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- Faringoconjuntivite viral: quando a garganta e os olhos inflamam juntos
Começa com a garganta doendo e, um ou dois dias depois, o olho fica vermelho, lacrimejando e com aquela sensação de areia por dentro. Muita gente acha que pegou duas coisas ao mesmo tempo, ou que a conjuntivite veio do nada. Na maioria das vezes é um quadro só, com nome próprio: faringoconjuntivite viral, uma infecção em que o mesmo vírus inflama a garganta e a parte da frente dos olhos. Reconhecer o conjunto evita tratamento errado e, principalmente, evita que a família inteira pegue. O que é faringoconjuntivite viral O nome parece complicado, mas descreve exatamente o que acontece. Faringite é a inflamação da faringe (a parede do fundo da garganta) e conjuntivite é a inflamação da conjuntiva (a membrana transparente que cobre o branco do olho e a parte de dentro da pálpebra). Quando um único vírus provoca as duas ao mesmo tempo, o quadro recebe o nome composto. Os adenovírus são os causadores mais frequentes, e eles têm preferência justamente por esses dois tecidos, que ficam ligados por dentro: o olho se comunica com o nariz pelo canal lacrimal, e o nariz se comunica com a garganta. Os sintomas que aparecem juntos O quadro costuma ter um padrão reconhecível. A dor de garganta vem primeiro, às vezes com vermelhidão intensa e dificuldade para engolir. A febre pode subir, especialmente em criança. O olho entra em cena logo depois, em geral de um lado só no começo, passando para o outro em um ou dois dias. A secreção é aguada e clara, diferente da secreção amarelada e espessa que gruda o cílio ao acordar. Somam-se olho vermelho, coceira, incômodo com a luz e a impressão de corpo estranho. Também é comum sentir os gânglios do pescoço e da frente da orelha inchados e doloridos. O que ajuda a diferenciar de uma amigdalite bacteriana é o conjunto: infecção bacteriana de garganta não dá conjuntivite, não vem com coriza nem tosse, e quase sempre deixa placas de pus nas amígdalas. Já na faringoconjuntivite viral o olho é parte do pacote, e é esse detalhe que muda a leitura do caso. Por que esse quadro corre tanto em Brasília Dois fatores locais empurram o número de casos para cima. O primeiro é a estiagem: com a umidade do ar baixa, a mucosa da garganta e do nariz seca e perde a camada de muco que funciona como barreira, e o olho, igualmente seco, fica mais suscetível. O segundo é a convivência em ambiente fechado com ar condicionado, em escritório e em sala de aula, onde o mesmo ar circula entre muitas pessoas o dia inteiro. A transmissão é por contato, e aí está o ponto que mais pega as famílias. O vírus vai da mão para o olho e para a boca, e sobrevive horas em maçaneta, celular, brinquedo, toalha e borda de piscina. Em creche e escola, um caso vira vários em poucos dias. O período de contágio é longo: dura enquanto houver sintoma e ainda alguns dias depois que o olho desinflamou. O que se espera da evolução É um quadro incômodo, mas que na maioria das vezes se resolve pela própria defesa do organismo. A dor de garganta tende a aliviar antes, e o olho leva mais tempo para voltar ao normal, às vezes uma a duas semanas. Como a causa é viral, antibiótico não encurta nada e colírio escolhido por conta própria pode piorar, sobretudo os que contêm corticoide, porque em infecção do olho eles têm risco real de agravar a lesão. Toda a conduta, inclusive a de alívio, precisa sair de avaliação com quem examinou o caso. Cuidados práticos enquanto passa Lave as mãos muitas vezes ao dia, com atenção especial depois de tocar o olho ou o rosto. Não compartilhe toalha, fronha, maquiagem de olho, colírio, copo nem talher, e troque a fronha com frequência. Limpe o olho com compressa de água fria e gaze limpa, do canto interno para fora, usando uma gaze diferente para cada olho. Beba água ao longo do dia e deixe uma bacia com água no quarto durante a estiagem, para a mucosa não secar. Evite lente de contato e maquiagem até o olho estar totalmente recuperado. Afaste a criança da escola enquanto houver febre e secreção, para não espalhar na turma. Não use no seu caso o colírio ou o remédio que sobrou de um episódio de outra pessoa. Prefira alimentos macios e em temperatura amena, que passam sem raspar a garganta inflamada. Quando procurar avaliação Vale marcar consulta quando a dor de garganta vem acompanhada de olho vermelho, quando a febre persiste, quando os sintomas passam de uma semana sem melhorar ou quando aparecem placas nas amígdalas. Busque atendimento sem esperar se houver dor forte no olho, queda da visão ou visão embaçada, muita sensibilidade à luz, inchaço importante da pálpebra, dificuldade para respirar ou para engolir líquido. Em criança, atenção para recusa de alimentação, prostração e sinais de desidratação. No OtorrinoDF, a avaliação examina a garganta e o nariz na própria consulta, identifica se o quadro é viral ou bacteriano e orienta o cuidado dos olhos junto com o do restante das vias respiratórias, encaminhando ao oftalmologista quando o caso pede. São quatro unidades no Distrito Federal, 33 especialistas e atendimento por mais de 60 convênios.
- Alerta vermelho de baixa umidade no DF: Dr. Gustavo Torres orienta no Correio Braziliense
O Distrito Federal entrou em alerta vermelho de baixa umidade, com índices abaixo de 12% e máxima de 35 °C. O Correio Braziliense ouviu o Dr. Gustavo Torres, otorrinolaringologista da OtorrinoDF (CRM-DF 18193, RQE 10128), sobre os cuidados com a saúde nesse período. O que o Dr. Gustavo explicou Beber pouca água pode levar à desidratação, com sinais como queda de pressão, enjoo, tontura, sensação de desmaio e dor de cabeça. Idosos, crianças e quem tem histórico de rinite ou sinusite costumam sentir mais o tempo seco. O ar seco resseca a boca, o nariz e a garganta e enfraquece a proteção natural das vias aéreas. Segundo ele, isso “pode facilitar a piora de doenças alérgicas e inflamatórias” e aumentar o risco de infecções, mesmo em quem não tem sintomas no resto do ano. Leia a matéria completa A reportagem está no site do jornal: matéria completa no Correio Braziliense. Para se cuidar nos dias secos Veja também no nosso blog: como usar ar-condicionado e umidificador no tempo seco e como fazer a lavagem nasal com soro. Se os sintomas persistirem ou piorarem, procure avaliação médica. A OtorrinoDF tem pronto atendimento de domingo a domingo na Asa Sul, limitado à capacidade. Veja os horários de cada unidade.
- Qual médico trata sinusite e como é a avaliação
A pergunta aparece quase sempre no meio de uma crise: o rosto pesa, o nariz não desentope, a dor de cabeça não passa e a pessoa quer saber a quem recorrer. A resposta curta é que a sinusite (inflamação dos seios da face) é tratada pelo otorrinolaringologista, o especialista em nariz, ouvido e garganta. Mas vale entender por que é ele, em que momento procurar e o que acontece na consulta, porque em Brasília, com meses de ar seco e poeira, muita gente convive com sintomas nasais achando que é sempre a mesma coisa. Por que o otorrinolaringologista é o especialista indicado Os seios da face são cavidades cheias de ar dentro dos ossos ao redor do nariz, das maçãs do rosto e da testa. Elas se comunicam com o nariz por passagens estreitas, e é aí que o problema começa: quando a mucosa incha, essas passagens fecham, a secreção fica presa e a inflamação se instala. O otorrinolaringologista estuda essa anatomia e tem em consultório os instrumentos para olhar dentro do nariz. Ele consegue ver se existe desvio de septo, pólipo nasal ou rinite mal controlada por trás das crises que se repetem. Isso não significa que outros médicos não possam ajudar. O clínico geral e o pediatra atendem bem um episódio isolado e sabem identificar o que precisa de encaminhamento. Na sinusite que volta sempre ou que não responde ao que já foi tentado, a avaliação especializada muda o rumo: o objetivo passa a ser encontrar a causa de fundo. Quando marcar a consulta Um resfriado comum dá congestão e desconforto por alguns dias e melhora sozinho. Suspeita-se de sinusite quando o quadro passa de dez dias sem melhora, ou quando parecia melhorar e piora de novo. Outros sinais que pedem avaliação: dor ou pressão na face que aumenta ao abaixar a cabeça, secreção espessa e amarelada por dias, perda do olfato, mau hálito persistente, entupimento em um lado só e dor nos dentes superiores sem problema dentário. Existem situações que pedem atendimento sem espera: febre alta com prostração, inchaço ou vermelhidão ao redor do olho, alteração da visão, dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual, ou confusão mental. São raras, mas merecem avaliação imediata. Como é a avaliação, na prática A consulta começa pela conversa, e ela vale mais do que parece: quanto tempo os sintomas duram, quantas vezes aconteceram no último ano, se há alergia e o que já foi usado antes. Depois vem o exame do nariz. A rinoscopia é o olhar inicial com uma fonte de luz. Quando é necessário ver mais fundo, faz-se a nasofibroscopia (endoscopia nasal), exame feito no próprio consultório com um aparelho fino e flexível, rápido e bem tolerado, que mostra onde os seios da face drenam. Em casos selecionados o médico solicita tomografia dos seios da face, que revela a anatomia e a extensão da inflamação, ou testes de alergia. Imagem não é rotina: entra quando há dúvida, quadros repetidos ou avaliação de cirurgia. O que o tratamento pode envolver O plano depende do que a avaliação encontrar, e é por isso que ele não se copia de um paciente para outro. Boa parte dos casos é de origem viral e se resolve com medidas de suporte e tempo, com destaque para a lavagem nasal. Quando há indício de infecção bacteriana, ou quando o quadro se arrasta, o médico define a conduta medicamentosa, sempre com prescrição. Nos casos crônicos entram o controle da alergia e o tratamento contínuo da mucosa, e a cirurgia fica reservada a situações específicas. Um ponto que sempre aparece no consultório: antibiótico não resolve sinusite viral, e o uso por conta própria atrasa o diagnóstico e favorece bactérias mais difíceis de tratar. O mesmo vale para descongestionantes nasais comprados sem orientação, que aliviam na hora e, usados por muitos dias, deixam o nariz mais entupido. Cuidados que ajudam enquanto você espera a consulta Faça lavagem nasal com soro fisiológico, conforme orientação profissional, em volume suficiente e não só algumas gotas. Beba água ao longo do dia, o que deixa a secreção mais fluida. Umidifique o quarto nos meses de seca, sobretudo para dormir. Durma com a cabeceira um pouco elevada, para aliviar a pressão na face. Evite fumaça de cigarro e de queimadas, poeira acumulada e mudanças bruscas de temperatura. Não reaproveite antibiótico ou spray nasal que sobrou de outra época, nem siga indicação de conhecidos. O clima de Brasília entra na conta A umidade baixa de boa parte do ano resseca a mucosa e prejudica o transporte natural do muco, que é o mecanismo de limpeza do nariz. Somam-se a poeira da estiagem, a fumaça de queimadas e o ar-condicionado de escritórios e carros. O resultado é um nariz irritado quase todo o tempo, terreno em que a rinite se descontrola e a sinusite encontra espaço. Por aqui, tratar sinusite de repetição passa por cuidar do nariz o ano inteiro, e não só na crise. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se os sintomas nasais passam de dez dias, se pioram depois de uma melhora aparente, ou se a pressão no rosto e a perda de olfato se repetem várias vezes ao ano. No OtorrinoDF, o atendimento em otorrinolaringologia está em quatro unidades em Brasília, com 33 especialistas e mais de 60 convênios aceitos, e exames como a nasofibroscopia são feitos na própria consulta. Descobrir o que mantém o nariz inflamado é o que transforma crises repetidas em um plano que funciona.
- Tratamento da labirintite: o que ajuda de verdade quem tem tontura
A crise costuma chegar sem aviso. A pessoa levanta da cama, vira a cabeça no travesseiro ou simplesmente se abaixa para pegar algo no chão, e o mundo inteiro parece girar. Vem enjoo, suor frio, medo de cair e aquela vontade de ficar imóvel até passar. No Brasil, o nome que quase todo mundo dá para isso é labirintite, e a pergunta que vem em seguida é sempre a mesma: existe tratamento? Existe, e funciona bem na maior parte dos casos. Mas ele começa por um passo que muita gente pula, que é descobrir de onde a tontura está vindo. Labirintite é só um dos nomes possíveis O labirinto é uma estrutura dentro do ouvido interno responsável pelo equilíbrio e pela audição. Labirintite, no sentido estrito, é a inflamação dessa estrutura, geralmente depois de uma infecção. Só que, no uso do dia a dia, a palavra virou apelido para qualquer tontura. E isso importa porque a causa muda completamente o tratamento. A vertigem posicional paroxística benigna, por exemplo, acontece quando pequenos cristais de cálcio se deslocam dentro do ouvido interno e se resolve com uma manobra feita no consultório, em poucos minutos, sem remédio nenhum. Já a doença de Menière, a neurite vestibular, a enxaqueca vestibular e até alterações de pressão ou de glicemia pedem condutas bem diferentes entre si. O que o médico investiga antes de tratar A consulta começa por uma conversa detalhada, e ela vale mais do que parece. O médico quer saber quanto tempo dura cada crise, se ela é de segundos ou de horas, o que a dispara, se existe zumbido ou perda de audição junto, se houve infecção recente e quais medicamentos você já usa. Depois vem o exame do equilíbrio, com testes que observam os movimentos dos olhos e a resposta do corpo a mudanças de posição. Conforme o caso, entram exames de audição, avaliação vestibular mais completa e exames de imagem. Esse roteiro é o que separa a tontura do ouvido daquela que vem do pescoço, da circulação, da ansiedade ou de um efeito colateral. Como o tratamento costuma ser conduzido O tratamento tem duas frentes. A primeira é a crise aguda, quando o objetivo é aliviar a vertigem e o enjoo para que a pessoa consiga se manter de pé e se alimentar. Existem medicamentos para essa fase, e eles precisam de prescrição: usados por tempo maior do que o necessário, atrapalham a recuperação do próprio equilíbrio e escondem o quadro real. A segunda frente é o que resolve de fato, e depende do diagnóstico: manobras de reposicionamento para os casos de cristais, tratamento da infecção quando ela existe, ajuste de dieta e controle de gatilhos na doença de Menière, tratamento da enxaqueca quando ela é a origem. Em muitos casos entra a reabilitação vestibular, uma fisioterapia específica com exercícios que treinam o cérebro a compensar a falha do labirinto. Brasília entra na conta Quem mora no Distrito Federal convive vários meses por ano com umidade do ar muito baixa, poeira e fumaça de queimada no fim da estiagem. Esse ambiente favorece infecções e alergias respiratórias, que por sua vez mexem com a ventilação do ouvido e podem participar do quadro de tontura. Some a isso a desidratação, que passa despercebida no clima seco e piora qualquer quadro de vertigem, e as noites mal dormidas. Não é que Brasília cause labirintite, mas ela cria um cenário em que a tontura aparece mais e demora mais a ceder. Cuidados práticos durante e depois da crise Na crise, sente ou deite em lugar seguro, fixe o olhar em um ponto parado e evite mudar de posição de forma brusca até a sensação diminuir. Beba água ao longo do dia. A desidratação é subestimada e no ar seco de Brasília ela chega rápido. Durma em horários regulares. Privação de sono é um gatilho frequente de tontura. Reduza café, bebida alcoólica, cigarro e excesso de sal, que costumam piorar quadros vestibulares. Levante da cama em duas etapas: sente na beirada, espere alguns segundos e só então fique de pé. Não dirija nem opere máquinas durante ou logo após uma crise. Anote o que acontece: horário, duração, o que você estava fazendo e sintomas associados. Esse registro encurta muito o diagnóstico. Nenhum medicamento por conta própria, nem o que funcionou para um parente. Remédio de tontura sem diagnóstico atrasa o tratamento certo. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar avaliação quando a tontura se repete, quando ela atrapalha trabalhar, dirigir ou andar sozinho, quando vem junto com zumbido, sensação de ouvido tampado ou queda de audição, e quando persiste por dias mesmo sem crise forte. Quedas ou quase quedas, especialmente em pessoas idosas, também pedem consulta, porque o risco de fratura muda a urgência da conversa. Alguns sinais pedem atendimento de emergência e não consulta agendada: tontura junto com dor de cabeça muito forte e súbita, visão dupla, fala embolada, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para andar mesmo parado, ou perda de audição repentina em um dos ouvidos. No OtorrinoDF, a avaliação do equilíbrio faz parte da rotina das quatro unidades em Brasília, com 33 especialistas e atendimento por mais de 60 convênios. Tontura tem tratamento, e ele funciona melhor quando se descobre o nome certo do problema.
- Dor de garganta pega? Como a infecção se transmite e como se proteger
A dúvida aparece sempre que alguém da casa começa a reclamar que dói engolir: isso pega? A resposta curta é que depende da causa. Dor de garganta não é uma doença, é um sintoma, e ele pode vir de uma infecção que se transmite de pessoa para pessoa ou de uma irritação que não passa para ninguém. Saber diferenciar muda o que você faz nos próximos dias, em casa e no trabalho. Nem toda dor de garganta é contagiosa Quando a origem é infecciosa, sim, existe transmissão. A maior parte dos casos vem de vírus respiratórios, os mesmos do resfriado e da gripe, e uma parcela menor vem de bactérias, com destaque para o estreptococo. Nesses cenários o agente circula e pode alcançar outras pessoas. Já quando a garganta dói por ar seco, poeira, fumaça, refluxo, uso excessivo da voz ou respiração pela boca durante o sono, não há nada a ser transmitido. A dor é real, incomoda igual, mas não se espalha pela casa. O que realmente passa de uma pessoa para outra Não é a dor que se transmite, é o micro-organismo que a provocou. Ele viaja em gotículas de saliva e de secreção do nariz, liberadas ao falar, tossir, espirrar e rir de perto. Também passa pelo contato indireto: a mão toca uma superfície onde essas gotículas caíram e depois leva o agente até a boca, o nariz ou os olhos. Copo compartilhado, garrafa de água que roda entre colegas, talher emprestado, beijo e maçaneta são caminhos comuns. Vale lembrar que a mesma infecção se manifesta de formas diferentes em cada um: quem foi contaminado pode desenvolver só coriza, ou tosse, ou febre, sem necessariamente sentir dor na garganta. Por quanto tempo a pessoa transmite Nos quadros virais, a transmissão começa por volta de um dia antes dos primeiros sintomas e é mais intensa nos dias iniciais, quando a coriza e a tosse estão no auge. Costuma cair bastante ao fim de uma semana, ainda que possa se estender um pouco mais em algumas viroses e em crianças. Nos quadros bacterianos confirmados e em tratamento, o período contagioso encurta de forma importante depois das primeiras vinte e quatro horas, e é justamente por isso que a avaliação faz diferença para quem mora ou trabalha junto. Sem tratamento, uma infecção bacteriana de garganta pode transmitir por semanas. Em Brasília, boa parte da dor de garganta não vem de contágio Aqui a conta é diferente da de outras cidades. Durante a estiagem, a umidade do ar cai para faixas muito baixas, a mucosa da garganta resseca e a dor aparece sem que ninguém tenha sido contaminado por ninguém. Some-se a isso o ar-condicionado ligado o dia inteiro em escritórios e carros, a poeira em suspensão, a fumaça de queimadas e o hábito de dormir com a boca aberta quando o nariz está entupido. É comum acordar com a garganta arranhando e melhorar ao longo do dia, depois de hidratar. Esse tipo de dor tende a ser seca, sem febre, sem placas e sem gânglios doloridos no pescoço, e não pede isolamento de ninguém. Por outro lado, quando várias pessoas da mesma casa ou da mesma sala adoecem em poucos dias, a hipótese infecciosa ganha força. Como reduzir o risco em casa e no trabalho Lave as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, e recorra ao álcool em gel quando não houver pia por perto. Cubra a boca e o nariz com o antebraço ou com lenço de papel ao tossir e espirrar, e descarte o lenço na hora. Nada de copo, garrafa, talher, escova de dentes ou toalha de rosto compartilhados enquanto alguém estiver com sintomas. Abra as janelas e deixe o ambiente ventilar, em vez de manter tudo fechado com o ar-condicionado reciclando o mesmo ar. Limpe com frequência o que a mão toca sempre: maçanetas, interruptores, celular, teclado e controle remoto. Mantenha a garganta hidratada ao longo do dia e umidifique o quarto à noite, que é o que protege a mucosa no tempo seco. Quem está com febre fica melhor em casa: febre indica fase ativa do quadro, e é a hora de maior transmissão. Não repasse a um familiar o tratamento que outro já fez, mesmo com sintomas parecidos, porque a causa pode não ser a mesma. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar avaliação quando a dor vem com febre alta, quando aparecem placas nas amígdalas, quando o pescoço incha de um lado só, quando engolir líquido fica muito difícil ou quando o quadro passa de três a quatro dias sem sinal de melhora. Dificuldade para respirar, voz abafada, incapacidade de abrir bem a boca e saliva escorrendo por não conseguir engolir pedem atendimento imediato. Também é indicado procurar o especialista quem repete episódios ao longo do ano e quem sente a garganta arranhando quase todos os dias na seca, porque nesses casos a origem costuma estar no nariz e não na garganta. Nas quatro unidades do OtorrinoDF em Brasília, a consulta avalia garganta, nariz e ouvidos em conjunto, o que ajuda a responder com mais segurança a pergunta que motivou a busca: esse quadro transmite ou não.
- Espirometria com DLCO: o que o exame mede e onde fazer em Brasília
Sai da consulta um pedido escrito assim: espirometria com DLCO. O paciente olha o papel, não reconhece a sigla e chega ao balcão sem saber o que está marcando. A explicação é mais simples do que o nome sugere. São dois exames que medem coisas diferentes do pulmão e que, juntos, mostram tanto a força com que o ar entra e sai quanto a eficiência com que o oxigênio passa para o sangue. Entender o que cada parte avalia ajuda a chegar preparado e a aproveitar melhor a consulta de retorno. O que a espirometria mede A espirometria avalia o fluxo de ar. O paciente enche o peito e sopra com força dentro de um bocal ligado ao aparelho, que registra quanto ar sai e em quanto tempo. Com isso o exame mostra se existe obstrução nas vias aéreas, como acontece na asma e na doença pulmonar obstrutiva crônica, ou um padrão de restrição, quando o pulmão não consegue expandir como deveria. O resultado depende de soprar direito, e por isso o profissional orienta e repete a manobra até obter medidas consistentes. O que o DLCO acrescenta DLCO é a sigla para difusão pulmonar do monóxido de carbono, um teste que mede a troca gasosa. Nele, o paciente inspira uma mistura com uma quantidade mínima e segura de monóxido de carbono junto com um gás marcador, segura o ar por cerca de dez segundos e depois solta. O aparelho compara o que entrou com o que voltou e calcula quanto gás atravessou a parede fina que separa o alvéolo do sangue. Em outras palavras: a espirometria mostra se o ar circula bem, e o DLCO mostra se esse ar está sendo aproveitado. Dá para ter uma espirometria dentro do esperado e ainda assim um DLCO alterado, e é exatamente por isso que os dois costumam ser pedidos na mesma sessão. Quando o exame costuma ser pedido O motivo mais comum é falta de ar que não se explica, principalmente quando alguém que sempre subiu escadas sem esforço passa a parar no meio do caminho. Também aparece na investigação de tosse crônica, no acompanhamento de doenças que enrijecem o tecido pulmonar, na avaliação de quem fumou por muitos anos e antes de algumas cirurgias. Em consultas de otorrinolaringologia, o pedido surge quando a queixa respiratória não se resolve só pelo nariz e pela garganta, e vale separar o que é via aérea superior do que vem de baixo. Como é feito, na prática O exame é feito sentado, sem agulha e sem contraste, e a parte técnica leva algo entre trinta e quarenta minutos com as repetições. O profissional coloca um clipe macio no nariz para que todo o ar passe pela boca, explica cada manobra antes e acompanha sopro a sopro. Alguns pedidos incluem a prova broncodilatadora: depois da primeira medida, o paciente recebe uma medicação inalatória no próprio local e repete o teste, para ver se a obstrução melhora. Pode dar uma leve tontura ao soprar com força, que passa com o descanso entre as tentativas. Como se preparar Não fume no dia do exame: o monóxido de carbono do cigarro altera diretamente o resultado do DLCO. Evite exercício físico intenso nas horas anteriores e chegue com alguns minutos de folga para descansar antes. Prefira uma refeição leve e roupas confortáveis, que não apertem a cintura nem o tórax. Leve a lista dos medicamentos que você usa e os exames anteriores, inclusive de outros serviços. Pergunte a quem pediu o exame se algum inalatório precisa ser suspenso antes e por quanto tempo, e não decida isso por conta própria. Avise a equipe se estiver gripado, com febre ou se fez cirurgia recente: às vezes vale remarcar para o resultado sair confiável. O ar de Brasília entra na conta Quem mora aqui convive com meses de umidade muito baixa, poeira em suspensão e fumaça de queimadas no fim da seca. Esse conjunto irrita a via aérea de cima a baixo, e sintomas que pareciam apenas de nariz entupido podem estar acompanhados de uma queixa respiratória mais profunda. Por isso o exame ganha ainda mais sentido quando a tosse atravessa a estiagem, quando o cansaço ao andar aumenta nesses meses ou quando a crise de asma que estava controlada volta a aparecer. O resultado sozinho não fecha diagnóstico: ele entra no conjunto com a história clínica e o exame físico. O que fazer com o resultado Os valores medidos são comparados com o esperado para idade, sexo, altura e características do paciente, e o DLCO ainda pode ser ajustado conforme a taxa de hemoglobina, já que anemia influencia o número. Leve o resultado a quem pediu o exame, mesmo que pareça normal: comparar com medidas antigas costuma dizer mais do que uma foto isolada. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar avaliação se a falta de ar aparece em atividades antes tranquilas, se a tosse passa de três semanas, se o chiado no peito voltou ou se você fuma ou fumou por muitos anos e nunca investigou a função pulmonar. Falta de ar súbita, dor no peito ou lábios arroxeados são situações de urgência e pedem atendimento imediato. No OtorrinoDF, a espirometria com DLCO e a prova broncodilatadora são realizadas com agendamento, nas unidades de Brasília, e o atendimento contempla mais de 60 convênios.
- Voz rouca: o que fazer e quando a rouquidão merece avaliação
A voz é a primeira coisa que muda quando a garganta não vai bem. Ela some no meio da frase, fica áspera, grave demais, ou exige um esforço que antes não existia. Em Brasília, com meses seguidos de ar seco, a rouquidão aparece com tanta frequência que muita gente passou a tratá-la como normal. Na maior parte dos casos ela realmente é passageira, mas existe um ponto em que deixa de ser apenas um incômodo e passa a ser um sinal que pede avaliação. O que acontece na garganta quando a voz fica rouca A voz nasce na laringe, o órgão que fica no meio do pescoço e abriga as pregas vocais, também chamadas de cordas vocais. São duas estruturas finas que se aproximam e vibram com a passagem do ar. Para que o som saia limpo, elas precisam estar lisas, bem hidratadas e vibrando de forma simétrica. Qualquer coisa que atrapalhe isso, inchaço, ressecamento, uma lesão na superfície ou uma dificuldade de fechamento, muda o timbre. É isso que a gente chama de rouquidão (alteração na qualidade da voz). As causas mais comuns da voz rouca A causa mais frequente é a inflamação da laringe por infecção respiratória, aquele quadro de resfriado ou gripe em que a voz some por alguns dias e volta sozinha. Logo atrás vem o uso excessivo ou inadequado da voz: falar alto por muito tempo, gritar, competir com ruído, cantar sem preparo. Também entram na lista o refluxo, que irrita a região quando o conteúdo do estômago sobe, o cigarro, o ressecamento das vias aéreas, alergias respiratórias e alterações estruturais como nódulos, pólipos e cistos nas pregas vocais. Em casos menos comuns, a rouquidão vem de problemas de tireoide, de alterações neurológicas ou de lesões mais sérias na laringe. Por que a voz sofre tanto em Brasília O clima do Planalto Central cobra seu preço aqui. Entre maio e setembro a umidade relativa do ar cai muito, e não é raro registrar valores abaixo de 20% no fim da tarde. As pregas vocais dependem de uma fina camada de muco para deslizar e vibrar sem atrito. Com o ar seco, esse lubrificante engrossa, a vibração fica irregular e a pessoa compensa fazendo mais força para falar, o que piora o quadro. Acrescente a poeira da estiagem, a fumaça das queimadas e o ar condicionado de escritórios e carros, e a conta fecha: garganta seca, pigarro constante e voz que cansa antes do fim do expediente. Quem usa a voz para trabalhar merece atenção redobrada Professores, vendedores, operadores de telemarketing, advogados, pastores, cantores e instrutores formam o grupo que mais aparece no consultório com queixa vocal. O sinal de alerta nesse grupo costuma ser o cansaço: a voz sai bem pela manhã e vai ficando áspera ao longo do dia, ou demora cada vez mais para se recuperar no fim de semana. Esse padrão merece avaliação antes que uma lesão se instale. O prazo que muda tudo: três semanas Existe um marco simples e importante. Rouquidão que persiste por mais de três semanas, sem causa evidente como um resfriado em curso, precisa ser investigada por um otorrinolaringologista. Não porque o quadro seja necessariamente grave, e sim porque só o exame da laringe mostra o que está acontecendo ali dentro. A avaliação costuma incluir a videolaringoscopia (exame que filma as pregas vocais com uma câmera fina), indolor e rápida. Esse prazo vale ainda mais para quem fuma ou já fumou, e para quem tem rouquidão acompanhada de dor persistente, dificuldade para engolir, caroço no pescoço ou perda de peso sem explicação. Cuidados práticos que protegem a voz Boa parte do cuidado vocal cabe na rotina, e faz diferença especialmente na temporada seca: Beba água em pequenos goles ao longo do dia, porque a hidratação da mucosa não se resolve de uma vez só. Evite gritar e falar por cima de música alta ou ruído de máquina, situações em que a força é feita sem perceber. Não pigarreie nem tussa de propósito para limpar a garganta, porque isso bate uma prega vocal contra a outra. Sussurrar não descansa a voz, ao contrário do que muita gente acredita, e pode até exigir mais esforço. Deixe um umidificador ou uma bacia com água no quarto durante a estiagem. Faça pausas de voz ao longo do dia se você fala muito no trabalho, nem que sejam alguns minutos em silêncio. Cuide do refluxo e das alergias com acompanhamento, já que os dois mantêm a laringe irritada. Não recorra por conta própria a pastilhas, sprays ou sobras de tratamentos anteriores para mascarar a rouquidão. Quando procurar o otorrinolaringologista Marque avaliação se a rouquidão passar de três semanas, se a voz sumir por completo, se houver dor ao falar, falta de ar, engasgos, sangue na saliva ou caroço no pescoço. Em crianças, voz rouca constante também pede consulta, porque costuma ter causa identificável e tratável. E se a sua voz é o seu instrumento de trabalho, não espere o quadro apertar: a avaliação precoce muitas vezes evita que um esforço repetido vire uma lesão que precisa de tratamento mais longo. A OtorrinoDF tem quatro unidades em Brasília, 33 especialistas e mais de 60 convênios, com estrutura para examinar a laringe e entender a origem da alteração vocal. Voz rouca tem explicação, e descobrir qual é a sua é o que permite cuidar do problema certo.
- Lavagem de ouvido: dá para fazer na farmácia? O que saber antes
"Qual farmácia faz lavagem de ouvido?" É uma das perguntas que mais chegam até nós, e vem sempre da mesma situação: o ouvido entupiu, a audição ficou abafada, incomoda, e a vontade é resolver no caminho de casa. A pergunta é legítima, mas a resposta curta é que a lavagem de ouvido é um procedimento, não um serviço de balcão. Antes de falar de como tirar a cera, vale entender por que ela está ali. A cera não é sujeira O cerume, nome técnico da cera, é produzido pelo próprio conduto auditivo e tem função de proteção. Ele mantém a pele do canal lubrificada, tem propriedades que dificultam a instalação de fungos e bactérias, e funciona como uma armadilha para poeira, pólen e pequenos insetos, impedindo que cheguem perto do tímpano. Ou seja, um ouvido com cera é um ouvido que está se defendendo. O canal auditivo também tem um mecanismo natural de limpeza: a pele se renova de dentro para fora e vai empurrando a cera velha em direção à saída, onde ela sai sozinha no banho, sem que você perceba. Então por que ela acumula? Em algumas pessoas esse mecanismo não dá conta. Canais mais estreitos ou curvos, produção naturalmente mais intensa, cera de consistência mais seca, muito pelo no conduto e idade mais avançada favorecem o acúmulo. Quem usa fone intra-auricular por muitas horas, aparelho auditivo ou protetor de piscina também tende a empurrar cera para dentro sem querer. E há o principal vilão: o cotonete, que na prática funciona como um pistão, levando para o fundo aquilo que estava a caminho da saída. Em Brasília existe um agravante conhecido. Nos meses de seca, com umidade do ar muito baixa, poeira em suspensão e fumaça de queimada, a pele do conduto desidrata e a cera fica mais dura e mais aderida. Muita gente percebe o ouvido entupido justamente nessa época, ou depois de um fim de semana de piscina, quando um pouco de água amolece e faz o tampão de cera inchar e fechar o canal de uma vez. Por que a lavagem não é procedimento de farmácia Jogar água no canal auditivo parece inofensivo, mas há duas condições em que isso pode causar dano real: quando existe uma perfuração no tímpano e quando há infecção ou machucado na pele do conduto. O problema é que nenhuma das duas dá para saber de fora. Só um exame com otoscópio, o aparelho com luz que o médico usa para olhar dentro do ouvido, mostra se o tímpano está íntegro e se aquilo que está tampando é mesmo cera. Sem esse olhar, a lavagem passa a ser um chute com risco de dor intensa, tontura, zumbido e, no pior cenário, perda auditiva. Além disso, nem todo ouvido entupido é cera. A mesma sensação aparece em otite, em disfunção da tuba auditiva, em quadro alérgico, em corpo estranho, principalmente em criança, e em perda auditiva súbita, que é urgência e precisa de atendimento rápido. Lavar um ouvido que não estava com cera não resolve o sintoma e atrasa o diagnóstico que importava. Como a remoção é feita no consultório Na consulta, o otorrinolaringologista primeiro examina e identifica o que há no canal. A partir daí escolhe a técnica conforme o caso, que pode ser a aspiração, a remoção com instrumento sob visão direta, a irrigação com temperatura controlada ou o amolecimento prévio do tampão antes de uma segunda etapa. É um procedimento rápido, feito no próprio consultório, e o alívio costuma ser imediato. A diferença central não está no equipamento, e sim no fato de alguém estar olhando para dentro do seu ouvido enquanto age. O que evitar por conta própria Enquanto você organiza a consulta, algumas medidas simples protegem o ouvido: Não introduza cotonete, grampo, chave, tampa de caneta ou palito no conduto. Eles empurram a cera e podem ferir a pele e o tímpano. Fuja da vela auricular, prática sem comprovação e com relato de queimadura e de resíduo dentro do canal. Não peça para alguém sem formação irrigar seu ouvido com seringa, em casa ou no balcão. Não pingue nada no ouvido por conta própria, nem produto de farmácia, nem óleo, nem água oxigenada. Se houver perfuração ou infecção, isso piora o quadro. Limpe apenas a parte externa da orelha, com a toalha, depois do banho. Se costuma usar fone por muitas horas, faça pausas e higienize a ponta de silicone com frequência. Não tente resolver antes de viajar de avião ou de mergulhar. Procure avaliação com antecedência. Quando procurar o otorrinolaringologista Vale marcar avaliação quando a audição está abafada, quando há sensação de ouvido tampado que não passa em poucos dias, coceira persistente, zumbido, tontura ou a impressão de escutar a própria voz de dentro da cabeça. Também vale quando o acúmulo de cera se repete com frequência, porque nesse caso existe rotina de acompanhamento que evita chegar ao tampão completo. Procure atendimento sem esperar se houver dor forte, saída de secreção ou de sangue pelo ouvido, febre, perda auditiva que apareceu de repente ou tontura intensa. No OtorrinoDF, as quatro unidades em Brasília reúnem 33 especialistas e mais de 60 convênios, com estrutura para examinar o conduto, identificar a causa real do ouvido entupido e resolver com segurança. Cera é normal e o incômodo tem solução simples: o que não vale a pena é descobrir do jeito difícil o que havia atrás do tampão.
- Apneia do sono: qual médico procurar e como é o tratamento
Ronco alto, pausas na respiração percebidas por quem dorme ao lado e a sensação de acordar cansado mesmo depois de uma noite inteira na cama: esses são sinais frequentes de apneia obstrutiva do sono. É um problema comum, muitas vezes ignorado por anos, e que tem tratamento. A dúvida que mais aparece é por onde começar: qual médico procurar e o que esperar da avaliação. Este texto responde a essas perguntas de forma direta. O que é a apneia obstrutiva do sono Durante o sono, os músculos da garganta relaxam. Em algumas pessoas, esse relaxamento faz a passagem do ar se estreitar ou fechar por alguns segundos. O resultado são pausas na respiração, chamadas apneias, ou reduções importantes do fluxo de ar, as hipopneias. A cada pausa, o cérebro dá um pequeno alerta para a pessoa voltar a respirar, muitas vezes sem que ela perceba. Isso pode acontecer dezenas de vezes por hora e fragmenta o sono, que deixa de ser reparador. Sinais que merecem atenção O ronco alto e frequente é o sinal mais conhecido, mas nem todo ronco é apneia. Chamam atenção as pausas na respiração seguidas de engasgo ou ronco forte, o sono agitado, acordar várias vezes para urinar, dor de cabeça pela manhã, boca seca ao acordar, sonolência durante o dia, dificuldade de concentração e irritação. Cochilar sem querer em reuniões, diante da TV ou, principalmente, ao volante é um alerta importante. Com o tempo, a apneia sem acompanhamento pode se associar a pressão alta, alterações do ritmo do coração e piora do controle da glicose. Por isso vale investigar, sem pânico, mas também sem adiar. Qual médico trata apneia do sono A apneia é cuidada por uma equipe, e o otorrinolaringologista tem papel central porque o problema acontece justamente na via aérea: nariz, garganta, amígdalas, palato (céu da boca) e base da língua. Na consulta, o otorrino examina essas estruturas e pode fazer a nasofibrolaringoscopia (exame com uma câmera fina introduzida pelo nariz) para ver onde está o estreitamento. Dependendo do caso, participam também o médico do sono, o pneumologista, o cardiologista, o endocrinologista e o dentista especializado em sono. O importante é começar: o otorrino é uma boa porta de entrada, sobretudo para quem ronca, tem nariz sempre entupido ou amígdalas grandes. Como é feito o diagnóstico O exame que confirma a apneia é a polissonografia (o exame do sono). Durante uma noite, sensores registram a respiração, a oxigenação do sangue, os batimentos do coração, os movimentos e as fases do sono. O resultado mostra quantas pausas acontecem por hora e classifica a apneia em leve, moderada ou grave. É essa informação, somada ao exame da via aérea, que orienta o tratamento. Quais são as opções de tratamento Não existe um tratamento único. A escolha depende da gravidade, da anatomia de cada pessoa e dos hábitos de vida. Entre as possibilidades que o médico pode discutir estão: Mudanças de hábito, como perda de peso quando há sobrepeso, redução do álcool à noite e ajuste da posição para dormir, já que muita gente piora de barriga para cima. O CPAP, um aparelho que envia ar com pressão leve por uma máscara e mantém a garganta aberta durante a noite, é a referência para muitos casos moderados e graves. O aparelho intraoral, uma placa feita sob medida pelo dentista que posiciona a mandíbula um pouco para a frente, pode ser indicado em casos selecionados. E há cirurgias da via aérea, como a correção do septo, a redução das conchas nasais ou a retirada de amígdalas grandes, quando a avaliação mostra um ponto específico de obstrução. Cada opção tem indicação própria. Por isso a decisão é feita em conjunto com o médico, depois do exame e da polissonografia. O tempo seco de Brasília também pesa Nos meses de estiagem, com umidade do ar muitas vezes abaixo de 20%, a mucosa do nariz resseca e a rinite tende a piorar. Com o nariz congestionado, a pessoa passa a respirar pela boca durante a noite, o que favorece o ronco e pode agravar a apneia em quem já tem o problema. Cuidar do nariz faz parte do cuidado com o sono, principalmente nesta época do ano. Cuidados práticos no dia a dia Mantenha horários regulares para dormir e acordar. Evite bebida alcoólica nas horas antes de deitar. Não use calmantes ou indutores de sono por conta própria: eles relaxam ainda mais a garganta. Experimente dormir de lado, com travesseiro na altura adequada. Mantenha o quarto arejado e, na seca, use umidificador ou uma bacia com água. Trate a rinite e a congestão nasal com acompanhamento médico. Se estiver com sono durante o dia, não dirija. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se você ronca alto com frequência, se alguém já percebeu pausas na sua respiração durante o sono, se acorda cansado ou com dor de cabeça, ou se sente sono fora de hora no dia a dia. Crianças que roncam, dormem de boca aberta ou têm sono muito agitado também devem ser avaliadas. Na OtorrinoDF, nossos especialistas atendem em quatro unidades em Brasília e podem avaliar a via aérea, solicitar a polissonografia e acompanhar o tratamento de perto.
- Audiometria tonal e vocal: como é o exame e onde fazer em Brasília
Pedir para repetir o que alguém disse, aumentar o volume da televisão ou sentir que as conversas em lugares cheios ficaram confusas são sinais que costumam levar à mesma recomendação: fazer uma audiometria. Muita gente recebe o pedido do exame e fica com dúvidas sobre o que é a parte tonal, o que é a parte vocal, se dói, quanto tempo leva e onde fazer. Este texto responde a essas perguntas de forma simples, para você chegar ao exame tranquilo e preparado. O que é a audiometria A audiometria é o exame que mede a capacidade de ouvir. Ela mostra se existe perda auditiva, em qual orelha, em quais sons e em que grau. O resultado sai num gráfico chamado audiograma, que o otorrinolaringologista usa para entender o que está acontecendo e decidir os próximos passos. O exame é feito por fonoaudiólogo, dentro de uma cabine acústica, uma pequena sala isolada de ruídos externos para que nenhum barulho do ambiente atrapalhe a medição. Audiometria tonal: os apitos de diferentes tons Na parte tonal, você usa fones de ouvido e escuta apitos em tons graves, médios e agudos, cada vez em volumes mais baixos. A cada som percebido, você levanta a mão ou aperta um botão. Assim o examinador descobre qual é o som mais fraco que você consegue ouvir em cada frequência (altura do som). Depois, um pequeno vibrador é colocado atrás da orelha para testar a via óssea, ou seja, a chegada do som diretamente ao ouvido interno. Comparar as duas medidas ajuda a saber se a dificuldade está no caminho do som, como no caso de cera ou líquido no ouvido, ou no próprio nervo auditivo. Audiometria vocal: ouvir e entender palavras Ouvir um apito não é o mesmo que compreender uma conversa. Por isso existe a parte vocal, também chamada de logoaudiometria. Nela, o fonoaudiólogo fala palavras ou sílabas em diferentes intensidades e você repete o que entendeu. O exame avalia duas coisas: a partir de qual volume você começa a reconhecer a fala e qual a porcentagem de palavras que consegue discriminar, isto é, entender corretamente. Esse dado é muito útil para quem diz que ouve, mas não entende, uma queixa comum em quem tem perda auditiva nos sons agudos. Como se preparar e quanto tempo leva O exame não dói, não usa agulha e não exige jejum. Costuma durar de 20 a 40 minutos, somando as partes tonal e vocal. A preparação mais importante é o repouso auditivo: evitar barulho intenso nas horas anteriores, como shows, fones de ouvido em volume alto, obras ou ambientes de trabalho ruidosos, porque a exposição recente ao ruído pode alterar temporariamente o resultado. Em Brasília, vale atenção extra a quem passa o dia no trânsito com janela aberta ou trabalha perto de máquinas. Também é importante que o ouvido esteja sem excesso de cera, que funciona como uma rolha e pode mascarar a audição real. No período de seca, a cera tende a ficar mais endurecida, e por isso muitas vezes o otorrino examina o ouvido antes. Para chegar bem ao exame, alguns cuidados práticos ajudam: Faça repouso auditivo de pelo menos 12 horas antes, longe de barulho forte e de fones em volume alto. Não tente limpar o ouvido com hastes flexíveis, grampos ou objetos: isso empurra a cera e pode machucar. Se estiver gripado, com o ouvido tampado ou com dor, avise a clínica, porque o exame pode precisar ser remarcado. Leve o pedido médico e exames de audição anteriores, se tiver, para comparação. Durante o teste, responda mesmo quando o som parecer muito fraco: é justamente esse limite que o exame procura. Chegue com alguns minutos de antecedência para descansar do barulho da rua antes de entrar na cabine. Onde fazer audiometria em Brasília O ideal é fazer a audiometria em um serviço que reúna o exame e a avaliação do otorrinolaringologista, porque o audiograma sozinho não fecha diagnóstico: ele precisa ser interpretado junto com a história do paciente e o exame do ouvido. No OtorrinoDF, a audiometria tonal e vocal é realizada por fonoaudiólogos, e o resultado pode ser avaliado pelos nossos otorrinolaringologistas. São quatro unidades em Brasília e mais de 60 convênios atendidos. Para saber qual unidade realiza o exame no horário que você precisa e se o seu convênio cobre, fale com a nossa equipe de agendamento. Quando procurar o otorrinolaringologista Procure avaliação se perceber que está ouvindo menos, se aparecer zumbido, sensação de ouvido tampado que não passa ou dificuldade para entender conversas em ambientes com barulho. Perda de audição repentina, em um ou nos dois ouvidos, merece atendimento o quanto antes, sem esperar alguns dias para ver se melhora. Pessoas expostas a ruído no trabalho, adultos a partir dos 60 anos e crianças com atraso na fala também se beneficiam de acompanhamento. O otorrino examina o ouvido, indica os exames necessários e explica o resultado com calma, para que cada paciente entenda a própria audição.
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