O que fazer para evitar o calo nas cordas vocais?

Atualizado: 10 de Out de 2018


Os nódulos ou calos nas cordas vocais são motivo de grande preocupação entre os profissionais que utilizam a voz no trabalho. Esse problema decorre de uma irritação contínua nas pregas vocais.


O uso incorreto do timbre acaba gerando uma inflamação na área. Esse sintoma pode ser superficial, com tratamento mais fácil, porém, se não houver cuidado, pode evoluir para um quadro crônico. Para proteger sua saúde vocal, confira as dicas deste artigo.


O que é e quais os sintomas?


O calo nas cordas vocais é caracterizado por uma lesão nessa área. Isso ocorre em razão do uso frequente e incorreto da voz. Em geral, o nódulo surge após um longo período de mau uso das pregas vocais.


O calo é mais frequente em profissionais que precisam da voz para seu trabalho cotidiano como: professores, cantores, técnicos de esportes, locutores, narradores, palestrantes, pastores, telefonistas e atores.


O diagnóstico pode ser confirmado por meio de exames específicos, como uma endoscopia,laringoscopia e sempre indicados pelo médico responsável pelo caso. Os sintomas são:

  • rouquidão;

  • dificuldades ao falar;

  • perda da voz;

  • alteração do timbre vocal;

  • tosse seca prolongada;

  • perda do fôlego ao falar;

  • irritação na garganta;

  • diminuição do volume da voz.


Caso esses sintomas tenham duração superior a 15 dias, recomenda-se uma consulta ao otorrinolaringologista.


Quais os grupos mais atingidos e as causas?


A lesão da laringe afeta também pessoas que trabalham em ambientes com muito barulho ou que lidam com atendimento ao público. O uso recorrente da voz, sem os devidos cuidados, acaba ocasionando os nódulos vocais.  


Um estudo feito no estado de Minas Gerais mostrou os seguintes dados sobre os pacientes adultos que apresentavam os nódulos:

  • 60% são professores;

  • 80% trabalham em jornada dupla ou tripla;

  • 90% são mulheres;

  • 95% não são fumantes.


A ocorrência costuma ser maior em mulheres com idade entre 25 e 35 anos. Outro grupo de risco é o infantil, com crianças de 7 a 9 anos, de ambos os sexos, porém levemente mais comum em meninos.


As causas mais recorrentes são:

  • falar durante muito tempo;

  • falar muito rápido;

  • falar alto demais

  • falar com voz diferente do timbre natural (mais grave ou mais aguda);

  • gritar com frequência;

  • não fazer intervalos durante a fala;

  • falar em locais com muito ruído;

  • imitar animais, sons diversos ou personagens infantis;

  • falar durante algum esforço físico (como esportes).


Em todos os casos, o fator principal é forçar as cordas vocais sem ter um período para descanso.


Quais são os tratamentos disponíveis?


A prática de exercícios nas pregas vocais e o descanso da voz são os tratamentos mais indicados. Esses exercícios devem ser recomendados por um fonoaudiólogo, que indicará a melhor terapia de voz. Porém, quando o calo é de grande proporção ou torna-se muito rígido, o mais indicado é a cirurgia. Esses são os casos mais graves e uma avaliação detalhada sempre é indicada .


Para que se evite a formação de um novo calo nas cordas vocais, a educação da fala é importante. Formas para prevenir são:

  • utilizar técnicas para projeção vocal;

  • fazer uso das técnicas de respiração;

  • aproveitar ambientes em que se possa utilizar microfone;

  • manter a garganta sempre hidratada, levando sempre uma garrafa de água,evitar gelada quando possível. 


O tratamento mais indicado deve ser prescrito pelo otorrinolaringologista e ou Fonoaudióloga ,ou mesmo os dois quando a terapia é conjunta.. Ele indicará o encaminhamento para o fonoaudiólogo e também informará a necessidade ou não de uma cirurgia. Seguindo as orientações médicas, em uma progressão positiva, a terapia pode levar de 8 a 12 sessões.


Quais os cuidados básicos e os riscos a serem evitados?


Os nódulos nas pregas vocais são diretamente ligados a maus hábitos e abuso da voz. Dessa forma, é preciso prevenir e cuidar bem da saúde vocal. 


Para proteger a voz, é necessário evitar o fumo, pois esse hábito desidrata as pregas vocais. Com isso, o primeiro sintoma é a rouquidão. Logo, as pessoas costumam forçar a garganta para falar ou provocar pigarros. Esses atos machucam as cordas vocais e podem abrir caminho para os nódulos.


O ar-condicionado também é um vilão, porque compromete o aparelho fonador, ou seja: laringe, pulmões, traqueia e outros, o que acarreta um esforço maior na hora da fala, muito prejudicial para a saúde da voz. Além disso, ele também causa crises alérgicas e resfriados.


Outro cuidado a ser tomado é com os condimentos em excesso nos alimentos. Não é preciso retirar os temperos do prato, apenas recomenda-se usá-los com moderação. Isso porque o exagero e o uso constante podem irritar a garganta durante a ingestão e também por alguns períodos após a refeição.


Uma boa solução é manter a garganta sempre hidratada e purificada. Para isso, é preciso apenas: uma garrafa de água e o consumo de uma maçã. Essa fruta limpa as pregas vocais, o que proporciona uma sensação de alívio imediato. A água, por sua vez, é a principal responsável pela hidratação da garganta.


Esses cuidados auxiliam para que não ocorram calos nas cordas vocais. Confira os principais tópicos sobre o cuidado com a voz:

  • beber água constantemente e, principalmente, quando for falar por um longo período;

  • fazer repousos vocais após uso prolongado da voz;

  • comer maçã com frequência, pois ela é adstringente e limpa o aparelho fonador;

  • evitar o uso de giz e pós que possam causar reações alérgicas;

  • cuidar da respiração;

  • evitar a exposição prolongada ao ar-condicionado;

  • bocejar, porque esse ato diminui a tensão na garganta, nos ombros e no pescoço;

  • evitar derivados de leite, uma vez que eles podem aumentar a secreção na garganta;

  • evitar o fumo ou a inalação da fumaça do cigarro;

  • evitar bebidas alcoólicas, porque elas diminuem a sensibilidade da laringe;

  • evitar pigarros, porque machucam as cordas vocais;

  • evitar ingestão frequente de café, tanto pela cafeína quanto pela temperatura da bebida;

  • evitar alimentos muito condimentados, que podem causar refluxo;

  • poupar a voz.


Como saber o diagnóstico de calo nas cordas vocais?


O diagnóstico de calos nas cordas vocais sempre deve vir do médico. Por meio da análise dos sintomas e também dos exames de imagem feitos em uma clínica especializada, o profissional da saúde avaliará o caso com precisão. Exames como videoestroboscopia nos ajuda muito na analise destas lesões , mesmo na fase em que elas estão se formando. A Clínica Otorrino DF dispõe de equipamentos de última geração (Storz) para análise destas lesões e melhor tratamento .


É preciso avaliar também fatores de risco, como refluxo gastroesofágico, problemas funcionais na laringe e na garganta. Após a avaliação, é necessário preservar a voz com as práticas de higiene vocal. Além disso, também devem ser seguidas as orientações do fonoaudiólogo.


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