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Polissonografia em Brasília: como funciona o exame do sono e quem precisa fazer

há 7 horas
4 min de leitura

Dormir oito horas e acordar como se não tivesse dormido nada é uma queixa comum no consultório. O parceiro relata roncos altos e pausas na respiração. Durante o dia vem o cansaço, a dor de cabeça ao acordar e a dificuldade de manter a atenção. Quando esse conjunto aparece, entender o que acontece durante a noite costuma passar por um exame chamado polissonografia (estudo do sono). Em Brasília, muita gente chega até a clínica justamente com essa pergunta: onde fazer e como funciona.


O que a polissonografia mede


A polissonografia é um registro de várias funções do corpo ao mesmo tempo, ao longo de uma noite inteira de sono. Sensores colados na pele acompanham a atividade elétrica do cérebro, o movimento dos olhos, o tônus dos músculos, os batimentos do coração, o fluxo de ar pelo nariz e pela boca, o esforço do peito e do abdome para respirar, a posição do corpo e a quantidade de oxigênio no sangue.


Com esses dados, o médico do sono consegue enxergar coisas que nenhum relato consegue descrever: quantas vezes a respiração parou ou ficou superficial, quanto tempo a pessoa passou em cada fase do sono, se o oxigênio caiu e em que momento, se existem movimentos involuntários das pernas. É um exame indolor, sem agulhas e sem radiação.



Quem costuma precisar do exame


Nem todo mundo que ronca precisa de polissonografia, e nem todo mundo que precisa ronca alto. O exame é solicitado quando a história clínica levanta a suspeita de um distúrbio respiratório do sono ou de outro problema que só aparece à noite. Alguns sinais que costumam motivar a avaliação:


  • Ronco frequente, alto, que atrapalha quem dorme por perto

  • Pausas na respiração percebidas por outra pessoa, ou despertares com sensação de sufoco

  • Sono muito fragmentado, com várias idas ao banheiro ou despertares sem motivo claro

  • Sonolência durante o dia, cochilos involuntários, risco de cochilar dirigindo

  • Dor de cabeça ao acordar, boca seca, irritabilidade e falha de memória

  • Pressão alta de difícil controle, arritmias ou alterações metabólicas sem explicação

  • Em crianças, respiração de boca aberta, sono agitado, xixi na cama e queda no rendimento escolar



Como é a noite do exame


O paciente chega ao laboratório do sono no início da noite, com roupa confortável e os itens de higiene de uma viagem curta. Um profissional treinado posiciona os sensores, um a um, com adesivos e uma faixa elástica no tórax. Nada perfura a pele. Depois disso, a pessoa vai para o quarto, apaga a luz e dorme no seu próprio ritmo. A equipe acompanha os sinais de outra sala durante a noite.


Pela manhã os sensores são retirados e o paciente segue para o trabalho ou para casa. O laudo não sai na hora: os dados precisam ser analisados trecho a trecho por um médico especializado em sono, e depois discutidos em consulta. É nessa conversa que o exame vira decisão de tratamento, e não antes.


Polissonografia em casa ou no laboratório


Existem equipamentos portáteis que registram parte desses dados na casa do paciente. São úteis em situações selecionadas, em geral quando a suspeita de distúrbio respiratório é alta e não há outras doenças associadas. O estudo completo em laboratório mede mais variáveis e permite corrigir sensores que se soltam durante a noite. Qual dos dois faz sentido é uma escolha clínica, caso a caso, e não uma questão de preferência.


O ar seco de Brasília entra nessa conta


Entre maio e setembro, a umidade do ar em Brasília despenca e a poeira aumenta. O nariz resseca, a mucosa inflama, o paciente passa a respirar pela boca à noite. Isso não cria uma doença do sono do nada, mas piora quem já tem obstrução nasal, desvio de septo ou alergia respiratória, e deixa o ronco mais evidente justamente nessa época. Por isso, no Distrito Federal, a avaliação do nariz caminha junto com a investigação do sono: tratar a obstrução nasal às vezes muda bastante o resultado, e em outros casos apenas melhora a adaptação ao tratamento indicado.


Cuidados práticos antes e depois


Alguns hábitos simples ajudam o exame a retratar uma noite representativa e não uma exceção:


  • Mantenha a rotina do dia o mais parecida possível com a de sempre, sem cochilo extra à tarde

  • Evite bebida alcoólica e café no fim do dia, porque alteram a arquitetura do sono

  • Lave o cabelo e evite creme, gel ou óleo, que impedem a fixação dos sensores

  • Leve a lista dos medicamentos que você já toma por orientação médica e não suspenda nada por conta própria

  • Hidrate bem o nariz durante o dia, sobretudo na estiagem, conforme a orientação que você recebeu em consulta

  • Leve seus exames anteriores e relatos de quem dorme com você, porque essa informação orienta o laudo



Quando procurar o otorrinolaringologista


Procure avaliação se o ronco é constante, se alguém já percebeu pausas na sua respiração enquanto dorme, se você acorda cansado na maioria dos dias ou sente sonolência que atrapalha o trabalho e a direção. Vale também quando o nariz vive entupido ou quando a criança dorme de boca aberta e agitada. O otorrinolaringologista examina as vias respiratórias, identifica o que obstrui a passagem do ar e define, junto com você, se a polissonografia é o próximo passo. O OtorrinoDF tem quatro unidades em Brasília, mais de trinta especialistas e atende por mais de sessenta convênios.

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