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  • Desenvolvimento Auditivo Infantil

    Você sabia que o bebê começa a escutar por volta da 24° semana de gestação? E sons como a fala dos pais, uma música tocada perto da barriga entre outros causam reações no feto. ⠀ Após o nascimento, o desenvolvimento da audição e da linguagem da criança vai se refinando gradualmente, junto com outras habilidades, como as motoras. ⠀ O desenvolvimento do cérebro da criança acontece como um todo, sendo que as habilidades motoras vão se refinando junto com as demais funções como a audição e a linguagem. Abaixo vocês podem ver um gráfico de desenvolvimento motor normal: Apesar de uma parte das crianças não seguirem estes marcos, vamos dividir por períodos para facilitar. O que devemos observar nas crianças em relação a audição e linguagem? 0-3 MESES O bebê reage diante de sons mais intensos: pode se assustar, acordar e acelerar ou parar a mamada. 4-6 MESES Localiza sons a sua volta e reconhece a voz da mãe. 7-9 MESES Reage de maneira diferente para sons fracos e fortes, podendo esboçar agrado ou desagrado aos sons que ouve. Pode responder ao o próprio o nome e localiza e reconhece sons familiares. 9-13 MESES Localiza os sons para baixo e para os lados rapidamente; responde a comandos verbais mais simples (“manda beijo”, “da tchau”). 13-16 MESES Começa a compreender e responder comandos verbais mais complexos; localiza sons para cima. ACIMA DOS 16 MESES Entende frases simples e pode pegar objetos familiares quando lhe é solicitado, também já compreende comandos relacionados à partes do corpo sem pistas visuais. ⠀ Nem todas as crianças seguem esses marcos. Em caso de dúvidas, procure um pediatra!

  • TESTE OLFATÓRIO

    O olfato é um dos cinco sentidos do corpo humano, e é responsável pela nossa capacidade de sentir cheiros, sua perda é conhecida como anosmia (total) ou hiposmia (parcial). Ela pode ser decorrente de alguma patologia subjacente, como resfriados que deixam a pessoa com o nariz entupido, ou não vir acompanhada de nenhuma outra complicação. A condição, que pode ser súbita ou gradual e durar de períodos curtos à até vários meses, é classificada como: ⠀ Temporária: considerada a forma mais comum de anosmia, costuma estar relacionada a gripes, resfriados ou alergias; ⠀ Permanente: decorre a partir de lesões definitivas dos nervos olfativos ou infecções graves que acometem o nariz, diminuindo as possibilidades de cura. ⠀ O diagnóstico pode ser feito por meio do teste do olfato de Connecticut. Esse teste não possui riscos e nem causa desconforto ao paciente, e é dividido em duas partes, a quantitativa e a qualitativa. ⠀ Na fase Qualitativa, diferentes odores são apresentados ao paciente, para que ele possa diferenciá-los. Os aromas são armazenados em um tubo de ensaio vedado, de forma que o paciente não possa identificar não o que está dentro. Na fase Quantitativa, é feita a diluição de uma substância e de acordo com a resposta do paciente à essa diluição é possível mensurar se o olfato está normal, pouco comprometido ou muito comprometido. ⠀ Ao decorrer do tempo o teste pode ser refeito e utilizado de maneira comparativa aos feitos anteriormente pelo paciente e analisar o progresso de sua reabilitação. Sentir cheiros por vezes nos despertam lembranças e sentimentos, perder essa capacidade além de desagradável, pode afetar a percepção do paladar, e para aqueles que passaram por essa experiência e ainda não recuperam o sentido completamente existe um treinamento que pode ajudar no processo de reabilitação, procure o seu médico!

  • Ototoxicidade

    Ototoxicidade é a propriedade tóxica para o ouvido - afetando principalmente a cóclea ou nervo auditivo, e em alguns casos para o sistema vestibular - que algumas substâncias possuem; uma ampla variedade de medicamentos podem ser ototóxicos e prejudiciais à audição humana. Os Aminoglicosídeos são as drogas ototóxicas mais conhecidas, podemos citar de exemplo: a estreptomicina e a neomicina. Outro medicamento muito citado atualmente para o tratamento do Covid, e que também é ototóxico é a azitromicina. Perceberam algo em comum entre eles? Cuidado com os medicamentos com este final. Alguns quimioterápicos também podem ser prejudiciais à audição Além disso, alguns outros fatores podem afetar a ototoxicidade, entre eles: Dose e tempo do tratamento Insuficiência renal subjacente Uso de mais de uma substância com potencial ototóxico simultaneamente Predisposição genética Esses medicamentos ototóxicos não devem ser administrados quando houver a perfuração da membrana timpânica, dado que essas substâncias podem se difundir para a orelha interna. Quando o paciente é exposto a esse tipo de medicamento, a audição deve ser monitorada durante todo o tratamento.

  • Doença de Ménière

    A Doença de Ménière é uma síndrome rara e acomete o ouvido interno - ocorre uma extensão do volume de endolinfa dentro da orelha interna, causando uma distensão em decorrência de um aumento da pressão interna. Os principais sintomas dessa patologia são: Vertigem Zumbido Audição flutuante Plenitude auricular Em geral, os sintomas aparecem subitamente e em estágios iniciais pode ser confundida com outras doenças, como labirintite por conta desses sintomas. Como é feito o diagnóstico e o tratamento? A causa exata da Doença de Ménière não é conhecida e pode ocorrer em membros de uma mesma família; estudos recentes mostram que há certa prevalência em mulheres. Por ser uma doença ainda não bem compreendida, o diagnóstico inclui a análise do histórico dos pacientes, exames de audição e o descarte de outras patologias com quadros clínicos similares. A Doença de Ménière não tem cura, por isso qualquer tratamento geralmente envolve acompanhamento para toda a vida dos pacientes. Em geral são tratados os sintomas a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, seu equilíbrio e reduzir o zumbido. Manter hábitos saudáveis, com uma alimentação equilibrada, redução da cafeína e prática de exercícios podem ser aliados.

  • Zumbido no ouvido

    Idealizado pela Dra. Tanit Ganz Sanchez, o Novembro Laranja é uma campanha nacional de alerta ao zumbido, misofonia e hiperacusia. O objetivo é conscientizar a população sobre a realidade preocupante do aumento dos problemas auditivos em todas a idades. Dentre os três temas centrais do Novembro Laranja, o zumbido - ou tinnitus - é um ruído auditivo que apenas o próprio paciente escuta; ele pode não ser causado por nenhuma doença coexistente, mas ser causado por exposição a sons altos, excesso de cera no ouvido, lesões no pescoço e na cabeça ou ainda aparecer como efeito colateral da ototoxicidade de determinados medicamentos. Entretanto, o zumbido também pode ser consequência de uma perda auditiva ou doenças subjacentes, como a diabetes. O tinnitus atinge cerda de 15% da população mundial e tem papel decisivo na perda de qualidade de vida, podendo afetar o sono, a concentração e até mesmo e o convívio social. Como funciona o diagnóstico? O diagnóstico, bem como o tratamento, do tinnitus deve ser realizado com um otorrinolaringologista e muitas vezes é feito por exclusão. Para um diagnóstico preciso é feita a investigação das possíveis patologias subjacentes e exames audiológicos como: Audiometira tonal e vocal Impedanciometria Prova de função tubária Emissões otoacústicas BERA/PEATE Pesquisa de limiar de desconforto Audiometria de altas frequências Acufenometria Zumbido tem tratamento? O tratamento irá sempre depender do diagnóstico; pode ser feito através do tratamento da perda auditiva, quando existir, através de terapias sonoras, medicamentos, controle das doenças subjacentes, evitando possíveis gatilhos entre outros. O primeiro passo é buscar a ajuda profissional!

  • Apneia do Sono

    Ronco é o som que algumas pessoas produzem enquanto dormem e ocorre por conta do estreitamento ou a obstrução das vias respiratórias durante o sono, prejudicando a passagem de ar no decorrer da respiração. O ronco pode ser classificado de duas formas diferentes; a primeira, não é considerada uma doença e é conhecida como ronco primário e pode ser um sintoma comum do sono, produzido quando algo obstrui a respiração, porém sem causar falta de ar. A segunda classificação do ronco - o ronco secundário - é, por sua vez, considerada mais séria por que pode ser um dos sintomas de um distúrbio do sono conhecido por apneia do sono. Apneia do sono é suspensão da respiração, momentânea e recorrente, durante o sono. Esse distúrbio, dependendo dos mecanismos fisiopatológicos que o causam, possui três subdivisões: apneia central: ausência de esforço inspiratório causando a cessação do fluxo de ar; apneia obstrutiva: o esforço inspiratório ocorre, mas está associado à cessação do fluxo de ar; apneia mista: há ocorrência simultânea dos dois tipos anteriormente descritos. Diagnóstico O exame padrão para o diagnóstico de distúrbios do sono é a polissonografia. O exame é realizado durante o sono e registra diferentes parâmetros neurofisiológicos, além de aferir eventos respiratórios anormais. A polissonografia não causa dor, podendo ser realizada em laboratório e, alguns casos, em casa. Sintomas Entre os sintomas da apneia do sono, pode-se observar: Indisposição ao longo do dia; Dores de cabeça ao despertar; Dificuldade de concentração; Ganho de peso; Problemas cardíacos; Ronco alto; Sono agitado e não reparador. Tratamento Entre as possibilidades de tratamento para esse distúrbio, que devem ser realizados de acordo com um diagnóstico específico para cada caso, está o uso da CPAP (Continuous Positive Airway Pressure). O CPAP é um compressor de ar acoplado à uma máscara, que é utilizada pelo paciente durante o sono e serve como profilaxia à obstrução da garganta e das vias nasais, otimizando a qualidade do sono e evitando o ronco, quando presente.

  • BERA/PEATE com sedação

    O desenvolvimento auditivo infantil contribui diretamente para o aprendizado e uso da fala e da linguagem. A avaliação precoce de possíveis alterações na audição são essenciais para que o desenvolvimento saudável não seja comprometido, gerando consequências de natureza emocional, social e psicomotora. E quais os indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA)em bebês? ⠀⠀ Icterícia Nascimento prematuro Apgar com escore baixo Baixo peso no nascimento Internação em UTI neonatal Hipoxia (falta de oxigenação) no parto Utilização de medicamentos ototóxicos Infecções maternas durante o pré-natal (sífilis, rubéola, entre outros) DIAGNÓSTICO DAS VIAS AUDITIVAS: O recém nascido deve ser submetido ao teste da orelhinha (triagem auditiva) e mesmo que tenha obtido resultado positivo, se ele se enquadra em algum desses fatores de risco, deve ser encaminhado ao otorrino para avaliação e acompanhamento. O BERA/PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico) é um teste indolor e não invasivo cujo propósito é avaliar a integridade da via auditiva o até o tronco encefálico - estruturas responsáveis para que o som chegue no cérebro. Faz parte do protocolo de diagnóstico recomendado pelo Comitê Multiprofissional de Saúde Auditiva (COMUSA), e permite identificar uma possível perda auditiva em maior ou menor grau. Apesar de ser um exame objetivo, ou seja, não depende de uma resposta ativa do paciente, o BERA/PEATE é um exame muito sensível e que sofre diversas interferências que podem ser externas (elétrica por exemplo) ou internas (ex: contração muscular). Para evitar interferências internas, incômodos ou interrupções com bebês e crianças pequenas, o exame é geralmente realizado com o paciente dormindo, o que nem sempre é possível. A depender da situação, para garantir as condições ideias para a realização do BERA/PEATE é recomendado o uso de sedação. COMO FUNCIONA? A sedação é realizada por médico anestesista, em ambiente preparado com todo o mecanismo necessário de suporte à vida e constante monitoramento da sedação, que geralmente é feita através de gás inalatório. O exame é feito em centro cirúrgico, acompanhado pelo fonoaudiólogo audiologista, profissional responsável pela avaliação dos estímulos gerados durante o teste. O audiologista é especialista no estudo da audição, seu equilíbrio e distúrbios relacionados; o dia 10 de outubro é o dia mundial reservado à apreciação e reconhecimento desses profissionais. A OtorrinoDF parabeniza todos os profissionais da área e agradece a dedicação de toda sua equipe de audiologistas!

  • Prick Test

    O Prick Test, também conhecido como teste cutâneo de leitura imediata ou teste de puntura, é um método para detecção de quais alérgenos - substâncias que podem induzir uma reação alérgica - o paciente é sensível. O teste é indicado à pessoas com alergias respiratórias, alimentares, à picadas de inseto, entre outras; sua realização é simples, segura e indolor. O local em que será realizado o teste, geralmente o antebraço, é higienizado e é então aplicada as substâncias potencialmente alergênicas, entre 15 e 20 minutos após o contato os resultados finais se houve ou não reação alérgica já podem ser obtidos. QUE TIPO DE SENSIBILIDADE PODE SER DETECTADA? Pode identificar sensibilidade a inalantes. por exemplo: Ácaros; Gramíneas (pólens); Fungos; Epitélio de animais; Penas; Baratas. Ou também sensibilidade a alimentos como: Leite e frações; Ovo; Trigo; Milho; Amendoim; Glúten; TEM IDADE MÍNIMA? O teste é bastante sensível e pode ser realizado em pacientes de todas idades, contudo é recomendável que o exame seja feito a partir dos 5 anos, idade em que o sistema imunológico está mais desenvolvido e os resultados são mais confiáveis. EXISTE PREPARO? O uso de alguns medicamentos, como anti-histamínicos, inviabilizam o resultado do teste, portanto, para que possa ser realizado seu uso deve ser descontinuado por 7 dias antes do exame.

  • Rinoplastia

    Rinoplastia é uma cirurgia plástica para correção de nariz; existem diversas possibilidades como aumentar ou diminuir o tamanho do nariz, conferir projeção à ponta, afinar as asas nasais e até diminuir a giba óssea. A Rinoplastia é indicada para quem está insatisfeito com o formato natural do nariz, porém seus benefícios vão para além da estética, servindo também para melhorar aspectos funcionais do nariz, corrigindo deformidades traumáticas ou naturais e auxiliar em funções respiratórias e inclusive no sono.⠀ Existe idade mínima ou máxima? Cada caso tem de ser avaliado individualmente, mas no geral não há idade máxima para a realização de uma cirurgia plástica. É preciso, porém, que algumas questões sejam consideradas como a saúde física e mental e a possibilidade de pacientes mais velhos podem ter um pós operatório mais longo. Quanto à idade mínima, é sempre importante estar atento ao crescimento craniofacial - uma vez que o nariz se trata do centro desse crescimento. Considera-se mais segura a cirurgia após os 16 anos, pois alguns estudos mostram que a fase de crescimento e desenvolvimento dos ossos e cartilagens dos pacientes em potencial é mínimo. Ambas as questões devem ser investigadas com um profissional, que irá apontar os possíveis riscos e limitações da cirurgia. E como funciona a recuperação? No pós operatório o paciente geralmente não sente dor e não há a necessidade do paciente ficar acamado, porém o repouso é indispensável para diminuir o inchaço! Além disso, alguns cuidados são essenciais: fazer compressas de gelo frequentemente, dormir com a cabeça em posição mais elevada, utilizando mais de um travesseiro e evitar deitar de lado, exposição ao sol e o uso de óculos; também é preciso evitar esforço físico nos primeiros 30 dias.

  • Adenoidectomia

    Adenoide As adenoides são um tecido linfático - semelhante ao gânglios - que fica no alto da garganta, logo atrás do nariz. Elas, junto com as amígdalas, fazem parte do sistema imunológico e auxilia contra infecções e a manter os fluidos corporais em equilíbrio. As adenoides e amígdalas funcionam capturando os germes que entram pela boca e pelo nariz. A cirurgia para remoção da adenoide, quando necessária, é conhecida como adenoidectomia. Quando é indicada? Quando tratamentos mais simples e medicamentos não promovem a solução para problemas com a adenoide, a indicação é realizar a cirurgia; a indicação mais frequente para a cirurgia da adenoide é quando ocorre obstrução da via respiratória (roncos e obstrução nasal) ou da via digestiva (engasgos frequentes e dificuldade de alimentação) e crises infecciosas muito intensas ou repetidas. Para a realização da cirurgia o paciente é submetido à anestesia geral, e não sente nenhuma dor durante o procedimento, que possui uma duração média de 20 minutos. É comum receber alta no mesmo dia da cirurgia, finalizando recuperação em casa. E depois? A recuperação geralmente é rápida, porém alguns cuidados são indicados para auxiliar na melhora, e qualquer prescrição médica deve ser realizada com muito cuidado e atenção. Pode contribuir para a recuperação: Dieta fria e mole, para evitar hemorragia e facilitar na deglutição; Evitar esforço; Evitar ambientes muito quentes; Repouso.

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