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  • Afinal, como fazer a higiene do ouvido?

    Quando o assunto é cuidar do nosso corpo, todos sabemos como é importante dormir em média 8 horas por noite, praticar exercícios físicos regularmente, ir ao dentista 2 vezes ao ano e ter uma alimentação equilibrada, mas você já parou para pensar em como deve ser a higiene do ouvido? Quase todo mundo já fez isso pelo menos uma vez na vida: usou uma haste de algodão, tampa de caneta, chave, lápis ou qualquer outro utensílio fino na tentativa de coçar a orelha. Embora seja um comportamento muito comum, que promove certo alívio ou satisfação momentânea, esse ato pode ser bastante arriscado para a nossa saúde. Diariamente nossos ouvidos recebem diversos estímulos, eles são os responsáveis por captar sons externos e transmiti-los ao cérebro. Também são fundamentais na manutenção do equilíbrio e da postura do corpo humano, sendo assim, merecem um cuidado especial. Com o objetivo de ajudá-lo a entender melhor o ouvido e como cuidar adequadamente dele, trouxemos algumas dicas e informações úteis. Continue a leitura e descubra! Por que o corpo produz cera? Primeiro, é necessário desmascarar um mito. Muita gente acredita que aquela substância pegajosa e amarelada que é produzida na parte externa do canal auditivo — também conhecida como cerúmen — é uma coisa suja ou sem utilidade. Isso não é verdade! O cerúmen é produzido naturalmente pelas glândulas presentes na parte externa do ouvido. A quantidade, consistência e viscosidade variam devido a inúmeros fatores, como idade e genética. Ele desempenha vários papéis importantes: protege a pele do canal auditivo, auxilia na limpeza e na lubrificação e fornece proteção contra bactérias, fungos, insetos, poeira, água e outros detritos. Como deve ser feita a higiene do ouvido? A cera geralmente é eliminada das orelhas por conta própria. Esse processo é desencadeado pelos movimentos da nossa mandíbula ao falar, mastigar ou bocejar. Sendo assim, a maioria das pessoas não precisa limpar internamente os ouvidos. Ainda que seja um agente protetor, quando se torna muito espessa, produzida em excesso, ou não é eliminada naturalmente, tende a se acumular no canal auditivo e formar tampões. Causando sintomas desconfortáveis, por exemplo, redução ou perda de audição, dor e tontura. Para mantê-lo limpo, o recomendado é deixar a natureza seguir seu curso e simplesmente usar uma toalha, disco de algodão ou lenço umedecido envolvido no dedo para limpar delicadamente a orelha, preferencialmente após o banho. Não importa o quão cuidadoso você seja, a inserção de quaisquer instrumentos no ouvido representa uma ameaça e podem permitir que bactérias e fungos penetrem mais facilmente nessa região. Quais os problemas podem surgir com as tentativas de limpeza? Uma causa comum do acúmulo de cerúmen é o uso de objetos na tentativa de limpar o canal auditivo. Inserir esses itens está associado a vários riscos. O primeiro é que a maioria das tentativas de limpeza simplesmente empurra o conteúdo mais profundamente para dentro do canal. O que dificulta a remoção do excesso e provoca um bloqueio. Além disso, força a cera contra o tímpano e cria uma parede que atrapalha a passagem do som capaz até mesmo de impedir as vibrações do tímpano. Em algumas situações, as bactérias se acumulam por trás desse bloqueio e geram uma infecção no ouvido externo. Outro grande perigo é ocasionar trauma no tímpano, o que pode ser muito doloroso e difícil de reparar, exigindo, muitas vezes, uma intervenção cirúrgica. Uma perfuração também aumenta o risco de infecções e de outros danos adicionais. A perda auditiva costuma acompanhar esses quadros. Os sintomas de infecção incluem: sensação de ouvido tapado; dor no ouvido; febre; coceira na orelha; mau cheiro ou presença de pus; tontura ou vertigem; zumbido; diminuição da audição. Em casos menos frequentes, a pele delicada que reveste a parede do canal auditivo pode ser perfurada. Se o sangue se misturar com a cera, a substância congela e endurece, e pode ficar presa. Isso pode ser difícil de remover a seco sem provocar ferimentos e sangramento. Nessas circunstâncias, o cerúmen precisa ser amolecido e removido usando ferramentas especiais, como um irrigador de água, curetas e ou sucção. Cada ouvido tem uma forma única e algumas pessoas têm problemas em mantê-los limpos, porque acúmulos maiores de cera podem tornar algumas regiões menos acessíveis. Talvez você esteja se perguntando o que fazer se o excesso realmente estiver incomodando. Nessas horas, esqueça as opções caseiras — nada de procurar na internet saídas práticas e rápidas. O ideal é deixar que um especialista faça a remoção do excesso. Não use gotinhas de álcool, água boricada ou outros líquidos para tentar amaciar o cerúmen. Pois, se o problema não for esse, as gotas podem piorar a situação. Procure um serviço de otorrinolaringologia antes de fazer uso dessa ou de qualquer outro tipo de substância. Quem faz uso de aparelhos auditivos deve ter ainda mais cuidado com quantidades grandes de cera, porque ela pode interferir com o bom funcionamento do dispositivo e danificar seus componentes. É importante saber que o uso desses dispositivos aumenta as chances de acúmulo, portanto, todos os usuários devem ficar atentos a boa higiene dessa área. Outra recomendação é visitar regularmente o profissional que o acompanha, pois, se necessário, ele removerá com segurança o cerúmen acumulado. Como cuidar do ouvido? Existem diversas formas de manter sua saúde auditiva, conheça algumas: limpe apenas a área externa, conhecida como aurícula; não introduza nenhum objeto pontiagudo no ouvido; evite os fones intra-auriculares para escutar música; limite sua exposição a ruídos altos usando proteção auditiva; tenha atenção durantes as viagens de avião; use tampões ou toucas ao nadar para evitar a entrada de água; em caso de coceira excessiva ou dor, busque orientação médica. A manutenção dos cuidados e da higiene do ouvido deve fazer parte da nossa rotina. Verificar se há excesso de sujeira, cera excessiva, problemas de pele e outros fatores potencialmente prejudiciais deve ser um hábito frequente a fim de garantir uma audição saudável. Agende sua consulta na OtorrinoDF pelo site, ou ligue (61) 3542-2803.

  • Dor no ouvido: tudo que você precisa saber

    Quem já passou por isso sabe o tanto que incomoda aquele desconforto insistente capaz de distrair todos os nossos pensamentos e tirar qualquer um do sério, estamos falando da dor no ouvido. Um problema de saúde comum que afeta diariamente milhares de crianças e adultos em todo o mundo. O sintoma pode estar associado às doenças no próprio ouvido, alterações em estruturas próximas ou em outras mais distantes. Em algumas circunstâncias a dor é tão forte que leva o indivíduo a tomar medidas desesperadas e arriscadas, em vez de recorrer a uma clínica médica de otorrinolaringologia — o que agrava a situação. Ainda que intensa, essa queixa não costuma ser grave, mas, mesmo assim, requer atenção e cuidado. Afinal, o ouvido é responsável não só pela nossa audição como também pelo equilíbrio do nosso corpo. Buscando ajudá-lo a conhecer melhor o seu canal auditivo e a entender as causas e tratamentos, evitando possíveis complicações desse mal, trouxemos este post completo. Aqui você encontrará todas as informações que necessita sobre o assunto. Confira a seguir! 1. O que é dor de ouvido? A dor no ouvido, também conhecida como otalgia, geralmente surge como uma sensação de queimação, pontadas, pressão ou ainda uma dor afiada e maçante. É capaz de afetar ambos os lados de uma vez ou apenas um deles. Pode ser constante ou do tipo transitória — aquelas que surgem e desaparecem repentinamente — e acompanhada de zumbido. 2. Qual é a anatomia do ouvido? Para explicar melhor as causas desse sintoma, é preciso entender a estrutura do nosso ouvido, que é dividido em três partes: externa, média e interna. O ouvido externo inclui o pavilhão auricular — que chamamos de orelha — e o canal auditivo que tem o formato de um tubo. A orelha é quem recebe o som e o encaminha para o ducto que tem cerca de 2,5 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro. O tímpano é uma membrana rígida e sensível em formato de cone e está localizada ao fim desse canal, separando o ouvido externo do médio. Sua função é transformar os sons do ar em vibrações e transmiti-las aos pequenos ossos que estão logo adiante. No ouvido médio existe um compartimento cheio de ar. No seu interior estão três dos menores ossos do corpo, chamados martelo, bigorna e estribo. Esses ossos estão conectados uns aos outros e são responsáveis pela amplificação dos sons — o último no grupo, estribo, também faz contato com o ouvido interno. O espaço aéreo do ouvido médio se conecta à parte de trás do nariz pela Trompa de Eustáquio. Uma passagem que vai até o início da garganta e permite que o ar penetre no ouvido médio, responsável pela regulação da pressão . Já o ouvido interno tem dois componentes. Uma delas é a cóclea uma câmara em forma de caracol cheia de líquido e células ciliadas especialmente sensíveis. São essas células que transformam ondas sonoras em sinais elétricos que serão, então, passados pelos nervos até o cérebro. Lá serão recebidos e interpretados, gerando a compreensão dos diferentes sons. O outro componente é o sistema vestibular, que ajuda no equilíbrio. Constituído por uma rede de tubos, denominados canais semicirculares, além do vestíbulo. Suas células detectam movimentos em vez de som e asseguram a conservação do equilíbrio corporal. 3. Causas da dor no ouvido? Uma pessoa com otalgia sente desconforto no ouvido externo, médio ou interno. A dor pode ser causada por uma lesão, inflamação ou infecção ou outras condições. Confira agora as principais  causas relacionadas a cada área. 3.1 Otite Média Toda infecção do ouvido é chamada de otite. A otite média é uma causa extremamente comum de dor de ouvido em crianças, especialmente em idade pré-escolar. Os motivos são relacionados ao tamanho e imaturidade da tuba auditiva. Ela também pode ocorrer em adultos, mas é menos frequente. A otite média é causada por um vírus ou por bactérias que levam a um acúmulo de líquido atrás do tímpano. Essa infecção pode ser resultado de uma gripe, resfriado, alergia ou infecção respiratória. Uma vez que, tais situações causam inchaço nas mucosas do nariz e da garganta, reduzindo as defesas naturais do organismo e a eliminação de bactérias pelas narinas. Se as condições forem adequadas, os germes entram no ouvido médio por meio das Trompas de Eustáquio ou causam um bloqueio na tuba auditiva, preparando o terreno para o desenvolvimento de uma infecção. Outros fatores de risco para a otite média são: ausência de aleitamento materno; uso da mamadeira, principalmente na posição deitada; frequentar creches; exposição ao fumo passivo; histórico familiar; mudanças de clima; infecções respiratórias frequentes; condições de carência econômica; Síndrome de Down. O acúmulo de líquido no ouvido durante a otite média causa dor, inchaço e vermelhidão. O que é chamado de otite média aguda e também impede que o tímpano vibre adequadamente, resultando, normalmente, em problemas auditivos temporários. O fluido que permanece no ouvido médio pode levar à otite média grave ou infecção do ouvido médio. Essa condição tende a se tornar crônica e resultar em recorrências frequentes de infecções agudas ou até mesmo em dificuldades na audição. 3.2 Otite externa A otite externa é uma infecção da pele do canal auditivo, mais comum em adultos do que em crianças. Nosso canal auditivo é um túnel estreito, quente e fechado, o que o torna um bom ambiente para que os germes cresçam, se tiverem uma chance. A maioria das infecções nessa região é causada por esse tipo de agente biológico. Algumas situações podem torná-lo mais propenso a otite externa. Veja alguns exemplos logo abaixo. 3.2.1 Substâncias que entram no ouvido Se você regularmente recebe água nesse canal, saiba que isso fornece uma condição ideal para germes se desenvolvam no local. As bactérias que causam uma infecção no ouvido externo não vivem necessariamente na água. A maioria delas já está no canal auditivo ou são adquiridas na vida cotidiana. No entanto, a água ou outros líquidos estranhos no ouvido são capazes de fornecer um terreno ideal para o seu crescimento. A umidade também costuma causar coceira, assim você pode arranhar ou cutucar a orelha e danificar a pele no canal auditivo o que causa inflamação. Assim, a pele já inflamada pode rapidamente ser infectada. Desse modo, um círculo vicioso se desenvolve, pois os sintomas causam mais coceira o que tende a piorar a situação. Caso caia shampoo, spray de cabelo ou outros produtos em seu ouvido, isso pode ter o mesmo efeito da água ou ser ainda pior, já que os produtos químicos irritam muito mais a pele sensível do canal. A otite externa é muito mais comum em praticantes de natação, devido ao contato maior com água e à entrada dela no canal auditivo, por isso, essa infecção é também chamada de otite do nadador. 3.2.2 Problemas de pele Eczema ou psoríase podem afetar o canal auditivo e tornar a pele inflamada e escamosa. Se isso acontecer, a otite externa é mais provável. 3.2.3 Uso de hastes de algodão A pele morta do canal auditivo move-se lentamente para fora, transportando fragmentos de resíduos para longe do tímpano. O uso de hastes flexíveis de algodão no ouvido vai contra esse processo e faz com que a pele morta e a cera se acumulem. O que pode irritar o delicado revestimento do canal auditivo e causar inflamação. 3.2.4 Cera de ouvido excessiva Isso pode levar ao aprisionamento de água e detritos no canal auditivo e bactérias costumam prosperar nestas condições, assim a infecção ocorre facilmente. 3.2.5 Infecções do ouvido médio Em algumas vezes, a otite média produz secreções persistentes, que ficam presas no canal auditivo e causam a otite externa. 3.3 Otite interna A otite interna, mais conhecida como labirintite, refere-se à inflamação do ouvido interno como resultado de uma infecção. O ouvido interno consiste em muitas estruturas responsáveis por manter o equilíbrio e apoiar a audição, de modo que uma infecção nessa parte da orelha consegue perturbar ambas as funções. Existem diferentes causas de otite interna. Veja algumas logo mais. 3.3.1 Traumatismo na cabeça Um trauma ou lesão direto na cabeça pode resultar em otite interna. Isso ocorre porque esse tipo de trauma é capaz de provocar uma inflamação no ouvido interno ou perfurar o tímpano. 3.3.2 Infecções virais e bacterianas Uma variedade de vírus e infecções bacterianas pode levar à otite interna — como gripe, caxumba, sarampo, herpes-zoster e outras infecções respiratórias. Dependendo do vírus que causou a otite interna, o resultado é uma perda auditiva permanente, especialmente se o tratamento não for realizado imediata e corretamente. Infecções do ouvido interno com uma causa bacteriana geralmente resultam de patógenos no corpo ou no cérebro. As toxinas desses organismos atingem o ouvido interno, causando infecção. De forma geral, qualquer patógeno capaz de atingir o ouvido interno pode gerar uma infecção. Todavia, é muito raro que a bactéria penetre no ouvido interno porque, em geral, causam a infecção no ouvido externo ou no ouvido médio, e os sintomas levam a pessoa a procurar ajuda médica. 3.3.3 Condições autoimunes Nessas situações, o sistema imunológico ataca-se injustamente, causando inflamação. As doenças autoimunes são crônicas e muitas não são bem compreendidas. Mesmo alergias são consideradas uma condição autoimune, então quando o corpo encontra um alérgeno, causa uma reação, que pode levar à inflamação do ouvido interno. 3.3.4 Medicamentos e substâncias Substâncias que viajam pela da corrente sanguínea podem finalmente chegar ao ouvido interno. Medicamentos, álcool, drogas e outras toxinas são causas que contribuem para a otite interna. Algumas toxinas também são capazes de causar perda auditiva irreversível. 3.4 Barotrauma Embora as aeronaves atuais sejam pressurizadas a fim de que as alterações na pressão do ar sejam minimizadas, muitos passageiros ainda sofrem com o barotrauma. Trata-se de uma lesão que provoca a perda parcial da audição, dor no ouvido e sensação de empastamento nos ouvidos que geralmente somem depois que o equilíbrio da pressão é restabelecido. Essa manifestação costuma ocorrer quando um avião está decolando e, às vezes, persiste após a aterrissagem. Os sintomas variam de intensidade, desde incômodos leves até extremamente dolorosos, mas, quase sempre, desaparecem em 20 a 30 minutos após o pouso. A causa do barotrauma é bem compreendida. O tímpano retrai-se devido a rápidas mudanças de pressão quando o avião passa de uma grande altitude para a baixa pressão atmosférica em direção ao solo, onde a pressão do ar é muito maior. O tubo de Eustáquio normalmente drena secreções do ouvido médio e ar até a garganta. Porém, quando existe um diferencial de pressão, como em um plano descendente, o ar de baixa pressão e tende a ficar preso no meio do ouvido. Esse tubo compensa essas mudanças, permitindo que um pouco mais de ar seja bombeado para dentro ou para fora do ouvido médio. Entretanto, isso é, algumas vezes, difícil de acontecer devido às diferenças na pressão no ouvido e no avião — o que cria um vácuo que puxa o tímpano para dentro. No processo, o tímpano é esticado — o que é doloroso — e é incapaz de vibrar naturalmente prejudicando, assim, a audição. O barotrauma é normal em crianças porque suas trompas de Eustáquio são mais estreitas do que as do adulto, o que faz com que sejam bloqueadas mais facilmente. Por isso, ao fazer uma viagem com criança é preciso ainda mais atenção. O barotrauma também pode ser causado por mergulho, câmaras hiperbáricas de oxigênio e explosões próximas ao ouvido. Além disso, algumas pessoas podem sofrer um caso menor de barotrauma ao andar de elevador em um prédio alto ou visitar regiões com elevada altitude. 3.5 Outras causas Razões menos frequentes de queixas de dores no ouvido incluem: disfunção temporomandibular; objetos estranhos no ouvido; tímpano perfurado; bruxismo; nascimento do dente do siso; sinusite; neuralgia do trigêmeo ou dor crônica do nervo facial; artrite que afeta a mandíbula. 4. Quais são os sintomas da dor de ouvido? Além da dor, os sintomas mais frequentes dependem da causa ou origem do problema. Veja os relacionados a cada parte do ouvido: 4.1 Ouvido médio dor profunda, devido à pressão do fluido no tímpano; drenagem de líquido da orelha; dificuldade de audição no ouvido afetado; pressão no ouvido; leve tontura; possível febre. 4.2 Ouvido externo sensação de audição abafada; dor ao puxar ou empurrar a orelha; coceira no ouvido; vermelhidão e inchaço da orelha; produção de água ou pus; febre. 4.3 Ouvido interno vertigem, sensação que tudo está girando; perda do equilíbrio; perda auditiva; náuseas e vômitos; diminuição da audição; zumbido no ouvido. 4.4 Sintomas associados a outras causas de dor de ouvido Quando a dor ocorre devido a uma doença ou lesão de uma estrutura próxima ao canal auditivo, os sintomas específicos estarão relacionados a essa área. Por exemplo, a inflamação da articulação temporomandibular pode levar à dor de ouvido, mas, na maioria das vezes, também está associada a desconforto ao abrir a boca ou mastigar. Problemas dentários ou na gengiva também são capazes de causar dor de ouvido, mas apenas como um sintoma. 5. Como identificar dor de ouvido? Uma dor de ouvido é ainda mais problemática em crianças e bebês, e reconhecer problemas nessa região delas pode ser difícil. Assim, muitos pais ficam desesperados, pois percebem a criança doente, mas não sabem onde está localizada a dor. Por isso, é importante ficar atento a alguns sinais: bebês que parecem desanimados ou irritados; crianças que ficam puxando ou esfregando a orelha; temperatura alta, acima de 38 graus; má alimentação em bebês ou perda de apetite em crianças; problemas de sono e inquietação durante a noite; tosse e nariz escorrendo; não escutar tão bem quanto o normal; problemas de equilíbrio. 6. Quais os tipos de tratamento? Os sintomas de dores no ouvido — quando não relacionados a problemas mais sérios — geralmente melhoram nos primeiros dois dias. A maioria das infecções desaparecem sozinhas dentro de uma a duas semanas e sem qualquer tratamento específico. Um médico é capaz de diagnosticar uma infecção no ouvido ou outra condição com base nas queixas que você descreve e por meio de um ou mais exames. Ele provavelmente usará um instrumento iluminado chamado otoscópio a fim de observar as orelhas, a garganta e a passagem nasal. E também ouvirá o paciente respirar com a ajuda de um estetoscópio. O profissional pode realizar outros testes diagnósticos se houver alguma dúvida durante a investigação, se a condição não tiver respondido a tratamentos anteriores ou se houver outros problemas que pareçam graves. Algumas infecções de ouvido se resolvem sem tratamento com antibióticos, apenas com a inclusão de analgésicos ou anti-inflamatórios de uso tópico ou via oral. O melhor para cada pessoa depende de muitos fatores, incluindo a idade e a gravidade dos sintomas. Todavia, algumas evidências sugerem que a terapia com antibióticos pode ser benéfico em certas situações — tudo depende da avaliação médica individual. Caso esse tipo de tratamento seja receitado, certifique-se de — mesmo depois dos sintomas terem melhorado — usar todo o antibiótico conforme indicado até o fim. Não fazer isso pode resultar em infecções recorrentes e resistência das bactérias aos medicamentos antibióticos. Converse com seu médico caso haja dúvidas sobre o uso de medicações, possíveis efeitos colaterais ou qualquer preocupação sobre o assunto. 6.1 Gerenciando a dor O médico o aconselhará sobre tratamentos para diminuir a dor de uma infecção no ouvido. Algumas opções são as seguintes: usar uma compressa quente: colocar um pano quente e úmido ou uma compressa sobre o ouvido afetado pode diminuir a dor. Preste atenção para que a água não entre no canal auditivo. Além disso, é importante não queimar a pele; tomar medicação para aliviar a dor: use os medicamentos, conforme indicado na receita ou bula. Tenha cuidado ao administrar aspirina a crianças ou adolescentes, porque ela tem sido associada à síndrome de Reye. Em caso de dúvidas sobre a composição, converse com o seu médico. 6.2 Monitoramento Crianças com infecções frequentes, insistentes ou com líquido persistente no ouvido, provavelmente precisarão ser monitoradas de perto. Converse com seu otorrino sobre a necessidade de agendar consultas de acompanhamento. Ele poderá recomendar testes regulares de audição ou outros procedimentos. 7. Quando devo procurar um médico? Na maioria dos casos, as dores de ouvido são autolimitadas e não requerem atenção médica urgente. No entanto, a pessoa deve consultar imediatamente um médico se: existirem outros sintomas, como febre alta, erupções na pele, vômitos, confusão mental ou sonolência; o bebê tiver menos de 3 meses de idade ou menos de 6 meses e a temperatura corporal é acima de 38° C; a criança tem menos de 2 anos e apresenta dor ou secreção em ambas orelhas; a dor não melhorou após 4 dias, isso vale para qualquer faixa etária; o ouvido apresenta secreção, vermelhidão ou inchaço; há algo preso no ouvido; a dor é intensa e não passa mesmo com o uso de analgésicos ou é associada a alguma perda auditiva; ocorre vertigem, especialmente se também houver perda auditiva; a pessoa tem outras doenças capazes de afetar sua capacidade de combater uma infecção. O tratamento adequado para a infecção do sistema auditivo deve eliminar qualquer complicação. Se você tiver uma dor no ouvido associada a uma infecção e ficar muito tempo sem tratamento, corre o risco de perder permanentemente a audição ou que a infecção se espalhe para outras partes da sua cabeça. Por se tratar de um sintoma, a melhor maneira de prevenir a dor de ouvido é evitar as doenças que a causam. Essa prevenção deve ser feita por meio de medidas simples tais como: adotar hábitos higiênicos para evitar a contaminação, evitar a fumaça do cigarro; secar cuidadosamente as orelhas depois de nadar ou tomar banho; não usar objetos para limpar o ouvido; minimizar a exposição de bebês e crianças a outras pessoas com resfriados ou infecções do trato respiratório; não compartilhar talheres, copos ou outros objetos de uso pessoal; evitar a mamadeira na posição supina (deitada); eliminar o uso de chupeta após os 6 meses de idade; manter as vacinas atualizadas, incluindo a da gripe. Como você deve ter notado, a dor no ouvido tem diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um otorrinolaringologista — que é o especialista em garganta, nariz e ouvido — pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração dos cuidados. Viu só como é importante cuidar dos seus ouvidos? Sua audição e equilíbrio agradecem! Se você gostou do texto, não deixe de assinar a nossa newsletter e fique por dentro de mais conteúdos voltados a sua saúde e bem-estar! Agende sua consulta na otorrinoDF para sua avaliação.

  • 6 dicas de como escolher um plano de saúde

    Cuidar da saúde, é, sem dúvidas, uma das prioridades na vida das pessoas. Pensando nisso, pode ser uma boa escolha aderir a um plano de saúde. Afinal, apesar do sistema público de saúde no Brasil oferecer atendimento gratuito para todos os seus cidadãos, o setor está em crise, o que afeta a qualidade do atendimento e também aumenta o tempo de espera. Para suprir essa demanda existem grandes operadoras que oferecem planos de saúde. No entanto, como existem diversas opções e empresas, escolher a qual plano aderir é uma tarefa difícil. Pensando nisso, separamos algumas dicas para que você saiba como escolher um plano de saúde adequado para a sua família. Confira! 1. Pense no orçamento e no tipo de plano O primeiro passo é pensar no orçamento e em qual plano é interessante para você ou sua família. Isso porque existem planos individuais, para casais, para gestantes, somente para crianças ou para toda a família, por exemplo. Além disso, eles também se diferem no tipo de acomodação em caso de internação, na cobertura dos serviços e nas taxas, dentre outros fatores. Desse modo, é preciso pensar em qual é o valor disponível para ser gasto e em quais são os serviços indispensáveis no plano. Assim, é possível separar algumas opções e começar a pesquisar sobre elas. 2. Consulte o ranking de operadoras da ANS A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regula o setor de planos de saúde. Dessa forma, é importante verificar em qual posição do ranking estão as empresas que oferecem os pacotes visados. Isso porque bons planos de saúde estarão bem classificados no ranking, visto que receberão boas avaliações dos usuários. Além disso, a ANS também informa sobre questões econômicas e a qualidade do serviço, o que é essencial para não errar na escolha. A Agência divulga quais planos foram suspensos por não cumprirem os prazos de atendimento estabelecidos. 3. Pergunte a opinião de terceiros Outra dica muito válida é perguntar para amigos e familiares se eles estão satisfeitos com os os planos de saúde que utilizam. Afinal, assim é possível encontrar boas opções e saber quais não devem ser aderidas de forma alguma. Além disso, pode-se ter uma noção sobre extensão dos serviços e valores. Nesse caso, é importante perguntar sobre a acessibilidade ao atendimento oferecido pelo plano e a qualidade dos médicos e outros profissionais de saúde que atendem nele. Por fim, é interessante realizar uma busca na internet sobre a operadora e o plano, visto que é possível ter acesso aos elogios e reclamações de outros clientes em sites próprios para esse fim ou até na própria página da empresa. 4. Verifique a rede credenciada e os serviços oferecidos A rede credenciada pelo plano é uma lista de clínicas, laboratórios, hospitais e médicos que atendem pelo plano de saúde. É essencial verificar a sua abrangência, ou seja, se a rede credenciada é bastante ampla e conta com os mais diversos especialistas, pronto socorros e se apresenta possibilidade de internação se for necessário. Isso porque existem planos restritos somente a uma cidade ou região, assim como os que não contam com acesso ao pronto socorro (ou seja, contam com somente consultas eletivas ou agendadas) ou ainda em que os custos de internação são pagos a parte. Além disso, se a lista de estabelecimentos for pequena, é possível que os serviços sejam de difícil acesso devido à disponibilidade de vagas. Para não errar na escolha é importante ter em mãos uma lista dos serviços que sua família e você precisam. Uma criança que tem asma, por exemplo, precisa ir em consultas regulares com um pneumologista. Desse modo, é preciso que esse tipo de especialista faça parte do plano ou ele não será tão útil. Por fim, verifique se as clínicas e hospitais ficam relativamente perto de sua residência, visto que se toda a rede credenciada for localizada em locais remotos será mais difícil ter acesso aos serviços. 5. Avalie o custo-benefício Nem sempre o plano mais caro será o que oferece os melhores serviços. Sendo assim, avalie se o preço do plano está condizente com o que é oferecido pela empresa do plano de saúde. Para não errar na escolha avalie questões como hábitos, idade e históricos de saúde, sendo importante avaliar qual é a necessidade de cada um para pensar no custo-benefício. É comum que idosos tenham um plano mais caro devido a maior abrangência de serviços oferecidos, por exemplo. Afinal, essa faixa etária da população costuma usar muito o plano. No entanto, indivíduos que são adultos jovens e não possuem nenhuma comorbidade usam mais raramente o plano de saúde. Assim, pode ser interessante fazer consultas particulares somente quando for necessário ou escolher um plano mais simples. 6. Informe-se sobre o tempo de carência A carência é um período de tempo que a operadora do plano de saúde impõe ao beneficiário antes que ele possa usar os serviços ofertados. O limite do tempo é determinado pela ANS, para que não haja práticas abusivas. No entanto, esse tempo é vital para as empresas que oferecem planos de saúde, visto que se ele não existisse, as pessoas só contratariam os planos quando eles fossem necessários e a empresa não conseguiria custear o serviço. Desse modo, apesar de ser muitas vezes inconveniente, a carência é essencial para cobrir as despesas do beneficiário. E é muito importante observá-la, principalmente para pessoas que tem alguma doença ou condição, como a gravidez. Isso porque situações como a gestação exigem alto número de consultas e exames, além de custos com o parto e a internação. Desse modo, é imprescindível que uma mulher que deseje engravidar já tenha um plano em que o período de carência tenha terminado, visto que ela precisará de todos esses serviços e eles podem ser muito onerosos se forem feitos de forma particular. Por fim, após escolher o seu plano levando em consideração as dicas desse post, não se esqueça de ler atentamente todo o contrato. É preciso conferir todos os detalhes, como as políticas de reembolso, as restrições, os benefícios e quais são os direitos caso a operadora do plano de saúde não cumpra com o combinado em contrato. Agora você já sabe como escolher um plano de saúde para você e sua família. Tem alguma dúvida ou deseja contar a sua experiência? Deixe um comentário no post.

  • Descubra quais doenças podem causar dificuldade para respirar

    Sentir uma leve dificuldade para respirar nem sempre é motivo de preocupação. Pode acontecer após a subida de vários lances de escadas ou da prática de atividades físicas. Seja qual for o motivo, a sensação é sempre de cansaço e esgotamento, o que faz com você precise de algum tempo para se recuperar. Agora, imagine se a falta de ar — chamada pelos médicos de dispneia — fosse algo frequente em sua vida. Quando você deitasse, falasse ou até mesmo enquanto comesse? Parece assustador, não é mesmo? Bem, esse problema pode ir muito além do excesso de esforço como justificativa. Felizmente, a maioria das condições tem tratamento. Existem diferentes causas para os distúrbios respiratórios. Algumas estão relacionadas a doenças como pneumonia, bronquite ou asma ou a problemas como obesidade. Entretanto, alterações nas estruturas do trato respiratório superior são responsáveis por muitos casos ao redor do mundo. Neste texto vamos apresentar motivos para a falta de ar que muita gente simplesmente desconhece. Continue a leitura e descubra! Desvio de septo O septo é uma estrutura no nariz que separa as narinas. Normalmente, fica no centro e divide as duas uniformemente. No entanto, em algumas pessoas isso não acontece. Elas têm uma divisão diferente, o que torna o canal de passagem do ar maior do que a outra. Quando a irregularidade é grave, é conhecida como desvio de septo e é capaz de causar complicações na saúde. Esse quadro pode ser congênito, o que significa que uma pessoa nasceu assim. Também ocorre como resultado de uma lesão no nariz, devido a esportes de contato, lutas ou acidentes de carro. Os possíveis sintomas relacionados ao desvio de septo incluem: dificuldade em inalar o ar, especialmente pelo nariz; respirar melhor por uma narina; hemorragias nasais; ronco ou respiração pesada durante o sono; infecções sinusais; congestão nasal. Crises recorrentes de rinites e ou mesmo sinusites. Hipertrofia dos cornetos inferiores Os cornetos são estruturas ósseas localizadas dentro do nariz, cobertas por membranas mucosas, e são essenciais na respiração. O principal papel dessa estrutura nasal é filtrar, aquecer e umedecer o ar que é inalado. Existem 3 pares de cornetos: inferiores, médios e superiores. O entupimento nas narinas muitas vezes é provocado pela hipertrofia do corneto inferior, o que prejudica a respiração normal, nos forçando a respirar pela boca e frequentemente afetando nossas atividades do cotidiano. Nessas situações podem surgir dores de cabeça e distúrbios do sono, como roncos e apneia obstrutiva, já que a passagem aérea nasal é a via respiratória normalmente usada enquanto dormimos. A hipertrofia ocorre quando a membrana mucosa que cobre essa região se contrai ou incha, em resposta a mudanças no fluxo sanguíneo. Devido à alergia, sinusite, substâncias irritantes — por exemplo, cigarro e fumaça — gravidez ou outras mudanças hormonais e variações congênitas. Um paciente com desvio de septo nasal é mais propenso a ter hipertrofia dos cornetos, já que as estruturas dentro do nariz tendem a expandir, de modo que preencham áreas abertas. Se o septo é desviado para a esquerda, isso cria espaço onde a concha média e a inferior direita crescem. Nesses casos, alguns especialistas recomendam a turbinoplastia. Aumento das adenoides Adenoides são pequenos pedaços de tecido localizados na parte de trás da garganta que não são diretamente visíveis. Assim como as amígdalas, fazem parte do sistema imunológico, o que ajuda a prevenir e combater infecções. Durante os primeiros anos de vida, as adenoides contribuem na proteção dos bebês, aprisionando bactérias e vírus que penetram no corpo pelo nariz. Nos quadros de infecção, geralmente aumentam de tamanho, mas retornam ao normal quando há melhora. No entanto, em alguns casos, as adenoides permanecem ampliadas mesmo após a infecção ter desaparecido. Algumas crianças têm a glândula maior desde o nascimento, mas também podem ser causadas por alergias e levam a sintomas como: nariz entupido; dificuldades em respirar pelo nariz; dor no ouvido; alterações durante o sono; problema garganta. Amígdalas inchadas As amígdalas são um par de massa mole localizada na parte posterior da garganta, perto da faringe. Elas repousam em ambos os lados do pescoço e variam muito em tamanho de uma pessoa para outra. Fazem parte do sistema linfático do nosso organismo e combatem patógenos. Cada amígdala é composta de tecido semelhante aos gânglios linfáticos e é coberto por mucosa rosada. Uma das funções dessa estrutura é interceptar bactérias e vírus que entram em seu corpo. Para isso, suas células imunológicas produzem anticorpos que combatem e matam os germes, prevenindo infecções na garganta e nos pulmões. Quando nossas amígdalas são expostas a essas situações, incham em resposta. No entanto, algumas pessoas simplesmente nascem com essa modificação. Isso pode ocorrer em qualquer pessoa, embora seja mais provável que ocorra se houver um histórico familiar. Além disso, aqueles que vivem constantemente com amigdalites tendem a ter maior probabilidade de sofrer com isso. Tal circunstância interfere na respiração normal, na drenagem do seio nasal e no sono, alimentação e fala. Síndrome de Treacher Collins A síndrome de Treacher Collins é uma desordem genética que afeta a maneira como o rosto, a cabeça e as orelhas se desenvolvem antes do nascimento. Algumas crianças apresentam apenas variações leves no rosto, enquanto outras têm sintomas mais graves. Os pais podem transmitir o distúrbio aos filhos por meios dos genes, mas muitas vezes a síndrome se desenvolve sem qualquer aviso. A criança nascida com a alteração pode ter algumas ou todas as seguintes características: maçãs do rosto pequenas ou ausentes; olhos inclinados para baixo; pálpebras malformadas; mandíbula pequena; orelhas externas pequenas, ausentes ou fora de posição. Esses problemas físicos podem causar dificuldades de respiração, alimentação, audição e fala. Ainda assim, seus portadores geralmente têm inteligência e desenvolvimento de linguagem normal. Lábio leporino A fenda palatina e a fissura labial, conhecidas popularmente como lábio leporino, são anormalidades faciais que ocorrem quando áreas separadas do rosto do bebê não se unem corretamente durante a gestação. Essa má formação pode atrapalhar a alimentação precoce. Normalmente, quando os bebês se alimentam, eles respiram pelo nariz e produzem um vácuo na boca para sugar. Se há uma fissura, eles não conseguem fazer esse vácuo. As crianças com lábio leporino também podem ter dificuldade em inalar o ar e alimentar-se ao mesmo tempo. A maioria das fendas pode ser reparada por meio de cirurgias, que corrigem o desenvolvimento incompleto e visam restaurar funções básicas, como a capacidade de comer, falar, ouvir e respirar, além de harmonizar a aparência da face. Se você ou alguém próximo tem sinais ou sintomas de um ou mais problemas que causam dificuldade para respirar discutidos ao longo do texto, deve consultar o médico otorrinolaringologista o quanto antes. Esse profissional é capaz de fazer um diagnóstico preciso e recomendará medidas de prevenção e tratamento que certamente farão a diferença em sua saúde e qualidade de vida. E aí, gostou do post de hoje? Então, compartilhe-o em suas redes sociais e ajude seus amigos e familiares a ficarem bem informados! Agende já sua consulta pelo site, ou no (61) 3542-2803.

  • Teste auditivo: saiba o que é e a importância de fazê-lo

    Todo mundo provavelmente já fez um check-up de saúde ao menos uma vez na vida. Exames de sangue e de vista, além do eletrocardiograma, estão entre as verificações mais comuns. Agora pense e responda: você já fez algum teste auditivo? Se a resposta for nunca, não se assuste. A maioria das pessoas só costuma fazê-lo quando suspeita de alguma alteração na capacidade de ouvir bem. Muitas pessoas ainda acham que os problemas auditivos são inconvenientes do envelhecimento, mas a verdade é que eles atingem pessoas de diferentes idades e podem ter diversas origens. Para saber como é feito, quais são os tipos e os principais motivos pelos quais você deve fazer uma avaliação auditiva, continue a leitura, pois é sobre isso que falaremos neste post. Confira! Por que o teste auditivo é tão importante? Você sabia que a audição é considerada um dos sistemas mais complexos do corpo humano? Pois é! É por meio dela que conseguimos perceber e reagir aos sons do ambiente. Por isso, ela tem um papel de destaque no desenvolvimento intelectual e na integração social do indivíduo. Vários motivos podem ocasionar a perda auditiva. Entre eles estão: o avanço da idade; doenças infecciosas; fatores genéticos; traumas acústicos; uso de medicamentos tóxicos; causas congênitas; e exposição sonora intensa. Por conta disso, saber como está a saúde dos nossos ouvidos é fundamental, principalmente se estamos expostos aos fatores de risco mencionados. Além do mais, é sempre melhor prevenir do que remediar, não é mesmo? Para que serve? A audiometria, como é chamado o teste auditivo, serve para medir a nossa capacidade auditiva. Caso haja alguma perda nessa questão, ela ajuda o médico a dar o diagnóstico, o prognóstico e também a estabelecer a necessidade ou não do uso de aparelhos — e o tipo mais adequado — para recuperar a audição. Com o resultado do exame, o otorrinolaringologista — médico especialista em ouvidos e garganta — pode orientar melhor o paciente a tomar medidas preventivas quanto à perda auditiva. Como ele é feito? É preciso algum preparo? O teste auditivo é indolor e dura, aproximadamente, 30 minutos. Ele é conduzido pelo médico especialista ou por um fonoaudiólogo — profissional que também é capacitado para isso. Além disso, são feitos dois tipos de audiometria: Tonal Ela é realizada com o objetivo de avaliar a resposta do indivíduo a tons puros. O paciente é colocado em uma cabine acústica que o isola dos sons ambientais e tem uma parede de vidro para que ele enxergue o examinador. Por meio de fones de ouvido, o paciente escutará sons e deverá responder conforme o gestual já combinado com o examinador. Também pode ser feito por via óssea, em que um aparelho vibrador é colocado sobre o osso mastoide do paciente, que deverá acusar as suas percepções. Vocal Na audiometria vocal é examinada a capacidade do indivíduo de perceber e compreender a voz humana. Nessa parte, o profissional fala algumas palavras e o paciente deve repeti-las da maneira que entender. Para fazer a avaliação, o único preparo prévio recomendado é que o paciente não utilize fones de ouvido e nem seja exposto a grandes ruídos pelas 14 horas que antecedem a audiometria. Quando ele deve ser feito? Muitas dúvidas podem surgir nessa hora, não é verdade? Por não ser muito comum, as pessoas não sabem quando devem passar por uma avaliação auditiva para garantir a saúde dos ouvidos. Check-up O teste auditivo pode ser feito como rotina dentro do check-up médico, principalmente por pessoas que têm um histórico familiar de perda auditiva. Dessa forma, é possível tomar medidas preventivas para a perda da audição. Trauma Os indivíduos que passaram por algum fator prejudicial para a saúde dos ouvidos, como um trauma ou uma explosão sonora, também devem fazer o exame conforme orientação do médico. Ocupacional Muitas empresas solicitam o teste auditivo tanto nos exames admissionais quanto nos anuais. Isso porque o cargo que será ocupado expõe o trabalhador a algum risco auditivo, como barulhos altos de máquinas ou muito tempo ao telefone. Desenvolvimento Sabia que um dos motivos de a criança ter dificuldade na escola é a deficiência auditiva? É verdade! Com a capacidade de ouvir prejudicada, ela não consegue se concentrar nas aulas e nem entender o que é explicado. Por isso, é importante levá-la ao médico caso apresente problemas na aprendizagem. Existem outros exames auditivos? Sim! Embora a audiometria seja o teste auditivo mais popular, existem outros exames para testar a audição, como o teste da orelhinha no bebê — que identifica problemas auditivos no recém-nascido — e a imitanciometria. Mas o que é isso? A imitanciometria, ou impedanciometria, é um teste que avalia as estruturas da orelha média e da tuba auditiva. Ela é recomendada para dar coerência à audiometria, confirmando o diagnóstico. Também serve para controle do tratamento de otite e exames de pré-operatório da orelha média. Como escolher o local para fazer o teste auditivo? É de conhecimento de todos que com saúde não se brinca. Dessa forma, na hora de fazer os exames, sejam os de rotina ou específicos, não podemos bobear e ir em qualquer clínica, não é verdade? Infelizmente, não é todo estabelecimento que tem compromisso e honestidade com o paciente. Então, veja as nossas dicas para encontrar uma clínica de confiança: Organização, higiene e atendimento A limpeza e a organização são fundamentais para a qualidade de um laboratório. Vá em uma clínica que respeite o paciente e que ofereça um bom atendimento e ambiente confortável. Localização Uma boa localização também faz toda a diferença! Imagine ter que fazer um exame e ainda ter que rodar o bairro atrás de vaga para estacionar o carro? Complicado, não é? Então busque um local de fácil acesso e com estacionamento amplo. Profissionais capacitados Ser atendido por profissionais especializados e capacitados nos dá mais segurança no diagnóstico dos nossos exames. Portanto, procure fazer o seu teste auditivo em um estabelecimento que conta com funcionários qualificados, como na OtorrinoDF. O teste auditivo é essencial para quem se preocupa com a saúde, bem-estar e qualidade de vida. Ele deve ser feito como exame de rotina e em situações específicas. Sendo assim, se você ainda não fez a avaliação da sua audição, não hesite em procurar uma clínica de confiança. Já que está por aqui, que tal conferir como está a sua saúde auditiva? Entre em contato conosco agora mesmo e agende sua consulta, ou ligue (61) 3542-2803.

  • Entenda quais são as causas e como tratar o mau hálito

    Todo mundo já passou por isso em algum momento da sua vida, e não é só quando acorda: estamos falando do mau hálito, também chamado de halitose — o que pode ser embaraçoso e, em alguns casos, causar constrangimentos e ansiedade. Não se trata de uma doença, mas um sinal de que algo em nosso corpo não está bem, por isso, merece atenção e cuidados. Não é de admirar que as prateleiras das lojas estejam cheias de gomas de mascar, balas, enxaguantes bucais e outros itens projetados para combatê-lo. Todavia muitos desses produtos são apenas medidas temporárias que não resolvem totalmente o problema. Isso porque nem sempre a origem está relacionada a nossa boca. Conheça agora as diferentes causas e os tratamentos para esse problema tão comum. Acompanhe! O que é o mau hálito? O mau hálito nada mais é do que um cheiro desagradável proveniente da cavidade bucal. Pode acontecer em momentos isolados ou ser uma condição crônica — que é quando a pessoa sofre com o quadro constantemente ou durante muito tempo. Existem diferentes tipos de odores ruins e cada um deles, geralmente, está ligado a uma situação específica. Quais as causas? São muitos os motivos que levam alguém a sofrer com halitose. Conheça os principais a seguir! Alimentação Basicamente, todos os alimentos que comemos começam a ser quebrados na boca. Se consumimos opções com odores fortes — como alho ou cebola —, a escovação, o uso do fio dental e até mesmo o enxaguante bucal apenas encobrem o odor temporariamente. Ele não desaparece por completo até que os alimentos tenham sido totalmente digeridos pelo nosso corpo. Já quem segue dietas low carb ou cetogênicas podem forçar seu organismo a queimar gordura como combustível. Essa prática pode fazer com que o organismo produza substâncias químicas chamadas cetonas, que são liberadas na respiração, emitindo um estranho odor de frutas ou de acetona. A boa notícia é que, muitas vezes, é passageiro, enquanto o corpo se ajusta à mudança. Má higiene Não tem jeito: quem não faz a higiene oral correta, mais cedo ou mais tarde, sofre as consequências. Um ambiente que não é bem limpo acumula bactérias que produzem substâncias que fazem com que a boca cheire mal. Os que não escovam os dentes regularmente, nem usam fio dental, correm o sério risco de que qualquer comida presa entre os dentes sirva como alimento para esses microrganismos. Uso do cigarro e ingestão de álcool O ato de fumar, além de manchar os dentes, coloca sua saúde bucal em risco. O tabaco reduz a capacidade de saborear alimentos e irrita os tecidos da boca. Além disso, seus usuários têm maiores chances de sofrer de doença nas gengivas. Como fumar também afeta o olfato, os fumantes podem não estar cientes de como seu hálito cheira. Os que consomem muita bebida alcoólica não ficam muito atrás, uma vez que essa substância resseca a boca e contribuiu para o” bafo de dragão. Diabetes Os diabéticos sofrem de uma produção inadequada de insulina, fazendo com que eles queimem gordura e produzam cetonas — isto significa que estão mais propensos ao mau hálito. Um medicamento usado para tratar o diabetes, chamado metformina, também pode agravar o odor bucal. Pouca saliva A boca seca também explica um hálito ruim. Isso porque a saliva é necessária para umedecer a região, neutralizar os ácidos produzidos pela placa e lavar as células mortas que se acumulam na língua, nas gengivas e nas bochechas. Quando não são removidas, essas células se decompõem e podem causar mau hálito. A baixa produção de saliva pode ser um efeito colateral de vários medicamentos, problemas nas glândulas salivares ou devido à respiração contínua pela boca. Inflamação na gengiva O mau hálito persistente pode ser um sinal de alerta para uma doença da gengiva. A gengivite é causada pelo acúmulo de placas nos dentes. As bactérias causam a formação de toxinas que irritam o local. Se essa situação continuar sem tratamento, pode causar outros danos. Saburra lingual A saburra lingual, uma das maiores causas do cheiro ruim na boca, é uma placa esbranquiçada ou amarelada localizada no fundo da língua e é capaz de se estender até a metade dessa região. Basicamente, ela é formada pela descamação de diversos pequenos pedaços de pele que soltam das bochechas e dos lábios ou ainda da diminuição da saliva. Há diferentes razões pelas quais isso pode acontecer, entre elas estão o ressecamento causado pela respiração bucal ou ronco. Placas de bactérias Nas pessoas que não escovam nem usam fio dental diariamente, as partículas de comida permanecem na sua boca, causando mau hálito. Um filme incolor e pegajoso se forma nos dentes. Se não for removida, a placa tende a irritar as gengivas e, eventualmente, formar bolsas entre os dentes e a periodontite. Nossa língua também é capaz de armazenar bactérias que produzem odores. Dentaduras que não são limpas regularmente ou não se encaixam corretamente podem abrigar germes causadores de odor e pequenos fragmentos de alimentos. Em último caso, pode causar perda de dentes, sem não mencionar o aumento do risco de complicações na gravidez e doenças cardíacas. Cáseos amigdalianos Algumas vezes, bactérias, detritos alimentares, células mortas, muco e outros materiais ficam presos nas fendas das amídalas. Esses materiais podem se acumular e, eventualmente, endurecer, formando uma espécie de pedra. Isso ocorre com mais frequência em pessoas que sofrem de inflamações crônicas na garganta ou repetidas crises de amigdalite. Sendo assim, a halitose que acompanha uma infecção nessa região é um indicador de cáseos. Sinusite Quando isso acontece seus seios nasais ficam inflamados o que faz com que o muco produzido nessa área pare de circular e se acumule. Esse é um ambiente ideal para certas substâncias crescerem e se multiplicarem, e pode resultar em um odor fétido. Doença periodontal Essa é uma condição bucal grave, que é como uma gengivite só que maior e mais assustadora. Começa com uma doença gengival simples. No entanto, ao longo do tempo, a placa bacteriana e suas colônias que irritam as gengivas migram, gradualmente, pelas raízes dos dentes. Com isso, eles apodrecem e soltam, as gengivas ficam vermelhas e se afastam de seus dentes, e a respiração tem um cheiro extremamente desagradável. Como tratar? Em alguns casos, o dentista pode tratar a halitose após fazer um exame bucal. Nele, serão checados os lábios, as bochechas, os dentes, a gengiva e a higiene local. Entretanto, se ele determinar que sua boca está saudável, você deve ser encaminhado a outros especialistas, como o otorrinolaringologista. Nos casos de ansiedade, baixa autoestima e excesso de estresse associado ao mau hálito é indicado acompanhamento psicológico para um tratamento emocional. Nem sempre é fácil saber se temos mau hálito. Outras pessoas costumam notar primeiro, mas podem ficar desconfortáveis em contar. Um teste simples para descobrir se você sofre com esse problema é lamber o interior do seu pulso e esperar alguns instantes até que a saliva seque. Se a região cheirar mal, é provável que sua respiração também. Agora que você já sabe o que pode causar um hálito ruim, fique atento e busque ajuda o quanto antes. Para receber outros conteúdos exclusivos, assine agora a nossa newsletter! Agende sua consulta na OtorrinoDF para ajudar-nos no seu diagnóstico.

  • É normal respirar pela boca? Saiba quando procurar um médico

    Enquanto você respira, não tem que pensar nisso para desempenhar essa função, certo? É algo que realizamos automaticamente, apesar de ser um ato vital para nossa sobrevivência. No entanto, ao respirar pela boca, esse processo pode ser desconfortável, pois este não é o caminho natural do ar para chegar aos pulmões. Muitas crianças e adultos, por motivos variados, não conseguem respirar pelo nariz, por isso acabam utilizando a boca para conseguir suprir os pulmões com o oxigênio necessário para o funcionamento do organismo. São casos que recebem o nome de respiração bucal de suplência. Neste post vamos apresentar os sintomas, causas e consequências para a saúde desse problema e a importância de procurar o otorrinolaringologista na OtorrinoDF para o tratamento! Acompanhe! Como identificar o problema? Ao substituir a respiração nasal pela bucal podem surgir alguns sinais facilmente identificáveis, como: boca seca; mau hálito; ronco; voz nasalada; tosse seca e persistente; cansaço frequente; irritabilidade; dificuldade de concentração; pausas frequentes na hora de se alimentar. Esses sintomas podem atrapalhar a qualidade de vida do indivíduo, por isso é preciso dar importância para o problema e marcar uma consulta com o otorrinolaringologista — que fará uma avaliação especializada desse quadro. Quais são as causas de respirar pela boca? Respirar pela boca indica que algo está obstruindo a respiração nasal. Assim, o problema pode ser decorrente das seguintes situações. Rinite alérgica A reação alérgica que vem acompanhada de coriza, espirros e coceira nos olhos e nariz pode também fazer a pessoa respirar pela boca — já que ela também provoca a obstrução nasal. A rinite pode ser desencadeada por ácaros, poeira, fungos, pelos de animais domésticos e até por cosméticos e produtos de limpeza. A doença não tem cura, mas é possível controlar os sintomas seguindo as orientações médicas, o que inclui uso de medicamentos e cuidados específicos de higiene. Aumento da adenoide É um quadro comum em crianças. A adenoide, também conhecida como carne esponjosa, trata-se de duas estruturas localizadas atrás da cavidade nasal e acima do céu da boca. Sua função é defender o organismo de agentes estranhos, como vírus e bactérias. A adenoide aumenta de tamanho nos primeiros anos de vida, mas passa a regredir aos 6 ou 7 anos. No entanto, em algumas crianças, essas estruturas podem ficar muito grandes e, em vez de proteger o organismo, podem desencadear outros problemas — como a obstrução nasal. Nesse caso, é importante procurar o otorrino para descobrir se há a necessidade de cirurgia para a remoção da adenoide. Desvio do septo nasal O septo nasal é a parede que separa as cavidades nasais e auxilia no processo de respiração. O que ocorre é que essa estrutura não é exatamente reta, mas isso não indica que causará algum problema de saúde. A preocupação é quando o desvio do septo é acentuado, provocando obstrução das narinas — o que leva o indivíduo a respirar pela boca. Nesses casos, é fundamental procurar o otorrino para saber se é preciso fazer a cirurgia de correção. Sinusite A sinusite é a inflamação dos seios nasais, que pode ser causada por vírus ou bactérias. O problema provoca dores na face, corrimento nasal e pode ocasionar ainda inchaço nas paredes internas do nariz — o que dificulta a respiração nasal. A inflamação tem cura e o tratamento é orientado pelo otorrino. Pólipos nasais Os pólipos nasais são pequenas massas que crescem na cavidade nasal, geralmente decorrente de inflamações crônicas no caso de pessoas alérgicas ou asmáticas. Quando os pólipos são pequenos não causam nenhum incômodo. No entanto, se essa massa é grande pode obstruir as vias aéreas. O otorrino deve ser procurado para indicar o melhor tratamento, como o uso de medicamentos ou cirurgia para remoção. Má formação da face A respiração bucal pode ainda ser causada por má formação na face — como é o caso de pacientes com fenda palatina ou outras síndromes. Quais são as consequências para a saúde? No processo natural da respiração, o ar entra pelo nariz, onde passa por um processo de filtragem, aquecimento e umidificação e, assim, chega até os pulmões nas melhores condições. Além disso, a respiração nasal ajuda a manter os pulmões dilatados, o que traz disposição e bem-estar. Infecções respiratórias Todavia, quando a respiração é bucal, o ar chega com uma qualidade ruim até os pulmões, o que pode deixar as vias respiratórias mais fragilizadas. Isso favorece infecções, como faringites e amigdalites ou ainda agrava quadros de doenças respiratórias, como a asma.Daí muitas vezes retirar amígdalas apenas não resolve . Uma vez que se não corrigirmos o desvio de septo pode desenvolver faringites recorrentes,pois continuará a respirar pela boca. Apneia do sono Outra consequência é o ronco e a apneia do sono — distúrbio em que a pessoa para de respirar por alguns segundos enquanto dorme. É uma situação que faz o indivíduo dormir mal, pois acorda diversas vezes com a incômoda sensação de sufocamento. É uma doença séria que, em longo prazo, pode aumentar os riscos de doenças no coração, diabetes, aumento de colesterol e etc. Alterações na face e arcada dentária Ao respirar pela boca, há alteração da posição da língua e desequilíbrios na estrutura da face, o que pode provocar alterações — como rosto estreito e alongado — e problemas na arcada dentária. Nessa situação, é importante fazer a avaliação com o dentista, que indicará o melhor tratamento. Como o otorrino pode ajudar? Qualquer alteração que envolva o nariz, ouvido e garganta precisa ser investigada pelo otorrinolaringologista. Desse modo, caso você note a respiração pela boca, deve procurar o especialista para descobrir a causa do problema. O médico vai avaliar as vias respiratórias e conversar com o paciente para saber a frequência de infecções e como é o padrão de sono. Respirar pela boca não é normal e interfere na qualidade de vida, pois o indivíduo dorme mal e fica cansado com mais facilidade, o que pode atrapalhar toda a rotina diária. Por isso, é preciso procurar tratamento especializado com urgência. Você sofre com algum distúrbio de sono? Entenda melhor como é o exame de polissonografia e como ele ajuda a investigar o que pode estar ocorrendo! Está em busca de uma clínica especializada em otorrinolaringologia? Agende sua consulta na Otorrino DF ou entre em contato pelo telefone (61) 3542-2803.

  • Cirurgia de amígdalas: o que você precisa saber sobre o procedimento

    As amígdalas, também chamadas de tonsilas, são duas zonas de tecido linfoide localizadas em ambos os lados do fundo da garganta, ao lado da úvula (campainha). Atualmente, sabe-se que essas estruturas ajudam o organismo a combater infecções. Isso porque, no tecido linfoide, há reconhecimento de micro-organismos, como bactérias e vírus, que penetram na cavidade oral, o que ajuda o sistema imunológico a produzir anticorpos e ter uma resposta mais rápida. Há algumas décadas, extrair as amígdalas era muito comum, visto que a produção de anticorpos é mais exuberante na infância e decai até os 3 anos de idade. Hoje, os médicos preferem evitar o procedimento, mas existem algumas situações em que é preciso realizar a cirurgia de amígdalas para ter qualidade de vida. Saiba, neste post, o que é a amigdalectomia, como a cirurgia é feita, quando ela é indicada e quais são os cuidados necessários no pré e pós-operatório. Acompanhe! Se as amígdalas nos protegem, por que algumas pessoas têm que retirá-las? As amígdalas são a primeira linha de defesa do corpo, afinal, a maioria dos micro-organismos que causam doenças entra pela boca ou pelo nariz. Durante a resposta imunológica, o próprio tecido pode se contaminar, seja por vírus, seja por bactérias, seja por fungos, causando a amigdalite ou inflamação das amígdalas. Esse quadro pode acometer tanto adultos quanto crianças, mas a doença é mais comum na infância e na adolescência. Em algumas pessoas, a amigdalite é de repetição, ou seja, acontecem vários episódios de dor de garganta durante o ano. Acredita-se que, devido às inflamações recorrentes, as amígdalas perdem o seu potencial de defesa, tornando-se um ambiente favorável para a multiplicação de patógenos. Além disso, é comum que, na fase adulta, a proteção desse tecido não seja mais importante para o sistema imune. Com o tratamento, os sintomas cessam por algumas semanas, mas os agressores retornam e a pessoa pode adoecer novamente. É por esse motivo que indivíduos com mais de 5-6 quadros de amigdalite em 1 ano ou mais de 3  quadros em 6 meses ou quando presença abscessos isolados e recorrentes são candidatos à cirurgia de retirada das amígdalas. Quais são as outras indicações para a cirurgia de amígdala? Em alguns casos, o crescimento das amígdalas é tão exagerado que a pessoa apresenta dificuldade para respirar e para engolir, sendo uma indicação. Além disso, durante o sono, há um estreitamento da faringe, que somada à grande dimensão das amígdalas hipertrofiadas, provoca a apneia obstrutiva do sono, quadro em que há interrupção da respiração durante a noite e roncos frequentes. Esse processo fragmenta o sono e pode trazer prejuízos à memória, ao crescimento, ao aprendizado e ao comportamento, principalmente da criança. Assim, recomenda-se a cirurgia. Na idade adulta, uma indicação mais comum é o mau hálito causado pelas amígdalas caseosas. Nesse quadro, o tecido linfoide não é alvo de infecções, mas acumula uma secreção branca em sua superfície chamada cáseo amigdalino, que pode ser confundido com pus e exala um cheiro desagradável. Essa situação é benigna e acontece devido à digestão de detritos da orofaringe pelas amígdalas. Além da halitose ou mau hálito, a secreção pode causar a sensação de corpo estranho ou desconforto na cavidade oral. Sendo assim, também é uma indicação de cirurgia. Não há faixa etária correta para a realização da cirurgia, mas acredita-se que seja melhor realizá-la após os dois anos, visto que, até essa idade, as amígdalas ainda têm um papel importante na imunidade. O que é a amigdalectomia e como ela é feita? Amigdalectomia é o termo médico para a cirurgia de remoção das amígdalas. Esse processo pode ser feito em conjunto com a extração das adenoides, tecidos linfoides que também podem se hipertrofiar e prejudicar a respiração. No entanto, é preciso que a pessoa consulte um médico de confiança para que ambas as cirurgias sejam bem indicadas. Em alguns casos, somente a cirurgia de amígdalas pode resolver o problema. A retirada das amígdalas é um procedimento relativamente simples e que dura cerca de 30 minutos a 1 hora. No entanto, ele deve ser feito em ambiente hospitalar e com anestesia geral. O médico otorrinolaringologista, especialista em garganta, retira o tecido pela boca. A extração pode ser feita com a técnica convencional, em que um bisturi é usado para dissecar as amígdalas, ou por meio de laser. Na cirurgia convencional, retira-se toda a amígdala, o que deixa a musculatura da garganta exposta. Já a cirurgia a laser reduz as amígdalas até a sua base, o que não expõe os músculos, tornando a recuperação menos dolorosa. No entanto, como o tecido não é retirado por inteiro, o paciente pode precisar refazer a cirurgia, caso apresente novamente dores de garganta. Sendo assim, o modo convencional ainda é o mais realizado. O tipo de cirurgia é pessoal e depende do quadro, desse modo, é essencial confiar na indicação do cirurgião. Como são o pré-operatório e o pós-operatório? O pré-operatório costuma ser bem simples, visto que a cirurgia de retirada de amígdalas não oferece muitos riscos. É importante que o paciente realize os exames solicitados pelo médico para verificar seu estado de saúde e que cumpra o período de jejum indicado. O pós-operatório é mais fácil para crianças do que para os adultos. Normalmente, os pequenos retomam a alimentação mais rapidamente e sentem dor por menos dias. Sendo assim, o tempo de recuperação para as crianças fica em torno de 10 dias, enquanto para os adultos pode durar até 20 dias. Nos primeiros dias, é indicado que o paciente consuma somente alimentos líquidos ao natural ou gelados, como caldos e sucos de frutas. É comum que haja um pouco de sangue na saliva, mas, caso ocorra sangramento ativo, é preciso procurar o médico. Quando a pessoa tolerar, pode-se inserir alimentos pastosos na dieta, que estejam em temperatura ambiente. Após o 7º dia, o paciente deve tentar retomar aos poucos a alimentação normal. No entanto, é imprescindível evitar comidas que possam ferir a garganta. Durante o período de recuperação, forma-se uma placa branca no local da incisão que não deve ser confundida com pus. A fibrina (placa) é indicativa de cicatrização e o paciente pode ter mau hálito nessa fase. Pode ocorrer otalgia reflexa, uma dor de ouvido que é frequente e não está associada a doenças. É importante evitar exercícios físicos e esforços exuberantes por cerca de 1 mês e ter cuidado na hora de escovar os dentes. Os pontos da cirurgia caem por conta própria, não sendo necessário retirá-los em consultório. Por fim, deve-se seguir estritamente todas as recomendações do médico. Apesar de ser um procedimento relativamente simples, a cirurgia de amígdalas oferece alguns riscos, assim como toda operação. É por esse motivo que deve-se procurar um especialista na região a ser operada, afinal, esse médico conhece todas as estruturas e estará apto para lidar com possíveis complicações. Nesse caso, o profissional de escolha é o otorrino, médico especialista em ouvido, nariz e garganta. Entre em contato com a Otorrino DF e agende uma consulta com um otorrinolaringologista para resolver o seu problema!  Contato (61) 3542-2803.

  • Principais causas da perda auditiva em crianças

    Um dos sentidos essenciais para o pleno desenvolvimento da criança é a audição. A partir do quinto mês de gestação o bebê já escuta, dentro do útero da mãe, os sons de seus movimentos e da voz dos seus pais. Por meio dessa primeira experiência de audição, a criança pode desenvolver a linguagem, habilidade importante para se conectar com o mundo. Qualquer grau de perda auditiva em crianças pode impactar no aprendizado e na linguagem, atrapalhando todo seu desenvolvimento. Em razão disso, é importante que todos os bebês realizem, em torno do terceiro dia de vida, o teste de Triagem Auditiva Neonatal, também conhecido popularmente como Teste da Orelhinha. No entanto, esse teste só é útil para diagnosticar problemas auditivos congênitos ou relacionados ao pós-parto. Em alguns casos, a criança pode ter perda auditiva ao longo de sua vida, havendo prejuízo no seu desenvolvimento emocional, cognitivo, social e também na comunicação. Desse modo, é importante que dificuldades na audição sejam diagnosticadas e tratadas precocemente. É por esse motivo que, caso haja suspeito de déficit auditivo na criança, um médico especialista deve ser procurado. Continue a leitura deste post, saiba quais são as principais causas de perda auditiva em crianças e como identificar os sinais no seu filho. Quais são os sinais de perda auditiva na infância? Identificar um déficit auditivo é essencial para garantir que a criança se desenvolva normalmente. Como esse é um problema silencioso, é preciso que os pais acompanhem, de modo crítico, todas as etapas do desenvolvimento dos filhos. Nesse contexto, é importante frisar a necessidade do acompanhamento com um médico pediatra nos primeiros anos de vida da criança. Esse especialista observa se a criança está se desenvolvendo e se já realizou os principais marcos de cada mês ou ano. Assim, caso seja muito cedo para os pais observarem alguma alteração, o médico poderá levantar a suspeitar e encaminhar a criança para um especialista em audição. Um bebê de 0 a 6 meses já demonstra sinais de audição, visto que se assusta com sons repentinos ou muito intensos, podendo acordar ou até chorar. Além disso, ele também procura a origem dos sons e reconhece a voz materna, o que o acalma. De 6 a 12 meses o bebê está mais ativo e localiza sons de seu interesse, reagindo a eles. Ele também pode reconhecer seu nome quando é chamado e começa a tentar se comunicar, com leves balbucios. Dos 12 aos 30 meses a criança fala a primeira palavra e pode até usar sentenças simples (com 3 palavras, por exemplo). A ausência desses marcos pode significar um problema auditivo, o que deve ser investigado. No entanto, em alguns casos a audição pode ser perdida em uma idade mais avançada. Sendo assim, é importante observar se a criança: tem dificuldades no desenvolvimento da linguagem; troca letras ou fonemas com frequência; vê desenhos na TV com um volume mais elevado do que o restante da família; não interage adequadamente com crianças da mesma idade; não responde quando é chamada; tem dificuldade para entender uma conversa; fala várias vezes “que?” durante um diálogo; posiciona um dos ouvidos para frente para ouvir melhor; chega muito perto das pessoas para escutá-las; teve queda no seu rendimento escolar; é criticada pelos professores sobre desatenção em sala de aula; começou a falar mais alto do que as outras pessoas; parece realizar leitura labial; reclama que só tem um “ouvido bom”. Caso a criança apresente um ou mais sinais, é preciso procurar um médico otorrinolaringologista. Esse profissional realizará testes auditivos específicos para identificar o problema e corrigi-lo, se for preciso. Quais são as causas de perda auditiva em crianças? Genética Em muitos casos não se pode determinar qual é a causa exata do problema auditivo. No entanto, é possível suspeitar que a causa seja genética quando há história familiar de perda auditiva — principalmente se aconteceu com um dos pais da criança — ou se houver anomalias craniofaciais. Além disso, se existe consanguinidade parental (pais parentes próximos) ou sinais de síndromes associadas à deficiência auditiva, também é recomendado realizar avaliação genética. Prematuridade O parto prematuro é um dos fatores que aumenta a chance de desenvolver surdez. Isso acontece porque podem ser usados antibióticos que causam lesão auditiva, chamados ototóxicos. Esses medicamentos são essenciais para cuidar da saúde do bebê, visto que a sua chegada prematura ao mundo é acompanhada de um sistema imunológico fraco, o que possibilita infecções bacterianas severas. Traumatismo Um traumatismo pode provocar luxação ou fratura dos pequenos ossos localizados no ouvido médio, e pode ocorrer devido a quedas ou durante brincadeiras, por exemplo. Esses ossículos são responsáveis por transmitir a vibração do som, o que é importante no processo de audição. No entanto, na maioria dos casos não há defeito neurossensorial, ou seja, não há lesão de nervos e outras estruturas. Desse modo, a sua correção é mais simples, visto que é preciso somente acertar a posição ou a estrutura dos ossos. Doenças infecciosas Durante a gestação, o bebê pode ser infectado por alguns agentes que causam danos à orelha interna. Entre as doenças se encontram a toxoplasmose, a rubéola, a sífilis, o citomegalovírus e a herpes. As doenças infecciosas são as principais causas de surdez congênita, em que o bebê já apresenta déficit auditivo ao nascer. Nesse contexto, é importante que a mãe faça o pré-natal corretamente, visto que durante as consultas é possível tratar infecções e evitar que os agentes cheguem até o bebê. Além disso, antes de engravidar é preciso que todas as vacinas faltantes no esquema sejam tomadas com, no mínimo, um mês de intervalo. Meningite bacteriana A meningite bacteriana pode simular uma virose, com sintomas como febre e mal-estar. Além disso, rigidez da nuca, dor de cabeça e náuseas são outros sinais. É possível evitá-la vacinando a criança contra Meningite C, vacina disponível no SUS e que deve ser aplicada até os 3 meses de idade. No entanto, se a doença evolui, pode deixar sequelas. Uma das principais é a surdez profunda, sendo que essa é uma das principais causas de surdez na infância. Como as causas de surdez são inúmeras e podem acontecer em qualquer idade, é fundamental marcar uma consulta com um otorrinolaringologista durante o check-up anual da família. As células auditivas não apresentam grande capacidade regenerativa ou de cicatrização, ou seja, uma vez perdidas, pode ser impossível recuperá-las. No entanto, se a perda auditiva for diagnosticada precocemente, as chances de recuperar a audição são maiores. Isso é especialmente importante para as crianças, que precisam de plena capacidade auditiva para se desenvolverem.

  • Como saber se meu filho tem atraso na fala e o que fazer?

    Ainda na gestação, as expectativas em relação ao bebê já são enormes. Os pais querem acompanhar cada gesto, risada e, é claro, as primeiras palavras — como ouvir a criança falar “mamá” e “papá”. Mas e quando há indícios de atraso na fala? É claro que cada criança tem um ritmo de desenvolvimento, ou seja, é normal variações considerando a mesma idade. Porém, é preciso estar atento a alguns sinais e procurar ajuda especializada para evitar consequências no aprendizado. Acompanhe este post e entenda melhor o que caracteriza o atraso na fala, até quando esse quadro é normal, as possíveis causas para o problema e qual é o tratamento. Vamos lá? O que caracteriza o atraso na fala? Do nascimento até os 3 anos as regiões do cérebro responsáveis pela fala e pela linguagem estão em formação. Por isso, esse é o período em que a criança deve ser estimulada com voz humana, sons e imagens. A fala diz respeito à expressão do indivíduo por meio de palavras, que são articuladas com o movimento da língua, lábios e de outras estruturas, como as cordas vocais. Já a linguagem é referente a todas as formas de expressão — entre elas, a fala — que tenham como objetivo a comunicação. As crianças começam a desenvolver a linguagem a partir do segundo ano de vida. Então, caso ela não desenvolva a comunicação até essa idade é preciso procurar ajuda especializada para investigar as causas desse atraso. Muitos pais levam ao pé da letra a expressão “cada criança tem seu tempo” e esperam tempo demais acreditando que os filhos vão falar naturalmente, que tudo vai melhorar ao ingressar na pré-escola ou que meninos demoram mais para falar do que as meninas, por exemplo. No entanto, a falta de um diagnóstico precoce e uma intervenção bem planejada pode comprometer o aprendizado e o desenvolvimento de outras habilidades e ocasionar problemas inclusive na vida adulta. Quais as causas para esse problema de fala? Existem várias causas para o atraso na fala, entre elas: problemas de audição, como surdez; alterações na língua; limitações cognitivas; deficiência mental; transtorno do espectro autista (TEA); transtorno do desenvolvimento da linguagem; falta de estímulos adequados. O atraso pode ser, ainda, decorrente de um quadro chamado de apraxia da fala — um distúrbio neurológico motor em que a criança não consegue planejar e realizar os movimentos para falar. Não se conhece a causa do distúrbio, mas o que se sabe é que o cérebro não envia os comandos para a movimentação das estruturas envolvidas na produção da fala. Assim, a criança tem a intenção de se comunicar, entende o que é falado, mas não consegue fazer os movimentos articulatórios para isso. O que esperar em cada fase da criança? O atraso na fala pode ser notado em crianças de qualquer idade que não reagem a ruídos, não balbuciam ou não usam a voz para a produção de sons. Veja abaixo o que é esperado para cada faixa etária. Até os 6 meses, o bebê: reage a sons altos; dá risada; sorri para a mãe e outras pessoas próximas; segue os sons com os olhos; fica interessado por música; gosta de brinquedos com música; começa a balbuciar sons, iniciando com p, b e m, tentando imitar a fala. De 7 meses a 1 ano, o bebê: bate palmas; vira na direção da música; presta atenção quando alguém fala com ele; compreende palavras simples, como “água” e “bola”; atende a pequenos comandos; procura se comunicar com gestos; fala palavras como “mamãe” e “não”. De 1 a 2 anos, a criança: entende perguntas simples; obedece a comandos, como “pega o brinquedo”; junta duas palavras para se comunicar, como “dá água”; aprende mais palavras; reconhece figuras em livros e desenhos. De 2 a 3 anos, a criança: usa 2 ou 3 palavras juntas para se expressar; pronuncia sons mais complexos, como k, g, f, t, d e n; nomeia as coisas; conversa de um jeito fácil de entender. Como fazer para tratar o quadro? Ao notar que a criança não fala ou não tenta se comunicar é importante que os pais consultem o pediatra, um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo. O otorrino fará a avaliação clínica e exames para verificar alterações na audição. O fonoaudiólogo vai avaliar a linguagem da criança e entrevistar os pais sobre detalhes do desenvolvimento do pequeno desde o nascimento. Assim, pode realizar sessões com exercícios no consultório, prescrever exercícios em casa e orientar os pais para a estimulação correta. Já o pediatra/otorrinolaringologista pode solicitar testes auditivos ou até mesmo indicar que os pais procurem um neuropediatra, bem como outros profissionais para intervenção, como psicopedagogo e terapeuta ocupacional. Como os pais podem estimular a fala dos filhos? A criança vai aprender a falar ouvindo, por isso é papel dos pais e outros adultos que convivem com ela fazer a estimulação. Desde que o bebê nasce, é importante que os pais interajam com ele — com conversas, música e imagens. No entanto, não é preciso falar tudo no diminutivo: a dica é variar a entonação e destacar expressões faciais e gestos para chamar a atenção do pequeno. Você pode aproveitar situações do cotidiano, como o banho, para nomear as partes do corpo, ou as refeições, indicando o nome dos alimentos. Quando a criança começa a se expressar, é importante que os pais a incentivem a pedir o que quer falando e não apenas apontando. Também tenha o hábito de ler livros para os pequenos, nomeando os personagens e outros objetos da cena e pedindo para ela reproduzir a história depois. Existem variações no desenvolvimento de cada criança, mas é fundamental que os pais e responsáveis estejam atentos ao atraso na fala e a outras dificuldades de linguagem. O ideal é procurar ajuda especializada, descobrir as causas e fazer a intervenção precoce para ajudar a criança na vida escolar e na socialização. Se você quer esclarecer outras dúvidas sobre problemas de fala com as crianças, deixe seu comentário no post que responderemos em breve. Agende também uma consulta com os especialistas em otorrinolaringologia e fonoaudiologia da Otorrino DF diretamente pelo site ou telefone: (61) 3542-2803.

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