exame a retratar uma noite representativa e não uma exceção: Mantenha a rotina do dia o mais parecida possível com a de sempre, sem cochilo extra à tarde Evite bebida alcoólica e café no fim do dia, porque alteram a arquitetura do sono Lave o cabelo e evite creme, gel ou óleo, que impedem a fixação dos sensores Leve a lista dos medicamentos que você já toma por orientação médica e não suspenda nada por conta própria Hidrate bem o nariz durante o dia, sobretudo na estiagem, conforme a orientação que você recebeu em consulta Leve seus exames anteriores e relatos de quem dorme com você, porque essa informação orienta o laudo Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o ronco é constante, se alguém já percebeu pausas na sua respiração enquanto dorme, se você acorda cansado na maioria dos dias ou sente sonolência que atrapalha o trabalho e a direção. Vale também quando o nariz vive entupido ou quando a criança dorme de boca aberta e agitada. O otorrinolaringologista examina as vias respiratórias, identifica o que obstrui a passagem do ar e define, junto com você, se a polissonografia é o próximo passo. O OtorrinoDF tem quatro unidades em Brasília, mais de trinta especialistas e atende por mais de sessenta convênios.
- Dor de garganta: o que funciona no tratamento
A dor de garganta é uma das queixas que mais levam gente ao consultório, e também uma das que mais geram automedicação. Ela aparece de repente, atrapalha engolir, falar e dormir, e quase sempre vem acompanhada da mesma pergunta: o que tomar para isso passar logo? A resposta honesta é que o tratamento depende da causa, e que existem medidas simples que aliviam bastante enquanto o quadro se resolve. Em Brasília, com a estiagem e o ar seco de boa parte do ano, essa queixa fica ainda mais frequente. Por que a garganta dói A dor vem da inflamação das mucosas que revestem a faringe (o fundo da garganta) e, em alguns casos, das amígdalas. Essa inflamação pode ter origem em uma infecção, em uma irritação por ar seco, poeira ou fumaça, no refluxo do conteúdo do estômago que sobe até a garganta, ou no esforço de voz de quem fala o dia inteiro no trabalho. Causas diferentes, sintoma parecido, condutas bem distintas. Por isso, a pergunta útil não é apenas o que tomar, e sim o que está inflamando a garganta. Um quadro de três dias com coriza e espirros não se parece com uma dor forte, febre alta e placas nas amígdalas, mesmo que os dois doam ao engolir. Viral ou bacteriana: a diferença que muda a conduta A maioria das dores de garganta é viral e vem junto de outros sinais de resfriado: nariz escorrendo, tosse, espirros, rouquidão, febre baixa ou ausente. Esses quadros melhoram sozinhos em poucos dias, e o tratamento é voltado ao alívio dos sintomas. Já a infecção bacteriana, especialmente pelo estreptococo, costuma se apresentar de outro jeito: dor intensa que começa rápido, febre mais alta, gânglios doloridos no pescoço, placas esbranquiçadas nas amígdalas e pouca ou nenhuma tosse. Esse é o cenário em que a avaliação médica faz diferença, porque o tratamento é outro. O exame da garganta e, quando indicado, um teste rápido ajudam a separar os dois. O ar seco de Brasília entra na conta Entre maio e setembro, a umidade relativa do ar em Brasília despenca e passa dias em níveis muito baixos. O ar seco resseca a mucosa da garganta e do nariz, reduz a proteção natural dessas vias e deixa a região mais vulnerável a irritações e a infecções. Muita gente acorda com a garganta arranhando porque dormiu de boca aberta, com o nariz entupido, em um quarto seco e com ventilador ligado a noite inteira. Some a isso a poeira da estiagem e a fumaça das queimadas e você tem o ciclo que se repete todo ano por aqui. O que ajuda nos primeiros dias Enquanto o quadro se define, algumas medidas simples reduzem o desconforto e não atrapalham o diagnóstico: Beber água ao longo do dia, em pequenos goles, para manter a mucosa hidratada. Usar umidificador ou deixar uma bacia com água no quarto durante a noite, principalmente na estiagem. Fazer lavagem nasal com soro fisiológico, porque nariz desobstruído evita dormir de boca aberta. Preferir alimentos mornos e macios, e evitar bebidas muito geladas ou muito quentes se elas aumentam a dor. Evitar fumaça de cigarro, incenso e ambientes com muita poeira. Poupar a voz, sem falar alto e sem cochichar, porque o cochicho também força as pregas vocais. Repousar e acompanhar a evolução, anotando a febre e há quantos dias os sintomas começaram. Por que não se automedicar Antibiótico não trata vírus, e usá-lo sem indicação não encurta um resfriado. O que ele faz é expor a pessoa a efeitos adversos e contribuir para a resistência bacteriana, um problema real que torna infecções futuras mais difíceis de tratar. Também é comum o antibiótico guardado em casa ser usado em dose e tempo errados, o que mascara o quadro sem resolvê-lo. Pastilhas, sprays e anti-inflamatórios comprados por conta própria têm o mesmo problema: aliviam o sintoma e podem esconder a evolução de um quadro que precisava ser examinado. Não existe um remédio único para dor de garganta, e a escolha depende da causa, da idade e do que a pessoa já usa. Essa conta quem faz é o médico, na consulta. Quando a dor deixa de ser passageira Dor de garganta que volta várias vezes ao ano, ou que dura semanas sem melhora, merece investigação. Pode estar ligada a amigdalites de repetição, a refluxo, a alergia respiratória mal controlada, à respiração pela boca ou ao uso intenso da voz. Nesses casos, tratar apenas a crise não resolve, porque o problema volta na próxima. A avaliação procura a causa de fundo e, dependendo do achado, a conduta vai do controle da alergia ao acompanhamento com fonoaudiologia ou, em situações selecionadas, à amigdalectomia (retirada das amígdalas). Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se a dor for intensa desde o início, se houver febre alta, placas nas amígdalas, gânglios doloridos no pescoço, dificuldade para engolir a própria saliva, voz abafada ou inchaço no pescoço, e também se os sintomas passarem de uma semana sem melhorar. Dificuldade para respirar, para abrir a boca ou para engolir líquidos pede atendimento no mesmo dia. No OtorrinoDF, a consulta inclui o exame da garganta e, quando necessário, a nasofibroscopia ou a videolaringoscopia para ver a região de perto. São 33 especialistas em 4 unidades de Brasília e mais de 60 convênios atendidos. Se a sua garganta dói com frequência, agende uma avaliação em vez de tentar mais um remédio por conta própria.
- Polissonografia em Brasília: como é o exame do sono
Tem gente que dorme oito horas e acorda como se não tivesse dormido nada. Levanta cansado, passa o dia bocejando, cochila no sofá às nove da noite e ouve de quem divide a cama que ronca alto e chega a parar de respirar por alguns segundos. Quando esse conjunto de queixas chega ao consultório, um dos caminhos mais comuns é o pedido de polissonografia, o exame que registra o que acontece com o corpo durante a noite. O que é a polissonografia A polissonografia é um exame que monitora várias funções do organismo ao mesmo tempo enquanto a pessoa dorme. Sensores colados na cabeça, no rosto, no peito, no abdome e no dedo registram a noite inteira sem causar dor e sem furar a pele. Não é um exame que se faz em cinco minutos numa sala: ele acompanha o sono real, do momento em que a pessoa apaga até acordar, porque é justamente durante o sono que os problemas aparecem. O que o exame mede O registro combina várias informações. A atividade elétrica do cérebro mostra em que fase do sono a pessoa está e quantas vezes ela desperta sem perceber. O fluxo de ar pelo nariz e pela boca, somado ao esforço do tórax e do abdome, revela as pausas respiratórias. O oxímetro no dedo acompanha a oxigenação do sangue e mostra se ela cai durante essas pausas. Ainda entram o ritmo do coração, os movimentos das pernas, a posição do corpo e a intensidade do ronco. Desse conjunto sai um índice que conta quantos eventos respiratórios acontecem por hora de sono. É esse número, lido junto com os sintomas e o exame clínico, que define se existe apneia obstrutiva do sono (pausas na respiração enquanto se dorme) e qual a gravidade. Quem costuma precisar do exame O pedido costuma aparecer quando há ronco alto e frequente, relato de pausas na respiração durante a noite, sono que não descansa, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça matinais, acordar várias vezes para urinar ou dificuldade de concentração e de memória. Pressão alta de difícil controle também entra na conta, porque o sono fragmentado sobrecarrega o sistema cardiovascular. Em crianças, chamam atenção o ronco, a respiração pela boca, o sono agitado e a queda no rendimento escolar. A ligação com o nariz, e o que isso tem a ver com Brasília Quem não respira bem pelo nariz tende a dormir pior. Obstrução nasal por desvio de septo, alergia ou aumento das adenoides faz a pessoa abrir a boca para respirar, o que favorece o ronco e agrava as pausas. Em Brasília, com a umidade do ar muito baixa durante a estiagem e a poeira em suspensão, a mucosa nasal fica irritada e inchada, e muita gente percebe que o sono piora exatamente nesse período. Por isso a avaliação do otorrinolaringologista costuma andar junto do exame: tratar o nariz muda o resultado do tratamento como um todo. Como é a noite do exame Na versão feita em laboratório do sono, a pessoa chega no fim da tarde ou à noite, em um quarto individual. Um técnico posiciona os sensores com calma, o que leva de trinta a quarenta minutos, e depois é só dormir. O técnico acompanha o registro de outra sala e pode reposicionar qualquer sensor que se solte. Pela manhã os sensores são retirados e a pessoa segue a rotina normalmente. Existe também a polissonografia domiciliar, com equipamento portátil levado para casa, indicada em situações selecionadas. Qual das duas se aplica ao seu caso é decisão do médico que solicitou. Como se preparar Mantenha a rotina do dia normal, sem cochilos longos à tarde, para chegar com sono de verdade. Evite café, chá preto, refrigerante à base de cola e energético a partir do meio da tarde. Não beba álcool no dia do exame, porque ele altera a respiração durante o sono e distorce o registro. Lave o cabelo e não use creme, gel, óleo ou spray, já que os sensores precisam aderir ao couro cabeludo. Leve roupa de dormir confortável, de duas peças, e os itens de higiene que você usa antes de deitar. Leve a lista dos medicamentos que usa e não suspenda nenhum por conta própria, converse antes com quem pediu o exame. Se a rotina for dormir tarde ou acordar cedo, avise a equipe na chegada, para que o registro seja interpretado no contexto certo. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar uma avaliação se você ronca alto quase todas as noites, se alguém já percebeu que sua respiração para enquanto você dorme, se acorda cansado mesmo depois de uma noite inteira na cama, se sente sonolência em situações em que não deveria, como dirigindo ou em reunião, ou se convive com nariz entupido crônico e respiração pela boca. Em crianças, ronco frequente e sono agitado merecem avaliação mesmo sem outras queixas. A polissonografia não é o começo da história nem o fim dela: é a parte que mostra objetivamente o que acontece à noite, e serve para orientar a conduta. A consulta é que define se o exame é necessário, qual modalidade faz sentido e o que fazer com o que ele mostrar. No OtorrinoDF, o atendimento acontece em quatro unidades em Brasília, com equipe de especialistas e mais de sessenta convênios.
- Dor de garganta que não passa: o que pode estar por trás
Dor de garganta quase todo mundo já teve, e na maioria das vezes ela vai embora sozinha em poucos dias. O problema é quando não vai. Passa uma semana, passam duas, e aquele incômodo continua ali, às vezes mais fraco, às vezes voltando com força ao acordar. É uma das queixas que mais chegam ao consultório em Brasília, e ela merece atenção justamente porque uma dor que não passa raramente tem a mesma causa de uma dor que dura três dias. Quanto tempo uma dor de garganta costuma durar A dor de garganta causada por infecção comum, sobretudo viral, costuma atingir o pico em dois ou três dias e melhorar de forma clara até o sétimo dia. Quadros bacterianos, quando avaliados e tratados por um médico, também tendem a dar trégua rápido. Por isso, a régua prática é simples: dor que ultrapassa dez a quatorze dias sem melhora consistente deixou de ser um resfriado e virou outra história. Não significa necessariamente algo grave, mas significa que vale investigar em vez de esperar mais. O clima seco de Brasília é a explicação mais frequente Aqui a resposta muitas vezes está no ar. Entre maio e setembro, a umidade despenca e em muitos dias fica abaixo de vinte por cento. Some a isso a poeira, a fumaça de queimadas e o ar condicionado ligado o dia inteiro no escritório e no carro. A mucosa da garganta resseca, perde parte da camada de muco que a protege e passa a doer continuamente, mesmo sem infecção nenhuma. É a chamada faringite irritativa, e ela tem uma assinatura típica: pior ao acordar, sem febre, com pigarro e sensação de garganta áspera que melhora um pouco depois de beber água. Quando a garganta é vítima, e não a origem do problema Boa parte das dores persistentes nasce fora da garganta. A causa mais comum é o gotejamento pós nasal, quando rinite ou sinusite mal controladas fazem secreção escorrer pelo fundo do nariz e irritar a região de forma contínua. Outra suspeita frequente é o refluxo laringofaríngeo (retorno do conteúdo do estômago em direção à garganta), que costuma dar pigarro, rouquidão pela manhã e sensação de bolo na garganta, muitas vezes sem azia alguma. Respirar pela boca durante o sono, roncar, falar muito no trabalho, fumar ou conviver com fumaça também mantêm a garganta inflamada sem que exista qualquer micróbio envolvido. Dor de garganta pega? O que passa de uma pessoa para outra Essa é uma dúvida constante, e a resposta depende da causa. O que se transmite não é a dor em si, e sim a infecção que a provocou. Vírus de resfriado e gripe e bactérias como o estreptococo passam de uma pessoa para outra por gotículas de saliva, tosse, espirro e objetos compartilhados. Já a dor causada por ar seco, alergia, refluxo ou uso excessivo da voz não é contagiosa: ninguém pega a sua garganta irritada pelo clima. Na dúvida, os primeiros dias de um quadro com febre são o período de maior transmissão, e é neles que os cuidados de convívio fazem mais diferença. Cuidados práticos enquanto você investiga Beba água ao longo do dia, em pequenas quantidades e sem esperar a sede. É o cuidado que mais protege a mucosa na estiagem de Brasília. Umidifique o quarto à noite, com umidificador ou uma bacia com água, e evite dormir com o ar condicionado apontado para você. Faça a higiene nasal com soro fisiológico se você tem rinite: reduzir o gotejamento pós nasal costuma aliviar a garganta junto. Poupe a voz nos dias de crise, evitando falar alto, gritar ou forçar o volume em ambientes barulhentos. Evite cigarro, fumaça de queimada e ambientes empoeirados, que mantêm a irritação viva. Se houver suspeita de refluxo, evite refeições pesadas perto da hora de dormir e observe se os sintomas melhoram. Não insista em pastilhas e sprays de farmácia por semanas nem repita a receita de um episódio anterior: eles mascaram o sintoma e adiam o diagnóstico. Sinais que não devem esperar Alguns quadros pedem avaliação rápida, sem completar as duas semanas. Dor forte de um lado só que vai piorando, dificuldade para engolir a própria saliva, dificuldade para abrir a boca, voz abafada, inchaço no pescoço que persiste, febre alta que não cede, rouquidão que dura mais de três semanas, perda de peso sem explicação ou qualquer sensação de falta de ar merecem atendimento sem adiamento. Quando procurar o otorrinolaringologista Se a dor já passou de duas semanas, se ela volta várias vezes ao ano ou se veio acompanhada de rouquidão persistente, o caminho é a avaliação com o otorrinolaringologista. A consulta costuma resolver a dúvida que meses de tentativa e erro não resolvem, porque o exame permite ver o que está acontecendo por dentro, com videonasofibrolaringoscopia (exame que usa uma ótica fina para visualizar o nariz e a laringe) quando necessário. No OtorrinoDF são quatro unidades em Brasília, 33 especialistas e mais de 60 convênios atendidos, para que uma garganta que não dá trégua deixe de ser um incômodo adiado.
- Ouvido entupido: por que acontece e como desentupir sem machucar
A sensação é inconfundível: o som do mundo fica abafado, a própria voz parece ecoar dentro da cabeça e vem aquela vontade quase automática de enfiar o dedo ou um cotonete no ouvido para resolver. Ouvido entupido é uma das queixas mais comuns no consultório de otorrinolaringologia e, na maioria das vezes, tem solução simples. O problema é que a tentativa caseira de desentupir costuma piorar exatamente aquilo que se queria resolver. Por que o ouvido entope O ouvido não é um tubo aberto. Ele tem um canal externo que termina no tímpano, e atrás do tímpano existe uma cavidade que se comunica com o fundo do nariz por um canal estreito, a tuba auditiva. Esse canal precisa abrir de vez em quando para equilibrar a pressão dos dois lados. Quando alguma coisa bloqueia o caminho externo ou impede a tuba de abrir, o tímpano deixa de vibrar com liberdade e o cérebro interpreta isso como ouvido tampado. As causas mais frequentes A primeira é o excesso de cerume (cera do ouvido). A cera não é sujeira: ela protege, hidrata e tem ação antimicrobiana. O incômodo aparece quando ela se acumula e forma uma rolha, quase sempre porque foi empurrada para dentro por cotonete, grampo ou pela ponta do fone de ouvido. A segunda é a disfunção da tuba auditiva, muito ligada ao nariz. Resfriado, alergia respiratória e sinusite inflamam a mucosa e fecham a entrada da tuba. Por isso tanta gente fica com o ouvido tampado justamente na semana em que o nariz estava congestionado, e não antes. Há ainda o acúmulo de líquido atrás do tímpano, comum em crianças depois de infecções de repetição, e as variações bruscas de pressão em voos, mergulhos e descidas de serra. Água retida no canal depois da piscina, corpo estranho e alterações da audição também entram na lista, e é justamente por serem tantas possibilidades que o autodiagnóstico erra com facilidade. Brasília entope o ouvido pelo nariz Aqui a conexão entre nariz e ouvido fica escancarada. Na estiagem, entre maio e setembro, a umidade relativa do ar cai a níveis muito baixos e a poeira permanece suspensa por não haver chuva para assentá-la. A mucosa nasal resseca, incha e reage, o que atrapalha o funcionamento da tuba auditiva. Some o ar-condicionado de escritório, a fumaça de queimada e as alergias típicas da época, e a queixa de ouvido tampado se multiplica nos consultórios da cidade nesse período. Em muitos desses casos, tratar o nariz é o que desentope o ouvido. Por que o cotonete piora tudo O canal do ouvido se limpa sozinho. A pele dele empurra a cera para fora naturalmente, e o banho já dá conta do que chega à entrada. Ao introduzir o cotonete, a maior parte da cera é empurrada para o fundo, onde se compacta contra o tímpano. O resultado é uma rolha mais dura, mais funda e mais difícil de remover, muitas vezes com o canal já irritado ou machucado pelo atrito. O mesmo vale para grampos, chaves, velas auriculares e objetos improvisados, que podem ferir a pele e até perfurar o tímpano. O que ajuda e o que evitar Enquanto você organiza a avaliação, algumas medidas são seguras e podem aliviar: Boceje, mastigue chiclete ou engula saliva com frequência: esses movimentos abrem a tuba auditiva e ajudam a equilibrar a pressão. Faça lavagem nasal com soro fisiológico, sobretudo em dias secos, porque o nariz desobstruído facilita o trabalho do ouvido. Beba água ao longo do dia e umidifique o ambiente, principalmente o quarto durante a noite. Em voos, mantenha-se acordado na descida e engula com frequência, que é o momento crítico da variação de pressão. Depois da piscina ou do banho, incline a cabeça para o lado e seque apenas a parte externa com a toalha. Não introduza cotonete, grampo, chave ou qualquer objeto no canal do ouvido. Não pingue nada no ouvido por conta própria, nem produto de farmácia nem receita caseira com óleo ou água oxigenada. Se houver perfuração do tímpano, o líquido alcança a orelha média. Evite a vela auricular, prática sem eficácia comprovada e com risco real de queimadura. Como é a avaliação no consultório O otorrinolaringologista começa com a otoscopia, um exame rápido e indolor em que o canal e o tímpano são visualizados com um otoscópio. Só isso já distingue a rolha de cera de uma inflamação, de líquido atrás do tímpano ou de um canal apenas irritado. Quando é cera, a remoção é feita em consultório, com aspiração, instrumentos próprios ou irrigação, conforme o caso, e o alívio costuma ser imediato. Se a suspeita for de disfunção da tuba ou de alteração auditiva, podem ser solicitados exames complementares como audiometria e imitanciometria, que medem a audição e o comportamento do tímpano. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o ouvido continuar tampado por mais de alguns dias, se houver dor, febre, secreção ou sangramento, se a audição cair de forma perceptível ou súbita, se aparecer zumbido persistente ou tontura junto do entupimento, ou se o incômodo for em criança pequena, que nem sempre sabe descrever o que sente. Perda auditiva que surge de repente, em um ouvido só, merece atendimento rápido, porque o tempo até a avaliação faz diferença no resultado. No OtorrinoDF, o atendimento acontece em quatro unidades do Distrito Federal, com equipe de especialistas e mais de sessenta convênios. Ouvido tampado quase nunca é grave, mas resolver do jeito certo evita o machucado que vem da tentativa de resolver sozinho.
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