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Qual médico trata sinusite e como é a avaliação

há 5 horas
4 min de leitura

A pergunta aparece quase sempre no meio de uma crise: o rosto pesa, o nariz não desentope, a dor de cabeça não passa e a pessoa quer saber a quem recorrer. A resposta curta é que a sinusite (inflamação dos seios da face) é tratada pelo otorrinolaringologista, o especialista em nariz, ouvido e garganta. Mas vale entender por que é ele, em que momento procurar e o que acontece na consulta, porque em Brasília, com meses de ar seco e poeira, muita gente convive com sintomas nasais achando que é sempre a mesma coisa.


Por que o otorrinolaringologista é o especialista indicado


Os seios da face são cavidades cheias de ar dentro dos ossos ao redor do nariz, das maçãs do rosto e da testa. Elas se comunicam com o nariz por passagens estreitas, e é aí que o problema começa: quando a mucosa incha, essas passagens fecham, a secreção fica presa e a inflamação se instala. O otorrinolaringologista estuda essa anatomia e tem em consultório os instrumentos para olhar dentro do nariz. Ele consegue ver se existe desvio de septo, pólipo nasal ou rinite mal controlada por trás das crises que se repetem.


Isso não significa que outros médicos não possam ajudar. O clínico geral e o pediatra atendem bem um episódio isolado e sabem identificar o que precisa de encaminhamento. Na sinusite que volta sempre ou que não responde ao que já foi tentado, a avaliação especializada muda o rumo: o objetivo passa a ser encontrar a causa de fundo.



Quando marcar a consulta


Um resfriado comum dá congestão e desconforto por alguns dias e melhora sozinho. Suspeita-se de sinusite quando o quadro passa de dez dias sem melhora, ou quando parecia melhorar e piora de novo. Outros sinais que pedem avaliação: dor ou pressão na face que aumenta ao abaixar a cabeça, secreção espessa e amarelada por dias, perda do olfato, mau hálito persistente, entupimento em um lado só e dor nos dentes superiores sem problema dentário.


Existem situações que pedem atendimento sem espera: febre alta com prostração, inchaço ou vermelhidão ao redor do olho, alteração da visão, dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual, ou confusão mental. São raras, mas merecem avaliação imediata.


Como é a avaliação, na prática


A consulta começa pela conversa, e ela vale mais do que parece: quanto tempo os sintomas duram, quantas vezes aconteceram no último ano, se há alergia e o que já foi usado antes. Depois vem o exame do nariz. A rinoscopia é o olhar inicial com uma fonte de luz. Quando é necessário ver mais fundo, faz-se a nasofibroscopia (endoscopia nasal), exame feito no próprio consultório com um aparelho fino e flexível, rápido e bem tolerado, que mostra onde os seios da face drenam.


Em casos selecionados o médico solicita tomografia dos seios da face, que revela a anatomia e a extensão da inflamação, ou testes de alergia. Imagem não é rotina: entra quando há dúvida, quadros repetidos ou avaliação de cirurgia.


O que o tratamento pode envolver


O plano depende do que a avaliação encontrar, e é por isso que ele não se copia de um paciente para outro. Boa parte dos casos é de origem viral e se resolve com medidas de suporte e tempo, com destaque para a lavagem nasal. Quando há indício de infecção bacteriana, ou quando o quadro se arrasta, o médico define a conduta medicamentosa, sempre com prescrição. Nos casos crônicos entram o controle da alergia e o tratamento contínuo da mucosa, e a cirurgia fica reservada a situações específicas.


Um ponto que sempre aparece no consultório: antibiótico não resolve sinusite viral, e o uso por conta própria atrasa o diagnóstico e favorece bactérias mais difíceis de tratar. O mesmo vale para descongestionantes nasais comprados sem orientação, que aliviam na hora e, usados por muitos dias, deixam o nariz mais entupido.


Cuidados que ajudam enquanto você espera a consulta


  • Faça lavagem nasal com soro fisiológico, conforme orientação profissional, em volume suficiente e não só algumas gotas.

  • Beba água ao longo do dia, o que deixa a secreção mais fluida.

  • Umidifique o quarto nos meses de seca, sobretudo para dormir.

  • Durma com a cabeceira um pouco elevada, para aliviar a pressão na face.

  • Evite fumaça de cigarro e de queimadas, poeira acumulada e mudanças bruscas de temperatura.

  • Não reaproveite antibiótico ou spray nasal que sobrou de outra época, nem siga indicação de conhecidos.



O clima de Brasília entra na conta


A umidade baixa de boa parte do ano resseca a mucosa e prejudica o transporte natural do muco, que é o mecanismo de limpeza do nariz. Somam-se a poeira da estiagem, a fumaça de queimadas e o ar-condicionado de escritórios e carros. O resultado é um nariz irritado quase todo o tempo, terreno em que a rinite se descontrola e a sinusite encontra espaço. Por aqui, tratar sinusite de repetição passa por cuidar do nariz o ano inteiro, e não só na crise.


Quando procurar o otorrinolaringologista


Procure avaliação se os sintomas nasais passam de dez dias, se pioram depois de uma melhora aparente, ou se a pressão no rosto e a perda de olfato se repetem várias vezes ao ano. No OtorrinoDF, o atendimento em otorrinolaringologia está em quatro unidades em Brasília, com 33 especialistas e mais de 60 convênios aceitos, e exames como a nasofibroscopia são feitos na própria consulta. Descobrir o que mantém o nariz inflamado é o que transforma crises repetidas em um plano que funciona.

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