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Polissonografia em Brasília: como é o exame do sono

há 14 horas
4 min de leitura

Tem gente que dorme oito horas e acorda como se não tivesse dormido nada. Levanta cansado, passa o dia bocejando, cochila no sofá às nove da noite e ouve de quem divide a cama que ronca alto e chega a parar de respirar por alguns segundos. Quando esse conjunto de queixas chega ao consultório, um dos caminhos mais comuns é o pedido de polissonografia, o exame que registra o que acontece com o corpo durante a noite.


O que é a polissonografia


A polissonografia é um exame que monitora várias funções do organismo ao mesmo tempo enquanto a pessoa dorme. Sensores colados na cabeça, no rosto, no peito, no abdome e no dedo registram a noite inteira sem causar dor e sem furar a pele. Não é um exame que se faz em cinco minutos numa sala: ele acompanha o sono real, do momento em que a pessoa apaga até acordar, porque é justamente durante o sono que os problemas aparecem.



O que o exame mede


O registro combina várias informações. A atividade elétrica do cérebro mostra em que fase do sono a pessoa está e quantas vezes ela desperta sem perceber. O fluxo de ar pelo nariz e pela boca, somado ao esforço do tórax e do abdome, revela as pausas respiratórias. O oxímetro no dedo acompanha a oxigenação do sangue e mostra se ela cai durante essas pausas. Ainda entram o ritmo do coração, os movimentos das pernas, a posição do corpo e a intensidade do ronco.


Desse conjunto sai um índice que conta quantos eventos respiratórios acontecem por hora de sono. É esse número, lido junto com os sintomas e o exame clínico, que define se existe apneia obstrutiva do sono (pausas na respiração enquanto se dorme) e qual a gravidade.


Quem costuma precisar do exame


O pedido costuma aparecer quando há ronco alto e frequente, relato de pausas na respiração durante a noite, sono que não descansa, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça matinais, acordar várias vezes para urinar ou dificuldade de concentração e de memória. Pressão alta de difícil controle também entra na conta, porque o sono fragmentado sobrecarrega o sistema cardiovascular. Em crianças, chamam atenção o ronco, a respiração pela boca, o sono agitado e a queda no rendimento escolar.


A ligação com o nariz, e o que isso tem a ver com Brasília


Quem não respira bem pelo nariz tende a dormir pior. Obstrução nasal por desvio de septo, alergia ou aumento das adenoides faz a pessoa abrir a boca para respirar, o que favorece o ronco e agrava as pausas. Em Brasília, com a umidade do ar muito baixa durante a estiagem e a poeira em suspensão, a mucosa nasal fica irritada e inchada, e muita gente percebe que o sono piora exatamente nesse período. Por isso a avaliação do otorrinolaringologista costuma andar junto do exame: tratar o nariz muda o resultado do tratamento como um todo.


Como é a noite do exame


Na versão feita em laboratório do sono, a pessoa chega no fim da tarde ou à noite, em um quarto individual. Um técnico posiciona os sensores com calma, o que leva de trinta a quarenta minutos, e depois é só dormir. O técnico acompanha o registro de outra sala e pode reposicionar qualquer sensor que se solte. Pela manhã os sensores são retirados e a pessoa segue a rotina normalmente. Existe também a polissonografia domiciliar, com equipamento portátil levado para casa, indicada em situações selecionadas. Qual das duas se aplica ao seu caso é decisão do médico que solicitou.


Como se preparar


  • Mantenha a rotina do dia normal, sem cochilos longos à tarde, para chegar com sono de verdade.

  • Evite café, chá preto, refrigerante à base de cola e energético a partir do meio da tarde.

  • Não beba álcool no dia do exame, porque ele altera a respiração durante o sono e distorce o registro.

  • Lave o cabelo e não use creme, gel, óleo ou spray, já que os sensores precisam aderir ao couro cabeludo.

  • Leve roupa de dormir confortável, de duas peças, e os itens de higiene que você usa antes de deitar.

  • Leve a lista dos medicamentos que usa e não suspenda nenhum por conta própria, converse antes com quem pediu o exame.

  • Se a rotina for dormir tarde ou acordar cedo, avise a equipe na chegada, para que o registro seja interpretado no contexto certo.



Quando procurar o otorrinolaringologista


Vale marcar uma avaliação se você ronca alto quase todas as noites, se alguém já percebeu que sua respiração para enquanto você dorme, se acorda cansado mesmo depois de uma noite inteira na cama, se sente sonolência em situações em que não deveria, como dirigindo ou em reunião, ou se convive com nariz entupido crônico e respiração pela boca. Em crianças, ronco frequente e sono agitado merecem avaliação mesmo sem outras queixas.


A polissonografia não é o começo da história nem o fim dela: é a parte que mostra objetivamente o que acontece à noite, e serve para orientar a conduta. A consulta é que define se o exame é necessário, qual modalidade faz sentido e o que fazer com o que ele mostrar. No OtorrinoDF, o atendimento acontece em quatro unidades em Brasília, com equipe de especialistas e mais de sessenta convênios.

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