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- Faringite: por que a garganta inflama e o que fazer
Faringite e um nome que aparece muito no consultorio e nas buscas da internet, quase sempre acompanhado da mesma pergunta: afinal, o que e isso e como melhorar? De forma simples, faringite e a inflamacao da faringe, a regiao no fundo da garganta por onde passam o ar e os alimentos. Em Brasilia, onde o ar seco e as estiagens longas ressecam as vias respiratorias, esse tipo de irritacao fica ainda mais comum. Entender a causa e o caminho para saber o que realmente ajuda. O que e faringite A faringe fica logo atras da boca e do nariz. Quando ela inflama, surge aquela sensacao de garganta raspando, ardendo ou dolorida ao engolir. A faringite pode ser aguda, quando aparece de repente e dura poucos dias, ou cronica, quando o incomodo persiste por semanas. As causas variam bastante: infeccoes por virus e bacterias, alergias, refluxo, fumaca de cigarro, poluicao e o proprio ar ressecado. Identificar de onde vem a inflamacao muda totalmente a forma de cuidar. Faringite viral ou bacteriana A grande maioria dos casos e de origem viral, ligada a resfriados e gripes, e costuma melhorar sozinha em poucos dias. Ja a faringite bacteriana tende a vir com febre mais alta, placas de pus e inguas doloridas no pescoco. Essa diferenca importa porque somente os quadros bacterianos se beneficiam de antibiotico, e apenas uma avaliacao profissional consegue distinguir os dois com seguranca. O antibiotico por conta propria nao encurta uma virose e ainda favorece a resistencia bacteriana, um problema serio de saude publica. O ar seco de Brasilia e a garganta A capital tem periodos de umidade do ar muito baixa, principalmente na estiagem entre maio e setembro. O ar seco resseca a mucosa da faringe, deixa ela mais fragil e favorece a poeira em suspensao. Some a isso o ar-condicionado de escritorios e carros, que retira ainda mais umidade, e a garganta fica exposta a irritacoes repetidas. Por isso, nos meses secos, hidratar bem as vias respiratorias deixa de ser detalhe e vira parte importante do cuidado. Sintomas mais comuns Os sinais variam conforme a causa, mas alguns aparecem com frequencia. Fique atento se notar: Dor ou ardencia na garganta, que costuma piorar ao engolir. Sensacao de garganta seca, arranhando ou com corpo estranho. Vermelhidao no fundo da garganta e, as vezes, placas esbranquicadas. Rouquidao, tosse seca e pigarro persistente. Febre, mal-estar e inguas no pescoco, mais comuns nos quadros de infeccao. Cuidados que ajudam no dia a dia Enquanto a garganta se recupera, alguns habitos simples reduzem o desconforto e protegem a mucosa. Vale a pena adotar estes cuidados nos primeiros dias: Beba bastante liquido: agua, chas mornos e sopas ajudam a manter a garganta hidratada. Faca gargarejos com agua morna e um pouco de sal para aliviar a irritacao local. Deixe um umidificador ou uma bacia com agua no quarto, sobretudo nas noites secas de Brasilia. Prefira alimentos mornos ou frios e macios, que agridem menos a mucosa inflamada. Evite cigarro, ambientes com fumaca e o ar-condicionado apontado direto para voce. Descanse a voz e o corpo, porque o repouso ajuda o organismo a se recuperar. O que tomar: cuidado com a automedicacao E natural procurar um remedio para faringite na prateleira da farmacia. Existem analgesicos, pastilhas e sprays que aliviam sintomas, mas nenhum deles deve ser adotado sem orientacao, principalmente de forma repetida. Cada pessoa tem um historico de saude, alergias e outros medicamentos em uso, e o que serve para um pode fazer mal a outro. Combinacoes erradas mascaram sinais importantes e atrasam o diagnostico do que realmente esta por tras da inflamacao. Em vez de perguntar apenas o que tomar, o caminho mais seguro e entender por que a garganta esta inflamada. Quando procurar o otorrinolaringologista Alguns sinais pedem avaliacao sem espera: dor de garganta que nao melhora em tres a quatro dias, febre alta que persiste, placas de pus, dificuldade para engolir ou respirar, inguas muito doloridas no pescoco ou episodios que se repetem varias vezes ao ano. A faringite de repeticao, em especial, merece investigacao para entender a causa e evitar novas crises. No OtorrinoDF, com quatro unidades em Brasilia e mais de trinta especialistas, o otorrinolaringologista examina a garganta, identifica a origem do problema e orienta o cuidado adequado para o seu caso, sem receitas de balcao. Cuidar da faringe a tempo evita que um incomodo passageiro se transforme em algo maior.
- Faringite: sintomas e quando se preocupar
Faringite é o nome dado à inflamação da faringe, a região no fundo da garganta por onde passam o ar e os alimentos. É uma das causas mais comuns daquela dor ao engolir, e em Brasília ela aparece com força nos meses de estiagem, quando a umidade do ar despenca e a garganta amanhece raspando. Muita gente procura na internet "faringite, o que é" ou "remédio para faringite" antes de entender o que está por trás do incômodo. Neste texto explicamos os tipos, os sintomas mais frequentes, os cuidados que ajudam de verdade e o momento de procurar avaliação. O que é faringite A faringe é o corredor que liga o nariz e a boca à laringe e ao esôfago. Quando essa mucosa inflama, surge a faringite, com dor e sensação de aspereza ao engolir. A inflamação pode ser aguda, aparecendo de repente e durando poucos dias, ou crônica, quando o incômodo se arrasta por semanas por causa de irritação contínua. Entender que a faringite é um sintoma, e não uma doença única, ajuda a compreender por que cada caso pede um cuidado diferente. Faringite viral ou bacteriana A maioria dos casos de faringite tem origem viral, a mesma família de vírus dos resfriados e das gripes. Costuma vir junto com coriza, tosse, espirros e mal-estar, e melhora sozinha em poucos dias. Uma parte menor dos casos é bacteriana, com a garganta muito vermelha, pontos de pus nas amígdalas, febre mais alta e ausência de tosse. Essa diferença importa porque o cuidado não é o mesmo, e não dá para saber apenas pela sensação: os dois quadros se parecem muito no começo, o que reforça a necessidade de avaliação quando os sintomas são intensos ou não melhoram. Sintomas mais comuns Além da dor ao engolir, a faringite pode trazer garganta vermelha e irritada, sensação de areia ou de nó na garganta, rouquidão, pigarro, gânglios do pescoço um pouco inchados e, em alguns casos, febre. Quando a causa é uma irritação persistente, como ar seco, fumaça ou refluxo, o desconforto tende a ser mais arrastado, sem a febre e o mal-estar típicos das infecções. Reconhecer esse conjunto de sinais ajuda você a descrever melhor o quadro na consulta. O clima seco de Brasília e a garganta Quem mora no Distrito Federal conhece os dias em que a umidade do ar chega perto dos 20 por cento. Nesse cenário, a mucosa da faringe resseca, perde parte da proteção natural e fica mais vulnerável a vírus e a irritações. É comum acordar com a garganta áspera e a voz rouca mesmo sem estar gripado. A poeira levantada pela estiagem e a fumaça das queimadas do período seco somam-se a esse desconforto e ajudam a explicar por que a faringite incomoda tanto no inverno da capital. "Remédio para faringite" começa pela causa Existem formas de aliviar o sintoma, mas o que usar, quando e por quanto tempo é uma decisão que depende da causa e do seu histórico de saúde, e que cabe ao profissional que examina você. A automedicação mascara sinais importantes, atrasa o diagnóstico correto e pode causar reações em quem tem alergias ou usa outros tratamentos. Buscar uma resposta pronta na internet costuma trazer mais confusão do que alívio. O caminho seguro é entender a causa da dor. Este texto ajuda a compreender o problema e por que a avaliação faz diferença, mas não substitui a consulta com o otorrinolaringologista. Cuidados práticos que ajudam no dia a dia Beba bastante água ao longo do dia para manter a garganta hidratada, principalmente nos dias secos de Brasília. Use um umidificador ou deixe uma bacia com água no quarto à noite para amenizar o ar ressecado. Faça gargarejos com água morna e uma pitada de sal, que aliviam o incômodo de forma simples. Evite fumaça de cigarro, ambientes empoeirados e mudanças bruscas de temperatura, como sair do ar-condicionado direto para o calor. Prefira alimentos mornos e macios e descanse a voz quando ela estiver rouca. Lave as mãos com frequência e evite compartilhar copos e talheres, já que boa parte das causas é transmissível. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação quando a dor de garganta não melhora depois de três a quatro dias, quando vem com febre alta, quando há dificuldade para engolir ou respirar, quando aparecem placas de pus nas amígdalas ou quando a faringite se repete várias vezes ao ano. Rouquidão que persiste por mais de duas semanas também merece atenção. No OtorrinoDF, com quatro unidades em Brasília, mais de trinta especialistas e ampla rede de convênios, o exame da garganta permite identificar a causa e orientar o cuidado certo para o seu caso, sem achismo e sem automedicação. Entender o que está por trás do sintoma é o primeiro passo para o alívio que realmente dura.
- Sintomas da otite: como reconhecer e quando procurar o otorrino
A dor de ouvido tem o hábito de aparecer no pior momento: no meio da noite, depois de um mergulho na piscina ou no fim de um resfriado que parecia estar indo embora. Na maioria das vezes, o nome por trás desse incômodo é otite, a inflamação do ouvido. Ela atinge adultos e, principalmente, crianças, e se manifesta de formas bem diferentes conforme a região do ouvido afetada. Entender os sintomas ajuda a não confundir uma otite com um simples acúmulo de cera e a procurar ajuda na hora certa. O que é a otite O ouvido é dividido em três partes: ouvido externo (o canal que vai até o tímpano), ouvido médio (a câmara logo atrás do tímpano) e ouvido interno (responsável pela audição e pelo equilíbrio). A otite é a inflamação de uma dessas regiões, quase sempre do ouvido externo ou do médio. A causa pode ser uma infecção por bactérias ou vírus, o acúmulo de água ou uma irritação da pele do canal. O tipo de otite muda os sintomas e também o cuidado que a situação pede. Otite externa e otite média não são a mesma coisa A otite externa é a inflamação do canal do ouvido, aquela parte que dá para alcançar com o dedo. É conhecida como otite do nadador, porque a umidade que fica no canal depois do banho ou da piscina favorece o crescimento de germes. A dor costuma piorar quando se puxa a orelha ou se pressiona a região da frente do ouvido. Já a otite média acontece atrás do tímpano e aparece com frequência depois de um resfriado ou de uma crise de rinite, quando a secreção do nariz chega ao ouvido pela tuba auditiva. Nela, a dor é mais profunda e pode vir acompanhada de sensação de ouvido tampado. Os sintomas que mais aparecem Alguns sinais se repetem na maioria dos casos e valem atenção: Dor de ouvido, que pode ser latejante ou em fisgadas Sensação de ouvido tampado ou audição abafada Coceira e vermelhidão no canal, mais típicas da otite externa Saída de secreção pelo ouvido, às vezes com cheiro Febre, principalmente em crianças Zumbido ou a impressão de ouvir o próprio eco Por que o clima de Brasília entra nessa conta Brasília vive boa parte do ano em estiagem, com ar muito seco e umidade que despenca abaixo dos 20 por cento nos meses mais críticos. Esse ar seco irrita as vias respiratórias, aumenta os quadros de rinite e sinusite e, de quebra, favorece a otite média, que costuma vir de brinde depois de um nariz congestionado. No outro extremo, o calor manda muita gente para a piscina e para o clube, e a água parada no canal do ouvido abre caminho para a otite externa. É por isso que, na cidade, a dor de ouvido aparece tanto na temporada seca quanto nos dias de mergulho. Otite em bebês e crianças A criança pequena nem sempre sabe dizer que o ouvido dói, então os pais precisam ler os sinais. Levar a mão à orelha com frequência, chorar mais ao deitar, dormir mal, recusar a mamada e ter febre sem outra explicação são pistas comuns de otite média nessa idade. O ouvido infantil tem a tuba auditiva mais curta e horizontal, o que facilita a chegada de secreção do nariz e explica por que a otite é tão frequente nos primeiros anos de vida. Cuidados práticos enquanto você organiza a consulta Algumas atitudes simples ajudam a aliviar e a não piorar o quadro: Seque bem as orelhas depois do banho, inclinando a cabeça para escorrer a água Evite cotonetes e objetos dentro do canal, que empurram cera e machucam a pele Não pingue nada no ouvido por conta própria, nem receita caseira nem sobra de remédio antigo Mantenha o nariz limpo com soro fisiológico, principalmente nos dias secos Beba água ao longo do dia para hidratar as vias respiratórias Se for nadar com o ouvido já sensível, seque o canal com cuidado e evite piscinas muito movimentadas Quando procurar o otorrinolaringologista Uma dor de ouvido leve, ligada a um resfriado, pode melhorar em poucos dias. Ainda assim, vale procurar avaliação quando a dor é forte, dura mais de dois ou três dias, vem com febre alta, sai secreção ou sangue pelo ouvido, ou quando a audição fica claramente reduzida. Em bebês, crianças pequenas e em quem tem episódios repetidos, a consulta não deve esperar. O otorrinolaringologista examina o tímpano, identifica o tipo de otite e orienta o tratamento correto, evitando que uma inflamação simples evolua ou se torne frequente. Automedicar atrasa o diagnóstico e pode mascarar sinais importantes, então o caminho mais seguro é deixar a avaliação com quem examina o ouvido por dentro.
- Rinite alérgica: sintomas e como aliviar em Brasília
Se você acorda espirrando, com o nariz entupido e aquela coceira insistente, pode estar convivendo com a rinite alérgica sem saber. Ela é uma das queixas mais comuns nos consultórios de otorrinolaringologia e, em Brasília, ganha um capítulo à parte: o clima seco e a poeira dos meses de estiagem deixam o nariz irritado quase o ano inteiro. Entender os sintomas ajuda a separar a rinite de um simples resfriado e a saber a hora certa de procurar avaliação. O que é a rinite alérgica A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz (o tecido que reveste o interior das narinas) desencadeada pelo contato com substâncias às quais a pessoa é sensível. Poeira doméstica, ácaros, pelos de animais, pólen e mofo estão entre os gatilhos mais frequentes. Quando essas partículas entram em contato com o nariz de quem tem essa predisposição, o organismo reage de forma exagerada, e é essa reação que produz os sintomas. Não se trata de uma infecção, e por isso ela não passa de uma pessoa para outra. Quais são os sintomas Os sinais costumam aparecer em conjunto e voltam sempre que há exposição ao gatilho. Muita gente acha que está gripada, mas a rinite tem características próprias que ajudam a diferenciar. Espirros em sequência, especialmente ao acordar ou ao entrar em contato com poeira. Nariz entupido, que costuma alternar de um lado para o outro. Coriza clara e escorrimento constante, diferente da secreção mais espessa de um resfriado. Coceira no nariz, nos olhos, no céu da boca ou na garganta. Olhos vermelhos e lacrimejando, um sintoma que costuma acompanhar a crise. Ao contrário do resfriado, que passa em poucos dias, a rinite alérgica tende a se repetir e pode durar semanas ou aparecer em surtos ao longo do ano, sem febre e sem aquele mal-estar de corpo todo. Por que a rinite piora em Brasília A capital tem uma estação seca longa, com meses de umidade do ar muito baixa. Nesse período, a poeira fica em suspensão por mais tempo, a mucosa do nariz resseca e as crises de quem tem rinite ficam mais frequentes. A queima de vegetação, comum na estiagem, e o uso constante de ar-condicionado agravam o quadro. Não é coincidência que tanta gente daqui sinta o nariz pior justamente entre a metade do ano e o começo da primavera. Como aliviar no dia a dia Boa parte do controle da rinite está em reduzir o contato com os gatilhos e em manter a mucosa hidratada. São medidas simples, que fazem diferença real e não dependem de farmácia. Faça lavagem nasal com soro fisiológico. Ela limpa as partículas e umidece o nariz, algo especialmente útil na seca de Brasília. Mantenha a casa arejada e sem acúmulo de poeira, dando atenção a cortinas, tapetes e bichos de pelúcia. Use capas antiácaro em travesseiros e colchões e lave a roupa de cama com frequência. Evite varrer a seco. Prefira pano úmido para não levantar poeira. Beba bastante água e considere um umidificador no quarto durante os meses mais secos. E os remédios, o que usar? É comum a pessoa procurar na internet o nome de um antialérgico ou de um spray para o nariz e começar a usar por conta própria. Aqui vale cautela. Alguns descongestionantes vendidos sem receita aliviam na hora, mas, usados por vários dias seguidos, podem causar o efeito rebote e deixar o nariz ainda mais entupido. Cada caso tem características próprias, e o tratamento certo depende de identificar os gatilhos e a intensidade dos sintomas. Quem define se algum medicamento é necessário, e qual, é o profissional que avalia você. O papel deste texto é explicar o caminho, não substituir a consulta. Quando procurar o otorrinolaringologista A rinite alérgica tem controle, mas raramente melhora sozinha quando os sintomas são persistentes. Vale procurar um otorrinolaringologista (médico do ouvido, nariz e garganta) quando o nariz vive entupido, quando as crises atrapalham o sono, o trabalho ou os estudos, quando há sinusites de repetição ou quando o incômodo já dura semanas sem alívio. Na consulta é possível investigar os gatilhos, examinar o nariz e definir com segurança um plano de cuidado para o seu caso. Se a rinite tem tirado sua qualidade de vida, agende uma avaliação. Em Brasília, o OtorrinoDF conta com equipe especializada nas quatro unidades para cuidar de você.
- Rinite alérgica: os sinais que o clima seco de Brasília agrava
Se você espirra em série ao acordar, vive com o nariz entupido ou coçando e volta e meia sente os olhos lacrimejando, talvez esteja convivendo com uma rinite alérgica sem saber. Ela é uma das queixas mais comuns no consultório do otorrinolaringologista, e em Brasília ganha um ingrediente a mais: o ar seco e a poeira dos meses de estiagem deixam a mucosa do nariz mais sensível e reativa. Entender os sinais ajuda a diferenciar a alergia de um resfriado passageiro e a procurar avaliação na hora certa. O que é a rinite alérgica A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz, desencadeada quando o organismo reage de forma exagerada a substâncias do ambiente, como ácaros da poeira doméstica, pelos de animais, fungos e pólen. Não se trata de uma infecção e não passa de uma pessoa para a outra. É uma resposta do sistema de defesa a algo que, para a maioria das pessoas, seria inofensivo. Por isso costuma acompanhar quem tem histórico de alergia na família, asma ou dermatite. Quais são os sintomas Os sinais mais característicos aparecem em conjunto e costumam se repetir sempre nas mesmas situações, como ao arrumar a casa, deitar na cama ou chegar a um ambiente empoeirado. Fique atento a esta combinação: Espirros em salvas, vários seguidos, principalmente pela manhã Nariz entupido, às vezes alternando de um lado para o outro Coriza clara escorrendo, sem o aspecto amarelado da infecção Coceira no nariz, no céu da boca, na garganta e nos ouvidos Olhos vermelhos, lacrimejando e com coceira Sensação de cansaço e sono ruim por respirar mal à noite Um detalhe importante: a rinite alérgica não costuma dar febre alta nem dores no corpo. Quando esses sintomas aparecem, é mais provável que se trate de uma virose ou de uma infecção, e a conduta é diferente. A coriza da alergia é fininha e transparente, enquanto a secreção espessa e amarelada sugere outro quadro. Por que Brasília deixa tudo pior A capital tem um clima que desafia o nariz de quem é alérgico. Durante a longa temporada de seca, a umidade do ar despenca e a mucosa nasal resseca, perdendo parte da proteção natural que filtra o que respiramos. Some a isso a poeira que fica em suspensão, a fumaça de queimadas em anos de estiagem forte e o costume de manter portas e janelas fechadas com ar-condicionado, ambiente perfeito para o acúmulo de ácaros. O resultado é um nariz mais irritado, que reage a qualquer gatilho e prolonga as crises. Cuidados práticos no dia a dia Boa parte do controle da rinite passa por reduzir o contato com aquilo que dispara as crises e por manter a mucosa hidratada. Algumas medidas ajudam bastante: Lave o nariz com soro fisiológico algumas vezes ao dia, principalmente nos períodos de ar mais seco Mantenha o quarto arejado e exposto ao sol, e evite acúmulo de bichos de pelúcia, tapetes e cortinas pesadas Troque a roupa de cama com frequência e prefira capas antiácaro no colchão e no travesseiro Use um umidificador ou uma bacia com água no ambiente durante a estiagem, para amenizar o ar seco de Brasília Evite varrer a seco e passar espanador, que espalham a poeira, e prefira pano úmido Beba água ao longo do dia para manter as vias respiratórias hidratadas Sobre remédios, vale um alerta: existem várias opções para aliviar os sintomas, de anti-histamínicos a sprays nasais, mas cada caso pede uma escolha diferente, e o uso por conta própria pode mascarar outros problemas ou causar efeitos indesejados. Sprays descongestionantes de venda livre, por exemplo, dão alívio rápido, mas usados sem orientação podem provocar dependência e piorar o entupimento. Em vez de se automedicar, o melhor caminho é entender a causa da sua rinite com quem pode avaliar o nariz por dentro. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure uma avaliação quando os sintomas se repetem por semanas, atrapalham o sono, o trabalho ou os estudos, ou quando o nariz vive entupido mesmo fora das crises. Também merece atenção a rinite que não melhora com as medidas simples, que vem acompanhada de dor de cabeça e pressão no rosto, ou que aparece só de um lado do nariz. Nesses casos, o otorrinolaringologista consegue examinar as estruturas internas, identificar o que está por trás do quadro, investigar se há sinusite ou desvio de septo associados e montar um plano de tratamento sob medida. Conviver com o nariz entupido não precisa ser rotina: com o diagnóstico certo, dá para respirar melhor e ter mais qualidade de vida, mesmo no clima seco da capital.
- Dr. Stênio Ponte na CBN: a forma certa de lavar o nariz no tempo seco
Em 13 de agosto de 2026, o otorrinolaringologista Dr. Stênio Ponte, do grupo OtorrinoDF, participou do CBN Saúde, da rádio CBN, para falar sobre os impactos da estiagem na saúde. A conversa começou pelo óbvio, beber água e lavar o nariz, e foi para onde quase ninguém olha: existe uma forma errada de fazer a lavagem nasal, e ela pode causar dor de ouvido em criança. A entrevista aconteceu num período em que o Instituto Nacional de Meteorologia vinha emitindo avisos sucessivos de baixa umidade em Brasília, com índices abaixo de 20%. Como o próprio médico lembra na conversa, umidade abaixo de 30% já é risco para a saúde. Abaixo, o áudio completo da entrevista, com 8 minutos e 45 segundos. Os pontos principais A lavagem nasal deve descer pela gravidade, não pela pressão. Frascos de alto volume, em que a pessoa aperta 300 ml de soro com a força da própria mão, podem fazer mal se usados de forma abrupta. Dor de ouvido em criança que usa soro no nariz merece atenção: até que se prove o contrário, pode ser sinal de lavagem feita da maneira errada. O soro fisiológico é o de 0,9%, porque tem a mesma concentração das secreções do corpo. Soluções mais concentradas exigem cuidado em quem tem pressão alta. A fumaça das queimadas é um gatilho importante nesta época para quem tem asma e bronquite, e muita gente não associa a crise ao clima. Quando o nariz entope, a pessoa passa a respirar pela boca, e o ar chega à garganta sem ser umidificado nem filtrado. Daí a sensação de garganta arranhando. Atenção ao anti-inflamatório por conta própria: o médico relata pacientes com problema renal pelo uso indiscriminado. A desidratação também mexe com o humor e com o estado mental, não só com o nariz e a garganta. Transcrição da entrevista Transcrição editada para leitura, sem alterar o conteúdo das respostas. Trechos em que o áudio ficou inaudível foram omitidos. CBN Saúde Quando chega essa época do ano são comuns os relatos de nariz sangrando, olhos ardendo, isso sem falar na garganta. Quais são as queixas mais comuns nesse período de estiagem? Dr. Stênio Ponte É um jargão falar que tem que lavar o nariz e beber muito líquido, todo mundo já sabe. Eu queria trazer aqui uma ideia do que as pessoas talvez não saibam: outras questões também estão relacionadas à desidratação, como o nosso humor e o nosso estado de saúde mental. Às vezes a gente fica um pouco diferente nessa época do ano, e essa diferença que o corpo sente se refere também à desidratação. Umidades abaixo de 20% já entram em sinal de alerta, que é onde a gente está agora. Então, hidratação do nariz com soro fisiológico, aumentar a ingestão de água e evitar estar em ambientes abertos no horário de pico de sol, entre 10h e 16h. Mas o que eu chamo a atenção é para as fumaças. Quem tem asma, bronquite, todos esses gatilhos nessa época do ano são importantíssimos. São doenças que a gente tem no ano todo, mas que aparecem agora, e muita gente não liga os fatos. CBN Saúde O senhor comentou sobre a lavagem nasal, e é uma coisa que parece tão simples, mas que muita gente ainda tem dúvida. Qual é a forma correta de fazer essa lavagem? Dr. Stênio Ponte Essa é a pergunta que não quer calar, que a gente escuta todo dia no consultório. Tem gente que marca consulta só para aprender a lavar o nariz. De um tempo para cá inventaram uma forma nova de lavar o nariz, que são as soluções de alto volume. É um frasco na mão, a pessoa coloca 300 ml de soro e joga no nariz numa velocidade que depende da mão dela. Ou seja, pode prejudicar se for feita de forma abrupta. Existe uma forma correta: é a gravidade que faz o soro descer, não tem que apertar com tanta intensidade. E outra coisa, dor de ouvido em criança que usa soro no nariz, até que se prove o contrário, pode ser a lavagem errada. No consultório a gente pede para suspender a lavagem e fazer de uma forma diferente para melhorar a dor de ouvido. Tem que lavar o nariz? Tem. Tem que usar os mecanismos que existem no mercado? Sim, mas existe uma forma correta de volume, de quantidade e de concentração do soro. O soro de 0,9% é o chamado soro fisiológico, porque ele é igual às secreções do nosso corpo. Existem soros mais concentrados, e quem tem pressão alta, às vezes, se usar muito, pode ter outro problema, porque é como se fosse um efeito de sal. O soro fisiológico não faz mal para ninguém, pode usar quantas vezes quiser. O que merece atenção especial é a forma de usar. CBN Saúde Outra coisa importante é a garganta. É comum aquela sensação de garganta arranhando, e a pessoa já quer partir logo para o anti-inflamatório. Qual é a orientação? Dr. Stênio Ponte O caminho normal do ar é nariz, garganta e pulmão. Nessa época do ano, quando o nariz obstrui um pouco por conta da secura, a gente passa a respirar pela boca, como se fosse um plano B. Quando o ar não passa pelo nariz, ele não sofre aquela umidificação natural que o nosso corpo dá e não sofre a filtração. Então esse ar bate direto na garganta, e a garganta começa a arranhar, começa aquele pigarro. Aí muita gente vai à farmácia e toma anti-inflamatório, o que é um perigo. Nós estamos com alguns pacientes com insuficiência renal pelo uso de anti-inflamatório de forma indiscriminada. E quando a nossa imunidade não está equilibrada com a dieta, com o sono e com a atividade física, vira uma infecção: em vez de ser uma faringite, passa a ser uma amigdalite, e a amigdalite pode evoluir para uma pneumonia. Quem é de Brasília já sabe que essa época do ano exige cuidados, mas muita gente não é daqui, vem de fora, é um clima novo. Procure o médico nos primeiros sintomas, porque aí a gente está na prevenção. CBN Saúde Um ouvinte pergunta sobre olho seco: o soro fisiológico é recomendado ou não? Dr. Stênio Ponte Para o olho seco existem as lágrimas artificiais, que já têm na farmácia e são o ideal. Mas um soro um pouquinho gelado, uma vez ou outra, não tem problema nenhum. O fisiológico, que é o de 0,9%, não tem problema. É importante nessa época porque, além dos sintomas respiratórios, existem os dermatológicos, os oculares e os sintomas gerais do corpo. O olho ressecado é bem comum nesse período. CBN Saúde E a quantidade de água? Quanto a gente tem que beber? Dr. Stênio Ponte Existe a resposta que serve para todo mundo, que é de dois a três litros de água. Mas existe uma conta que a gente usa no consultório: de 35 a 40 mililitros por quilo de peso, que costuma dar essa média de dois a três litros. Então é por peso, geralmente. Criança e idoso são os dois extremos com que a gente mais se preocupa nessa época, e é onde a gente vê os problemas: a criança não quer parar de brincar para beber água, e o idoso muitas vezes está debilitado ou depende de cuidador, que nem sempre fica atento à quantidade. O que eu recomendo é ter a sua garrafa e contar quantas garrafas você tomou por dia. Eu comprei uma garrafa de um litro e meio, então tenho que tomar duas. Se não tomei, quando chego em casa, antes de dormir, tomo o que está faltando. Recomendo ter uma garrafa em casa, no trabalho e no carro. Créditos Entrevista concedida ao CBN Saúde, da rádio CBN, em 13 de agosto de 2026. Áudio reproduzido a partir do material enviado pela emissora. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico. Se os sintomas persistirem, procure um otorrinolaringologista.
- Dr. Eduardo Nascimento na rádio TMC: cuidados com o nariz na seca de Brasília
Em 13 de agosto de 2026, o otorrinolaringologista Dr. Eduardo Nascimento, da OtorrinoDF, participou ao vivo do programa Brasília TMC Segunda Edição, da rádio TMC, apresentado por Francisco Neto. O tema foi o que a baixa umidade do ar faz com o nariz e a garganta de quem mora em Brasília, e o que dá para fazer no dia a dia para sofrer menos. A conversa aconteceu num dia em que o Inmet alertava para umidade relativa do ar entre 20% e 12% na capital. Entre julho e setembro, o período mais seco do ano no Distrito Federal, o nariz e a garganta estão entre as partes do corpo que mais sentem: ardência, irritação, obstrução nasal e até pequenos sangramentos ficam mais frequentes. Abaixo, o áudio da entrevista. Ele foi editado para conter apenas a conversa com o médico. O que o Dr. Eduardo orientou Umidificar o ar dos ambientes. Ingerir bastante líquido ao longo do dia. Usar soro fisiológico nasal para umidificar as mucosas. Evitar atividade física entre 10h e 16h, quando o clima está mais seco, a temperatura mais alta e a tendência à desidratação é maior. Manter os ambientes ventilados, em vez de fechados, por causa da variação brusca de temperatura ao longo do dia. Redobrar o cuidado com crianças, idosos e quem tem predisposição a doenças respiratórias, como rinite, rinossinusite e asma. Transcrição da entrevista Transcrição editada para leitura, sem alterar o conteúdo das respostas. Trechos em que o áudio ficou inaudível foram omitidos. Apresentador Doutor, a gente está nessa época de seca que se arrasta, e a gente sabe que é um período muito complicado. Quais as principais precauções que as pessoas podem tomar nesse período, principalmente aqui em Brasília? Dr. Eduardo Nascimento Entre julho e setembro, aqui em Brasília, chega a níveis muito reduzidos de umidade relativa do ar. Para prevenir sintomas como tosse seca, garganta irritada, nariz entupido, sangramentos leves no nariz e olhos vermelhos e coçando, as medidas principais são a umidificação do ar, ingerir bastante líquido, usar soro fisiológico nasal, umidificar as mucosas e evitar atividades físicas em momentos específicos, entre 10h e 16h, quando o clima está mais seco, a temperatura está mais alta e temos uma tendência a ter desidratação. O ponto importante é proteger pessoas que têm predisposição a doenças respiratórias. Crianças e idosos também devem ser protegidos, ingerir bastante líquido e fazer a hidratação nasal com maior intensidade. Apresentador A gente percebeu muitas reclamações, principalmente dessa variação de temperatura. A manhã começa com a temperatura mais baixa e, do nada, a tarde chega perto dos 30 graus. Qual é a principal precaução quando a gente fala dessa mudança brusca de temperatura? Dr. Eduardo Nascimento Pessoas sensíveis, com quadro alérgico, e pacientes com doenças respiratórias como rinite, rinossinusite e asma, além das populações mais vulneráveis, como idosos e crianças, devem aumentar a ingestão hídrica. Em relação à amplitude térmica elevada, o ideal é estar em ambientes mais arejados e evitar ficar em ambientes fechados, justamente porque a tendência é ficar em ambiente fechado com a temperatura mais baixa e, de repente, está ocorrendo essa amplitude térmica elevada, esse aumento de temperatura por vezes brusco, o que pode favorecer as doenças respiratórias. O ideal seria deixar o ambiente sempre ventilado. Créditos Entrevista concedida à rádio TMC, no programa Brasília TMC Segunda Edição, apresentado por Francisco Neto, em 13 de agosto de 2026. Áudio reproduzido com o material enviado pela emissora. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico. Se os sintomas persistirem, procure um otorrinolaringologista.
- Dor de garganta: o que fazer para aliviar e quando procurar o otorrino
A dor de garganta é uma das queixas mais comuns nos consultórios e também uma das mais buscadas na internet por quem quer alívio rápido. Em Brasília, o problema ganha um ingrediente a mais: o ar seco típico da estiagem, que resseca a mucosa e deixa a garganta ardida mesmo sem infecção. Antes de correr para a farmácia e tomar qualquer coisa, vale entender o que pode estar por trás desse incômodo e o que realmente ajuda a passar. Por que a garganta dói Na maioria das vezes, a dor de garganta tem origem viral, aquela que acompanha um resfriado ou uma gripe e melhora sozinha em poucos dias. Outras vezes a causa é bacteriana, como na amigdalite (inflamação das amígdalas) com pus, que costuma vir com febre alta e mal-estar mais intenso. Há ainda a garganta que arde por irritação: fumaça, refluxo, alergia ou simplesmente ar seco. Cada origem pede uma conduta diferente, e é por isso que nem todo caso se resolve com o mesmo cuidado. O clima de Brasília entra na conta Quem mora no Distrito Federal conhece bem os meses de estiagem, quando a umidade do ar despenca e a poeira toma conta. Esse cenário resseca a mucosa que reveste a garganta, deixando a região áspera, com sensação de arranhado e vontade constante de pigarrear. Não é infecção, mas incomoda como se fosse. Hidratar o ambiente e o corpo faz mais diferença nesses dias do que qualquer outra medida. Remédio para dor de garganta: o cuidado com a automedicação É natural procurar na farmácia um alívio imediato, e a internet está cheia de nomes de comprimidos e xaropes indicados para garganta. O problema é que muitos deles combinam várias substâncias, mascaram sintomas importantes e não tratam a causa. Antibiótico, por exemplo, só tem efeito quando a infecção é bacteriana, e usá-lo por conta própria numa dor de origem viral não ajuda e ainda contribui para a resistência dos microrganismos. Por isso a orientação é sempre a mesma: entenda o que existe, mas deixe a escolha do que tomar para uma avaliação profissional. Quanto tempo costuma durar Uma dor de garganta viral tende a melhorar entre três e sete dias, com pico de desconforto nos primeiros dois. Quando o quadro passa desse tempo, piora em vez de melhorar, ou vem acompanhado de febre alta persistente, dificuldade para engolir a própria saliva ou placas de pus, o sinal é de que algo além de um resfriado pode estar acontecendo. Nessas horas, insistir em remédio de balcão só adia o diagnóstico. Cuidados práticos que ajudam Beba água ao longo do dia para manter a mucosa hidratada, principalmente nos dias secos. Use umidificador ou deixe uma bacia com água no quarto durante a estiagem de Brasília. Faça gargarejo com água morna e uma pitada de sal para aliviar o ardor. Evite fumaça de cigarro, ar-condicionado direto no rosto e ambientes com muita poeira. Prefira alimentos mornos e evite bebidas muito geladas enquanto a garganta está inflamada. Descanse a voz e durma bem, porque o corpo se recupera mais rápido com repouso. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se a dor não passa depois de uma semana, se há febre alta que não cede, se engolir ficou muito difícil ou se as crises se repetem várias vezes ao ano. O otorrinolaringologista examina a garganta, identifica se a origem é viral, bacteriana ou irritativa e indica a conduta certa para cada caso, sem chute e sem receita de balcão. No OtorrinoDF, com quatro unidades em Brasília e mais de sessenta convênios atendidos, esse cuidado está a uma consulta de distância. Cuidar da garganta cedo é o caminho mais curto para voltar a falar, comer e dormir sem dor.
- Labirintite: o que causa a tontura e quando procurar o otorrino
Poucas queixas assustam tanto quanto aquela sensação de que o chão girou de repente. A pessoa levanta da cama, vira a cabeça no travesseiro ou se abaixa para pegar algo, e o mundo parece rodar. No dia a dia, muita gente chama isso de labirintite. O termo virou um guarda-chuva popular para quase toda tontura, mas ele tem um significado mais preciso, e entender o que realmente está por trás da crise ajuda a procurar o cuidado certo em vez de conviver com o medo de cair. O que é a labirintite, afinal O labirinto é uma estrutura minúscula dentro do ouvido interno, responsável pelo nosso equilíbrio. Ele funciona como um sensor que informa ao cérebro a posição da cabeça e os movimentos do corpo. Quando esse sistema inflama ou passa a enviar sinais desencontrados, o cérebro recebe informações conflitantes e responde com tontura, sensação de rotação e desequilíbrio. A labirintite, no sentido correto, é essa inflamação do labirinto. Na prática, porém, boa parte das tonturas rotuladas assim tem outras origens, e por isso a avaliação é tão importante. O que costuma causar a crise As causas são variadas e nem sempre vêm de dentro do ouvido. Infecções virais, como um resfriado ou uma gripe que atingem as vias respiratórias, estão entre os gatilhos mais frequentes. Alterações de pressão, oscilações de glicose, noites mal dormidas, estresse intenso, excesso de cafeína e alguns problemas circulatórios também entram na conta. Há ainda quadros específicos do ouvido interno, como a vertigem posicional, em que pequenos cristais se deslocam dentro do labirinto e provocam tonturas curtas ligadas ao movimento da cabeça. Cada origem pede uma conduta diferente, e essa é a razão de não existir uma receita única que sirva para todo mundo. Labirintite e o clima seco de Brasília Brasília tem uma estação seca longa, com umidade do ar que despenca nos meses de estiagem. Esse ambiente resseca as vias respiratórias, favorece infecções de garganta e nariz e facilita justamente aqueles quadros virais que podem repercutir no equilíbrio. Somado a isso, a baixa umidade nos leva a beber menos água do que precisamos, e a desidratação leve piora a sensação de tontura e de cabeça leve. Não é que o clima cause labirintite por si só, mas ele cria um cenário que deixa o corpo mais vulnerável a esses episódios ao longo do inverno na capital. Sintomas que costumam aparecer A tontura raramente vem sozinha. Ela pode se apresentar como a impressão de que o ambiente gira, como um desequilíbrio ao andar ou como a sensação de flutuar. Muitas pessoas relatam náuseas, suor frio e vontade de se deitar. Em algumas situações surgem zumbido no ouvido, sensação de ouvido tampado ou queda na audição, sinais que apontam mais diretamente para o ouvido interno. Reparar em quando a crise começa, quanto tempo dura e o que parece desencadeá-la é uma informação valiosa que ajuda o otorrinolaringologista a chegar ao diagnóstico. Cuidados práticos no dia a dia Algumas atitudes simples reduzem o risco de crises e ajudam a atravessar um episódio com mais segurança: Beba água ao longo do dia, principalmente na estiagem de Brasília, para evitar a desidratação que agrava a tontura. Levante da cama devagar, sentando primeiro por alguns segundos antes de ficar de pé. Durante uma crise, sente ou deite em local seguro, apoie-se e fixe o olhar em um ponto parado até a sensação passar. Modere a cafeína e o consumo de bebidas alcoólicas, que podem estimular novas crises. Cuide do sono e busque reduzir o estresse, dois fatores que costumam anteceder os episódios. Evite dirigir ou subir em escadas enquanto estiver tonto, para prevenir quedas e acidentes. Vale um alerta importante: não se automedique. Existem tratamentos para os diferentes tipos de tontura, mas eles dependem da causa, e usar um remédio por conta própria pode mascarar um sinal que precisa ser investigado. A conduta certa para um quadro viral é diferente da indicada para a vertigem posicional ou para uma alteração de pressão, e apenas a avaliação define qual caminho seguir. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação quando a tontura for frequente, intensa, durar horas ou atrapalhar as tarefas do dia. Merecem atenção especial os casos que vêm acompanhados de zumbido, perda de audição, sensação de ouvido tampado, dor de cabeça forte, alteração na fala, na visão ou na força de um lado do corpo, situações que pedem cuidado imediato. Conviver com o medo de cair não precisa ser a regra. No OtorrinoDF, em Brasília, o otorrinolaringologista investiga a origem da tontura e orienta o tratamento adequado para cada pessoa, com calma e sem receitas prontas. Se as crises se repetem, esse é o momento de buscar ajuda.
- Dor de garganta: o que ajuda e o que evitar
Poucas coisas atrapalham tanto o dia quanto acordar com a garganta ardendo, difícil de engolir e com aquela vontade de resolver logo. Não é à toa que muita gente procura o que tomar para dor de garganta antes mesmo de saber o que está causando. Vale um passo atrás: a maioria dos casos tem causa simples e melhora sozinha, mas entender o que ajuda, o que evitar e quando procurar avaliação faz diferença para não prolongar o incômodo. Por que a garganta dói A dor de garganta é quase sempre sinal de uma inflamação na região, e a causa mais comum é viral, as mesmas viroses de resfriado e gripe. Nesses casos, o corpo costuma resolver em poucos dias. Existem também as causas bacterianas, como algumas amigdalites, que podem vir com febre alta e placas de pus. E há os gatilhos que não são infecção: ar seco, respirar pela boca à noite, refluxo, alergia e irritação por fumaça ou poeira. Saber diferenciar é o que define o cuidado certo. O ar seco de Brasília entra nessa conta Brasília passa longos períodos com umidade do ar muito baixa, ainda mais na estiagem, quando a poeira aumenta e o tempo fica seco por semanas. Esse ar resseca a mucosa da garganta e do nariz, deixa a região mais sensível e favorece aquela sensação de garganta raspando ao acordar, mesmo sem infecção. Quem dorme com ar condicionado ou passa o dia em ambiente climatizado sente ainda mais. Cuidar da hidratação e do ambiente ajuda a prevenir boa parte desse desconforto local. O que costuma aliviar Antes de pensar em remédio, várias medidas caseiras aliviam o sintoma enquanto o corpo se recupera. Elas não substituem avaliação quando o quadro persiste, mas ajudam a passar melhor pelos primeiros dias: Beba bastante água ao longo do dia, o que hidrata a mucosa e alivia a irritação, ainda mais no tempo seco daqui. Prefira líquidos mornos, como chás e caldos, que costumam confortar a garganta inflamada. Faça gargarejo com água morna e sal, um recurso simples que ajuda a reduzir a sensação de ardência. Umidifique o ambiente, use uma bacia de água no quarto ou um umidificador, sobretudo à noite. Evite fumaça de cigarro, álcool e ambientes muito empoeirados, que irritam ainda mais a garganta. Descanse a voz e o corpo, porque o repouso ajuda a recuperação de qualquer virose. Por que não sair tomando remédio por conta própria É comum pesquisar o nome de um comprimido e comprar na farmácia por conta, mas isso tem riscos. Antibiótico, por exemplo, não serve para dor de garganta viral, que é a maioria dos casos, e usar sem necessidade atrapalha o organismo e favorece resistência bacteriana. Analgésicos e pastilhas podem aliviar o sintoma, mas mascaram um quadro que às vezes precisa de olhar mais atento. Por isso a orientação é não se automedicar: o certo é entender a causa antes de escolher qualquer tratamento, e essa escolha é do médico, que ajusta ao seu caso e ao seu histórico. Sinais de que não é só uma virose Alguns detalhes sugerem que o quadro merece avaliação em vez de espera. Febre alta que não cede, placas de pus nas amígdalas, dor muito forte para engolir, gânglios inchados no pescoço e mau hálito persistente podem indicar uma causa bacteriana que precisa de conduta específica. Dor de garganta que se repete várias vezes ao ano também merece investigação, porque pode ter um fundo que dá para tratar. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar uma avaliação quando a dor de garganta passa de alguns dias sem melhorar, volta com frequência ou vem acompanhada de febre alta, dificuldade para engolir ou placas de pus. Procure atenção com mais rapidez se houver dificuldade para respirar, para abrir a boca ou muita dor de um lado só, porque esses sinais pedem olhar imediato. No OtorrinoDF, a proposta é examinar a garganta, entender a causa e orientar o tratamento conforme o seu caso, e não a partir de um nome genérico. Descobrir a origem é o primeiro passo para aliviar de verdade e evitar recaídas.
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