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  • Tratamento da faringite: viral ou bacteriana, o que muda

    A garganta arranha, dói para engolir e parece que cada gole de água passa por uma lixa. Esse quadro costuma ser faringite, a inflamação da faringe (a parte do fundo da garganta, logo atrás da boca). É uma das queixas mais comuns no consultório do otorrinolaringologista e, na maior parte das vezes, melhora em poucos dias. Mesmo assim, entender a causa muda tudo no tratamento da faringite, porque o que ajuda numa faringite viral é diferente do que ajuda numa bacteriana. O que é a faringite A faringe é o canal que liga o nariz e a boca ao esôfago e à laringe. Quando ela inflama, aparecem dor ao engolir, sensação de garganta seca ou arranhando, vermelhidão no fundo da boca e, às vezes, febre, mal-estar e ínguas no pescoço (gânglios inchados). A faringite pode vir sozinha ou junto de um resfriado, com coriza, tosse e espirros. Faringite viral ou bacteriana: por que a diferença importa A maioria das faringites é causada por vírus, os mesmos do resfriado e da gripe. Nesses casos o próprio organismo dá conta da infecção, e o tratamento serve para aliviar os sintomas enquanto o corpo se recupera. Sinais que lembram causa viral: coriza, tosse, rouquidão, olhos vermelhos e início junto de um resfriado. Uma parte menor é causada por bactérias, principalmente o estreptococo. Aí costuma haver febre mais alta, dor forte para engolir, placas brancas ou pus nas amígdalas, ínguas doloridas no pescoço e, geralmente, ausência de tosse e coriza. Só que esses sinais se misturam, e olhar a garganta no espelho não basta para separar um tipo do outro. Por isso a avaliação médica, às vezes com um teste rápido, é o que define o caminho. Como é o tratamento da faringite Na faringite viral, o foco é o conforto: repouso, boa hidratação, alimentação leve e medidas para aliviar a dor e a febre, conforme a orientação do médico. Antibiótico não age contra vírus. Usado sem necessidade, ele não acelera a melhora, pode causar efeitos colaterais e contribui para a resistência bacteriana, que deixa esses remédios menos eficazes quando a pessoa realmente precisa deles. Na faringite bacteriana, o antibiótico tem papel importante, e quem decide qual, por quanto tempo e se ele é mesmo necessário é o médico que examinou você. Seguir o tratamento até o fim, do jeito que foi orientado, ajuda a evitar complicações e o retorno da infecção. Por que não se automedicar Muita gente procura na internet o que tomar para faringite e acaba usando a sobra de um remédio antigo ou a indicação de alguém da família. O problema é que, sem saber se a causa é vírus ou bactéria, a chance de errar é grande. Além disso, alguns analgésicos e anti-inflamatórios não são indicados para quem tem gastrite, problemas de rim, pressão alta, gravidez ou alergias. Pastilhas e sprays podem aliviar por alguns minutos, mas não tratam a causa e podem mascarar um quadro que precisava de avaliação. Brasília, tempo seco e garganta irritada Na estiagem do Distrito Federal, a umidade do ar cai muito e a poeira aumenta. A mucosa da garganta resseca, fica mais sensível e se defende pior dos vírus. Ambientes com ar-condicionado, comuns em escritórios da cidade, pioram esse ressecamento. Quem respira pela boca por causa de nariz entupido ou rinite sente ainda mais. Cuidar da hidratação e do nariz nessa época é uma forma simples de proteger a garganta. Cuidados práticos para aliviar e prevenir Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede, principalmente no período seco. Prefira alimentos macios e em temperatura amena, que machucam menos ao engolir. Descanse a voz e o corpo nos dias de sintomas mais fortes. Use umidificador no quarto ou uma bacia com água e toalha úmida nos meses de seca. Faça a higiene nasal com soro fisiológico para facilitar a respiração pelo nariz. Evite cigarro, ambientes com fumaça e bebidas alcoólicas, que irritam a mucosa. Lave as mãos com frequência e não compartilhe copos e talheres enquanto estiver doente. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale procurar avaliação se a dor de garganta durar mais de três a cinco dias sem melhora, se houver febre alta, placas brancas nas amígdalas ou ínguas doloridas no pescoço. Procure atendimento com mais rapidez se houver dificuldade para engolir a própria saliva, dificuldade para respirar, dor muito forte de um lado só, dificuldade para abrir a boca ou voz abafada. Faringites que voltam várias vezes ao ano também merecem investigação, porque podem ter relação com rinite, refluxo ou amígdalas que inflamam com frequência. No OtorrinoDF, os especialistas das quatro unidades em Brasília avaliam a garganta, o nariz e os ouvidos na mesma consulta e atendem por mais de 60 convênios. Se a garganta está incomodando, agende uma avaliação e converse com um otorrinolaringologista sobre o seu caso.

  • Ouvido tampado: o que fazer e quando procurar o otorrino

    A sensação de ouvido tampado é daquelas que incomodam muito: o som parece abafado, a própria voz fica estranha e às vezes surge uma pressão desconfortável. Quem passa por isso costuma procurar na internet o que fazer para desentupir o ouvido. A resposta depende da causa, e entender o que está por trás desse sintoma ajuda a evitar atitudes que podem piorar o quadro. Por que o ouvido fica tampado O ouvido tem três partes: o canal externo, que vai da orelha até o tímpano, o ouvido médio, que fica atrás do tímpano, e o ouvido interno, responsável pela audição e pelo equilíbrio. A sensação de ouvido tampado pode vir de qualquer uma dessas regiões, e cada uma pede um cuidado diferente. Causas mais comuns Acúmulo de cera: a cera é natural e protege o ouvido, mas às vezes se acumula ou é empurrada para dentro, formando uma rolha que tampa o canal. Água no ouvido: depois de piscina, mar ou banho, a água pode ficar presa no canal por algum tempo. Disfunção da tuba auditiva (o canal que liga o ouvido ao fundo do nariz e equilibra a pressão): acontece com frequência durante gripes, resfriados, sinusites e crises de rinite. Mudanças de pressão: viagens de avião, descidas de serra e mergulho podem dar aquela sensação de ouvido cheio. Inflamações e infecções do ouvido, que podem vir acompanhadas de dor, febre ou secreção. Alterações do ouvido interno, como a perda auditiva súbita, que é menos comum, mas exige atenção rápida. O clima seco de Brasília e o ouvido tampado Na estiagem, a umidade do ar em Brasília cai bastante e a poeira aumenta. Esse cenário favorece crises de rinite e irritação do nariz, e o inchaço da mucosa nasal pode atrapalhar o funcionamento da tuba auditiva. O resultado, para muita gente, é o ouvido tampado que aparece junto com o nariz entupido. Cuidar do nariz nessa época, com a orientação adequada, costuma ajudar também o ouvido. O que fazer e o que evitar Quando o ouvido tampa durante um voo ou uma descida de serra, engolir, bocejar ou mascar algo costuma ajudar a equilibrar a pressão. Se o incômodo veio depois de entrar na água, inclinar a cabeça para o lado afetado e deixar escorrer naturalmente pode ser suficiente. Já cotonetes, grampos, pontas de toalha e outros objetos devem ficar longe do canal. Eles empurram a cera para dentro, podem machucar a pele do ouvido e até perfurar o tímpano. Também vale ter cuidado com as chamadas velas de ouvido, que não têm benefício comprovado e podem causar queimaduras. Existe remédio de farmácia para desentupir o ouvido? Essa é uma dúvida muito comum. Existem produtos vendidos em farmácia que amolecem a cera, mas eles não servem para todos os casos. Se o tímpano estiver perfurado ou houver uma infecção, pingar qualquer líquido no ouvido pode piorar o problema. Além disso, quando a causa está na tuba auditiva ou no ouvido interno, esses produtos simplesmente não resolvem. Por isso, o mais seguro é não se automedicar e passar por uma avaliação para descobrir a causa antes de usar qualquer produto. Como o otorrinolaringologista avalia Na consulta, o médico conversa sobre como o sintoma começou e examina o ouvido com otoscopia (exame do canal e do tímpano com uma luz própria). Se for cera, a remoção pode ser feita no próprio consultório, com instrumentos adequados e de forma segura. Quando há suspeita de alteração na audição, podem ser pedidos exames como a audiometria (teste que mede quanto você ouve) e a imitanciometria (avaliação do tímpano e da pressão no ouvido médio). Cuidados práticos no dia a dia Limpe apenas a parte de fora da orelha, com a ponta da toalha, depois do banho. Não introduza cotonetes nem objetos no canal do ouvido. Em voos, engula, boceje ou masque algo durante a subida e, principalmente, durante a descida. Se estiver gripado ou com o nariz muito congestionado, converse com seu médico antes de viajar de avião. Na estiagem, beba bastante água e cuide da hidratação do nariz, conforme orientação médica. Seque bem as orelhas depois de piscina e mar. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o ouvido continuar tampado por mais de alguns dias, se voltar com frequência ou se vier junto com dor, febre, secreção, zumbido ou tontura. Busque atendimento com mais rapidez se a audição de um dos ouvidos diminuir de repente, sem motivo aparente: nesse caso, quanto antes for a avaliação, melhor. Na OtorrinoDF, nossos especialistas examinam o ouvido com cuidado, identificam a causa e orientam o tratamento mais adequado, em quatro unidades em Brasília.

  • Garganta inflamada: como melhorar em casa e quando procurar o otorrino

    Acordar com a garganta arranhando, sentir dor ao engolir e perceber a voz mais fraca é uma queixa muito comum em Brasília, principalmente na estiagem. A boa notícia é que a maior parte das inflamações de garganta é causada por vírus e melhora sozinha em poucos dias, desde que a pessoa dê ao corpo condições de se recuperar. Neste texto, explicamos o que costuma estar por trás da garganta inflamada, o que realmente ajuda a melhorar e quais sinais indicam que é hora de passar por uma avaliação. Por que a garganta inflama A garganta é revestida por uma mucosa (a camada úmida que protege o interior do corpo) que funciona como uma barreira contra vírus, bactérias e partículas do ar. Quando essa barreira é agredida, ela reage com inchaço, vermelhidão e dor. Na maioria das vezes, o agressor é um vírus, o mesmo que provoca resfriado ou gripe. Em uma parte menor dos casos, a causa é bacteriana, e o tratamento muda bastante. Também existem causas que não têm nada a ver com infecção: alergias respiratórias, refluxo (quando o conteúdo do estômago sobe e irrita a garganta), uso intenso da voz, cigarro e, muito comum por aqui, o ar extremamente seco. O clima seco de Brasília pesa na conta Durante a estiagem, a umidade relativa do ar no Distrito Federal costuma cair abaixo de 20%, níveis que a Defesa Civil trata como alerta. Somados à altitude e à poeira, esses dias deixam a mucosa da garganta ressecada e mais frágil. Uma mucosa seca se defende pior, o que facilita a entrada de vírus e prolonga a irritação. Por isso, muita gente em Brasília sente a garganta pior ao acordar, depois de uma noite inteira respirando ar seco, às vezes pela boca, quando o nariz está entupido. Como saber se é vírus ou bactéria Não dá para ter certeza só pelos sintomas, mas alguns sinais ajudam a orientar. Quadros virais costumam vir acompanhados de coriza, espirros, tosse, rouquidão e mal-estar geral. Já a infecção bacteriana tende a começar de forma mais brusca, com febre alta, dor forte para engolir, ínguas doloridas no pescoço e placas brancas nas amígdalas, geralmente sem tosse ou coriza. Essa diferença importa porque antibiótico não age contra vírus. Recorrer ao antibiótico por conta própria em uma inflamação viral não acelera a melhora, pode causar efeitos colaterais e contribui para que as bactérias fiquem resistentes. Quem decide se há indicação é o médico, depois de examinar a garganta. O que ajuda a garganta a melhorar Na inflamação viral simples, o objetivo é aliviar o desconforto e manter a mucosa hidratada enquanto o organismo resolve a infecção. Medidas simples fazem diferença real: Beber água ao longo do dia, em pequenos goles, mesmo sem sede. Bebidas mornas costumam ser mais confortáveis. Fazer gargarejo com água morna e uma pitada de sal, que ajuda a limpar e acalmar a mucosa. Manter o ambiente úmido, com umidificador, toalha molhada ou bacia com água no quarto, principalmente à noite durante a seca. Lavar o nariz com soro fisiológico, para que a pessoa volte a respirar pelo nariz e não pela boca. Poupar a voz: evitar falar alto, gritar ou cochichar, que também força as pregas vocais. Evitar cigarro, ambientes com fumaça, bebida alcoólica e alimentos muito ácidos ou muito quentes enquanto a dor persistir. Descansar e dormir bem, porque o sistema de defesa trabalha melhor com o corpo recuperado. Remédio para garganta inflamada: por que não se automedicar É comum procurar na farmácia algo que resolva rápido. Existem analgésicos, anti-inflamatórios, pastilhas e sprays, e cada um tem indicação, contraindicação e cuidados próprios. Anti-inflamatório, por exemplo, pode não ser adequado para quem tem gastrite, problema renal, pressão alta ou está grávida. Pastilhas e sprays aliviam o sintoma, mas não tratam a causa e podem mascarar um quadro que precisa de atenção. Se a dor estiver atrapalhando comer, beber ou dormir, o caminho mais seguro é conversar com um médico, que vai indicar o que faz sentido para o seu caso e para a sua saúde como um todo. Quando a garganta inflamada se repete Algumas pessoas têm crises de garganta várias vezes por ano. Nesses casos, vale investigar o que está por trás: amigdalites de repetição, rinite alérgica sem controle, refluxo ou respiração pela boca durante o sono. Em situações específicas, o otorrinolaringologista pode discutir a amigdalectomia (retirada das amígdalas), mas essa decisão depende de critérios clínicos bem definidos e de uma avaliação individual. Quando procurar o otorrinolaringologista A maioria das inflamações virais melhora em cerca de uma semana. Procure avaliação se a dor passar de cinco a sete dias sem melhora, se houver febre alta ou persistente, placas brancas nas amígdalas, ínguas doloridas no pescoço, rouquidão que dura mais de duas semanas ou crises que se repetem ao longo do ano. Busque atendimento imediato em caso de dificuldade para respirar, dificuldade importante para engolir a própria saliva, salivação excessiva, dificuldade para abrir a boca ou inchaço de um lado só da garganta. No OtorrinoDF, os especialistas examinam a garganta, o nariz e os ouvidos em conjunto, porque muitas vezes o problema de um começa no outro. Se a sua garganta não está melhorando ou volta a inflamar com frequência, agende uma consulta em uma das nossas unidades em Brasília.

  • Como tirar água do ouvido quando não quer sair

    Depois de um mergulho na piscina, de um banho demorado ou de uma tarde no Lago Paranoá, é comum sentir o ouvido abafado, como se houvesse água presa lá dentro. Na maioria das vezes, essa sensação passa sozinha em poucos minutos ou horas. Mas quando a água parece não querer sair, surgem a dúvida e a tentação de resolver com cotonete, grampo ou qualquer objeto à mão. Neste texto, explicamos por que isso acontece, o que é seguro fazer em casa e quando vale a pena procurar o otorrinolaringologista. Por que a água fica presa no ouvido O canal auditivo externo, o tubo que vai da orelha até o tímpano, não é reto: ele faz uma pequena curva. Além disso, é revestido por cera (cerume), uma substância natural que protege a pele e repele a água. Quando há excesso de cera, canal mais estreito ou alguma irritação na pele, a água pode ficar retida atrás desse obstáculo e criar a sensação de ouvido tampado. Em geral, a própria gravidade e os movimentos da mandíbula, como mastigar e bocejar, ajudam a água a escorrer. O problema aparece quando a umidade permanece por muito tempo, porque a pele do canal fica amolecida e mais vulnerável a infecções. O que é seguro tentar em casa Algumas medidas simples costumam ser suficientes e não oferecem risco quando feitas com delicadeza: Incline a cabeça para o lado do ouvido afetado e puxe levemente a orelha para cima e para trás. Isso ajuda a alinhar o canal e facilita a saída da água. Deite de lado, com o ouvido tampado virado para baixo, apoiado em uma toalha, por alguns minutos. Faça movimentos de mastigar ou bocejar com a cabeça inclinada. A movimentação da mandíbula mexe nas paredes do canal. Seque apenas a parte de fora da orelha com a ponta de uma toalha macia, sem introduzir nada no canal. Use o secador de cabelo na temperatura mais baixa e na velocidade mínima, a cerca de 30 centímetros da orelha, por poucos segundos. Nunca com ar quente perto da pele. O que não fazer A vontade de resolver logo leva a atitudes que costumam piorar a situação. Cotonetes, grampos, pontas de toalha torcidas e os dedos empurram a cera e a água ainda mais para dentro, podem arranhar a pele fina do canal e, em casos mais sérios, até perfurar o tímpano. Também não é indicado pingar gotas, óleos ou receitas caseiras por conta própria: se houver uma lesão ou perfuração que você não consegue ver, qualquer líquido pode causar dano. Velas de ouvido (cones de cera acesos na orelha) não têm comprovação de eficácia e podem provocar queimaduras. Quando a água vira otite externa Se a umidade fica presa por muito tempo, bactérias e fungos encontram ambiente favorável e pode surgir a otite externa, conhecida popularmente como ouvido de nadador. É uma inflamação da pele do canal auditivo, diferente da otite média, que acontece atrás do tímpano. Os sinais mais comuns são coceira dentro do ouvido, dor que piora ao tocar ou puxar a orelha, sensação de ouvido cheio, secreção e diminuição da audição. Nesse ponto, já não se trata apenas de água presa, e o tratamento precisa ser orientado por um médico, que vai examinar o canal e indicar o cuidado adequado para o seu caso. O clima de Brasília também conta Pode parecer contraditório, mas o tempo seco do Distrito Federal também tem relação com o problema. Na estiagem, a pele do canal auditivo tende a ficar mais ressecada e sensível, com pequenas fissuras. Ao mesmo tempo, é justamente a época em que piscinas, clubes e banhos mais longos ficam mais frequentes. Pele irritada somada a água retida é uma combinação que facilita a inflamação. Quem nada com regularidade ou tem histórico de otites deve ficar mais atento nesses meses. Como prevenir Algumas atitudes reduzem bastante a chance de a água ficar presa: Depois de nadar ou tomar banho, incline a cabeça para cada lado para deixar a água escorrer. Seque bem a parte externa das orelhas, sem colocar nada dentro do canal. Se você costuma ter o problema, converse com o otorrinolaringologista sobre o uso de protetores auriculares para natação. Evite limpar o ouvido por dentro. A cera tem função de proteção e, na maioria das pessoas, sai sozinha. Se você tem tubo de ventilação (tubinho no tímpano) ou já teve perfuração, siga as orientações específicas do seu médico antes de entrar na água. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se a sensação de água no ouvido durar mais de um ou dois dias, se houver dor, coceira intensa, secreção, febre, zumbido, tontura ou piora da audição. Também vale consultar se o problema se repete com frequência, porque pode indicar excesso de cera, canal estreito ou alguma condição que precisa de cuidado. O otorrinolaringologista examina o ouvido com instrumentos próprios e, quando necessário, faz a limpeza do canal com segurança, algo que não deve ser feito em casa. No OtorrinoDF, você encontra especialistas em ouvido nas quatro unidades em Brasília. Se a água não quer sair ou o ouvido continua incomodando, agende uma avaliação.

  • Rinite atacada: o que fazer na crise e o que evitar

    Tem dia em que o nariz simplesmente decide que não vai colaborar. Começa com uma coceira, vem uma sequência de espirros, o nariz escorre, entope e os olhos lacrimejam. Em Brasília, isso aparece com força nos meses de pouca chuva, quando o ar fica seco, a poeira sobe e a fumaça das queimadas se mistura a tudo. Quem convive com rinite resume o pacote em duas palavras: a rinite atacou. Entender o que acontece nessas horas ajuda a atravessar a crise com menos sofrimento e, principalmente, a não piorar o quadro tentando resolver sozinho. O que quer dizer rinite atacada Rinite é a inflamação da mucosa que reveste o nariz por dentro, o tecido que aquece, umidifica e filtra o ar que respiramos. Na rinite alérgica, o organismo trata como ameaça algo inofensivo, como poeira, ácaro, pelo de animal ou mofo, e dispara uma reação de defesa exagerada ali. Dizer que a rinite atacou é descrever a fase aguda dessa reação. A mucosa incha, produz mais secreção do que o normal e fica sensível a quase tudo. Daí os sintomas clássicos: espirros em sequência, coriza clara, coceira no nariz e nos olhos, nariz obstruído e sensação de cabeça pesada. Muitos perdem parte do olfato por alguns dias e acordam cansados, porque passaram a noite respirando pela boca. Por que a crise fica pior no clima de Brasília A capital tem uma combinação que incomoda qualquer nariz sensível. Na estiagem, a umidade relativa cai para valores muito baixos e o ar seco rouba água da mucosa nasal. Seca, ela perde eficiência: o muco engrossa, os cílios que empurram as impurezas para fora se movimentam mal e o que deveria sair fica parado, irritando. Soma-se a isso o vento que levanta poeira do cerrado, as queimadas no entorno e o uso intenso de ar-condicionado. Depois vem a virada do tempo, com as primeiras chuvas, mofo em canto úmido de armário e mudança brusca de temperatura. O que ajuda quando a crise começa O primeiro movimento é o mais simples e também o mais esquecido: interromper o contato com o que provocou a reação. Se a crise começou ao mexer em caixa guardada, ao varrer o quarto ou ao ligar o ar-condicionado sem limpeza há meses, nenhuma medida funciona bem enquanto o gatilho continuar ali. A lavagem nasal com soro fisiológico é o cuidado doméstico de maior utilidade nessas horas. Ela umidifica a mucosa, dilui a secreção espessa e retira a poeira presa, com alívio perceptível em poucos minutos. Beber água ao longo do dia ajuda na mesma direção, porque secreção fluida sai com facilidade. Umidificar o ambiente também conta, e nem precisa de aparelho: uma bacia com água no quarto já muda o ar da noite. O que não deve ser feito por conta própria é recorrer ao descongestionante nasal de farmácia como solução rápida. Ele desincha o nariz na hora e, com a repetição, provoca o efeito contrário: o nariz entope cada vez mais e passa a depender do frasco, um quadro que o otorrinolaringologista vê com frequência e que leva tempo para reverter. Existem tratamentos eficazes para a rinite, mas quem define qual se encaixa em cada caso é o médico, depois de examinar o nariz. Cuidados práticos para atravessar o dia seco Lavar o nariz com soro fisiológico ao acordar e ao voltar da rua, sobretudo em dia de poeira ou fumaça. Limpar a casa com pano úmido em vez de varrer ou espanar, que levantam exatamente o que incomoda. Deixar o quarto mais simples: menos tapete, menos bicho de pelúcia e menos livro acumulando poeira. Lavar roupa de cama toda semana e, se possível, usar capa antialérgica no colchão e no travesseiro. Higienizar o filtro do ar-condicionado de casa e do carro, e não apontar ventilador para o rosto durante o sono. Evitar fumaça de cigarro, perfume forte, produto de limpeza com odor intenso e aromatizante de ambiente. Não repetir por conta própria o descongestionante nasal que aliviou em outra ocasião. Sinais de que pode não ser apenas a rinite A crise de rinite costuma trazer secreção clara, coceira e espirros, e melhora quando o gatilho sai de cena. Alguns sinais, porém, pedem avaliação em vez de paciência: secreção amarelada e espessa por mais de dez dias, dor e pressão no rosto, febre, sangramento nasal repetido ou um lado do nariz sempre obstruído. Em criança, o alerta é diferente: respiração pela boca, ronco quase todas as noites, sono agitado e dificuldade de concentração na escola merecem atenção, porque nariz obstruído de forma crônica interfere no crescimento da face e no aprendizado. Quando procurar o otorrinolaringologista Procurar avaliação faz sentido quando as crises ficam frequentes, quando atrapalham o sono, o trabalho ou o estudo, quando o alívio só vem com descongestionante de farmácia, quando o olfato diminui ou quando os cuidados de ambiente não bastam. A consulta serve para confirmar que se trata de rinite, identificar os gatilhos de cada paciente, examinar o interior do nariz e montar um plano de controle para o ano, não apenas para o dia da crise. No OtorrinoDF, a avaliação de nariz é feita nas quatro unidades em Brasília, com especialistas em otorrinolaringologia e atendimento por mais de sessenta convênios. Conviver com rinite não precisa significar perder noites de sono a cada período de seca: com diagnóstico correto e acompanhamento, as crises tendem a ficar mais curtas e mais fáceis de controlar.

  • Como conseguir um aparelho auditivo: o caminho até a adaptação

    Pedir para repetir a frase várias vezes, aumentar o volume da televisão sem perceber, perder o fio da conversa em restaurante cheio ou na mesa de almoço de domingo. Quando esses sinais se acumulam, a família costuma chegar à mesma conclusão: está na hora de um aparelho auditivo. A dúvida que vem depois é bem prática, e é uma das buscas mais frequentes de quem procura a clínica: como se consegue esse aparelho? A resposta surpreende muita gente, porque o primeiro passo não acontece em uma loja, e sim em uma consulta. O ponto de partida é o diagnóstico Aparelho auditivo não é um produto de prateleira que se escolhe pelo tamanho ou pela aparência. Ele é um dispositivo que precisa ser programado para a perda auditiva específica de cada pessoa, e cada orelha costuma ter um perfil diferente. Por isso o caminho começa com a avaliação do otorrinolaringologista, que examina o ouvido por fora e por dentro e investiga a causa da dificuldade de escuta. Essa etapa não é burocracia: ela existe porque uma parte considerável das perdas auditivas tem causa tratável, e nesses casos o aparelho não é a primeira resposta. Os exames que mostram o que está acontecendo A base da investigação é a audiometria tonal e vocal, um exame indolor feito em cabine, com fones, em que a pessoa sinaliza os sons que consegue ouvir e repete palavras apresentadas em volumes diferentes. O resultado mostra o grau da perda, se ela é de um lado ou dos dois e em quais frequências está concentrada, o que explica por que algumas pessoas escutam o som mas não entendem a palavra. Junto dela costumam entrar a imitanciometria, que avalia o funcionamento do tímpano e do ouvido médio, e às vezes exames complementares, conforme o caso. É esse conjunto que define se há indicação de aparelho e de que tipo. Nem toda dificuldade de escuta pede aparelho Vale repetir, porque evita frustração e gasto desnecessário. Uma rolha de cera bloqueando o canal, uma otite média com líquido atrás do tímpano e algumas alterações da tuba auditiva por rinite podem reduzir a audição de forma significativa e melhorar com tratamento, sem necessidade de dispositivo. Em Brasília, com a estiagem longa e o ar seco durante boa parte do ano, quadros de nariz e de ouvido médio são frequentes e podem deixar a audição abafada por semanas. Só a avaliação separa o que é perda permanente do que é um quadro temporário. Os caminhos possíveis para obter o aparelho Confirmada a indicação, existem rotas diferentes e vale conhecer todas antes de decidir. Pela rede pública, o Sistema Único de Saúde oferece concessão de aparelho auditivo em serviços habilitados em saúde auditiva, e o acesso se dá por encaminhamento: a pessoa passa pela unidade básica de saúde, entra na fila da regulação e é chamada para avaliação no serviço de referência, que faz os exames e a adaptação. O tempo de espera varia e vale acompanhar o andamento. Pelos planos de saúde, a cobertura não é igual em todos os contratos, então o caminho certo é consultar diretamente o seu plano sobre o que está previsto. Há também a aquisição particular, feita em serviços de fonoaudiologia, que inclui o acompanhamento da adaptação. Em qualquer uma das rotas, o laudo e os exames da avaliação são o documento que abre a porta. A adaptação é parte do tratamento Entregar o aparelho não encerra o processo, e essa é a etapa que mais costuma ser subestimada. O dispositivo é programado com base na audiometria e precisa de ajustes ao longo das primeiras semanas, porque o cérebro passa um tempo se reacostumando a sons que já não escutava, inclusive os barulhos comuns da casa, que no começo parecem exagerados. Quem desiste nos primeiros dias geralmente desiste por falta desse acompanhamento, não por falha do equipamento. Alguns cuidados ajudam nessa fase: Usar o aparelho todos os dias, aumentando o tempo de uso aos poucos, em vez de reservá-lo apenas para ocasiões especiais. Começar em ambientes silenciosos e familiares antes de encarar festa, restaurante e rua movimentada. Guardar o dispositivo em lugar seco e longe do banheiro, já que umidade e vapor prejudicam o funcionamento. Retirar o aparelho antes do banho, da piscina e do uso de secador de cabelo. Retirar o aparelho antes do banho, da piscina e do secador de cabelo. Limpar a parte externa com pano seco, conforme a orientação recebida, sem água corrente nem produtos de limpeza. Manter as consultas de acompanhamento, inclusive depois que tudo parecer resolvido, porque a audição muda com o tempo. Quando procurar o otorrinolaringologista Não espere a dificuldade virar isolamento para marcar a avaliação. Pedir para repetir com frequência, achar que todos falam baixo, aumentar muito o volume da televisão, ter dificuldade no telefone ou perder o conteúdo das conversas em ambiente com barulho já são motivos suficientes. A procura deve ser imediata quando a perda aparece de repente, em horas ou poucos dias, ou quando vem acompanhada de zumbido intenso, tontura, dor ou secreção no ouvido, porque algumas dessas situações são urgências e o resultado depende de quão rápido a avaliação acontece. Em criança, atraso para falar, troca de sons e baixo rendimento escolar merecem investigação da audição. Nas quatro unidades do OtorrinoDF, em Brasília, a equipe faz a avaliação e os exames auditivos e orienta cada paciente sobre o caminho adequado ao seu caso.

  • Água no ouvido que não quer sair: o que fazer com segurança

    Você sai da piscina, inclina a cabeça, dá aquelas batidinhas atrás da orelha e nada: o ouvido continua abafado, como se tivesse algodão dentro. A água parece não querer sair. É uma queixa que aparece todo mês no consultório, porque em Brasília muita gente nada o ano inteiro, em piscina de clube, de condomínio ou aquecida. Na maior parte dos casos a água escorre sozinha em poucos minutos. Quando a sensação insiste, vale entender o que está acontecendo, porque com frequência o que está ali dentro já não é mais água. Por que a água fica presa O canal do ouvido (conduto auditivo externo) é um tubo estreito e levemente curvo, fechado no fundo pela membrana do tímpano. A água entra com facilidade, mas para sair precisa vencer essa curva e a própria tensão da gota, que se agarra à parede do canal. Se existe cera acumulada no caminho, a água fica retida atrás dela. Pior: a cera absorve essa umidade, incha e fecha ainda mais a passagem. É por isso que quem tem tendência a produzir muita cera é justamente quem mais reclama de ouvido tampado depois de nadar. O que costuma resolver nos primeiros minutos Manobras simples, e sem colocar nenhum instrumento dentro do ouvido, resolvem a maioria dos casos. A ideia é usar a gravidade e o movimento da mandíbula a seu favor, com paciência, sem forçar nada. Inclinar a cabeça para o lado afetado, com a orelha virada para baixo, e esperar alguns minutos nessa posição. Mastigar, bocejar ou mexer a mandíbula de um lado para o outro enquanto a cabeça está inclinada. Puxar o lobo da orelha delicadamente para baixo e para trás, o que ajuda a endireitar o canal. Deitar de lado sobre uma toalha, com o ouvido voltado para baixo, por dez a quinze minutos. Secar apenas a parte externa da orelha com a ponta de uma toalha, sem enfiar nada no canal. Quando já não é mais água Se a sensação passa de um ou dois dias, a chance de ser outra coisa é grande. Pode ser otite externa, uma inflamação da pele do canal conhecida popularmente como ouvido de piscina, que costuma vir com dor ao tocar a orelha, coceira e às vezes secreção. Pode ser um tampão de cera (rolha de cera) que a umidade empurrou e consolidou. E pode ser algo que nem começou no ouvido: depois de um resfriado ou numa crise de alergia, a tuba auditiva (canal que liga o ouvido ao fundo do nariz) não abre bem, e a pessoa sente exatamente o mesmo abafamento, sem que exista uma gota de água ali dentro. O ar seco de Brasília entra nessa conta Brasília passa boa parte do ano com umidade relativa baixíssima, poeira em suspensão e fumaça de queimada no fim da estiagem. Esse ar irrita a mucosa do nariz e deixa a tuba auditiva mais inchada e preguiçosa para equalizar a pressão. O resultado é uma combinação bem típica daqui: a pessoa nada, sai da água, sente o ouvido entupido e atribui tudo à piscina, quando parte do problema é o nariz que vem sofrendo com o clima. Cuidar da hidratação da mucosa nasal faz diferença no ouvido, mesmo parecendo assunto de outro departamento. O que nunca fazer A maioria das lesões de canal auditivo que atendemos não vem da água, vem da tentativa de tirar a água. Cotonete, grampo, tampa de caneta e chave empurram a cera para o fundo, machucam a pele fina do canal e abrem a porta para infecção. A vela auricular não tem comprovação de eficácia e já causou queimadura e perfuração de tímpano. Secador de cabelo muito quente ou muito perto da orelha também queima. E pingar qualquer coisa no ouvido por conta própria é risco real: existem preparações usadas para ajudar a secar o canal, mas elas não servem para todo mundo e são contraindicadas para quem tem tímpano perfurado, dor, secreção ou cirurgia prévia de ouvido. Quem decide isso é o exame, não o balcão da farmácia. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se o ouvido continuar tampado depois de dois dias, ou se aparecer dor, coceira intensa, secreção, cheiro ruim, sangramento, zumbido, tontura ou queda da audição. Também vale consulta quando isso vira rotina a cada temporada de piscina, quando se trata de criança que acabou de nadar e começou a reclamar do ouvido, e quando a pessoa já tem tímpano perfurado ou usa tubo de ventilação. No consultório, a otoscopia mostra em segundos o que está ali dentro, e a retirada da cera ou da água é feita com instrumento próprio, sob visão direta, o que é bem diferente de tentar no escuro em casa. Nas quatro unidades do OtorrinoDF, com mais de 60 convênios atendidos, essa avaliação é simples e rápida, e poupa semanas de desconforto.

  • Como tirar cera do ouvido com segurança: o que funciona e o que machuca

    Poucos hábitos são tão repetidos e tão mal compreendidos quanto o de limpar o ouvido. Depois do banho vem o cotonete, quase no automático, com a sensação de que aquilo é higiene básica. Só que o ouvido não funciona assim: a cera não é sujeira, e boa parte dos casos de ouvido entupido que chegam ao consultório começou justamente na tentativa de limpar. A cera não é sujeira, é proteção O cerume, nome técnico da cera, é produzido por glândulas da própria pele do canal auditivo. Ele mantém essa pele lubrificada, tem pH ácido que dificulta a vida de fungos e bactérias, e funciona como uma fita adesiva natural que prende poeira, poluição e pequenos insetos antes que cheguem ao tímpano. Ouvido sem nenhuma cera não é ouvido limpo, é ouvido desprotegido, mais sujeito a coceira, descamação e infecção. Existe ainda um detalhe que quase ninguém conhece: o canal auditivo se limpa sozinho. A pele que o reveste cresce de dentro para fora, como uma esteira lenta, e vai empurrando a cera em direção à saída, com a ajuda dos movimentos da mastigação e da fala. Em um ouvido saudável, a cera chega sozinha à entrada da orelha e sai no banho. Por que o cotonete piora tudo O cotonete tem diâmetro parecido com o do canal auditivo. Ao entrar, ele funciona como um êmbolo: leva uma pontinha de cera para fora, aquela que fica visível no algodão e dá a sensação de dever cumprido, e empurra o restante para o fundo. Repetido todos os dias, esse movimento compacta a cera contra o tímpano, onde a esteira natural não alcança mais. O resultado é o tampão, com audição abafada, sensação de ouvido cheio e, às vezes, zumbido e tontura. Há ainda o risco mecânico. A pele do canal é fina, colada no osso, e se machuca com facilidade, abrindo caminho para inflamação. Em um movimento brusco, um esbarrão, uma criança que chega correndo, a ponta pode alcançar o tímpano e perfurar. O mesmo vale para grampo, chave, tampa de caneta e palito. Caso à parte é a vela auricular, vendida como técnica natural. Não existe sucção nenhuma: a cera continua no lugar e o que aparece na vela é a própria cera dela, queimada. O risco real é de queimadura e de cera de vela escorrendo para dentro do ouvido. O que fazer em casa, de fato A limpeza caseira segura é mais simples do que parece, e toda ela acontece do lado de fora: Lavar a orelha no banho com água e sabonete, passando a mão pela parte externa e pela entrada do canal. Secar com a ponta da toalha, apenas onde o dedo alcança naturalmente, sem empurrar tecido para dentro. Não introduzir absolutamente nada no canal, nem cotonete, nem objeto, nem algodão enrolado. Não pingar nada por conta própria, nem receita caseira, nem produto de farmácia escolhido por indicação de conhecido, nem sobra de frasco de outra ocasião. Quem usa aparelho auditivo ou fone intra-auricular por muitas horas deve limpar e secar o dispositivo com frequência, porque ele retém umidade e atrapalha a saída natural da cera. Se já houve perfuração de tímpano ou cirurgia de ouvido, tratar o canal como área proibida para qualquer tentativa caseira. Sobre as gotas que amolecem a cera: elas existem, têm indicação própria e não servem para todo mundo. Quem tem perfuração, inflamação ativa ou alergia a algum componente pode piorar bastante o quadro, e ninguém consegue saber se o tímpano está íntegro apenas olhando de fora. Por isso a decisão de usar, e qual usar, é de quem examinou o ouvido. Em Brasília, a poeira entra na conta O clima daqui mexe com esse equilíbrio. Na estiagem, com umidade às vezes abaixo de vinte por cento, a cera resseca, endurece e sai com mais dificuldade, enquanto a poeira em suspensão aumenta e exige mais dela. É o que explica por que tanta gente na cidade sente o ouvido entupir justamente no período seco. Na virada para as chuvas aparece queixa parecida por outro motivo, o ouvido tampado por congestão nasal, que não melhora mexendo no canal. Quando a cera precisa ser retirada Nem toda cera precisa sair. A remoção se justifica quando ela está causando sintoma, quando impede o exame do tímpano, ou quando atrapalha o uso de aparelho auditivo. Os sinais do tampão são audição abafada de um lado só, sensação de pressão, coceira persistente, zumbido que surgiu junto com o entupimento e a percepção estranha de ouvir a própria voz ecoando. No consultório, a retirada é feita sob visão direta, com microscópio ou otoscópio, por aspiração ou instrumento próprio, conforme a consistência da cera. É rápida, costuma ser feita no mesmo dia da consulta, e o alívio é imediato. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar avaliação quando a audição cai de um lado, quando há dor, secreção, mau cheiro, tontura ou zumbido novo, quando o entupimento se repete com frequência, e sempre que alguém tiver tentado remover em casa e sentido piora. A avaliação periódica também é indicada para quem usa aparelho auditivo, tem canal muito estreito ou produz cera em excesso, casos em que acompanhar evita o tampão em vez de remediar depois. O OtorrinoDF tem trinta e três especialistas em quatro unidades de Brasília e atende por mais de sessenta convênios, e a limpeza de ouvido é um dos atendimentos mais comuns da rotina.

  • Otite externa: por que ela aparece e como é o tratamento

    Tem um tipo de dor de ouvido que não se parece com nenhuma outra: ela piora quando você puxa a orelha, deita daquele lado ou mastiga. Em geral apareceu depois de um dia de piscina, de um banho demorado ou de uma limpeza com cotonete. Esse conjunto costuma apontar para otite externa, a inflamação do canal do ouvido, que é a parte entre a orelha e o tímpano. O que é otite externa e por que ela dói tanto O canal do ouvido é um tubo estreito, de pouco mais de dois centímetros, revestido por uma pele fina e colada ao osso. Quando essa pele inflama, o inchaço não tem para onde ir, e daí vem a dor desproporcional ao tamanho do problema. É diferente da otite média, que acontece atrás do tímpano e costuma vir depois de um resfriado. A otite externa fica antes do tímpano e tem outras causas, outro exame e outra conduta, e é por isso que o diagnóstico correto muda tudo. A água é o gatilho mais comum O canal tem uma proteção natural: a cera, levemente ácida, que repele água. Quando o ouvido fica úmido por muito tempo, essa barreira se dilui, o pH muda e o ambiente passa a favorecer bactérias e fungos que já moram ali em paz. Por isso a otite externa é conhecida como ouvido de nadador. Em Brasília ela tem duas temporadas: o período de piscina e clube e os meses de chuva, quando calor e umidade aumentam. E não é preciso nadar para ter: banho quente e demorado, com a cabeça muito tempo sob o chuveiro, produz o mesmo efeito. O cotonete e os objetos que machucam o canal A segunda causa mais frequente é mecânica. O cotonete não retira a cera, empurra a maior parte para dentro e, no caminho, raspa a pele delicada do canal. Qualquer arranhão vira porta de entrada para infecção. O mesmo vale para grampo, chave, palito e para o hábito de coçar o ouvido com a unha. Fones de inserção também entram na conta quando usados por muitas horas seguidas, porque abafam a ventilação e retêm umidade. Os sinais que ajudam a reconhecer O quadro começa com coceira, evolui para dor e pode chegar à sensação de ouvido tampado. A dor piora ao tocar na orelha ou ao pressionar a saliência na frente do canal, detalhe que o médico verifica logo no início do exame. Pode aparecer secreção clara ou amarelada e queda da audição pelo inchaço do canal. Febre não é regra na otite externa, e quando aparece merece avaliação mais atenta. Como é o tratamento O tratamento começa pelo exame do canal com otoscópio, o aparelho com luz usado para olhar dentro do ouvido. Esse passo não é formalidade: mostra a extensão da inflamação e confirma se o tímpano está íntegro, o que muda o que pode ou não ser colocado ali dentro. Muitas vezes o especialista faz a limpeza do canal no próprio consultório, sob visão direta, e isso sozinho já alivia bastante, além de permitir que a medicação alcance a pele inflamada. A partir daí, a conduta é individual e definida por quem examinou. Existem medicações aplicadas diretamente no ouvido, em gota, com composições diferentes conforme a causa seja bacteriana ou fúngica, e existem estratégias para o controle da dor. Nada disso se escolhe por conta própria, e aqui vai o alerta mais importante deste texto: gota de ouvido que sobrou de um episódio antigo, ou que funcionou para outra pessoa, pode causar dano sério se o tímpano estiver perfurado. Só o exame revela isso. Cuidados práticos que previnem e ajudam na recuperação Seque bem as orelhas depois do banho e da piscina, com a ponta da toalha por fora e inclinando a cabeça para cada lado, sem enfiar nada no canal. Abandone o cotonete. A cera sai sozinha com o movimento natural da pele do canal, e o excesso é retirado em consultório quando necessário. Durante um episódio, mantenha o ouvido seco: evite piscina e proteja o canal no banho, conforme a orientação recebida na consulta. Reduza o tempo de fone de inserção e limpe os fones com regularidade, principalmente em dias quentes e úmidos. Não pingue no ouvido água oxigenada, álcool, azeite, chá ou qualquer receita caseira. Em canal inflamado ou tímpano perfurado, isso piora o quadro. Quem já teve otite externa mais de uma vez deve comentar isso na consulta: existem medidas preventivas específicas para nadadores e para quem tem pele sensível. Quando procurar o otorrinolaringologista Dor de ouvido que não cede, coceira persistente, secreção, audição abafada ou sensação de canal entupido já justificam avaliação. Alguns sinais pedem atendimento sem esperar: dor intensa, febre, inchaço ou vermelhidão que se espalha pela orelha e pelo rosto, piora depois de alguns dias de tratamento, tontura ou perda de audição mais acentuada. Pessoas com diabetes, idosos e quem tem a imunidade comprometida merecem atenção redobrada, porque nesses casos a otite externa pode evoluir de forma mais agressiva. O OtorrinoDF tem quatro unidades em Brasília, 33 especialistas e mais de 60 convênios atendidos, e o exame do ouvido é rápido, feito ali mesmo na consulta.

  • VPPB: a vertigem de virar na cama e como é o tratamento

    Você vira na cama para o lado, ou levanta a cabeça para pegar algo na prateleira de cima, e o quarto parece girar por alguns segundos. Passa rápido, mas assusta, e volta no movimento seguinte. Essa cena tem nome: VPPB, sigla de vertigem posicional paroxística benigna, a causa mais comum de vertigem em adultos. Muita gente convive com ela por meses chamando de labirintite, quando o problema e o caminho do cuidado são bem diferentes. O que acontece dentro do ouvido Dentro do ouvido interno existe um sistema que informa ao cérebro a posição da cabeça. Parte dele tem pequenos cristais de carbonato de cálcio, os otólitos, que ficam numa região própria. Na VPPB, alguns desses cristais se soltam e caem em um dos canais do labirinto, onde não deveriam estar. Quando você muda de posição, eles se movem junto com o líquido do canal e disparam um sinal falso de movimento. O cérebro recebe uma informação que os olhos e o corpo não confirmam, e vem a sensação de giro. O nome assusta, mas o termo benigna está ali de propósito: não é sinal de doença grave do cérebro. Como reconhecer: o detalhe está no gatilho A marca da VPPB é a relação com o movimento. A crise aparece ao virar na cama, deitar, levantar, olhar para cima ou abaixar para amarrar o sapato. Dura segundos, raramente mais de um minuto, e vai embora se você fica parado. Pode vir acompanhada de náusea e de uma sensação de insegurança que dura mais tempo que a vertigem em si. O que ela não costuma causar é perda de audição, zumbido novo, dor de cabeça intensa, alteração na fala, fraqueza em um lado do corpo ou visão dupla. Esses últimos sinais apontam para outras causas e pedem avaliação imediata. Por que confundir com labirintite atrasa a solução Na linguagem do dia a dia, toda tontura virou labirintite. Só que o quadro inflamatório do labirinto costuma dar uma vertigem contínua, que dura horas ou dias e não depende de você mudar de posição. A VPPB é o oposto: crises curtíssimas, sempre amarradas a um movimento. A diferença importa porque o caminho é outro. Quem trata VPPB como quadro inflamatório passa semanas sem resolver a origem, que é mecânica. Como é a avaliação e o tratamento No consultório, o otorrinolaringologista ouve a história e faz manobras de posicionamento guiadas, como a de Dix-Hallpike, observando o movimento involuntário dos olhos que aparece durante a crise provocada de propósito. É esse movimento que mostra qual canal do labirinto está envolvido e para qual lado. Com essa informação, o tratamento é também mecânico: manobras de reposicionamento, a mais conhecida chamada de Epley, que conduzem os cristais de volta ao lugar onde não causam sintoma. São movimentos de cabeça feitos em sequência, em poucos minutos, por profissional treinado. Muita gente melhora de forma importante já nas primeiras sessões, e parte dos casos precisa de repetição ou de nova avaliação, inclusive porque a VPPB pode voltar meses ou anos depois. O vídeo da internet e o risco de tentar sozinho As manobras existem na internet e parecem simples. O problema é que a manobra certa depende de qual canal está afetado e de qual lado, e a manobra errada pode piorar o sintoma ou mover o cristal para um canal mais difícil. Além disso, há situações em que a vertigem de posição não é VPPB, e tratar por conta própria significa deixar passar uma causa que precisava de outro cuidado. O mesmo vale para os remédios de tontura: usados sozinhos e por tempo longo, mascaram o sintoma, atrapalham o exame que faz o diagnóstico e podem até retardar a adaptação natural do equilíbrio. Nada disso se decide sem avaliação. Cuidados práticos enquanto você espera a consulta Levante da cama em duas etapas: senta, espera alguns segundos, depois fica de pé. Troque de posição devagar, principalmente ao virar na cama e ao olhar para cima. Durma com a cabeceira um pouco elevada nos dias de crise, com um travesseiro a mais. Deixe uma luz acesa no caminho até o banheiro: no escuro o corpo perde a referência visual e o risco de queda sobe. Evite dirigir, subir escada e trabalhar em altura enquanto as crises estiverem aparecendo. Beba água e mantenha as refeições regulares, já que desidratação e jejum longo pioram a sensação de instabilidade, algo frequente na seca de Brasília. Anote em que movimento a vertigem aparece, quanto tempo dura e de que lado é pior: essa informação acelera o diagnóstico. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar avaliação sempre que a vertigem se repete em movimentos específicos, mesmo que cada episódio dure poucos segundos, e principalmente se já houve queda ou medo de cair. Procure atendimento sem esperar se a tontura vier junto com perda de audição súbita, dor de cabeça forte e diferente do habitual, alteração na fala, visão dupla, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, porque esses sinais apontam para fora do ouvido. Pessoas acima de sessenta anos, quem já teve trauma na cabeça e quem sente instabilidade constante merecem atenção especial, pelo risco de queda. No OtorrinoDF, com quatro unidades no Distrito Federal e mais de trinta especialistas, a avaliação da vertigem inclui o exame do ouvido, as manobras diagnósticas e, quando indicado, os exames de equilíbrio, para que o tratamento seja escolhido a partir do seu caso.

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