Boca, Faringe e Laringe

Adenoidectomia (retirada de “carne esponjosa”)

A remoção das adenoides é uma cirurgia muito frequente em crianças devido às infecções das vias aéreas superiores que causam sintomas nasais recorrentes como a secreção nasal com obstrução. O aumento das adenoides pode causar o acúmulo de catarro no ouvido com prejuízos para a audição; dificuldade respiratória levando a respiração pela boca e o que pode gerar desconforto na garganta. Pode também provocar dores de cabeça pela oxigenação inadequada e roncos a noite; sono não recuperador fragmentado pelos roncos e despertar noturno que prejudica a atenção e humor durante o dia, além de episódios de otites e sinusites recorrentes.

A cirurgia possui duração de aproximadamente 10 a 20 minutos e as complicações no pós-operatório são raras. 

Amigdalectomia (retirada das amígdalas)

Essa é a cirurgia de remoção das amígdalas. Se elas sofrem inflamações com frequência, acaba gerando-se um certo grau de necrose e assim o aumento do tamanho da glândula e o processo infeccioso torna-se vicioso. Dessa forma, a glândula deixa de possuir a função de defesa e passar a causar doenças devendo ser retirada. 

A cirurgia é conveniente caso haja o aumento exagerado do tamanho das amígdalas levando à obstrução das vias aéreas superiores e á dificuldades de deglutição. 

Adenoamigdalectomia (adenoidectomia + amigdalectomia)

​É a cirurgia de remoção das amígdalas e adenóides. Ela pode ser indicada para amigdalites resistentes aos antibióticos, apneia do sono, respiração bucal sem melhora com tratamento, febre, abcesso e mau hálito. A cirurgia pode ser realizada em adultos e crianças acima de 2 anos, com anestesia geral sempre. 

Frenotomia lingual (cirurgia para “língua presa”)

Uvulopalatofaringoplastia (“cirurgia do ronco”)

Microcirurgia de laringe (cirurgia das “cordas vocais”)

É a cirurgia realizada para o tratamento do ronco e da síndrome da apnéia obstrutiva do sono. Esse procedimento visa aumentar o espaço de passagem de ar na laringe, para impedir que essa estrutura influencie o ronco e os episódios de apneia obstrutiva do sono.

Recomendações

A indicação da cirurgia é relativa, já que depende das diferentes queixas e avanços da doença em cada pessoa. Sendo indicada principalmente para tratar o distúrbio do sono com obstrução na via aérea alta (estruturas que compõe o sistema respiratório, mas que estão fora do tórax ou acima do ângulo esternal), como excesso de úvula - “sininho” da garganta e de palato mole. Também pode ser indicada para pacientes com queixas de ronco, acordar à noite sufocado, taquicardia, arritmias (alteração no batimento cardíaco), alterações da pressão arterial, sonolência diurna, irritabilidade, esquecimento e falta de concentração.

As indicações cirúrgicas são absolutas em pacientes que sofrem de apnéias noturnas - paradas respiratória de 10 segundos ou mais, repetitivas durante o sono.

Como é a cirurgia?

A uvulopalatofaringoplastia resume-se na remoção das amígdalas e de parte do palato mole. No entanto, em alguns casos a retirada das amígdalas pode não ser necessária, se for comprovado que essas estruturas não influenciam nas crises de ronco ou apneia do paciente.

O procedimento cirúrgico necessita de anestesia geral, sendo realizado por via oral, sem necessitar de cortes na face ou no pescoço.

Bisturi elétrico de alta freqüência (CAUP) e o laser (LAUP) são instrumentos que também podem ser utilizados para o procedimento. Nesses casos, a cirurgia pode ser realizada com a anestesia local.
Dependendo do quadro, o paciente também pode necessitar de outros procedimentos como, Adenoidectomia, Septoplastia e Turbinectomia e precisará colocar um tampão por dentro do nariz, para evitar sangramentos após a cirurgia, que poderá ser retirado entre 1 a 3 dias.

Pós - operatório

Nas primeiras 72 horas após a cirurgia, é necessário manter uma dieta líquida-pastosa-fria. Após uma semana será possível iniciar a alimentação normal, dependendo da recomendação médica

Os procedimentos cirúrgicos mais comuns para reverter a língua presa são a frenectomia (remoção do frênulo lingual) e a frenotomia (pequeno corte e separação do frênulo lingual). Os dois podem ser realizados com anestesia local e geralmente são feitos em ambulatório e conduzido por um médico ou cirurgião dentista.

São indicados para pacientes de qualquer idade e o tempo médio de recuperação é de​ um dia.

Como é a cirurgia para reverter a língua presa?

Os procedimentos cirúrgicos mais comuns para reverter a língua presa são a frenectomia (remoção do frênulo lingual)  e a frenotomia (pequeno corte e separação do frênulo lingual). Os dois podem ser realizados com anestesia local e geralmente são feitos em ambulatório e conduzido por um médico ou cirurgião dentista.

Ambos são indicados para pacientes de qualquer idade e o tempo médio de recuperação é de​ um dia.

Quando um problema de língua presa precisa de cirurgia?

Se o bebê com menos de um ano de idade, com a alteração no frênulo lingual, apresenta dificuldade de ganho de peso devido a dificuldade de sucção no peito da mãe, podendo levar ao desmame precoce e muitas dores no mamilo materno, durante a amamentação, a recomendação é corrigir o problema quanto antes, com a cirurgia.

Se a criança se desenvolve com a língua presa, pode haver alterações na linguagem oral e na mastigação e, consequentemente, uma alteração no crescimento facial no decorrer de sua vida.

A cirurgia tem como objetivo corrigir problemas da voz, como a laringe e pregas vocais.

Recomendação

É indicada para a retirada de nódulos (calos) nas cordas vocais. Assim como, para a remoção de pólipos, cistos, hemangiomas e papilomas.

 

Como é a cirurgia?

A cirurgia necessita de anestesia geral portanto, deve ser realizada em centro cirúrgico. É feita completamente por via oral, sem precisar de incisões (corte) na face ou pescoço. Em alguns casos, é necessária a realização da traqueostomia prévia  - abertura de um orifício na traqueia para a colocação de uma cânula para a passagem de ar, que pode ser temporária ou permanente.

Na maioria dos casos, a fonoterapia, com um profissional fonoaudiólogo, é recomendada no pré e pós-operatório.