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Conheça os sintomas e tratamentos de 4 doenças causadas pelo tempo seco

Atualizado: 8 de jan. de 2019


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Durante todo o ano, várias regiões do país têm massas de ar quentes e secas, principalmente no Centro-Oeste brasileiro. Quando a umidade fica abaixo do ideal, favorece a incidência de doenças causadas pelo tempo seco. Isso afeta diretamente o cotidiano de todos nós.


Nos longos meses sem chuvas, especialmente no inverno, vírus e bactérias aproveitam a brecha climática e proliferaram-se com mais rapidez. O que aumenta substancialmente os casos de alergias respiratórias, gripes e resfriados.


Uma das partes do corpo humano que mais fica comprometida nesse período é a garganta. No entanto, o desconforto pode se manifestar de diversas outras formas — obstrução nasal, cansaço, insônia, pigarro crônico e dificuldade para respirar. Quando esse quadro se instala, normalmente além das funções respiratórias ficarem comprometidas há indisposição e febre.


Todo esse inconveniente conduz os indivíduos a respirem pela boca. O problema é que, dessa forma, o ar não é suficientemente aquecido, filtrado e umidificado. Assim chega impuro na garganta e pode desencadear algumas doenças.


Nos tópicos a seguir, você encontrará tudo o que precisa saber sobre o assunto para ficar por dentro e reconhecer os sinais de alerta das doenças trazidas pela mudança climática. Continue a leitura e descubra!


1. Faringite


A faringite é um dos vários males que podem acometer o trato respiratório, assim como a laringite e a amigdalite. Esses distúrbios são mais comuns em dias frios. Pois o ar seco e a aglomeração maior de pessoas em locais fechados, favorecem a entrada de bactérias e vírus pelas vias aéreas.


Faringite é uma inflamação que costuma causar irritação, dor, coceira e desconforto na região da faringe. Ela se localiza na parte superior da garganta, que conecta o nariz e a boca à laringe e ao esôfago.


Essa doença, que pode parecer inofensiva, caso não tenha um acompanhamento médico é capaz de gerar um grande inconveniente. Suas diversas variações elencadas a seguir auxiliarão o paciente para melhor identificar e se antecipar na busca de uma prevenção de males maiores.


Faringite viral


A faringite viral é o tipo mais comum e é causada pela infecção de vírus na faringe, tal como o resfriado, a mononucleose e a gripe. Também pode ocorrer em portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), por exemplo, a gonorreia.


Outras condições como, clima seco, poluição, alergias, distensão nos músculos da garganta e até quadros mais graves, como infecção por HIV e tumores, igualmente são capazes de provocar a faringite. Nesse caso, o tratamento pode ser feito em casa à base de medicamentos e precauções simples.


Faringite bacteriana


A manifestação mais comum dessa variante da doença é a faringite estreptocócica, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Provocada pela infecção de bactérias, as faringites bacterianas exigem um tratamento com antibióticos prescritos por um médico.


Fatores de risco


Embora qualquer pessoa esteja propensa a desenvolver faringite, existem alguns comportamentos de risco e fatores externos que contribuem para a origem desse problema. Veja quais são logo abaixo.


Idade


Crianças e adolescentes são mais predispostos a desenvolverem faringite. A faringite estreptocócica, por exemplo, é apontada como agente de muitos casos em crianças.


Alergias


Os alérgicos a mofo, mofo pelos de animais de estimação e pó também estão mais propensos a desenvolverem faringite.


Exposição direta a elementos químicos


Morar em grandes cidades, onde o índice de poluição é muito alto, é considerado uma condição de risco. O ar poluído é uma combinação de partículas que provocam inflamação nas vias aéreas o que reduz nossas defesas naturais.


Contato com a fumaça do cigarro


Fumar ou se expor à fumaça do cigarro também são hábitos que colaboram para o surgimento desses sintomas. O fumo pode causar complicações ainda mais graves na garganta, como o câncer.


Infecções respiratórias crônicas


Infecções respiratórias consideradas crônicas, tais como enfisema pulmonar e asma, produzem muco que tem a capacidade de irritar a garganta e desenvolver a doença.


Frequentar ambientes com pouca circulação de ar


Viver, trabalhar ou estudar em locais muito fechados em que há grandes agrupamentos de pessoas, favorece o acesso de agentes causadores da faringite pelas vias aéreas.


Hipossuficiência imunológica


Ter imunidade baixa torna uma pessoa vulnerável a muitas complicações, principalmente as doenças causadas pelo tempo seco. Causas frequentes de baixa resistência são a diabetes, estresse, fadiga, infecção por HIV e má nutrição.


Sintomas de faringite


Os sintomas da faringite são de fácil reconhecimento. No entanto, é comum serem confundidos com outras alterações que atingem a garganta, como a laringite e a amigdalite. A dor de garganta, o sinal mais presente, não é suficiente para diagnosticar essa doença. Outros fatores também podem estar presentes:

  • problemas para falar ou engolir;

  • tosse ou garganta seca;

  • voz abafada ou rouca.


Esses indícios preliminares são parecidos tanto na faringite viral quanto na bacteriana. Nos dois casos, a membrana mucosa que recobre a faringe pode estar ligeira ou intensamente alterada e coberta por manchas brancas, ou pus.


A inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço, febre e alterações no exame de sangue são achados normais nas duas faringites, ainda que costumem ser mais perceptíveis na forma bacteriana.


Ajuda profissional


É recomendado uma consulta com o otorrinolaringologista quando surgirem:

  • dor forte e persistente na garganta, por mais de 1 semana;

  • dor no ouvido;

  • dificuldade para engolir, respirar e abrir a boca;

  • dor na face;

  • nódulos ao redor do pescoço;

  • rouquidão por mais de 2 semanas.


A consulta médica


Esse é o momento de encontrar respostas. Antes de ir conversar com o profissional, anote seus questionamentos. Não se esqueça de perguntar se há necessidade de exames e como é feito o tratamento, se há efeitos colaterais dos remédios e em quanto tempo é possível notar melhoras.


Relate quaisquer desconfortos, informe sobre seu histórico médico e cite os medicamentos que você está tomando e quais problemas relacionados à saúde já teve no passado.


Diagnóstico


Como citado anteriormente dificuldade em engolir, febre e dores de garganta não são sintomas exclusivos da faringite. Para o correto reconhecimento do problema, o médico fará condutas específicas para elaborar o diagnóstico. Ele também utiliza instrumentos a fim de examinar a garganta, os ouvidos e as vias aéreas. Por meio dessa verificação será possível investigar se há algo fora do comum.


Exames de sangue, como hemograma, e testes de alergias também costumam ser utilizados com o objetivo de fazer a contagem completa de diferentes tipos de células no sangue. Com isso é possível mapear a causa da contaminação — vírus ou bactérias.


Outro teste é feito pela coleta de secreção da garganta pelo profissional e levada para análise em laboratório.


Caso seja uma alergia, o médico poderá encaminhá-lo a um alergologista.


Tratamento


Há certas diferenças entre a faringite viral e a bacteriana. A primeira demanda menos cuidados do que a segunda, pois, a inflamação dura no máximo 1 semana com sintomas contornáveis. Já a faringite bacteriana, necessita do imediato atendimento médico e auxílio de tratamento com drogas antibióticas.


Tranquilize-se, a saída pode ser simples caso seja tra